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Região

PMs seguem lobo-guará em cidade do interior de São Paulo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Policiais militares que patrulhavam a região central da pacata Osvaldo Cruz (570 km de SP) na madrugada desta segunda-feira (1) foram surpreendidos pela presença de um lobo-guará adulto passeando pelas ruas.

Um vídeo de quase dois minutos que circula na internet mostra o espanto dos policiais ao cruzar com o bicho na rua Hans Klotz. O animal então seguiu pela avenida Brasil, a principal da cidade, até o cruzamento com a avenida Presidente Roosevelt.

Durante a perseguição ao lobo, os PMs notam o temor de um gato que, amedrontado, tenta se esconder do animal selvagem.

O vídeo termina com o lobo caminhando em frente à banca de jornais da cidade. Por sorte, o passeio do guará se deu na madrugada.

Durante o dia, o cruzamento da Brasil com a Roosevelt é o mais movimentado de Osvaldo Cruz, próximo às agências bancárias do município e a um tradicional ponto onde idosos se reúnem para trocar e vender relógios entre si, além de botar a conversa em dia. Há também um painel luminoso que transforma o encontro das avenidas numa espécie de “Times Square interiorana”.

Segundo a PM, os bombeiros foram chamados e acompanharam o lobo até seu “habitat natural”.  A região de Osvaldo Cruz já foi conhecida pela produção cafeeira, seguida de canaviais e pastos para criação de gado.

A vegetação natural foi suprimida ao longo do tempo, mas ainda há algumas espécies de animais selvagens à solta, como o lobo-guará, o maior canídeo da América do Sul, podendo chegar a um metro de altura e a pesar 30 kg.

Assista vídeo:

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DESABASTECIMENTO

Novo rompimento de adutora deixa parte da Zona Leste sem água nesta terça

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A Samar (Soluções Ambientais de Araçatuba) informou, nesta manhã, que iniciou manutenção emergencial no Reservatório Panorama para reparar o rompimento de uma adutora. Por isso, sete bairros e dois condomínios da Zona Leste deverão sofrer desabastecimento de água até as 22h terça-feira (22).

Os bairros afetados são Panorama, Alvorada, Concórdia, Pinheiros, Umuarama, Vicente Grosso, João Batista Botelho, Condomínio Royal Boulevard e Condomínio Alphaville.

Conforme a empresa, o imóvel que possui caixa d’água não terá efeitos da paralisação. “Ter um reservatório é fundamental para evitar transtornos durante os trabalhos de manutenção da rede ou outras intervenções que exigem a interrupção do fornecimento de água”, afirmou, em comunicado à imprensa.

A Samar informou, ainda, que a reserva de 200 litros diários para cada morador é suficiente. Assim, uma casa com cinco pessoas deve ter uma caixa com capacidade para ao menos mil litros. “Isso garante o abastecimento da residência por até 24 horas, mesmo sem fornecimento de água da rua”, afirmou a empresa.

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CRISE NA ZONA LESTE

Em defesa da Samar, comissário do Daea diz que multar a empresa não adianta

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O educador Márcio Saito, que ocupa o cargo de comissário-geral da agência reguladora e fiscalizadora, deu poucas explicações sobre a falta d´água na cidade e enalteceu os investimentos da Samar - Foto: Angelo Cardoso/Câmara Municipal de Araçatuba

O comissário-geral do Conselho Administrativo da Agência Reguladora e Fiscalizadora Daea (Departamento de Água e Esgoto de Araçatuba), Márcio Saito, disse, nesta segunda-feira (21), na Câmara Municipal de Araçatuba, que multar a Samar (Soluções Ambientais de Araçatuba) pelo desabastecimento de água na Zona Leste, no início deste mês, não irá resolver o problema.

Em uma postura de defesa da empresa, Saito disse que a aplicação da multa é um processo demorado, que exige ampla defesa da parte envolvida e que os recursos da autuação não seriam aplicados na solução das falhas ocorridas entre os dias três e seis de outubro, que deixaram mais de 40 mil pessoas sem água.

Não é a primeira vez que o Daea se exime de multar a empresa que deveria fiscalizar. Em março deste ano, quando a Samar deixou mais de 60 mil pessoas da Zona Sul (região do Jussara) com as torneiras secas, a agência reguladora aceitou os argumentos da concessionária de água e esgoto.

Desta vez, parece não ser diferente. Em sua explanação, na Câmara, Saito parecia mais um funcionário da Samar fazendo o seu marketing, enaltecendo investimentos e novidades para o sistema de abastecimento da cidade. Sobre o problema na Zona Leste, limitou-se a repetir as explicações da Samar e demonstrou não ter uma análise própria da agência sobre o que ocorreu.

Conforme resolução de 2014, as multas em caso de descumprimento de contrato, a empresa pode ser multada em valores que variam de R$ 500,00 a R$ 1 milhão. O prazo máximo de descontinuidade no fornecimento de água é de 24 horas. No caso da Zona Leste, foram mais de 96 horas sem água nas torneiras.

O comissário-geral, que em sua página no Linkedin (rede social voltada para perfis profissionais) se descreve como educador e religioso, admitiu que o Daea não tem um profissional habilitado para fiscalizar as obras e o cumprimento das obrigações da concessionária previstas em contrato.

Além de Saito, a agência mantém o agrônomo Petrônio Pereira Lima (ex-secretário municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade) como comissário-adjunto e Moacir Duarte Pires como comissário-procurador, que exige formação em Direito.

CONSULTOR É DE SÃO PAULO

Sem técnicos habilitados em seu quadro para fazer a fiscalização, a agência mantém um consultor, Aluísio de Barros Fagundes, engenheiro civil de formação, para este papel. No entanto, o técnico mora em São Paulo e não estava em Araçatuba quando ocorreu a crise de abastecimento de água na Zona Leste. O profissional só veio ao município na segunda-feira (7), quando o fornecimento de água já estava praticamente normalizado.

Esta revelação causou indignação nos vereadores que sabatinavam o comissário-geral. “O erro mais grave, no desenrolar das nossas questões, foi o consultor ser de São Paulo, o mundo estar pegando fogo em Araçatuba, ele ganha dinheiro público para trabalhar e vocês não trouxeram ele pra cá, esperaram a segunda-feira quando já estava normalizando? Isso foi uma falha horrorosa, foi uma falta de comprometimento com a população”, disparou o vereador professor Cláudio (PMN).

O parlamentar disse ainda que os comissionários ganham salário muito bons e que “espera que a agência reguladora não seja um carimbo da Samar”.

O vereador Arlindo Araújo (Cidadania) disse que é “flagrante a bagunça” na agência reguladora. “Quem nomeia os componentes da agência reguladora é o prefeito. O prefeito nomeou pessoas que não têm conhecimento técnico nenhum para fiscalizar a Samar. A Samar faz eles todos de tontos e o povo é que se lasque. É flagrante isso. Esta é a consequência de nomeações políticas”, disse o parlamentar.

Na mesma linha, foi o vereador Lucas Zanatta (PV). “É triste ouvir que não há um técnico efetivo no Daea, que só possui nomeações políticas. Não estamos tratando aqui de uma agência somente, mas de um assunto técnico extremamente complicado”, ponderou.

 

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