CONECTE CONOSCO

“Caldeirão Ypê”

Mais de 1 milhão de brasileiros cadastrados em promoção da Ypê têm dados expostos

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Dados de mais de 1,2 milhão de brasileiros cadastrados no site de uma promoção da Ypê, marca de produtos de limpeza, chamada “Caldeirão Ypê”, ficaram expostos em decorrência da falha em uma API (interface de programação de aplicações), segundo o Tecmundo. O problema fez com que nomes completos, RG, CPF, ID de participação, data de nascimento, sexo, cidade, email, senha, telefone, data de cadastro, endereço IP, navegador utilizado e sistema operacional do computador/celular, dos cadastrados ficassem expostos.

De acordo com a reportagem, uma fonte anônima relatou o problema na sexta-feira (05) , citando que essa era sua última esperança, já que ele chegou a alertar a Ypê algumas vezes, mas a empresa não adotou nenhuma providência. No mesmo dia a comunicação da Ypê declarou que o problema já tinha sido detectada e corrigido. No entanto, “foi possível acessar os dados sem qualquer dificuldade”, destaca a matéria.

Somente na quarta-feira (10), o acesso aos dados foi bloqueado. A Ypê ressalta que mantém uma política de segurança da informação para o cumprimento de todas as normas legais a que está sujeita, bem como controles relativos à privacidade de dados”.

Problemas como este podem originar diversos novos caso de phishing. Com uma base de dados tão ampla e completa como esta, que inclui até RG e CPF, atacantes poderiam desenvolver novas campanhas com mensagens falsas, oferecendo alguma premiação falsa para ludibriar a vítima.

Os brasileiros são sempre listados como presas fáceis para esse tipo de golpe. De acordo com a Kaspersky o Brasil é o país mais afetado por esse vetor de ataque. Ofertas de emprego estão entre os temas mais comuns utilizados nesse processo para tentar enganar as pessoas.

“A análise detalhada está no novo relatório Spam e phishing no primeiro trimestre de 2019 e mostra que os destinatários dos spams receberam uma oferta tentadora de emprego de uma grande empresa. A mensagem convidava a vítima a entrar em um sistema gratuito de busca de vagas e solicitava a instalação de um aplicativo para dar acesso ao banco de dados de empregos”, explica a Kaspersky.

A promoção da Ypê já foi encerrada. Ao acessar o site a seguinte mensagem é exibida: “A Promoção Caldeirão Ypê terminou. Conheça mais sobre a gente em ype.ind.br”.

Caso você tenha se cadastrado, procure a Ypê para saber se os seus dados estão entre os que ficaram expostos.

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Fonte: Portal hardware
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TECNOLOGIA

Chineses revelam patinete que pode voltar sozinho a estações

Veículo semiautônomo foi desenvolvido pela Segway-Ninebot e deve chegar às ruas em 2020.

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O presidente da Ninebot, Wang Ye, apresentou o patinete KickScooter T60, em Pequim, na última sexta-feira 916) — Foto: Florence Lo/Reuters

Para resolver um dos maiores problemas dos patinetes elétricos compartilhados, que ficam largados pelas ruas depois de seu uso, a Segway-Ninebot revelou, na China, um conceito que pode voltar às estações de recarregamento sozinho.

Chamado de KickScooter T60, o modelo deve chegar ao mercado em 2020 e também traz outro diferencial: o patinete tem duas rodas na dianteira, o que ajudaria a evitar quedas.

“O ponto crítico para as operadoras de patinetes é encontrar um jeito de manter os patinetes a um custo menor”, disse Gao Lufeng, diretor executivo da Segway-Ninebot.

No modo de operação atual, as empresas precisam fazer a coleta dos patinetes manualmente. Uber e Lyft, as gigantes de aplicativos de viagens de carros, estariam entre as interessadas no modelo semiautônomo, informou a agência Reuters.

Segway-Ninebot

Formada pela união em 2015 da Ninebot da China e da Segway, pioneira em transporte nos Estados Unidos, a empresa se tornou a maior fornecedora de empresas de compartilhamento de patinetes como Bird e Lime.

“Acredito que os patinetes substituirão as bicicletas como a principal solução para a mobilidade”, disse Gao. “É da natureza humana para economizar energia quando se viaja.”

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Todo o País

Cinemas têm até janeiro para garantir acessibilidade a cegos e surdos

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A partir do dia 1º de janeiro de 2020, todas as salas de cinema do país serão obrigadas, sob pena de multa, a oferecer aparelhos de acessibilidade para deficientes visuais e auditivos.

A determinação está na Instrução Normativa 128/2016, da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Até o dia 16 de setembro deste ano, os exibidores precisam ter atingido a meta de 35% das salas dos grandes complexos e 30% das salas dos grupos menores.

Segundo o secretário-executivo da Ancine, João Pinho, o dia 16 de junho foi o primeiro prazo para o cumprimento das metas, com a exigência de 15% das salas de grandes complexos oferecendo os recursos de legendagem, legendagem descritiva, audiodescrição e Língua Brasileira de Sinais (Libras) para quem solicitar.

“Agora a gente entrou efetivamente na segunda fase, que é monitoramento do cumprimento em si. Ainda tem um pouco de orientação, mas já começa com a fiscalização pelos complexos. Estamos acompanhando semanalmente pelos sistemas internos da agência e de acordo com o plano de fiscalização, que envolve visitas técnicas quando necessário. Estamos divulgando a lista dos cinemas que se declaram acessíveis”.

Segundo o último levantamento feito pela agência, divulgado no fim de junho, a meta de 15% havia sido cumprida. A lista das salas com os recursos pode ser consultada na internet e o próximo levantamento deve ser divulgado no início de setembro.

Pinho explica que as exigências de acessibilidade para o setor de cinema no Brasil começaram em 2014, com a obrigatoriedade de todos os filmes produzidos com recursos públicos oferecerem os recursos para audiência de cegos e surdos. E desde 16 de junho todos os filmes, inclusive estrangeiros, já estavam adaptados.

“Se a gente colocasse a obrigatoriedade logo, o exibidor não ia ter conteúdo acessível para oferecer ao público alvo. Isso era para criar um estoque de filmes e também de séries, porque vamos começar isso depois para a TV. Então a gente já teve 100% dos filmes nacionais, agora 100% dos filmes de qualquer nacionalidade e em 1º de janeiro 100% dos cinemas”.

O secretário explica que não há dados sobre a utilização dos recursos de acessibilidade nas salas, mas para o ano que vem o sistema da Ancine que contabiliza a bilheteria dos cinemas do país vai trazer essa informação.

Além disso, ele destaca que duas câmaras técnicas montadas dentro da agência, uma sobre acessibilidade e outra com os exibidores, acompanha a implementação das medidas para avaliar a eficácia e qualidade dos serviços oferecidos.

“Tem as duas câmaras técnicas para dar o feedback, como melhorar o equipamento, aumentar o número de equipamentos disponíveis se tiver muita demanda, legenda em libras malfeita, por exemplo. Daí teremos que fazer campanhas para melhorar essas coisas”.

Segundo Pinho, o Brasil é pioneiro na área, sendo o único país que exige exibição cinematográfica com língua de sinais.

“Temos recebidos feedbacks qualitativos, muito emocionantes, de pessoas com deficiência que nunca tinham ido ao cinema na vida, pessoas que nunca viram ou asistiam filme sem entender. A gente vê que está impactando positivamente a vida dessas pessoas”, explicou.

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MUDANÇAS

Governo de SP implanta sistema para vigiar policiais civis 24 horas

Em primeira fase, serão instalados 1.500 rastreadores em viaturas na capital para coibir corrupção e aumentar produtividade dos agentes

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Com um atraso de ao menos dez anos em relação à coirmã PM, a Polícia Civil de São Paulo inicia neste semestre a implantação de seu sistema de monitoramento de viaturas que deve acabar com os chamados “voos livres”.

Os “voos livres” são os deslocamentos feitos por policiais sem o controle de seus superiores, brecha para improdutividade das equipes e também para ações ilegais.

O projeto da cúpula da segurança pública paulista é colocar os equipamentos de rastreamento em todos os veículos da instituição e interligá-los em uma central de controle (Cepol). As informações estarão disponíveis em tempo real e em vários níveis de comando: do delegado do distrito que autorizou a missão ao diretor responsável pela região, incluindo ainda membros da Corregedoria.

Além disso, os policiais terão ainda de entregar relatórios de suas atividades para serem submetidos a avaliação de eficiência. Embora possa parecer uma mudança simples em comparação às corporações modernas mundo à fora, para a Polícia Civil de São Paulo é mudar um tipo de investigação que vinha sendo adotado desde os anos 1970, como relatórios de papéis e com viaturas rodando “às cegas”.

“É uma mudança até de cultura. Vamos ter um controle total da atividade do policial no dia a dia para a gente dar uma resposta à sociedade”, disse o delegado-geral Ruy Ferraz Fontes.

Serão adquiridos 1.500 equipamentos destinados às equipes da capital e da Grande São Paulo. Terão prioridade os carros do recém-criado Dope (Departamento de Operações Especiais). Até 2020 as cerca de 3.500 viaturas da região metropolitana deverão estar equipadas. Para o restante do estado, a meta é alcançar toda a frota da Polícia Civil (cerca de 9.400 carros) em 2022.

O novo sistema será implantado em tablets, porque a partir deles é possível fazer a localização em tempo real dos carros oficiais, pesquisar pessoas e veículos suspeitos e preencher informações relativas aos inquéritos digitais em andamento.

Os tablets, segundo a Polícia Civil, cumprem mais uma função: a solicitação de apoio a uma equipe em apuros.

COMBATE À CORRUPÇÃO

O descontrole em relação à movimentação de veículos oficiais abre brecha para o uso do aparato policial na prática de crimes de extorsão contra pessoas suspeitas ou inocentes, diz o delegado-geral. “O objetivo não é fazer um controle correcional, mas fazer um controle de eficiência. O que o policial está fazendo, qual a desenvoltura dele, eficácia dele no tratamento da atividade policial. Para gente, inclusive, promover, para encaminhar a cursos de requalificação.”

Segundo Caetano Paulo Filho, diretor do Departamento de Inteligência da Policia Civil, a licitação dos novos equipamentos está estimada em cerca de R$ 3,2 milhões e a abertura do certame está sendo analisada pelo conselho gestor do Palácio dos Bandeirantes, sob a gestão do governador João Doria (PSDB). “Estamos aguardando a manifestação do conselho para iniciarmos a licitação propriamente dita. Acreditamos que até novembro está encerrado”, disse.

A compra dos tablets com sistema de GPS faz parte de um pacote de melhorias de performance da Polícia Civil estimado em R$ 50 milhões, que prevê ainda compra de equipamentos como viaturas, armamento e tecnologia de ponta para trabalhos de inteligência, como o combate à lavagem de dinheiro.

O presidente da Associação dos Delegados de São Paulo, Gustavo Mesquita Galvão Bueno, vê outro benefício com o sistema de monitoramento: a segurança do policial –tanto física como funcional.

“Só espero que uma medida como essa seja para proteção do policial, e não se transforme em uma caça às bruxas. Que não ocorra uma inversão de valores, como a gente viu na própria aprovação do estatuto do abuso de autoridade, que coloca os policiais em constante ameaça”, disse ele. “É importante o investimento em equipamentos, mas precisa haver uma valorização daquela peça fundamental e insubstituível que realiza a segurança pública, que é o ser humano policial.”

O promotor Gregório Edoardo Raphael Selingardi Guardia, coordenador do Gecep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial) do Ministério Público de São Paulo, disse que nos últimos anos policiais foram denunciados à Justiça em casos “relacionados à utilização de viaturas oficiais para extorsão de comerciantes ou criminosos”, alguns deles com condenação.

“A instalação de rastreadores veiculares em viaturas torna a atividade da Polícia Civil mais transparente. Trata-se de providência que pode ser associada a outras iniciativas, como a instalação de câmeras nas dependências dos distritos policiais”, disse ele.

Benedito Mariano, ouvidor da instituição, diz que viu com “bons olhos” a medida porque ela proporcionará, de um lado, mais segurança ao trabalho dos bons policiais e, de outro, ajudará nas investigações de casos de corrupção, envolvendo os maus. “Era estranho só a Polícia Militar ter isso e a polícia judiciária, não.”

Segundo levantamento da Ouvidoria da instituição, de 2018 até agora, foram registradas 18 denúncias de extorsão de comerciantes envolvendo policiais civis —em quatro delas, as supostas vítimas informaram que os agentes estavam em viaturas oficiais.

A Polícia Militar tem cerca de 15 mil carros rastreados. O sistema GPS da corporação começou a ser implantado em 2009 e, além do monitoramento de percursos para fiscalização, ajudou na distribuição de efetivo e envio de equipes mais próximas ao endereço de pessoas que buscam atendimento no 190.

Foi com ajuda desse rastreador que a Corregedoria da PM conseguiu reunir prova contra dois policiais presos sob a suspeita de terem estuprado uma mulher dentro de uma viatura. O GPS indicou o caminho percorrido pela viatura, que coincidia com o mesmo informado pela vítima.

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error: Conteúdo protegido. LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998
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