CONECTE CONOSCO

BENDITA LÍNGUA

Não existe vítima fatal

Publicado em



No jornalismo, ainda persistem no emprego da expressão “vítima fatal”. Fatal significa “que leva à morte”. Quem foi fatal, então, foi o acidente; a vítima não causou a morte, não matou ninguém.

A expressão já está popularizada com a ideia de que determinada pessoa morreu, a única vítima fatal é quando um cara está limpando a janela, perde o equilíbrio e cai do décimo andar.

CORRETO: No acidente, houve uma vítima “que perdeu a vida”, ou “morreu” ou ainda “vítima mortal”.

 

Hélio Consolaro é professor de Português.

 

SERVIÇO DE TIRA-DÚVIDAS:

[email protected]

18 99786 9445 (Whatsapp)

 

Os comentários aqui não refletem a opinião do site, e são de responsabilidade do autor. O comentário NÃO É PUBLICADO automaticamente em seu Facebook, fique tranquilo!
Anunciante

BENDITA LÍNGUA

Gerigonça, treco, troço, bagulho

Publicado em

No português, há certas palavras criadas pelo povo que fazem uma designação genérica. “Trem” é uma delas, muito usada pelos mineiros.

– Que você comeu na casa de sua avó?

– Comi um trem…

Geringonça é uma palavra antiga, com mais de cinco séculos e significa, dentre outras coisas, uma coisa difícil de entender. Na política de Portugal, a direita chama desde 2015 a esquerda liderada pelo Partido Socialista de “Geringonça”. E foi reeleita em 2019.

“Coisa” é outra palavra antiga. Tudo que tiver natureza corpórea pode ser chamado de coisa. Há até o sentido pejorativo: “aquela coisa”.

Negócio pode ser uma transação comercial, mas no sentido genérico significa como aquilo que não lembramos o nome.

Tais palavras são muito usadas na linguagem falada, mas devem ser evitadas nos documentos mais formais.

 

*Hélio Consolaro é professor de Português

SERVIÇO DE TIRA-DÚVIDAS – GRÁTIS

benditalingua.blogspot.com

[email protected]

18 99786 9445 (Whatsaap)

Os comentários aqui não refletem a opinião do site, e são de responsabilidade do autor. O comentário NÃO É PUBLICADO automaticamente em seu Facebook, fique tranquilo!
CONTINUE LENDO

BENDITA LÍNGUA

O Google não é referência

Publicado em

Ao revisar um texto a pedido de seu autor, quando apontei certos erros, como “estremado” (com s) no sentido de exagerado, assim: “Mãe com cuidados extremados”. Expliquei-lhe que extremado é uma palavra derivada de “extremo”, portanto, é escrita com “x”.

De pronto, o autor do texto respondeu:

– Consultei o Google!

A partir do erro dele, mostrei-lhe que o Google não pode ser referência para o nosso vernáculo, porque nele há registros de sites, blogs e mídias sociais de todos, de quem sabe e de quem possui uma fraca formação nos estudos de nosso idioma. E completei: nas dúvidas, procure um dicionário, que pode ser digital.

Além disso, existe também a palavra “estremado”, que significa demarcado. “Extremado” e “estremado” são palavras homófonas, com a mesma pronúncia, mas sentidos diferentes. Talvez o Google nem errou, o autor do texto é que não soube selecionar a melhor palavra.

A pessoas correm o mesmo risco ao confiar no corretor do editor de texto. O mais eficiente corretor está no editor de texto BrOffice (gratuito). O Word, por sua origem inglesa, não é confiável. Às vezes, indica o certo como errado.

*Hélio Consolaro é professor de Português

 

SERVIÇO DE TIRA-DÚVIDAS:

Benditalingua.blogspot.com.br

[email protected]

18 99786 9445 (WhatsApp) 

Os comentários aqui não refletem a opinião do site, e são de responsabilidade do autor. O comentário NÃO É PUBLICADO automaticamente em seu Facebook, fique tranquilo!
CONTINUE LENDO
error: Conteúdo protegido. LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998