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Luto

João Gilberto morre ao 88 anos

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Um dos criadores da Bossa Nova, João Gilberto morreu aos 88 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por um dos filhos do cantor, João Marcelo Gilberto.

A causa da morte ainda não foi confirmada pela família. “Meu pai morreu. Sua luta foi nobre, ele tentou manter a dignidade à luz da perda da independência. Agradeço minha família por estar aqui por ele”, escreveu o filho do cantor.

João Gilberto era o próprio violão. Calado para o mundo, ruidoso consigo mesmo, percutia as ideias em sua caixa de ressonância de forma que só quem estivesse próximo o escutasse. Na vida em monastério que adotou por anos, seguia invisível e em total silêncio, abrindo a porta de seu apartamento apenas para poucos, como a filha Bebel Gilberto, a ex-namorada Claudia Faissol e sua filha com ela, Lulu.

João não estava pronto para se tornar um gigante. Nunca entendeu bem o que era isso. Menino de Juazeiro da Bahia, nadou nas águas do São Francisco e beijou garotas da vizinha Petrolina como se fosse normal.

E era, até o dia em que avistou um caminhão vindo por uma estrada que cruzada sua cidade. Ao amigo que o acompanhava, disse como se recitasse uma oração: “Veja lá aquele caminhão, que maravilha. As árvores estão acariciando sua cabeça.” Árvores, pássaros, chuva, tudo parecia mais importante a seus olhos e ouvidos do que os próprios homens.

Mas a história estava em suas mãos. Filho do comerciante Juveniano Domingos de Oliveira e da católica Martinha do Prado Pereira de Oliveira, a Patu, João viveu em terras juazeirenses até 1942, aos 11 anos, quando seguiu para estudar em Aracaju.

Juazeiro ainda o teria de volta quatro anos depois, quando o violão que o pai lhe deu começou a ganhar as primeiras carícias. A Rádio Nacional lhe trazia o mundo e João flutuava ao som de Orlando Silva, Dorival Caymmi, Chet Baker e Carmen Miranda. O primeiro grupo, Enamorados do Ritmo, veio logo, e Juazeiro ficou pequena.

A cidade que o recebeu na sequência teria sério papel na formação de seu caráter artístico. Aos 18 anos, em Salvador, já trabalhava com carteira assinada na Rádio Sociedade da Bahia, em Salvador.

Não havia ainda desenhado o formato voz e violão, mas seguia os mandamentos de Orlando Silva tentado imitá-lo, por mais que o moderno já fossem Dick Farney e Lúcio Alves. O grupo vocal Garotos da Lua o chamou e lá se foi, ainda sem a obrigação com o violão, gravar dois discos em 78 rotações.

O Rio de Janeiro fervia na segunda metade dos anos 50, e foi para lá que João seguiu, aos 26 anos, em 1957. Sem muitos recursos, seguia a trilha de quem queria ser alguém com um violão debaixo do braço. Cantou para quem poderia fazer a diferença, como o cantor Tito Madi, mas teve mais sorte ao cair nas graças do produtor e também violonista Roberto Menescal.

O violão de João virava a vedete. Bim Bom, uma das primeiras que apresentou aos círculos de artistas no Rio, já trazia o caminhão com a carroceria cheia. A levada uniforme deslocando acentos fortes para lugares incomuns, a harmonia abrindo picadas onde ainda ninguém havia passado, a mão que fazia acordes fazendo também percussão.

E a voz. A voz de João deixava as tentativas da impostação e partia para o que fazia o trompetista Chet Baker quando cantava. Volume baixo e notas de longa duração, limpas, sem vibrato. João, depois de acreditar no violão, passava a ter fé no fio da própria voz.

E, então, fez-se a Bossa Nova. Era julho de 1958 quando Elizete Cardoso aparecer com o disco Canção do Amor Demais, com músicas de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Ao violão em duas das faixas, Chega de Saudade e Outra Vez, João Gilberto.

E era só a ponta da cabeça de um baiano que se revelaria por inteiro um mês depois. Em agosto, João, já uma aposta de Tom Jobim, Dorival Caymmi e Aloysio de Oliveira, grava seu próprio 78 rotações com Chega de Saudade e Bim Bom, gravado pela Odeon.

Se acabasse aqui, a missão de João já estaria completa. O que ele fez foi pouco e simplesmente tudo. Criou um violão brasileiro e, sobre ele, ajudou a fundar um gênero. Seguiu na formatação de sua proposta com o seguinte 78, em 1959, que trazia Desafinado, de Tom e Newton Mendonça, e Hô-bá-lá-lá, música de sua autoria.

E ainda traria seu LP Chega de Saudade, definindo-se como um acontecimento. “Em pouquíssimo tempo, (João) influenciou toda uma geração de arranjadores, guitarristas, músicos e cantores”, escreveu Tom na contracapa do disco.

Veja Vídeo:

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Fonte: Terra/ Metrópoles
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Parar de fumar é tarefa difícil e muitas vezes exige ajuda

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Quem quer parar de fumar geralmente enfrenta muitos desafios. Nem sempre tentar sozinho é uma tarefa fácil, por isso, muitas vezes é importante procurar ajuda médica.

De acordo com a psicóloga e especialista no assunto Ivone Charran, aproximadamente 5% dos fumantes conseguem abandonar o cigarro sozinhos, sem tratamento ou acompanhamento médico. “O restante, ou 95%, precisam de ajuda especializada”, afirma.

O consumo de tabaco só traz prejuízos à saúde. Entre os inúmeros malefícios para os fumantes, está o aumento significativo das chances de morte por acidente vascular cerebral, doenças respiratórias e odontológicas.

Segundo dados do Incor, a cada ano 6 milhões de pessoas morrem em todo o mundo por doenças atribuídas ao cigarro. No Brasil, cerca de 130 mil pessoas morrem todos os anos vítimas de doenças relacionadas ao fumo, o que representa 13% do total de óbitos do país.

“O tabaco mata mais que todas as outras drogas juntas”, garante o psiquiatra Montezuma Pimenta Ferreira, do Ambulatório de Tabagismo do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Sem contar, é claro, que muitas vezes essa dependência anda de mãos dadas com outras, como alcoolismo e o vício em outras drogas”, completa.

Para ajudar a parar com o vício e evitar recaídas, trocar o cigarro por algo que dê prazer, como as atividades físicas, pode ajudar. Elas são capazes de melhorar a qualidade de vida e atuam como uma válvula de escape.

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BAURU

Vira-lata que ficou famoso depois de destruir quarto da dona ganha charge na web

Internautas compartilham nas redes sociais desenhos divertidos do cão "Chico", de oito meses, que mora em Bauru (SP). Vídeo da dona mostrando quarto como ‘cenário de guerra’ teve milhares de visualizações.

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A história do vira-lata de oito meses que ficou famoso na internet nesta quinta-feira (18) depois de destruir o quarto da dona, em Bauru (SP), vem fazendo a alegria dos internautas que começaram a compartilhar charges do animal.

Numa delas, o cartunista e ilustrador Guilherme Bandeira, de São Paulo, desenhou o cãozinho em uma conversa com um “diabinho”, que seria o mentor da ação do animal de destruir o quarto da dona, mordendo o colchão, a cama e até o controle da televisão. Na charge, o diabinho diz que Chico teria “exagerado” na destruição.

A dona conta que no dia da destruição foi ao cinema e duas horas depois voltou para casa e encontrou o Chico deitado no colchão destruído. O outro cachorro, o Luke, não aparece no vídeo, mas estava embaixo da cama.

Apesar de ter falado que iria se livrar dele, a dona afirma que foi apenas uma brincadeira e que está acostumada a ter a casa revirada pelo pet. “Adotei cachorro e cresceu dinossauro”, diverte-se a dona de Chico.

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MÚSICA

Festival Pandemia reúne bandas de rock neste sábado na praça João Pessoa

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A banda Tormenta Metal traz em seu repertório o thrash metal com letras em português e tom questionador - Fotos: Divulgação

O Sesc Birigui realiza, neste sábado (20), mais uma edição do Pandemia Rock, festival que reúne bandas que tocam este gênero musical. Será na praça João Pessoa, em Araçatuba, das 18h às 22h.

O grupo araçatubense Pepper Stone, formado por Viviane Nukamoto, Beatriz Freitas e Juliana Romão, vem se destacando no cenário musical por ser a única banda a ter somente mulheres em Araçatuba e região

A primeira banda a se apresentar é a araçatubense Pepper Stone, com clássicos do rock and roll, levando ao público sucessos de Joan Jett, Janis Joplin, Bon Jovi, Led Zeppelin, AC/DC, Metallica, The Camberries, The Police, Creedence e Beatles.

O grupo vem se destacando no cenário musical sendo a única banda a ter somente mulheres em Araçatuba e região.

Já a banda Gagged, que vem ganhando espaço no circuito independente, aposta no estilo hardcore dos anos 1990.  O show traz o lançamento do segundo álbum “Sobre Nós”, com músicas como “Cidade Sem Lugar” e “Teu Olhar”.

A banda Gagged aposta no estilo hardcore dos anos 1990 e traz músicas de seu segundo álbum, “Sobre Nós”

O festival conta ainda com a participação da banda “Tormenta Metal”, que traz em seu repertório thrash metal com letras em português e tom questionador. A banda promete um clima hardcore carregado de energia.

Os shows não são recomendados para menores para menores de 16 anos.

SERVIÇO

Festival Pandemia Rock

Neste sábado (20), às 18h

Praça João Pessoa, Araçatuba

 

 

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