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Austrália

Jovem morre de overdose após misturar whey protein com cafeína

O pai da vítima fez um alerta nas redes sociais. Segundo pesquisa, duas colheres de cafeína em pó equivalem a 70 latas de Red Bulls

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A polícia de Sydney, Austrália, concluiu na última semana as investigações sobre a morte de um jovem de 21 anos. Segundo os oficiais, Lachlan Foote morreu após misturar whey protein com muita cafeína em pó. A tragédia ocorreu no fim do ano passado, mas a família decidiu esperar o laudo conclusivo para divulgar o caso e alertar a todos que fazem uso das duas substâncias.

Em um post no Facebook, o pai de Lachlan, Nigel Foote, falou sobre o ocorrido. “Finalmente, a investigação concluiu a causa da morte. Ele morreu de intoxicação de cafeína. Quando Lachlan voltou para casa após celebrar o ano novo com amigos, ele fez o shake de whey protein e, inocentemente, adicionou muito pó de cafeína pura — um colher de chá é letal (o equivalente a quase 50 cafés)”, disse Nigel.

“Acreditamos que Lachlan conseguiu a cafeína com um amigo ou colega de trabalho, pois procuramos em seu computador e extratos bancários algum compra e não há menção de nada disso. Estamos preocupados que outra pessoa do seu círculo não saiba dos perigos da substância, por isso, esse post”, explica o pai.

Ainda de acordo com Nigel, Lachlan chegou a mencionar que o whey protein estava com um gosto amargo. “Ele escreveu em uma mensagem aos amigos: ‘Acho que minha proteína está vencida. Fiz um shake anti-ressaca e está com gosto estranho. Meio amargo. De qualquer forma, boa noite. Vejo vocês de manhã’”, contou o pai.

Na manhã seguinte, ele foi encontrado morto. A autópsia original encontrou cafeína no corpo, mas não falava a quantidade. Então, foi feito um outro teste que constatou a quantidade excessiva. “Por favor, avise seus amigos, falem com seus filhos. Olhem a cozinha. A cafeína em pó parece com vários pós brancos e pode matar. Por favor, compartilhe!”, pede Nigel.

Um estudo da Universidade Cornell, do Reino Unido, uma colher de chá de cafeína pura pode ser letal. “Mistura duas colheres em um drink é o mesmo que consumir 70 Red Bulls, o que pode te matar”, explica a universidade em uma pesquisa.

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tragédia

Prejuízos causados pelo Tufão Hagibis já são de US$ 527 milhões

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O governo do Japão anunciou que os danos causados pelo Tufão Hagibis às indústrias agropecuária, silvícola e pesqueira giram em torno de US$ 527 milhões.

A estimativa do prejuízo total, até esse sábado (19), em 35 províncias foi feita pelo Ministério da Agricultura, Silvicultura e Pesca e deverá aumentar.

Prejuízos em instalações agropecuárias, como armazéns e sistemas de irrigação chegaram a cerca de US$ 224 milhões, e estragos em plantações de arroz, maçã e outros produtos agrícolas foram de aproximadamente US$ 57 milhões.

Deslizamentos que atingiram estradas florestais causaram cerca de US$ 95 milhões em danos.

O número em várias províncias, onde rios transbordaram em decorrência do tufão, ainda não foi totalmente contabilizado.

Shinzo Abe
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, visitou a província de Nagano, na região central do Japão, para ver as regiões inundadas pelo Tufão Hagibis.

Abe foi de helicóptero ver as comunidades que ficaram inundadas, quando um dique à margem do Rio Chikuma se rompeu na semana passada.

Ele esteve em um distrito onde duas pessoas morreram por causa das inundações e, depois de fazer um minuto de silêncio, ouviu relatório sobre o desastre, lido pelo governador da província.

Na quinta-feira (17), o primeiro-ministro tinha ido também às províncias de Miyagi e Fukushima, no nordeste do país, para inspecionar regiões que foram inundadas pelo mesmo tufão.

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chile

Após protestos e mortes, Exército patrulha Santiago; é decretado toque de recolher

Três pessoas morreram durante um incêndio em um supermercado na madrugada deste domingo; 9.500 integrantes das Forças Armadas foram mobilizados para atuar contra os protestos.

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Militares patrulham ruas de Santiago neste domingo após forte onda de protestos que deixaram rastros de destruição em Santiago, no Chile — Foto: Ivan Alvarado/Reuters

O governo do Chile informou que três pessoas morreram durante um incêndio em um supermercado na madrugada deste domingo (20) na zona sul de Santiago. O incêndio aconteceu em meio aos protestos e saques que tomaram as ruas do país.

A prefeita de Santiago, Karla Rubilar, afirmou que duas pessoas morreram queimadas e a terceira vítima faleceu no hospital. Ela disse que o incêndio ao supermercado foi causado por manifestantes, segundo a Reuters.

As vítimas morreram em um incêndio registrado durante o saque a um supermercado da rede Líder – controlado pelo grupo americano Walmart. Os bombeiros controlaram as chamas após duas horas.

O Walmart Chile informou que fecharia suas lojas em todo o país depois que 60 delas foram danificadas pelos distúrbios em Santiago e arredores – Valparaíso, Antofagasta, Calama, Conceição, San Antonio e Temuco.

A capital Santiago, Valparaíso (centro) e Concepción (sul) estão sob esquema de segurança, com grande presença militar e policial, depois que o presidente Sebastián Piñera decretou um toque de recolher nas três regiões durante a madrugada deste domingo, o que não impediu os atos de violência. As autoridades não informaram se a medida prosseguirá por mais dias.

O governo anunciou toque de recolher ainda em Rancagua, La Serena e Coquimbo. O general Javier Iturriaga, responsável por comandar o estado de emergência, já havia decretado a medida na capital Santiago e na região metropolitana após manifestantes continuarem nas ruas mesmo com a suspensão da alta na tarifa do metrô.

O Ministro de Defesa, Alberto Espina, afirmou que mais 9.500 integrantes das Forças Armadas foram mobilizados para atuar contra os protestos, principalmente para controlar pontos estratégicos como centrais de abastecimento de água, eletricidade e cada uma das 136 estações de metrô, que são alguns dos alvos mais visados pelos manifestantes.

“Estamos vivendo elevadíssimos níveis de delinquência e saques”, afirmou Alberto Espina, ministro da Defesa. O governo também mobilizou militares nas regiões de O’Higgins e Coquimbo, igualmente afetadas pela violência.

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