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Copa Feminina: Noruega, Espanha e China estão nas oitavas de final

França e Alemanha também avançaram para a próxima fase do Mundial

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França, Noruega, Alemanha, Espanha e China garantiram classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo de Futebol Feminino.

Espanha x China

Poderia ser um jogo de “comadres”, mas a Espanha tentou o gol até o final.

Um empate classificava Espanha e China para as oitavas de final do Mundial Feminino. Portanto, quem viu apenas o resultado final da partida (0 a 0, pode pensar que as meninas fizeram corpo mole e seguraram o placar em branco até o final.

Não foi bem assim. A superioridade espanhola durante os 90 minutos foi evidente, mas o bloqueio em frente à área que as chinesas fizeram foi muito eficiente. Aliado a isto, a atuação da goleira Peng – de 1m82 – foi o ponto alto do jogo. Tanto que, ao apito final da árbitra brasileira Édina Alves Batista, as espanholas – mesmo com o segundo lugar no Grupo B, por saldo de gols – saíram cabisbaixas. E as chinesas vibravam como se tivessem vencido o Mundial, mesmo se classificando em terceiro lugar na chave.

“O empate tem isso de ruim: se é quase vitória para um, é quase derrota para outro. Raramente vale como empate mesmo, isto é, distribui metade da vitória para cada um. Se um jogo acaba empatado, basta a gente olhar em volta. Um time pula em campo como se tivesse vencido, o outro baixa a cabeça, derrotado” – já dizia o cronista Mário Filho, setenta anos atrás.

Agora, nas oitavas de final, a Espanha (2º B) enfrentará Estados Unidos ou Suécia (1º F), enquanto a China (3º B) tem a possibilidade de enfrentar Inglaterra ou Japão (1º D) ou Itália, Brasil ou Austrália (1º C). Múltiplos caminhos para duas equipes que, apesar de se igualarem em número de pontos, apresentam futebol tão diferente.

África do Sul x Alemanha

Deu o esperado: as alemãs golearam as sul-africanas e passaram em primeiro lugar.

Um duelo desleal no Grupo B. A bicampeã Alemanha, que vinha de duas vitórias por 1 a 0, enfrentou a África do Sul, que tinha perdido os dois primeiros jogos.

Desse confronto, as alemãs saíram na frente logo aos 13 minutos, numa jogada muito simples. Escanteio para a área, as sul-africanas não marcaram ninguém, e Leupolz nem precisou pular para cabecear e marcar 1 a 0.

Perdendo o jogo e a classificação, a África do Sul se abriu de vez e passou a sofrer os golpes. Aos 28 minutos, num chute despretensioso, a goleira Dlamini espalmou para frente e Däbritz, com o gol livre à sua frente, não perdoou: 2 a 0.

Para alegrar ainda mais o público alemão que assistia a partida em Montpellier, aos 39 minutos, em cruzamento para a área, Popp subiu sozinha para cabecear pro chão e matar a goleira Dlamini: 3 a 0. O destino do jogo já estava selado.

No 2º tempo, a Alemanha diminuiu o ritmo, visivelmente se poupando. Aos 12 minutos, porém, em outra bola alçada na área da África do Sul, Hegering cabeceou, a bola bateu na trave e, no rebote, Magull chutou para as redes: 4 a 0.

Com três vitórias em três jogos e sem levar nenhum gol, a Alemanha passa para as oitavas de final em primeiro lugar no Grupo B e enfrentará o terceiro colocado dos grupos A, C ou D, ou seja, pode até cruzar com o Brasil, reeditando a final do Mundial de 2007.

Nigéria x França

Nigéria x França na Copa do Mundo de Futebol Feminino - França 2019
O empate era um bom negócio para as duas seleções, mas a França ganhou com uma ajuda preciosa

Em Rennes, a líder do Grupo A, a anfitriã França, recebeu a Nigéria. Com 6 pontos, as francesas precisavam apenas de um empate para assegurar a ponta da chave. Curioso é que as nigerianas, com 3 pontos, também se contentariam com um empate para assegurar a terceira posição e passar às oitavas de final.

Talvez por isso, o 1º tempo foi bastante morno, com destaque apenas para choques ocasionais entre as jogadoras. Num deles, a atacante francesa Gauvin acertou um chute no rosto da nigeriana Ebi, que caiu desmaiada. A árbitra puniu Gauvin com cartão amarelo.

No 2º tempo, a França fez valer a maior posse de bola, intensificou a pressão e passou a abafar a Nigéria. Aos 7 minutos, Cascarino chuta na rede, mas pelo lado de fora.

Se o ataque não estava funcionando, a técnica Corinne Diacré decidiu substituir de uma só vez duas jogadores de frente, justamente Cascarino e Gauvin, as que mais estavam incomodando a goleira nigeriana. Entraram Le Sommer e Diani para tentar furar o bloqueio das africanas.

Mas, foi a meia Thiney que desperdiçou a grande chance do jogo. Em cruzamento rasteiro para a área, ela deu um carrinho, a bola passou por baixo do braço da goleira N´Nadozie e foi para fora.

Aos 28 minutos, foi a vez do VAR (árbitro de vídeo) dar uma “forcinha” para a França. Num lance muito duvidoso, a árbitra Melissa Borjas acabou acatando a falta de Ebere em Asseyi, dentro da área. Além de marcar pênalti, expulsou a jogadora nigeriana. A zagueira Rennard bateu mal, o chute saiu fraco, bateu na trave e foi para fora.

Daí, a árbitra alegou que a goleira N´Nadozie tinha se adiantado na cobrança e mandou Rennard repetir. Na segunda chance, ela bateu no alto, fez o gol e saiu para comemorar.

Noruega x Coreia do Sul

Coreia do Sul x Noruega na Copa do Mundo de Futebol Feminino - França 2019
Jogando no estádio Auguste-Delaune, em Reims, a Noruega derrotou a Coreia do Sul por 2 a 1 e se classificou como segunda colocada do Grupo A para as oitavas de final do Mundial Feminino.

A equipe europeia partiu desde o início para o ataque. E o gol não demorou a sair. Aos 3 minutos do primeiro tempo a árbitra marcou pênalti de Cho em cima de Thorisdottir após escanteio. A camisa 10 Graham Hansen foi para a cobrança e abriu o marcador para a sua equipe com apenas 4 minutos de jogo. Noruega 1 a 0.

Aos 21 minutos a Coreia teve a sua chance mais clara até então, quando Yeo Minji lançou a bola na área da Noruega e Mooon finalizou de cabeça, mas a goleira Hjelmseth defendeu com segurança.

Com a desvantagem no marcador a Coreia saía para o jogo e pressionava muito o time adversário, criando inúmeras chances de empatar, mas esbarrava na falta de pontaria de suas atacantes. Esta foi a tônica até o final do 1º tempo.

E o 2º tempo começou da mesma forma da etapa anterior, com a árbitra assinalando um pênalti a favor da Noruega com 3 minutos de jogo após Kang atingir de forma dura a atacante Graham Hansen dentro da área.

Herlovsen foi para a marca penal e cobrou muito bem para vencer a goleira Kim Minjung, que quase defendeu. Noruega 2 a 0.

Mesmo com a desvantagem no marcador a Coreia continuou insistindo na busca pelo seu primeiro gol nesta edição do Mundial. E ele saiu aos 31 minutos em uma belíssima jogada. Lee Geummin recebe a bola na grande área de costas para o gol e dá um toque de calcanhar para Yeo Minji, que não perdoa e vence a goleira Hjelmseth.

Com esta vitória a Noruega se garante nas oitavas de final da Copa do Mundo, enquanto a Coreia do Sul deixa a competição sem marcar ponto algum.

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Fonte:
Agência Brasil
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fim de semana

Araçatuba é sede da 5ª Etapa do Campeonato Paulista de Aeromodelismo a cabo

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Neste sábado e domingo Araçatuba será sede da 5ª Etapa do Campeonato Paulista de Aeromodelismo modalidade VCC (Voo Circular Controlado). As provas acontecerão no campo do comercial, na avenida João Arruda Brasil, 2.055, próximo ao zoológico, com entrada franca à população.

Um dos organizadores do evento, o araçatubense André de Oliveira Canuto, explica que esta é 20ª edição do campeonato. A cada ano são realizadas várias etapas em diversas cidades do Estado. Para a etapa de Araçatuba são esperados mais de 20 pilotos de várias regiões do Estado, além de Goiás e Paraná.

Araçatuba foi escolhida para sediar uma das etapas porque a cidade tem apenas dois praticantes do hobby, Canuto e Marcelo Oliveira, que são primos. Um dos objetivos é difundir a prática do hobby na cidade.

A entrada ao público será franca e no local do evento há banheiros, arquibancada e uma cantina que estará aberta para atender os participantes e o público. Os treinos livres começaram nesta sexta-feira e as provas serão realizadas no sábado e domingo a partir das 8h.

O campeonato é dividido nas categorias FAI-F2B, Mini-FAI, Intermediária e Iniciante, de acordo com grau de experiência do piloto. O jurado avalia principalmente a precisão do vôo nas sequências de acrobacias.

O aeromodelismo VCC é uma categoria que deu origem ao aeromodelismo com motor a combustão, na época em que não existia o controle remoto. O avião é controlado por um par de cabo-de-aço, que tem em média 18 metros, e possibilita apenas os comandos para descida e subida, e o piloto fica no centro de um circulo rodando e acompanhando o vôo do aeromodelo, por isso a categoria é chamada de vôo circular controlado.

Canuto explica que o custo deste esporte é variado, sendo que com R$ 400 é possível comprar um equipamento e iniciar a prática do VCC. Equipamentos mais sofisticados chegam a custar R$ 18 mil. Os aeromodelos funcionam com motor a combustão, movidos a álcool metílico (Metanol) com nitrometano e óleo sintético. Os equipamentos mais modernos utilizam motores elétricos.

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Viena

Queniano faz história ao completar maratona em menos de 2h

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Foto: Lisi Niesner / Reuters

O queniano Eliud Kipchoge fez história no atletismo neste sábado (12/10) ao se tornar a primeira pessoa a correr uma maratona em menos de duas horas. O atleta de 34 anos terminou a prova clássica de 42,195 quilômetros em 1 hora, 59 minutos e 40 segundos.

O tempo espetacular é quase dois minutos mais curto que seu recorde mundial, de 2 horas, 1 minuto e 39 segundos, conquistado na Maratona de Berlim no ano passado.

Kipchoge alcançou o feito em uma corrida não oficial em uma manhã fria em Viena, na Áustria, ao redor do Parque Prater, organizada justamente para que ele tentasse quebrar a marca.

“Me sinto bem, meu objetivo era fazer história […] Tentei e sou o homem mais feliz por correr em menos de duas horas para inspirar muitas pessoas, para dizer a elas que nenhum ser humano tem limites”, disse o atleta após o feito, que comparou com “caminhar na Lua” pela primeira vez.

“Isso mostra a positividade do esporte. Quero fazer do atletismo um esporte interessante e limpo. Quando corremos juntos, podemos tornar o mundo mais bonito”, acrescentou.

Segundo o queniano, este foi o maior marco do atletismo desde que Roger Bannister tornou-se o primeiro homem a correr uma milha (1.609 metros) em menos de quatro minutos, em 1954. “Após Bannister, levou 65 anos para que se fizesse história.”

“Posso dizer que estou cansado. Foi uma corrida difícil. Lembrem-se, os pacemakers estão entre os melhores atletas do mundo, eu os aprecio por fazer o trabalho”, completou, referindo-se aos atletas que acompanham o líder na prova para determinar seu ritmo.

Neste sábado, Kipchoge contou com 42 pacemakers que o acompanharam ao longo da maratona em grupos alternados de sete homens, muitos deles atletas renomados, além de um carro elétrico que lançava lasers na pista, projetando a posição ideal do atleta.

Correndo a uma velocidade média de 2 minutos e 50 segundos por quilômetro, que se manteve praticamente constante ao longo da corrida, o queniano completou metade da maratona em 59 minutos e 35 segundos, 11 segundos antes do previsto.

Nos últimos 500 metros, os pacemakers e o carro deixaram de acompanhar Kipchoge, que abriu os braços, apontou para a multidão e lançou sorrisos ao terminar a prova e alcançar a marca desejada. “Isso significa muito para o Quênia”, declarou.

A Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) disse que não reconheceria a corrida como um recorde oficial, dada a condição da prova, que não se tratava de uma competição aberta, e a alternância de pacemakers.

A corrida, organizada e financiada pela empresa química britânica Ineos e intitulada de desafio Ineos 1.59, não ficou livre de críticas, tendo sido considerada por alguns um evento mais midiático e comercial do que esportivo.

Somente as câmeras do organizador foram autorizadas a filmar a corrida, testemunhada por inúmeros espectadores, incluindo o quatro vezes vencedor do Tour de France e o líder da equipe de ciclismo da Ineos, Chris Froome.

Kipchoge é um dos maiores corredores de todos os tempos. Aos 18 anos, venceu o Mundial de Cross Country em Lausanne, na Suíça. Também em 2003, ficou em primeiro nos 5.000 metros no Campeonato Mundial de Atletismo de Paris.

Em Olimpíadas, o queniano ganhou medalha de bronze nos 5.000 metros em Atenas em 2004, medalha de prata na mesma modalidade em Pequim em 2008 e, oito anos depois, foi o grande vencedor da maratona nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016.

A corrida neste sábado foi a segunda tentativa de Kipchoge de romper a barreira de menos de duas horas em maratona. Em Monza, na Itália, há dois anos, ele fracassou por 26 segundos.

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error: Conteúdo protegido. LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998
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