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MISTÉRIO

Tradutora brasileira foi encontrada morta no quarto de um hotel em Santiago, no Chile

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(FOLHAPRESS) Giovanna Elias Bardi, 35, fazia sua primeira viagem sozinha. Ela ficaria no país vizinho por quatro dias e tinha passagem aérea de volta ao Brasil marcada também para este sábado. A brasileira morava em Sorocaba, cidade do interior de São Paulo.

O namorado de Giovanna, o engenheiro de produção Leandro Bonello, foi quem comunicou a morte da companheira pelas redes sociais.

“Amigos, é com grande tristeza que informo o falecimento da minha namorada Giovanna Elias Bardi. Amanhã [domingo] conseguirei mais informações”, escreveu no Facebook.

Bonello foi uma das últimas pessoas a fazer contato com a tradutora por telefone na noite de quinta-feira (4). Na manhã seguinte, parentes e o próprio namorado ficaram preocupados com o sumiço da brasileira, que não respondeu às mensagens enviadas.

Eles entraram em contato com a direção do hotel e pediram para que um funcionário fosse até o quarto da brasileira. Giovanna foi encontrada desacordada. Ela foi levada pelo serviço de emergência local até um hospital mais próximo. A unidade declarou oficialmente a morte da tradutora.

Assim que souberam do falecimento de Giovanna, Bonello e a mãe dela pegaram um voo rumo a Santiago. Eles chegaram na tarde deste domingo (7) em Santiago e deverão receber apoio da embaixada do Brasil no Chile para os trâmites de traslado do corpo.

A família também busca saber a causa da morte de Giovanna, que ainda é desconhecida e só será revelada após resultados de laudos periciais.

Procurado, o Itamaraty informou, por meio de nota, que está prestando assistência consular cabível à família. “Em respeito à privacidade dos envolvidos, não fornecemos informações de cunho pessoal sobre os casos consulares”.

Leandro Bonello voltou à redes sociais e disse que está sendo difícil acreditar na morte da namorada. “Onde quer que você esteja sinta-se amada, abraçada. A ficha está difícil de cair, sua falta pesa em cada segundo. Queria muito você aqui comigo”, disse.

MORTE DE BRASILEIROS
Neste ano, ao menos oito brasileiros, entre adultos e crianças, morreram no Chile em diferentes situações.
Em junho, Khálida Trabulsi Lisboa, 3, e Isadora Bringel, 7, não resistiram aos ferimentos provocados por fragmentos de rocha que se desprenderam de uma das montanhas da barragem de El Yeso, uma região turística localizada na região metropolitana de Santiago.

Segundo o jornal La Tercera, do Chile, as vítimas teriam cruzado uma barreira de segurança antes de o acidente ser registrado. Elas estavam acompanhadas dos pais. Outras pessoas saíram feridas do local.

No dia 22 de maio, outros seis turistas brasileiros morreram em Santiago por inalação de gás. O grupo estava de férias e havia alugado um apartamento no centro da cidade por meio de um aplicativo.

Os turistas brasileiros estavam a passeio no país havia cerca de uma semana. O grupo tinha dois casais e dois adolescentes. Seus nomes eram Fabiano de Souza, 41, e Débora Muniz Nascimento de Souza, 38, e os filhos Karoliny Nascimento de Souza, que faria 15 anos no último dia 24, e Felipe Aílton Nascimento de Souza, 13. Eles moravam em Biguaçu, SC.

O outro casal era formado pelo catarinense Jonathas Nascimento Kruger, 30, irmão de Débora, e a esposa dele, Adriane Kruger, 27, natural de Goiânia.

Bombeiros testaram o ar dentro do apartamento e encontraram altas concentrações de monóxido de carbono, um gás incolor e inodoro cuja inalação pode levar à morte. Foi aberta uma investigação sobre o incidente.
Autoridades chilenas ainda não identificaram a causa do vazamento do gás nem seu local exato. Tampouco se sabe por quanto tempo os brasileiros foram expostos a ele.

Os corpos das vítimas foram transladados para o Brasil e foram velados em um ginásio da cidade de Biguaçu.

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Viena

Queniano faz história ao completar maratona em menos de 2h

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Foto: Lisi Niesner / Reuters

O queniano Eliud Kipchoge fez história no atletismo neste sábado (12/10) ao se tornar a primeira pessoa a correr uma maratona em menos de duas horas. O atleta de 34 anos terminou a prova clássica de 42,195 quilômetros em 1 hora, 59 minutos e 40 segundos.

O tempo espetacular é quase dois minutos mais curto que seu recorde mundial, de 2 horas, 1 minuto e 39 segundos, conquistado na Maratona de Berlim no ano passado.

Kipchoge alcançou o feito em uma corrida não oficial em uma manhã fria em Viena, na Áustria, ao redor do Parque Prater, organizada justamente para que ele tentasse quebrar a marca.

“Me sinto bem, meu objetivo era fazer história […] Tentei e sou o homem mais feliz por correr em menos de duas horas para inspirar muitas pessoas, para dizer a elas que nenhum ser humano tem limites”, disse o atleta após o feito, que comparou com “caminhar na Lua” pela primeira vez.

“Isso mostra a positividade do esporte. Quero fazer do atletismo um esporte interessante e limpo. Quando corremos juntos, podemos tornar o mundo mais bonito”, acrescentou.

Segundo o queniano, este foi o maior marco do atletismo desde que Roger Bannister tornou-se o primeiro homem a correr uma milha (1.609 metros) em menos de quatro minutos, em 1954. “Após Bannister, levou 65 anos para que se fizesse história.”

“Posso dizer que estou cansado. Foi uma corrida difícil. Lembrem-se, os pacemakers estão entre os melhores atletas do mundo, eu os aprecio por fazer o trabalho”, completou, referindo-se aos atletas que acompanham o líder na prova para determinar seu ritmo.

Neste sábado, Kipchoge contou com 42 pacemakers que o acompanharam ao longo da maratona em grupos alternados de sete homens, muitos deles atletas renomados, além de um carro elétrico que lançava lasers na pista, projetando a posição ideal do atleta.

Correndo a uma velocidade média de 2 minutos e 50 segundos por quilômetro, que se manteve praticamente constante ao longo da corrida, o queniano completou metade da maratona em 59 minutos e 35 segundos, 11 segundos antes do previsto.

Nos últimos 500 metros, os pacemakers e o carro deixaram de acompanhar Kipchoge, que abriu os braços, apontou para a multidão e lançou sorrisos ao terminar a prova e alcançar a marca desejada. “Isso significa muito para o Quênia”, declarou.

A Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) disse que não reconheceria a corrida como um recorde oficial, dada a condição da prova, que não se tratava de uma competição aberta, e a alternância de pacemakers.

A corrida, organizada e financiada pela empresa química britânica Ineos e intitulada de desafio Ineos 1.59, não ficou livre de críticas, tendo sido considerada por alguns um evento mais midiático e comercial do que esportivo.

Somente as câmeras do organizador foram autorizadas a filmar a corrida, testemunhada por inúmeros espectadores, incluindo o quatro vezes vencedor do Tour de France e o líder da equipe de ciclismo da Ineos, Chris Froome.

Kipchoge é um dos maiores corredores de todos os tempos. Aos 18 anos, venceu o Mundial de Cross Country em Lausanne, na Suíça. Também em 2003, ficou em primeiro nos 5.000 metros no Campeonato Mundial de Atletismo de Paris.

Em Olimpíadas, o queniano ganhou medalha de bronze nos 5.000 metros em Atenas em 2004, medalha de prata na mesma modalidade em Pequim em 2008 e, oito anos depois, foi o grande vencedor da maratona nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016.

A corrida neste sábado foi a segunda tentativa de Kipchoge de romper a barreira de menos de duas horas em maratona. Em Monza, na Itália, há dois anos, ele fracassou por 26 segundos.

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Internacional

Família consegue traslado do corpo de brasileira morta em Portugal

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A família da brasileira Camila da Silva, de 30 anos, que foi encontrada morta no dia 2 de outubro, na Vila Arruda dos Vinhos, no distrito de Lisboa, em Portugal, conseguiu arrecadar dinheiro para realizar o traslado do corpo para o Brasil.

A vítima era de Ipatinga, interior de Minas, e deixou uma filha de 10 anos. Familiares e amigos lamentaram a morte de Camila e pediram apoio financeiro de R$ 30 mil para trazer o corpo da jovem para o País.

Na quarta-feira, 9, Werleis Silva, irmão de Camila, informou em um post nas redes sociais que a família havia conseguido arrecadar o dinheiro por meio de “vaquinha” e que o traslado está previsto para a próxima segunda-feira, dia 14.

A família espera realizar o velório de Camila até a próxima quarta-feira, 16. “Conseguimos arrecadar o dinheiro para fazer o traslado. Agradecemos a todos. Já demos o passo principal, conseguimos a funerária em Portugal. Mandamos os documentos do Brasil para lá. Teremos o parecer da funerária ainda nesta semana, em razão dos dias que precisam para resolver tudo”, disse Werleis Silva em vídeo publicado no Facebook.

Tragédia

O corpo de Camila da Silva foi localizado dentro de uma mala envolta por fita adesiva por um morador que passeava com seu cão pelo local. A Guarda Nacional Republicana confirmou a ocorrência.

No dia seguinte (quinta-feira, 3), a Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa anunciou a prisão do companheiro da vítima, de 38 anos, suspeito de tê-la matado à facada, com um golpe letal, na casa onde moravam, e abandonado o corpo dentro da mala. Ele foi encontrado dentro de uma área de mata, mas há indícios de que tentava deixar o país.

Em nota, a polícia informou que recolheu provas, as quais incriminam fortemente o suspeito. A investigação apura se o homicídio aconteceu por motivo passional. O suspeito aguarda julgamento.

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error: Conteúdo protegido. LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998
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