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ONU denuncia ação de esquadrões da morte da Venezuela

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© picture-alliance/AP Photo/F. Llano Um participante de um protesto contra o governo venezuelano é levado por forças de segurança em maio


As forças de segurança da Venezuela estão fazendo uso de esquadrões da morte para matar opositores e vêm sistematicamente forjando situações para parecer que as vítimas resistiram à prisão, denunciou nesta quinta-feira (4) um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O relatório aponta que a Venezuela registou 5.287 mortes em operações de segurança em 2018, alegando que elas ocorreram em circunstâncias de “resistência à autoridade”, segundo o relatório apresentado pela Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet.

A chilena relatou ainda que outras 1.569 mortes já foram registadas no primeiro semestre de 2019 e que muitas delas parecem ter sido execuções extrajudiciais. Segundo o relatório, nos últimos dez anos, e especialmente desde 2016, o regime de Maduro executou uma estratégia para “neutralizar, reprimir e incriminar adversários políticos críticos do governo”.

A ONU também denuncia que está havendo uma paulatina militarização das instituições do Estado durante a última década e responsabiliza forças civis e militares por prisões arbitrárias, maus tratos e torturas a críticos do governo e familiares.

Os especialistas da ONU fizeram 558 entrevistas na Venezuela e em outros oito países com vítimas e testemunhas das violações de direitos humanos cometidas por integrantes do governo e da situação caótica da economia do país.

As famílias de 20 homens descreveram como homens mascarados das Forças de Ação Especial da Venezuela (FAES) vestidos de preto chegaram em picapes pretas sem placas. Segundo os relatos, os esquadrões da morte invadiram as casas, levaram pertences e agrediram mulheres e meninas, às vezes arrancando suas roupas. “Eles separavam homens jovens de outros familiares antes de baleá-los”, disse o relatório.

“Em todos os casos, testemunhas relataram com o FAES manipulou a cena do crime e as provas. Eles plantavam armas e drogas e disparavam contra as paredes ou para o alto para insinuar um confronto e para mostrar que a vítima ‘resistiu à autoridade'”.

Segundo o relatório, as forças de segurança também são culpadas pelos casos de violência sexual e de gênero cometidos dentro das cadeias em visitas de familiares ou amigos de detidos, assim como pelo uso excessivo de força para conter manifestações contrárias a Maduro.

O documento cita o caso específico dos grupos armados civis que apoiam o governo, mais conhecidos como “coletivos”, e traz documentos sobre pelo menos 66 mortes que ocorreram durante os protestos realizados entre janeiro e maio deste ano. Do total, 52 delas são, conforme a ONU, atribuíveis às forças de segurança ou a aliados do regime chavista.

No início desta semana, Bachelet pediu uma investigação independente, imparcial e transparente sobre a morte do capitão de corveta da Marinha venezuelana Rafael Arévalo Acosta, que teria sido torturado e assassinado dentro da cadeia.

O relatório divulgado hoje indica que há 793 pessoas privadas arbitrariamente de liberdade, entre elas 58 mulheres, e que 22 deputados da Assembleia Nacional, incluindo o presidente do parlamento, Juan Guaidó, perderam suas imunidades parlamentares de forma abusiva.

“Diante desses abusos, são poucas as pessoas que apresentam denúncias por medo de represálias ou por falta de confiança no sistema judicial”, ressaltou o relatório.

A ONU também diz ter detectado uma deterioração da liberdade de expressão, com uma tentativa por parte do governo de “impor sua própria versão dos fatos e criar um ambiente que restringe o trabalho de veículos de imprensa independentes”.

No comunicado que acompanha a apresentação do relatório, Bachelet pede que pessoas com poder e influência, tanto na Venezuela como no resto do mundo, se unam para tentar solucionar a crise.

Após a divulgação do documento, o governo venezuelano contestou as conclusões e acusou a ONU de parcialidade.

“O relatório apresenta uma visão seletiva e abertamente parcializada sobre a verdadeira situação de direitos humanos na República Bolivariana da Venezuela, que contradiz os princípios que devem reger o tratamento dos assuntos de direitos humanos, contidos na Declaração e Programa de Ação de Viena”, disse o governo venezuelano, em comunicado.

Segundo Caracas, “é particularmente preocupante que 82% das entrevistas usadas para substanciar o relatório correspondam a pessoas localizadas fora da Venezuela”, sem considerar as visitas a centros de reclusão, hospitais, armazéns de distribuição de alimentos e urbanismos da Grande Missão Habitação social.

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INUSITADO

Pinguins ‘assaltam’ restaurante de sushi na Nova Zelândia, e polícia é chamada

Reincidentes, animais retornaram ao local mesmo após serem devolvidos ao mar pela polícia.

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Pinguins da Nova Zelândia "assaltam" restaurante de sushi pela segunda vez — Foto: Reprodução/TVNZ

Policiais da Nova Zelândia receberam um chamado inusitado vindo de um restaurante de sushi nesta quarta-feira (17). Dois pinguins invadiram pela segunda vez o estabelecimento especializado em comida japonesa.

Nesta época do ano, os animais da espécie pinguim-azul (Eudyptula minor) saem em busca de lugares para se reproduzir e construir seus ninhos.

“Eles estão próximos da área de desova e pensaram que este seria um espaço seguro”, explicou à agência Associated Press (AP) Jack Mace, gerente de operações do Departamento de Conservação neozelandês.
O conservacionista disse que os pássaros teriam encontrado uma toca confortável no porão da loja e que a escolha do local não foi condicionada aos pedaços de peixe cru vendidos no andar de cima.

Páginas policiais

O curioso caso foi considerado pela polícia de Wellington como “vadiagem”, afinal os animais eram reincidentes e insistiram em se aninhar no restaurante mesmo depois de capturados e escoltados de volta ao oceano.

Os agentes foram notificados de um pinguim à solta na cidade, que foi encontrado e liberado no mar. Em seguida, a polícia foi avisada de dois clientes não solicitados no restaurante Sushi Bi, que está ao lado de uma movimentada estação de trem.

Um dos proprietários da loja disse não fazer ideia que os animais subaquáticos se interessariam pelo seu produto: “Eu estava em pânico, não sabia o que fazer”, contou Long Lin.

O empresário relatou que estava arrumando o estoque quando foi surpreendido por um barulho próximo ao tanque de água. Era o casal fugitivo.

Ele chamou as autoridades e se machucou tentando evitar que os animais escapassem. “Foi um pouco selvagem”, disse Long Lin.

Os guardas retiraram as aves de baixo do freezer da loja e as levaram em uma caixa especial até o porto, que fica a cerca de 200 metros da loja. Os pinguins não foram vistos desde então.

A população dos pinguins-azuis se recuperou em Wellington graças aos esforços na remoção de predadores e com esforços de conservação que incluem a construção de ninhos artificiais.

Pinguins da Nova Zelândia assaltam loja de sushi — Foto: Shawnee Kim/AP

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tragédia

Estudante brasileiro que fazia intercâmbio é encontrado morto na China

Leonardo Cláudio da Rosa foi encontrado morto na cidade de Chongqing

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O estudante brasileiro Leonardo Cláudio da Rosa foi encontrado morto na cidade de Chongqing, na China, informaram nesta segunda-feira, 15, o Itamaraty e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

O jovem cursava Letras na instituição gaúcha e realizava um intercâmbio em uma universidade do país asiático. A causa da morte de Rosa ainda não foi confirmada, mas há a suspeita de que ele tenha sido assassinado.

“As informações iniciais, provenientes de colegas de intercâmbio de Leonardo na China, indicam que foi vítima de crime, embora a direção não possa confirmar”, informou, em sua página no Facebook, a direção do Instituto de Letras da UFRGS.

A universidade informou que a Secretaria de Relações Internacionais (Relinter) e os órgãos superiores da instituição acompanham o caso junto com a família de Rosa, o Ministério das Relações Exteriores e a Embaixada brasileira na China, a fim de providenciar o translado do corpo e investigar as circunstâncias da morte do estudante.

“A direção do IL (Instituto de Letras) expressa aqui sua profunda consternação e tristeza e envia, em nome da comunidade da Letras, seus sentimentos de solidariedade à família de Leonardo”, lamentou a UFRGS. “Faremos o que estiver a nosso alcance para que as autoridades brasileiras busquem junto ao governo chinês o esclarecimento cabal dessa incompreensível tragédia.”

O Itamaraty informou, em nota, que desde que foi acionada a Embaixada brasileira em Pequim está em constante contato com as autoridades policiais locais para obter informações adicionais sobre a ocorrência.

“O Itamaraty também está em contato com os familiares do Sr. da Rosa, com vistas a orientá-los quanto aos trâmites burocráticos para o traslado do corpo”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores.

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Espanha

Deu ruim! Traficante tenta esconder cocaína embaixo da peruca

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Um traficante colombiano foi preso, nesta terça-feira (16), no aeroporto de Barcelona, Espanha, com meio quilo de cocaína.

No entanto, o que chamou atenção da polícia foi como o criminoso tentou esconder a droga: embaixo da peruca. Os oficiais começaram a desconfiar do homem quando viram que o cabelo estava numa altura fora do normal.

“A peruca era muito estranha, mas os agentes são bem treinados e se fixaram principalmente na atitude do homem. O que chamou atenção foi o nervosismo dele ao passar pelo controle de segurança”, disse um dos agentes ao jornal La Vanguardia. O traficante, que não teve o nome revelado, foi levado para uma sala.

Ao tirar a peruca, revelou-se a droga. Segundo a Policía Nacional, eram aproximadamente 503g de cocaína, que valem cerca de R$ 127 mil. O homem não explicou a origem do entorpecente e foi levado para a prisão.

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