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Não confessou

Funcionário é preso suspeito de atear fogo em concessionária de Araçatuba

De acordo com o boletim de ocorrência, o homem trabalha como supervisor na empresa, mas não confessou ter cometido o crime. Peças de veículos, munições e maconha foram encontrados na casa dele.

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Um supervisor de 32 anos foi preso na noite de segunda-feira (15) suspeito de atear fogo em uma concessionária de veículos localizada na Avenida Brasília, em Araçatuba (SP). As chamas atingiram o local no sábado (13) e deixaram 12 carros destruídos.

De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais passaram a investigar o incêndio depois que 10 cartas foram encontradas na concessionária e chegaram até o suspeito, que é funcionário do comércio. Ainda não há informações sobre se ele foi a pessoa que escreveu os bilhetes.

Na tarde de segunda-feira, ele foi abordado por uma equipe da Polícia Civil dentro da empresa e levou os policiais até a residência dele, no bairro Nova Iorque.

No local foram encontradas diversas peças de carros da mesma marca que a concessionária vendia. Ao dar continuidade nas buscas, munições de uso restrito e irrestrito também foram apreendidas.

Ainda segundo o registro policial, uma porção de maconha foi encontrada no porta-luvas do carro do supervisor, que confessou ser usuário de drogas.

Sobre as peças dos automóveis, ele afirmou que elas possuíam defeitos e que iam para descarte. Contudo, não disse o que pretendia fazer com elas.

O gerente da concessionária foi chamado, reconheceu as peças e informou que o trabalhador não tinha autorização para levá-las para casa.

Questionado pelos policiais, ele negou ter ateado fogo ou participado da ação criminosa contra a empresa.

No entanto, o supervisor foi levado para a delegacia, onde prestou depoimento e ficou à disposição da Justiça. Ele deve passar por audiência de custódia ainda na manhã desta terça-feira (16).

Investigação e cartas
A Polícia Civil de Araçatuba (SP) começou a investigar o caso depois de localizar dez cartas com ameaças no local.

Segundo a corporação, um inquérito foi aberto para investigar as causas do incêndio e um laudo deve ficar pronto em 30 dias.

A principal linha de investigação, até então, era de que o incêndio havia sido criminoso.

Contudo, ainda não é possível afirmar se quem colocou as cartas é a mesma pessoa que incendiou o local.

De acordo com o delegado Paulo Natal, policiais levantaram imagens de circuito de segurança para tentar localizar o suspeito, ouviram funcionários e clientes.

Ele afirmou também que alguém poderia ter colocado os bilhetes para ocultar o verdadeiro motivo do incêndio.

A mensagem encontrada nas cartas era igual e sugeria que um cliente insatisfeito com o atendimento teria colocado fogo no prédio.

A pessoa que escreveu a carta se mostra descontente com o atendimento da concessionária, especialmente do gerente, e faz ameaças.

Além de ofender o funcionário, o autor da carta diz que tentou avisar que de os atos teriam consequências.

“Saiba que você tem de tratar as pessoas, no mínimo, com educação, e nem isso sequer você sabe proporcionar.”
Quem escreveu os bilhetes também fez ameaças a um instalador de acessórios e termina pedindo desculpa para a empresa. “Meus mais sinceros votos de condolências à marca que nada tem a ver com isso.”

Interdição

A Defesa Civil vistoriou o prédio atingido pelas chamas, na tarde de segunda-feira (15).

De acordo com o órgão, esta foi a segunda vistoria feita no local, já que no sábado (13) os engenheiros avaliaram o prédio e o interditaram.

Após a segunda vistoria, a parte de manutenção dos carros, que não foi tão atingida pelo fogo, foi liberada. Contudo, a parte da venda de carros segue interditada.

De acordo com o engenheiro da Defesa Civil, Kyoshi Nishimura a estrutura metálica do teto ficou danificada por causa do calor e pode sofrer um colapso, assim como algumas paredes.

A fabricante dos veículos enviou nota afirmando que não pode se posicionar enquanto a investigações não chegarem a uma conclusão.

Incêndio
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a loja, que fica em uma das principais avenidas da cidade, foi atingida pelas chamas por volta das 5h. A parte mais danificada foi a de revenda de veículos.

As chamas de alastraram rapidamente e os carros ficaram totalmente destruídos, mas a área de manutenção que fica ao lado não foi danificada.

Os bombeiros levaram cerca de duas horas para combater o fogo. A perícia esteve no local e realizou exames para descobrir as causas do incêndio.

Com informações G1 / TV TEM

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