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AÇÃO QUE AQUECE

Varal Solidário oferece roupas para proteger os mais carentes do frio

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Fotos: Angelo Cardoso


A chegada do inverno e, principalmente, a onda de frio dos primeiros dias de julho que passou por Araçatuba, motivaram profissionais e empresas a ajudar a aquecer os que mais precisam, por meio de varais solidários. A ideia consiste em deixar roupas e cobertores dependurados em um varal para que os mais carentes possam pegar um agasalho e se proteger das temperaturas baixas.

Com o lema “Se você puder, doe. Se você precisar pegue”, colaboradores da clínica Dr. da Saúde, localizada na esquina da rua Bandeirantes com a XV de novembro, instalaram um varal solidário no final do mês de junho, como uma forma de ajudar os que não têm como se proteger do frio.

Iniciativa de funcionários de uma clínica localizada na esquina da XV de Novembro com a Bandeirantes

A ação começou com a doação dos funcionários, mas acabou contagiando os frequentadores da clínica e as pessoas que passavam pela via e viam a iniciativa. Por dia, cinco pessoas, em média, fazem doações para manter o varal cheio. A clínica recebe cobertores, edredons, blusas, calças, sapatos, lençóis, travesseiros, gorros, tanto infantil quanto adulto, e coloca tudo no varal, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

“Tudo o que a gente coloca no varal é levado. O giro é muito rápido. Estamos recebendo muitas doações, mas tem mais pessoas ainda precisando”, afirma a enfermeira Lecilda Cardoso. Segundo ela, a ação vai continuar por tempo indeterminado, enquanto houver colaboração das pessoas.

BRECHÓ

A comerciante San Sangali, dona do Brechó Madame San, localizado na rua 12 de outubro, bairro São Joaquim, também aderiu ao varal solidário para ajudar as pessoas. Ela já costumava doar peças que não comercializa em sua loja, mas decidiu providenciar um varal e um carrinho de supermercado para deixar as roupas na calçada de seu estabelecimento, durante o dia.

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“Se uma roupa fica 30 dias na loja e não tem saída, eu já coloco para doação. Todas as peças têm ótima qualidade, porque foram compradas por mim, para a minha loja”, conta.

Hoje, ela tem 300 peças para doação, entre blusas, vestidos, calças jeans, camisas, dentre outras. Ela tem, também, dois edredons infantis, dois protetores de berço e dois pacotes de fralda tamanho P, para doar.

“Sempre trabalhei com o social, é algo que vem de muitos anos. Já distribuí comida e roupas para moradores de rua, durante os 22 anos em que fui pastora. Hoje, continuo ajudando, é sempre muito bom poder ajudar alguém”, afirmou.

ACADEMIA

A educadora física e dona de academia Cristiane Chisté, de Araçatuba, ficou sensibilizada com a onda de frio que atingiu a cidade e decidiu instalar um varal solidário em frente à sua academia com as peças que conseguiu de doação com suas alunas.

“É uma questão humanitária. Essa onda de frio veio bem pesada e senti que precisava fazer alguma coisa para ajudar”, contou.

Cristiane deixou o varal armado dia e noite e já distribuiu 120 peças. À medida que as roupas eram retiradas, ela fazia a reposição, inclusive com a ajuda de anônimos.

 

Varal organizado pela educadora física Cristiane Chisté fica na rua Babi Barione, Jardim Ipanema – Foto: Divulgação

Segundo ela, uma pessoa, vendo o varal já quase vazio, repôs as peças e ainda deixou uma sacola cheia de roupas na porta da academia, que fica na rua Babi Barione, 342, Ipanema.

As doações diminuíram nos últimos dias, mas o varal ainda está no local, principalmente com peças infantis. Quem puder ajudar, é só levar as roupas nos horários entre 7h e 9h30 e 16h e 20h.

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POLÍCIA CIVIL

A Polícia Civil de Araçatuba, em parceria com o Grupo de Amigos Posso Ajudar também aderiram à iniciativa do Varal Solidário. Nos dias 9 e 10 de julho, mantiveram roupas à disposição das pessoas carentes, em um varal instalado na Avenida Melen Jorge Rezek esquina com a Rua Ugolino D’aloca.

BEM-VINDA

O catador de recicláveis Frederico Furtado, 46 anos, foi um dos que se beneficiaram com o varal da clínica Dr. da Saúde. Feliz da vida, pegou peças para ele, a esposa e os três filhos. “A gente não pode comprar, então toda ajuda é bem-vinda”, disse.

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