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FUTEBOL

Estados Unidos passam por cima da Holanda e conquistam a Copa do Mundo

Com gols de Rapinoe e Lavelle, americanas superam boa marcação inicial, martelam europeias no segundo tempo e ampliam vantagem para Alemanha em títulos mundiais

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GETTY IMAGES


A seleção norte-americana provou sua grandeza diante das adversárias. Teve paciência, organização e força para buscar os gols. O primeiro saiu de pênalti marcado pelo VAR e cobrado pela capitã Megan Rapinoe. O segundo entrou no cantinho direito do gol de Van Veenendaal. O apito final marcou também o fechamento da Copa do Mundo 2019. As jogadores dos Estados Unidos, com a bandeira do país enrolada no corpo, choraram e comemoraram como se fosse um título inédito.

O jogo foi truncado. As holandesas entraram para jogar na defesa e esperar pela oportunidade de contra-ataque, que nunca apareceu. As campeãs tiveram 53% de posse de bola e chutaram 17 vezes na meta de uma goleira que defendeu oito das 10 bolas que foram na direção do gol. A Holanda, que disputou pela 2ª vez uma Copa, saiu de cabeça erguida rumo aos próximos desafios.

Jogadores holandeses, como o zagueiro campeão da Liga dos Campeões, Virgil Van Dijk, e até a conta da lenda Johan Cruyff postaram no Twitter mensagens de apoio às mulheres. Memphis Depay, do Lyon, escreveu: “A seleção feminina da Holanda vai fazer história hoje!”

O jogo

Primeiros 10 minutos de partida sem nenhuma finalização. Os Estados Unidos começaram controlando o jogo, valorizando a posse de bola. A tática inicial da Holanda foi estudar a estratégia norte-americana, marcar e contra-atacar quando apareciam espaços.

Vinte minutos de jogo e as goleiras seguiam sem sujar o uniforme. Nenhum chute a gol. A primeira tentativa real de gol saiu depois de cobrança de escanteio norte-americano. A bola sobrou para a volante Ertz, que acertou um voleio de primeira e forçou a goleira holandesa a fazer a defesa.

A muralha laranja mecânica atrás do gol da Van Veenendaal estava sendo projetada dentro de campo. A defesa da Holanda conseguia anular o ataque mais poderoso desta Copa do Mundo. Bloodworth jogou de igual para igual no 1 x 1 contra a Alex Morgan, sem dar espaços.

Aos 37 minutos a bola chorou, mas não entrou! Van Veenendaal precisou defender em dois tempos o chute da Morgan. No lance seguinte, mais um duelo entre a atacante e a goleira. Morgan dominou na entrada da área e acertou forte finalização para outra defesa da goleira holandesa.

2º tempo

A primeira etapa, depois de longos minutos sem chutes a gol, terminou com o total de oito finalizações, sendo sete dos Estados Unidos, quatro delas no gol. A goleira Van Veenendaal estava sendo a melhor jogadora da partida.

O VAR fez sua primeira intervenção quando uma atleta holandesa levantou demais o pé e acabou acertando Alex Morgan dentro da área. A juíza foi chamada pelo árbitro de vídeo e decidiu marcar pênalti a favor das norte-americanas. A capitã, Megan Rapinoe, pediu a bola e converteu a cobrança.

A Holanda não demorou para dar resposta. Três minutos após o gol adversário, a craque Miedema deixou as marcadoras para trás, mas quando entrou na área acabou perdeu para as zagueiras americanas.

O segundo dos Estados Unidos saiu após chute de Lavelle, forte e no canto esquerdo da goleira holandesa. Indefensável.

Mesmo com a derrota, Van Veendenvaal poderia ter sido eleita a craque do jogo — Rapinoe recebeu o prêmio. Em mais uma grande chance dos Estados Unidos, ela estava bem colocada na hora da finalização da lateral Dunn.

Os Estados Unidos ainda tiveram a chance de ampliar o placar, principalmente com a atacante Heath, que perdeu chances reais de matar o jogo.

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fim de semana

Araçatuba é sede da 5ª Etapa do Campeonato Paulista de Aeromodelismo a cabo

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Neste sábado e domingo Araçatuba será sede da 5ª Etapa do Campeonato Paulista de Aeromodelismo modalidade VCC (Voo Circular Controlado). As provas acontecerão no campo do comercial, na avenida João Arruda Brasil, 2.055, próximo ao zoológico, com entrada franca à população.

Um dos organizadores do evento, o araçatubense André de Oliveira Canuto, explica que esta é 20ª edição do campeonato. A cada ano são realizadas várias etapas em diversas cidades do Estado. Para a etapa de Araçatuba são esperados mais de 20 pilotos de várias regiões do Estado, além de Goiás e Paraná.

Araçatuba foi escolhida para sediar uma das etapas porque a cidade tem apenas dois praticantes do hobby, Canuto e Marcelo Oliveira, que são primos. Um dos objetivos é difundir a prática do hobby na cidade.

A entrada ao público será franca e no local do evento há banheiros, arquibancada e uma cantina que estará aberta para atender os participantes e o público. Os treinos livres começaram nesta sexta-feira e as provas serão realizadas no sábado e domingo a partir das 8h.

O campeonato é dividido nas categorias FAI-F2B, Mini-FAI, Intermediária e Iniciante, de acordo com grau de experiência do piloto. O jurado avalia principalmente a precisão do vôo nas sequências de acrobacias.

O aeromodelismo VCC é uma categoria que deu origem ao aeromodelismo com motor a combustão, na época em que não existia o controle remoto. O avião é controlado por um par de cabo-de-aço, que tem em média 18 metros, e possibilita apenas os comandos para descida e subida, e o piloto fica no centro de um circulo rodando e acompanhando o vôo do aeromodelo, por isso a categoria é chamada de vôo circular controlado.

Canuto explica que o custo deste esporte é variado, sendo que com R$ 400 é possível comprar um equipamento e iniciar a prática do VCC. Equipamentos mais sofisticados chegam a custar R$ 18 mil. Os aeromodelos funcionam com motor a combustão, movidos a álcool metílico (Metanol) com nitrometano e óleo sintético. Os equipamentos mais modernos utilizam motores elétricos.

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Viena

Queniano faz história ao completar maratona em menos de 2h

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Foto: Lisi Niesner / Reuters

O queniano Eliud Kipchoge fez história no atletismo neste sábado (12/10) ao se tornar a primeira pessoa a correr uma maratona em menos de duas horas. O atleta de 34 anos terminou a prova clássica de 42,195 quilômetros em 1 hora, 59 minutos e 40 segundos.

O tempo espetacular é quase dois minutos mais curto que seu recorde mundial, de 2 horas, 1 minuto e 39 segundos, conquistado na Maratona de Berlim no ano passado.

Kipchoge alcançou o feito em uma corrida não oficial em uma manhã fria em Viena, na Áustria, ao redor do Parque Prater, organizada justamente para que ele tentasse quebrar a marca.

“Me sinto bem, meu objetivo era fazer história […] Tentei e sou o homem mais feliz por correr em menos de duas horas para inspirar muitas pessoas, para dizer a elas que nenhum ser humano tem limites”, disse o atleta após o feito, que comparou com “caminhar na Lua” pela primeira vez.

“Isso mostra a positividade do esporte. Quero fazer do atletismo um esporte interessante e limpo. Quando corremos juntos, podemos tornar o mundo mais bonito”, acrescentou.

Segundo o queniano, este foi o maior marco do atletismo desde que Roger Bannister tornou-se o primeiro homem a correr uma milha (1.609 metros) em menos de quatro minutos, em 1954. “Após Bannister, levou 65 anos para que se fizesse história.”

“Posso dizer que estou cansado. Foi uma corrida difícil. Lembrem-se, os pacemakers estão entre os melhores atletas do mundo, eu os aprecio por fazer o trabalho”, completou, referindo-se aos atletas que acompanham o líder na prova para determinar seu ritmo.

Neste sábado, Kipchoge contou com 42 pacemakers que o acompanharam ao longo da maratona em grupos alternados de sete homens, muitos deles atletas renomados, além de um carro elétrico que lançava lasers na pista, projetando a posição ideal do atleta.

Correndo a uma velocidade média de 2 minutos e 50 segundos por quilômetro, que se manteve praticamente constante ao longo da corrida, o queniano completou metade da maratona em 59 minutos e 35 segundos, 11 segundos antes do previsto.

Nos últimos 500 metros, os pacemakers e o carro deixaram de acompanhar Kipchoge, que abriu os braços, apontou para a multidão e lançou sorrisos ao terminar a prova e alcançar a marca desejada. “Isso significa muito para o Quênia”, declarou.

A Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) disse que não reconheceria a corrida como um recorde oficial, dada a condição da prova, que não se tratava de uma competição aberta, e a alternância de pacemakers.

A corrida, organizada e financiada pela empresa química britânica Ineos e intitulada de desafio Ineos 1.59, não ficou livre de críticas, tendo sido considerada por alguns um evento mais midiático e comercial do que esportivo.

Somente as câmeras do organizador foram autorizadas a filmar a corrida, testemunhada por inúmeros espectadores, incluindo o quatro vezes vencedor do Tour de France e o líder da equipe de ciclismo da Ineos, Chris Froome.

Kipchoge é um dos maiores corredores de todos os tempos. Aos 18 anos, venceu o Mundial de Cross Country em Lausanne, na Suíça. Também em 2003, ficou em primeiro nos 5.000 metros no Campeonato Mundial de Atletismo de Paris.

Em Olimpíadas, o queniano ganhou medalha de bronze nos 5.000 metros em Atenas em 2004, medalha de prata na mesma modalidade em Pequim em 2008 e, oito anos depois, foi o grande vencedor da maratona nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016.

A corrida neste sábado foi a segunda tentativa de Kipchoge de romper a barreira de menos de duas horas em maratona. Em Monza, na Itália, há dois anos, ele fracassou por 26 segundos.

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error: Conteúdo protegido. LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998
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