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JUSTIÇA ELEITORAL

Cartório eleitoral de Araçatuba faz plantão da biometria neste sábado

Os eleitores que não fizeram agendamento também serão atendidos; é necessário levar um documento com foto

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O cartório eleitoral de Araçatuba realiza neste sábado o plantão da biometria, das 8h às 13h, para o cadastramento dos eleitores no sistema eletrônico implantado pela Justiça Eleitoral. No município, o prazo para a biometria vai até 19 de dezembro e, até agora, 46,74% dos eleitores araçatubenses fizeram a biometria.

Dos 143.584 eleitores de Araçatuba, 67.114 providenciaram o cadastramento biométrico. Como o número não chega nem a 50% do eleitorado, o cartório eleitoral tem realizado plantões para atender a população. Neste sábado, a meta é atender, pelo menos, 600 pessoas.

Para este sábado, conforme a chefe da 299ª Zona do cartório eleitoral de Araçatuba, Fabiana Camargo de Oliveira Silva, estão agendados 300 eleitores para fazer a biometria. No entanto, o cartório vai atender também os eleitores sem agendamento.

Neste caso, o atendimento é por ordem de chegada. A expectativa é de que pelo menos 300 pessoas que não agendaram a biometria compareçam ao cartório eleitoral neste sábado.

“”Quem não agendou pode vir ao cartório que nós encaixamos, temos guichês liberados para isso”, informou Fabiana. É necessário levar um documento com foto e, se possível, o título de eleitor.

Além de plantões aos sábados – o próximo será em julho -, o cartório eleitoral tem feito atendimento estendido de segunda a sexta, das 9h às 18h, sem interrupção no horário de almoço.

CONSEQUÊNCIAS

Quem não fizer à biometria no prazo estipulado pela Justiça Eleitoral, terá o título de eleitor cancelado e ficará impedido de votar nas próximas eleições, em 2020. Na prática, o cidadão estará impedido de ter acesso a tudo o que exigir a quitação eleitoral, como se inscrever em concurso público, ter crédito em bancos oficiais, ser candidato a cargo eletivo, dentre outros.

O cartório eleitoral de Araçatuba fica na Rua Brigadeiro Luís Antônio, 46, bairro Higienópolis.

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REGIÃO

Idoso tem dedos da mão decepados por trem de carga em Cafelândia

Segundo a PM, família disse que homem de 79 anos tem o hábito de sair para beber e a suspeita é de que ele tenha dormido às margens da linha do trem, com a mão sobre os trilhos.

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Imagem ilustrativa

Um idoso de 79 anos teve os dedos da mão direita decepados por trem de carga em Cafelândia (SP), neste domingo (20).

A polícia foi acionada por volta das 7h para atender a ocorrência. Segundo a Polícia Militar de Lins, a família contou procurava pelo idoso desde sábado (19) à tarde e que a vítima tem o hábito de sair para beber.

Segundo a polícia, a suspeita é de que ele tenha dormido às margens da linha do trem, com a mão sobre os trilhos.

O homem foi socorrido para o pronto-socorro de Cafelândia com sinais de embriaguez e estava em choque. Um boletim de ocorrência foi registrado como lesão corporal e agressão culposa.

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ciência

Unicamp: Estudo investiga relação entre composto derivado do diesel e obesidade

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Uma pesquisa desenvolvida no Laboratório de Investigação Molecular em Obesidade (LabIMO), da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do campus de Limeira, sugere que a exposição crônica ao composto 1,2-NQ, derivado da combustão do diesel, pode afetar a glicemia de jejum e levar à intolerância à glicose, um quadro semelhante ao pré-diabetes nos humanos.

Conduzido pelo doutorando Clilton Kraüss de Oliveira Ferreira e orientado pela professora Patricia de Oliveira Prada, o estudo buscou investigar, em animais, os efeitos da exposição crônica a poluente atmosférico proveniente da queima do diesel, presente em material particulado disseminado na atmosfera das cidades com tráfego de veículos que usam esse combustível, sobre o equilíbrio energético e glicêmico e na indução da inflamação no tecido adiposo.

A substância em questão é 1,2-naftoquinona (1,2-NQ), resultante da combustão do naftaleno, um dos componentes do diesel, que, em geral, se associa ao material particulado em suspensão no ar. O composto foi selecionado porque a concentração na poluição atmosférica vem crescendo, em decorrência do aumento da utilização do diesel em veículos automotivos.

Trabalho

De acordo com a professora Patricia de Oliveira Prada, responsável pelo laboratório, o trabalho partiu da hipótese de que a presença desse poluente agregado em material particulado de até 2,5 micrômetros de diâmetro, que compõe a poluição atmosférica, pode promover inflamação no sistema nervoso central e periferia, resistência à insulina, hiperglicemia e aumento de gordura visceral.

Estudos já publicados evidenciam uma relação de causa e efeito entre poluição atmosférica e diabetes mellitus. No entanto, não se sabe o efeito isolado de cada poluente presente nesse material particulado e ainda não está claro se a exposição crônica à substância 1,2-NQ poderá atuar como agente lesivo, desencadeando reações inflamatórias sistêmicas e promovendo alterações na glicemia de jejum, na tolerância à glicose e no perfil inflamatório de células do sistema imunológico, os macrófagos.

Por isso, o foco da pesquisa investiga os efeitos da exposição crônica ao poluente químico atmosférico 1,2-NQ sobre o balanço energético e o perfil inflamatório do tecido adiposo em camundongos selvagens, adultos. Esses animais apresentaram aumento da glicemia de jejum e intolerância à glicose no teste utilizado (GTT), resultados que podem estar relacionados à também observada inflamação de tecidos periféricos.

“Nossa hipótese foi a de que dois receptores inflamatórios clássicos, o TNFR1 e o TLR4, poderiam estar participando do processo. Para comprovar essa hipótese, usamos mais duas linhagens de ‘animais knockouts’, geneticamente modificados, que não possuíam os referidos receptores para que pudesse ser verificado se eles, presentes naturalmente no organismo, poderiam ser os deflagradores da inflamação quando expostos ao poluente”, explica Clilton Kraüss de Oliveira Ferreira ao Jornal da Unicamp.

Nesse caso, esperava-se que os camundongos geneticamente modificados, que não expressam TLR4 e TNFR1, não apresentassem os efeitos da exposição ao poluente verificado nos camundongos selvagens. Isso efetivamente ocorreu, confirmando a hipótese de que a inflamação é responsável pelos efeitos adversos nestes animais.

Metodologia

Para a investigação inicial, foram utilizados camundongos selvagens machos, com oito semanas de vida, que receberam dieta padrão. Eles foram então separados em dois grupos. Em um deles os animais, foram expostos ao poluente 1,2-NQ, por nebulização, em concentração igual à encontrada no ambiente, por 17 semanas, durante 15 minutos em cinco dias da semana e sempre na mesma hora. Já o grupo controle, submetido ao mesmo processo, recebeu apenas o veículo utilizado na nebulização como solvente do contaminante.

Nos animais que inalaram 1,2-NQ, foi observado o aumento da glicemia de jejum e da intolerância à glicose. No fim, constatou-se também inflamação do tecido adiposo, mas diferentemente do que os pesquisadores esperavam, não havia ocorrido alterações de peso corpóreo e variação de gordura nos animais expostos ao poluente.

As modificações observadas foram associadas, como mencionado na literatura, ao aumento da inflamação no tecido adiposo epididimal, devido ao aumento de macrófagos pró-inflamatórios M1 e redução dos macrófagos regenerativos M2, que são células que constituem o sistema imunológico.

Na sequência, os camundongos knockouts foram submetidos aos mesmos procedimentos para investigar, separadamente, o papel do receptor 1 do fator de necrose tumoral (TNFR1KO) e do receptor tipo toll 4 (TLR4KO) na inflamação decorrente da exposição ao poluente.

Associações

Uma das associações que se estabelece entre poluição e balanço energético refere-se ao aumento da inflamação nos tecidos por meio da ativação dos TLR4 da imunidade inata ou ainda pelos efeitos de citocinas pró-inflamatórias como o TNF alfa. Verificou-se, então, que os animais, nos quais os receptores TNFR1 ou TLR4 foram supressos, ficaram protegidos dos efeitos provocados pela exposição crônica à substância 1,2-NQ.

Segundo a professora, as constatações sugerem que a exposição crônica ao composto 1,2-NQ, derivada da combustão do diesel, pode afetar a glicemia de jejum e levar à intolerância à glicose, que seria um quadro semelhante ao pré-diabetes nos humanos.

De acordo com a docente, essas alterações parecem associadas ao aumento da inflamação induzida pelo contaminante, pois a retirada de receptores ligados à inflamação, como o TLR4 e TNFR1, protegeu os animais dessas ocorrências.

A modelagem e a metodologia utilizadas para a exposição ao 1,2-NQ já haviam sido validadas para o estudo do desenvolvimento de doenças pulmonares pelo grupo liderado pela professora Soraia Katia Pereira Costa, do Departamento de Farmacologia da Universidade de São Paulo (USP), com a qual a professora Patricia de Oliveira Prada mantém colaboração em trabalhos que constituem a linha de pesquisa.

“Aqui na Unicamp, o nosso foco ao reproduzir à exposição ao 1,2-NQ foi determinar o possível efeito do poluente no desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2 e de obesidade”, salienta a docente ao Jornal da Unicamp.

A maior parte das análises exigidas pelo estudo foi realizada no próprio LabIMO. O financiamento do projeto foi da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), ligada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico.

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