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Polícia apreende mais de 500 diamantes extraídos de terras indígenas em MT

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Imagem Ilustrativa


(FOLHAPRESS) – A Polícia Civil de Comodoro (MT) apreendeu neste sábado (6) mais de 500 pedras de diamante extraídas ilegalmente de uma terra indígena.

Dois homens foram presos em flagrante, incluindo um ex-assessor parlamentar da Assembleia de Mato Grosso. É uma das maiores apreensões desse tipo registradas no país.

Os diamantes estavam em dois sacos com 470 pedras. Havia ainda um par de brincos e um pingente em forma de pantera, ambos cravejados de diamantes -estratégia usada para despistar a fiscalização.

Ainda não há uma estimativa do valor dos diamantes apreendidos. Por causa da quantidade, os policiais não tiveram tempo para contar as pedras incrustadas nas duas joias.

Segundo a polícia, as pedras foram encontradas após uma denúncia anônima informando o veículo em que ambos viajavam, vindos de Rondônia. Foi montada uma barreira na BR-174 em área próxima a Comodoro, a 638 km a noroeste de Cuiabá.

Um dos presos é Almir Ribeiro de Carvalho Filho, que, apesar de não ser mais assessor parlamentar desde o início do ano, portava um crachá da Assembleia Legislativa.

O outro é o Alison Celso da Silveira, que, de acordo com a polícia, tem três empresas inativas de mineração em seu nome.

No depoimento, eles afirmaram que as pedras foram extraídas ilegalmente da Reserva Roosevelt (RO), uma terra indígena habitada pelos índios da etnia cinta-larga, e seriam comercializadas em Diamantina (MG).

Ambos responderão pelo crime de receptação de bens da União. A reportagem não conseguiu localizar seus advogados.

Desde 1999 a Roosevelt, localizada em Espigão d’Oeste (RO), sofre com a exploração ilegal de diamantes. No auge da exploração, em 2004, índios cinta-larga mataram 29 garimpeiros na terra indígena. Estima-se que, na época, havia cerca de 5.000 não indígenas dentro do território.

Atualmente, é proibido minerar em terras indígenas. A Constituição de 1988 prevê que a atividade precisa ser regulamentada pelo Congresso e que é necessária consulta prévia aos indígenas.

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Acidentes de trânsito com menores geram 9,8 mil indenizações este ano

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Acidentes de trânsito geraram indenizações para 9.865 crianças e adolescentes de até 17 anos entre janeiro e setembro deste ano.

O levantamento é de uma seguradora, responsável pelo Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres  (DPVAT), benefício a que todos os brasileiros têm direito quando se acidentam em território nacional.

Segundo a pesquisa, que contabiliza apenas quem pediu a indenização, foram 36 crianças e adolescentes acidentados por dia este ano. Entre os casos, 70% são indenizações por invalidez, pagas quando há sequelas permanentes nas vítimas. Das 9.865 indenizações nesta faixa etária, 1.461 foram por morte no trânsito.

A maior parte dos menores vitimados nesses quase 10 mil acidentes era formada por pedestres (58%), e cinco mil ocorrências envolveram motocicletas, enquanto automóveis foram os veículos em 3,4 mil sinistros.

O estado de Minas Gerais é o que concentra o maior número de indenizações a crianças e adolescentes acidentados, com 1.001 casos. São Paulo (985) e Ceará (717) vêm em seguida.

A seguradora recomenda prudência ao volante e atenção a itens de segurança, como a cadeirinha, o cinto de segurança e o capacete, no caso de motos. Para pedestres, também é indicado ter cuidados como acompanhar as crianças ao atravessar a rua, utilizar faixas de pedestres e respeitar a sinalização.

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POLÍTICA

Bolsonaro pelo Twitter: “Estranhamos silêncio da ONU e de ONGs”

Declaração é sobre manchas de petróleo que atingiram 156 praias dos nove estados do Nordeste, segundo o Ibama

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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) questionou no Twitter, na manhã deste sábado (12/10/2019), a atuação da Organização das Nações Unidas (ONU) e de ONGs a respeito das manchas de óleo que atingiram o litoral Nordeste.

Na publicação, Bolsonaro compartilhou um vídeo em que o jornalista Boris Casoy afirma que falta mobilização pelas praias em comparação à repercussão das queimadas na Amazônia.

“Estranhamos o silêncio da ONU e das ONGs, sempre tão vigilantes com o meio ambiente”, escreveu.

De acordo com a mais recente atualização de dados com base em monitoramento feito pelo Ibama, divulgada nessa sexta-feira (11/10/2019), foram atingidas 156 localidades em 71 cidades dos nove estados da região.

Ainda não se sabe o que causou o derramamento de petróleo, mas o presidente já afirmou que o material pode ser originário de um país que já está “no radar” do governo. O chefe do Executivo não quis divulgar o nome, mas afirmou que acredita se tratar de uma ação criminosa.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, adiantou que o óleo é compatível com a produção venezuelana.

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