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Lamborghini e Porsche de Eike são leiloados para revendedoras de carros de luxo

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(FOLHAPRESS) – A Lamborghini Aventador e o Porsche Cayenne do empresário Eike Batista, condenado na Operação Lava Jato, foram arrematados por empresas de comercialização de carros de luxo.

A Paíto Motors, de Araras (SP), comprou na terça-feira (9) a Lamborghini por R$ 1,409 milhão. Já o Porsche foi arrematado pela concessionária Ago, que fica na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio de Janeiro), por R$ 236,9 mil.

Uma lancha de Eike também foi arrematada na última terça. A “Spirit of Brazil” foi vendida por R$ 1,921 milhão para a empresa EMM Participações.

Todos os bens estavam bloqueados pela Justiça desde 2015, quando Eike passou a ser alvo de operações policiais sob suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas durante a derrocada das empresas X.

O leilão foi feito por autorização da juíza Rosália Monteiro Figueira, da 3ª Vara Federal Criminal. Ela é responsável pela ação penal contra Eike por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O processo tem como alvos a evolução patrimonial, além de negociações de ações em Bolsa, doações de bens e remessas ao exterior.

O certame foi organizado a pedido do próprio empresário em junho de 2017. No início daquele ano ele foi preso na Operação Eficiência, sob acusação de pagar US$ 16,5 milhões ao ex-governador Sérgio Cabral. Eike foi condenado no caso a 30 anos de prisão pelo juiz Marcelo Bretas.

O leilão tem como objetivo impedir a deterioração dos bens do empresário. O valor será depositado numa conta da Justiça e será usado no pagamento de eventuais multas em caso de condenação definitiva. Já foram obtidos quase R$ 18 milhões com as vendas.

O Porsche vendido no dia 2 foi inclusive pivô de uma polêmica com o juiz Flávio Roberto de Souza, à época titular da 3ª Vara e responsável pela apreensão dos bens de Eike. O magistrado levou o veículo para casa e foi flagrado passeando com o carro –o juiz também havia deixado um piano do empresário na sala de sua casa.

Souza foi condenado pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, a 7 anos de reclusão pelo episódio. O magistrado recorre da decisão.

Os valores obtidos pela 3ª Vara na Lamborghini e na lancha são menores do que o que seria exigido pela 7ª Vara, do juiz Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio de Janeiro. O carro seria oferecido na próxima quinta-feira (18) por R$ 1,8 milhão e a lancha, por R$ 2,8 milhões.

A Lamborghini já havia sido oferecida no dia 2 por R$ 1,76 milhões e a lancha, por R$ 2,4 milhões sem interessados.
No fim do ano passado, um iate do empresário já havia sido vendido por R$ 14,4 milhões. A embarcação tem capacidade para 21 passageiros e conta com quatro quartos, dos quais duas suítes, e garagem para dois jet skis.

Em 2012, no auge da operação de seu grupo de empresas de petróleo, mineração e energia, Eike teve uma fortuna calculada em US$ 30 bilhões.

Na época ele foi apontado como o sétimo homem mais rico do mundo pela revista Forbes.
No ano seguinte, seu império começou a ruir quando as estimativas de produção da petroleira OGX não se confirmaram.

O valor das ações das empresas do grupo listadas na bolsa passaram a cair fortemente, levando o grupo EBX à derrocada em menos de um ano.

Eike tornou-se o primeiro integrante da lista dos dez mais ricos da Forbes a ser preso desde a prisão do traficante Pablo Escobar, em 1991.

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PESQUISA

Unicamp descobre zika em placentas de gestantes com exame negativo

Falso-negativo ocorreu quando mulheres grávidas com sintomas da doença passaram por exames entre 2016 e 2017 dentro do protocolo estabelecido pela Secretaria de Estado da Saúde de SP. Pesquisadores da Unicamp analisaram placentas de maneira diferente.

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Um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou a presença do vírus da zika nas placentas de gestantes que tiveram sintomas da doença no período de epidemia, mas resultado negativo em exames. Pesquisadores analisaram mais amostras do que o atual protocolo estadual exige, e pedem à Secretaria de Estado da Saúde que avalie mudanças nesse processo.

Essas mulheres com falso-negativo tiveram seus bebês no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher da Unicamp (Caism). Os tecidos das placentas colhidos, assim como exames de sangue, foram analisados pelo Instituto Adolfo Lutz, que tem o padrão de usar uma única amostra de placenta.

As pacientes autorizaram a pesquisa também pela universidade, que estudava o desenvolvimento de um novo protocolo de coleta da placenta. A diferença foi grande.

-A análise do tecido pela Unicamp foi feita em 17 placentas e o vírus foi confirmado em 14 delas. Antes, todas estavam com resultado negativo para zika.
-As cinco amostras de cada placenta foram coletadas e armazenados em condições ideais desde os partos, mantidas congeladas a -70º.
-As gestantes foram acompanhadas desde a gestação – 2016 e 2017 – até os nascimentos dos bebês, que ocorreram entre 2017 e 2018.
-Os bebês nasceram sem microcefalia.
-O protocolo estadual prevê acompanhamento deles, mas nem todas as mães o mantiveram.
-A Unicamp vai fazer contato com as 14 mães e monitorar seus bebês.

O estudo, financiado por Fapesp e CNPq, foi realizado durante o primeiro semestre de 2019 e os resultados finais foram obtidos em agosto.

Placenta é marcador do zika

A pesquisa faz parte de uma tese de doutorado e foi feita em parceria entre a Faculdade de Ciências Médicas (FCM) e o Instituto de Biologia (IB). Professora titular de obstetrícia e orientadora da tese, Eliana Amaral explica que a placenta se mostrou uma importante depositária do vírus da zika.

“Nós vimos que a placenta é um repositório e um marcador de zika. Significa que não importa quando teve a gravidez, mas mostrou que estava com o vírus zika presente. Não sabemos se é uma barreira”, afirma Eliana.

Os 14 bebês precisam ser acompanhados para verificar se apresentarão ou não alguma sequela por conta do vírus na placenta. Algumas das possibilidades provocadas por arboviroses como o zika são problemas auditivos, oftalmológicos e neurológicos.

“É natural para uma mãe que, quando está vendo que não tem nada com a criança, não faça nenhum segmento. Vamos em busca dessas 14 crianças para confirmar se não tiveram nenhuma consequência”.

“Como se falou muito do zika só pela microcefalia, a nossa discussão é que as arboviroses podem ter outros tipos de consequência. E entender que a placenta sempre pode ser um bom marcador. Não se dá tanto valor à placenta quanto ela deveria receber”, completa a orientadora do estudo.

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Medida Provisória

Relator vai propor aproveitar cubanos no Médicos pelo Brasil

Pela medida, cubanos receberiam uma bolsa no mesmo valor de médicos residentes no Brasil, que é de R$ 3.400

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O relatório da Medida Provisória (MP) que cria o programa Médicos pelo Brasil deve incluir o aproveitamento de 1,8 mil médicos cubanos que trabalharam no Mais Médicos. A ideia já havia sido inicialmente defendida pelo Ministério da Saúde, mas enfrentou resistência do Ministério da Educação, que afirmou não haver como os profissionais atuarem sem a validação do diploma.

A alternativa encontrada pelos parlamentares para aproveitar os profissionais, que chegaram ao país para trabalhar no programa por meio de um acordo de cooperação firmado com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), foi criar uma nova figura, a de “apoiadores médicos”. Por essa proposta, eles receberiam uma bolsa no mesmo valor de médicos residentes no Brasil – equivalente a R$ 3.400. O valor líquido da bolsa do Mais Médicos hoje é de R$ 11,7 mil.

O relatório, do senador Confúcio Moura (MDB-RO), deve prever que os profissionais cubanos possam atuar na atenção básica por até dois anos. E, nesse período, teriam a possibilidade de prestar a prova para a validação do diploma obtido no exterior, batizada de Revalida, por até quatro vezes.

O relatório da MP também deverá tratar desse tema. A ideia é que a prova seja realizada duas vezes por ano. Atualmente, não há uma periodicidade predeterminada para o exame, hoje coordenado pelo Inep, instituto vinculado ao MEC.

Uma das queixas de profissionais que se formam no exterior é justamente a dificuldade de obter a permissão trabalhar no Brasil. O último Revalida foi realizado entre 2017 e 2018.

O relatório deve ser apresentado nesta terça-feira (17/09/2019) na Comissão Especial Mista que analisa a medida. Durante as discussões no colegiado, foram realizadas sete audiências, com a participação de 35 convidados. Entre eles estava o ministro da Educação, Abraham Weintraub, que se disse favorável à realização do Revalida mais de uma vez por ano.

O ministro sugeriu também que candidatos pagassem pela prova um valor condizente com os custos do exame. Na última edição, as duas fases do Revalida, somadas, custaram para o candidato R$ 600. Um valor que, na avaliação da equipe do MEC, é bem menor que o custo real da prova.

A ideia de aproveitar profissionais cubanos que permaneceram no Brasil agrada sobretudo prefeitos. Os médicos cubanos começaram a chegar no País em 2013, assim que o Mais Médicos foi lançado. Durante um longo período, eles responderam por boa parte das vagas preenchidas do programa.

Essa lógica começou a se inverter em 2016, no governo Michel Temer. No ano passado, numa reação às críticas feitas pelo então candidato à Presidência Jair Bolsonaro à cooperação, Cuba rompeu o acordo e chamou os profissionais de volta. Parte deles, no entanto, decidiu ficar. Eram sobretudo cubanos casados com brasileiros, com filhos, cuja situação já estava regularizada.

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POLÊMICA

Eduardo Bolsonaro republica vídeo com críticas à CPI da Lava Toga

Deputado federal defendeu visão da youtuber de direita Paula Marisa. Para ela, a CPI poderia até "acabar com a Lava Jato"

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) compartilhou em uma rede social um vídeo que compila críticas à chamada “CPI da Lava Toga“, que parte do Senado defende para investigar integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), como o presidente Dias Toffoli.

“Muito tem se falado sobre a CPI da Lava Toga. Muitas dúvidas são respondidas neste vídeo”, publicou Eduardo no Twitter, recomendando aos seus seguidores que assistissem.

No vídeo, a youtuber conservadora Paula Marisa, que se define como “integrante da milícia virtual jacobina”, afirmou que a CPI da Lava Toga não fará uma “limpa no Judiciário”, pode “trancar a pauta da reforma da Previdência no Senado” e até “acabar com a Lava Jato”.

A autora criticou senadores favoráveis à CPI da Lava Toga, incluindo os integrantes do PSL Major Olimpio (SP) e a juíza Selma (MT), além de Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Reguffe (DF-Podemos).

A youtuber defendeu, como pauta mais eficiente do que a CPI da Lava Toga, o impeachment de ministros do Supremo e o fim da PEC da Bengala, que elevou de 70 para 75 anos a idade em que integrantes de tribunais superiores são compulsoriamente aposentados.

A postagem de Eduardo é a primeira manifestação pública dele após o irmão e senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) se tornar alvo críticas por se posicionar contra a abertura da CPI. Senadores do PSL disseram ter recebido de Flávio pedido para retirada das assinaturas para criação da comissão e demonstraram insatisfação

Uma parte dos apoiadores bolsonaristas nas redes sociais cobrava que Flávio assinasse também o requerimento para abertura de CPI. Pressionado, Flávio explicou em entrevista ao Canal Terça Livre por que é contra. “Tenho a clara percepção que uma CPI com essa pauta toca fogo no País”, disse.

No vídeo compartilhado por Eduardo, a youtuber diz que “não vai passar o pano para o senador Flávio Bolsonaro”, e contestou o argumento usado pelo senador em uma entrevista, de que não poderia tomar certas medidas por ser filho do presidente.

“Me desculpa senador Flávio Bolsonaro, mas se você está impedido, está de mãos amarradas para tomar medidas que são importantes para o País, pelo fato de ser filho do Bolsonaro, renuncie, porque a gente precisa de senadores lutando pelas nossas reivindicações”, disse.

Citado no vídeo da youtuber compartilhado por Eduardo, o senador Alessandro Vieira respondeu ao deputado no Twitter indicando que ele estaria “repassando fake news para tentar encobrir a covardia e o acordão”. “Falta de vergonha na cara. A real é que o sistema está usando o rabo preso da sua família para barrar o combate à corrupção. Quem quer mudar o Brasil apoia a CPI. Quem quer mamata em embaixada fica com mimimi”, disse o senador.

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error: Conteúdo protegido. LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998
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