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POLÍTICA

Na Câmara, policiais gritam “Bolsonaro traidor” contra reforma

A União dos Policiais do Brasil (UPB) promete uma semana de "pressão" contra os parlamentares que compõem a Comissão Especial

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Nesta terça-feira (02/07/2019), a União dos Policiais do Brasil (UPB) protestou na Câmara dos Deputados “contra as más condições propostas para os policiais” no texto da reforma da Previdência.

No Salão Verde, sentados no chão, os agentes de segurança cantaram “Bolsonaro traidor”. Nos últimos meses, a categoria se distanciou do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Durante as eleições, eles foram uma importante foram de tração para a eleição do pesselista.

A União dos Policiais do Brasil (UPB) promete uma semana de “pressão” contra os parlamentares que compõem a Comissão Especial que avalia as mudanças nas regras de aposentadoria.

“Não somos contra uma reforma no sistema previdenciário, mas esperávamos que o governo tivesse uma visão diferenciada do nosso trabalho e das nossas particularidades”, explica o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Luís Antônio Boudens.

Desagrada os policiais o governo ter enviado um projeto de lei à parte para as Forças Armadas ao proposto para o regime geral. Eles interpretam o texto como “mais benevolente” aos integrantes do Exército, Aeronáutica e Marinha.

Em uma carta aberta, a categoria pressiona Bolsonaro a ceder em pontos das mudanças no regime de aposentadoria. Eles reclamam que, durante a campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro assumiu o compromisso de manter a similaridade de tratamento entre os policiais federais com os militares das Forças Armadas.

Outro ponto de discórdia é que, em algumas situações, as famílias dos policiais poderão ficar sem pensão. A mudança é chamada pela corporação de “absurda falta de proteção à família do policial”.

Na última segunda-feira (01/07/2019), após reunião com a bancada pró-policiais do PSL, Maia repassou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, a responsabilidade por incluir os policiais na reforma.

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METRÓPOLES
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Meio ambiente

Mancha de óleo que polui o Nordeste pode chegar às praias do Rio

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Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) acreditam que o óleo que polui e destrói fauna e flora no mar do nordeste brasileiro pode chegar às praias do Rio em breve.

O estudo tem a intenção de prever quais áreas do país podem ser atingidas pelos produto. Ao todo, a mancha já alcançou nove estados.

A investigação dos especialistas descobriu que o material poluente teve origem em uma área entre 600 e 700 quilômetros da costa brasileira, na fronteira entre Sergipe e Alagoas. A investigação foi feita por Luiz Landau e Luiz Assad, professores da universidade, a pedido da Marinha.

“Há muita incerteza com relação à trajetória de óleo, porque ele correu abaixo da superfície. Não sabemos quanto tempo esse óleo demorou para intemperizar, ou seja, sofrer processos de mudanças da características físico-químicas para entrar abaixo da coluna d’água”, explicou Assad.

Ao jornal O Dia, o oceanógrafo David Zee, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) disse que se preocupa com a falta de ações de contenção por parte do governo federal. Segundo ele, há grandes chances de o Espírito Santo e o Rio de Janeiro serem atingidos pela mancha, que se estende do Maranhão ao Norte da Bahia.

“As praias do Norte e Nordeste vão ficar com resquícios do óleo pelos próximos 20 anos. Se chegar ao Sul da Bahia, o Espírito Santo é a bola da vez”, comentou Zee ao diário. No Rio, a entrada se daria pelos municípios de São Francisco de Itabapoana, Barra de São João e Quissamã, no Norte do estado.

“Se chegar àquela região, a pesca vai ser afetada e muita gente faz pesca de subsistência nessas cidades”, detalha o especialista.

Segundo o Ibama, não há nenhuma confirmação de que o óleo esteja em deslocamento pelas proximidades do Estado do Rio. Ao contrário do que acredita Zee, o órgão federal diz que há um plano de contingência da mancha.

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HEROI

Morre quarto bombeiro que combateu incêndio em boate no Rio

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O Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro (CBMERJ) confirmou a morte do primeiro-sargento Rafael Magalhães Frauches Alves, ocorrida na madrugada de hoje (20). Ele estava internado em estado grave no hospital central Aristarcho Pessoa, no Rio Comprido, que pertence à corporação.

Alves foi um dos bombeiros que inalou fumaça tóxica no combate ao incêndio em uma casa noturna no centro do Rio de Janeiro, na sexta-feira (18).

Permanece internado o capitão David Mont`serrat V. da Cunha, em estado estável. O terceiro bombeiro que foi internado, o capitão Thiago Agostinho, já recebeu alta. Equipes de assistentes sociais estão prestando atendimento aos familiares das vítimas.

Os três bombeiros que morreram na sexta-feira foram enterrados ontem. O corpo do segundo-sargento Geraldo Ribeiro foi enterrado no mausoléu da corporação, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, zona portuária do Rio. O corpo do cabo Klérton de Araújo foi enterrado no Cemitério Jardim da Saudade, na Sulacap, zona oeste da cidade, mesmo local do sepultamento do corpo do cabo José Pereira Neto.

O CBMERJ informa que vai abrir uma sindicância para apurar as causas do acidente e está de luto pela fatalidade.

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