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LUTO

Morre, aos 93 anos, Braulino Maia, mais conhecido como Garon Maia, a lenda da pecuária brasileira

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Garon Maia viveu desde a época do carro de boi até as modernas tecnologias de terminação do gado; outra paixão era a aviação: foi piloto e chegou a ser dono de uma empresa de táxi aéreo - Foto: Reprodução


Morreu na manhã deste domingo (16) Braulino Basílio Maia Filho, aos 93 anos, conhecido como Garon Maia, um dos maiores e mais antigos pecuaristas do Brasil. Ele faleceu por volta das 11h, em seu apartamento, em Araçatuba. A causa da morte não foi divulgada.

Mineiro de Passos, Garon Maia era o irmão caçula do lendário Tião Maia, que fez história na pecuária nacional e internacional, falecido em 2005.

Assim como o irmão mais velho, Garon também é considerado uma lenda no setor: fundou mais de 50 fazendas e acompanhou todos os avanços da pecuária nos últimos 50 anos. Ele viveu desde a época do carro de boi à tecnologia de terminação do gado, por meio dos mais modernos sistemas de confinamento.

Apesar de sua bem-sucedida carreira no setor – possuía mais de 40 mil bois -, não gostava de ser chamado de pecuarista, preferia que o identificassem como boiadeiro, relembrando os velhos tempos das comitivas que levavam as boiadas pelas estradas para as fazendas dos compradores.

BERÇO

Sua trajetória na pecuária veio de berço. Seu pai, Braulino, mais conhecido como Lico Maia, trabalhava com arrendamento de terra em Minas Gerais, nas primeiras décadas do século 20.

O pai, de quem herdou o nome, recriava em torno de 3 mil bezerros, selecionava lotes e soltava na estrada para vender em Araçatuba, praça de compra de boi para invernada, na época das chamadas comitivas, conforme contou em entrevista ao Giro do Boi, em 2016.

Na década de 1980, mudou-se para Rondônia, atraído pelas terras fartas e férteis. Considerava lá o seu refúgio final, onde viveu os últimos 30 anos, na Fazenda Iviporã, em Cerejeiras (RO).

Garon Maia foi para Rondônia na década de 1980 – Foto: Reprodução

Ao contrário do irmão Tião, que gostava de festas e do glamour da vida social efervescente, Garon preferia a discrição e os hábitos simples da rotina na fazenda ao lado da esposa, Neuza Pádua Maia, com quem fora casado por 60 anos e de quem era viúvo.

Além das boiadas, outra paixão era a aviação. Foi piloto, estimulado pelo pai, Braulino, chegou a ter uma empresa de táxi aéreo e a casa de sua fazenda em Rondônia tem formato de asa de avião. Sua história está registrada no livro “Garon Maia – Memórias”, escrito em primeira pessoa.

O corpo de Braulino Maia ou Garon Maia, como era chamado, foi sepultado na tarde deste domingo (16), no Cemitério da Saudade, em Araçatuba. Ele deixa os filhos Garon, que herdou o nome pelo qual o pai era conhecido; Porthos e Dartagnan, além de noras, netos e bisnetos. A única filha, Carmen, já é falecida.

 

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ECONOMIA

Em meio à crise, Birigui recebe R$ 20 milhões de investimentos

Previsão é de gerar 750 empregos até o fim do ano com a instalação de novas empresas e a ampliação de outras

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Em meio à crise econômica e às dificuldades da indústria calçadista, Birigui contabiliza, este ano, R$ 20 milhões em investimentos na economia local. Os números refletem a instalação de novas empresas na cidade, algumas já em funcionamento, outras em processo de implantação. A estimativa é de gerar perto de 750 empregos diretos até o fim do ano.

A movimentação prevista inclui aquisição de móveis e equipamentos, construção e reformas. A atração de investimentos para o município faz parte de uma estratégia para diversificar a economia da cidade, até então dependente, sobretudo, da indústria calçadista.

O setor vem sentindo os impactos da crise econômica. Nos primeiros seis meses, dez empresas calçadistas fecharam as portas em Birigui e, somente nos últimos dois meses, 3 mil pessoas perderam os empregos. As estatísticas são reflexo da perda do poder de compra do consumidor, o que impacta na redução da produção das indústrias.

De outro lado, o município atraiu novos investimentos, como o do Grupo Votorantim, que está instalando um centro de distribuição de cimento, em uma área de cerca de oito mil metros quadrados, localizada no km 525 da Marechal Rondon.

A empresa deverá gerar 40 empregos diretos e agregar dez caminhões pequenos trucados para a distribuição dos produtos no Noroeste Paulista e Mato Grosso do Sul.

Outro empreendimento é da Mundo Móveis, empresa fabricante de estofados em geral, que tem previsão de gerar, inicialmente, 200 empregos diretos, chegando a 400 quando a produção estiver a todo vapor.

A empresa está selecionando 50 tapeceiros; 50 pessoas com conhecimento em costura (de preferência em máquina reta) e 20 marceneiros. Há vagas para o escritório também.

FORNOS

A indústria metalomecânica Tecnopizza, que está em processo de instalação na antiga área da calçadista Classipé, que encerrou as atividades neste ano, vai produzir fornos elétricos para pizzarias. A previsão é de contratar 60 funcionários, entre motoristas, auxiliares de escritórios e para a linha de produção.

ÁREAS

O titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Nelson Giardino, disse que além dos novos empreendimentos, o município distribuiu, desde o início da atual gestão, 122 mil metros quadrados de área nos distritos industrial 1 e 2, para 60 empresas em fase de expansão.

Hoje, a Secretaria possui 138 vagas abertas de emprego pelas empresas em processo de instalação na cidade. “Nosso desafio é atrair investimentos para diversificar a nossa economia. Já estamos em negociação com mais uma empresa, que é líder de mercado na área de matéria-prima para calçado, indústria automobilística e vestuário em geral”, afirmou, sem citar nomes.

“O governo municipal está trabalhando incansavelmente para que novas indústrias e empresas de grande porte invistam em Birigui, que conta com uma excelente mão de obra”, afirmou o prefeito Cristiano Salmeirão (PTB).

Ele cita, ainda, que o município investiu na nova UBS do Jandaia, no Ambulatório de Saúde da Criança, Centro Oftalmológico e Centro de Ortopedia, além de ter recebido investimentos privados da rede Lojas Cem, Móveis Casa Verde e rede Montreal Magazine, entre outras empresas que empreenderam na cidade.

SERVIÇO

Os currículos para as vagas disponíveis nas empresas de Birigui podem ser enviados para a Sedecti, que fica na Rua Nilo Peçanha, 301, Centro. O telefone é (18) 3641-6270.

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REGIÃO

Procon lacra supermercado por venda de produtos com prazo vencido em Lins

A rede possui 13 lojas em 6 municípios da região, e em Araçatuba.

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Foto: J. Serafim/Divulgação

O Procon, órgão estadual de defesa do consumidor, determinou nesta sexta-feira (19) a interdição temporária de uma das unidades do Supermercado Amigão instaladas em Lins (SP). A loja lacrada é a que fica na Rua Olavo Bilac, no centro da cidade. As informações são do portal G1.

Uma equipe do Procon foi até o estabelecimento às 7h e lacrou os caixas com uma fita. A lacração vale por 12 horas: começou às 7h30 e se estende até 19h30 desta sexta.

Foto: J. Serafim/Divulgação

A justificativa do órgão é a reincidência de infrações cometidas pelo supermercado. Segundo o Procon, nos últimos três anos foram registradas 35 infrações contra o consumidor pela venda de produtos com prazo vencido. Os processos geraram multas que chegam a R$ 112 mil.

A empresa pode recorrer através de liminar. Outros estabelecimentos instalados no mesmo prédio do supermercado, como banco, lotérica e lojas, mantiveram o funcionamento normal.

Conforme a equipe de reportagem do portal G1, entrou em contato com a rede de supermercados, que ainda não se manifestou sobre a interdição.

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Solidariedade

Aracanguá vende peças produzidas por alunas do Fundo Social

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A presidente do Fundo Social de Solidariedade de Santo Antônio do Aracanguá, Valdete Aparecida Miguel, apresentou, na quarta-feira na sede do Departamento de Desenvolvimento Social, a exposição de peças exclusivas que estão à venda, produzidas por alunas que frequentam as oficinas desenvolvidas pela prefeitura, na sede e nos distritos de Vicentinópolis e Major Prado.

São coleções artesanais em tecidos, com bordados e crochê, em peças como: jogos de toalhas de mesa e de banho, pano de prato, guardanapos, kit de cozinha composto por caminhos de mesa e sousplat de crochê, dentre outros.

Segundo Valdete, todos os produtos foram criados e produzidos pelas 50 alunas dos diversos cursos de capacitação, oferecidos gratuitamente pelo Fundo Social de Solidariedade e têm preços diferenciados.

Valdete explica que, quem gosta de produtos artesanais e deseja comprar peças, deve procurar a sede do Fundo Social, que fica na Avenida Pedro Junqueira de Andrade, 753 ou ligar para o telefone (18) 36391441.

Mas, quem preferir personalizar ou confeccionar outros tipos de peças, também tem a opção de comprar no local para ser personalizada ou levar o tecido e pagar somente pelo serviço de bordado ou crochê. Tudo com qualidade e preços baixos.

“Temos várias opções para atender quem gosta deste tipo de trabalho manual. Quem preferir comprar, a gente já tem pronto pra vender, mas para quem prefere um produto personalizado, também estamos prontos pra atender, até mesmo a pessoa que deseja montar o enxoval de bebê ou peças para presentes em grande quantidade”, destacou.

“São lindas peças produzidas com muito carinho e dedicação, que vão surpreender os apreciadores com a beleza e a diversidade do trabalho manual apresentado pelas nossas alunas, sempre bem orientadas pela instrutora Vera de Castro, especialista e peças artesanais”, enfatiza.

De acordo com Valdete, o objetivo é incentivar o empreendedorismo e valorizar o trabalho e o talento das participantes dos cursos, responsáveis pela criação dos produtos artesanais e, ao mesmo tempo, arrecadar recursos com a venda das peças, que serão totalmente revertidos em prol das ações desenvolvidas pelo Fundo social de Solidariedade.

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