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POLÍTICA

Câmara rejeita denúncia que pedia cassação de Dilador

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A Câmara Municipal de Araçatuba decidiu, por 14 votos, pelo arquivamento da denúncia que pedia a cassação do prefeito Dilador Borges (PSDB). A acusação partiu do servidor municipal Rodrigo Andolfato, que alegou perseguição política nas avaliações de seu estágio probatório (exames por que passam os servidores concursados antes de sua efetivação no serviço público).

Para o recebimento da denúncia e formação de uma Comissão Processante (CP) seriam necessários 2/3 dos votos, o equivalente a 10 votos, já que a Casa tem 15 vereadores.

Os 14 vereadores presentes à sessão optaram pelo não recebimento da denúncia. Eles acompanharam o parecer jurídico da Câmara, que apontou falta de provas contundentes que comprovassem a denúncia de crime de responsabilidade por parte do prefeito. Apenas o vereador Flávio Salatino (MDB) estava ausente da sessão, em função do falecimento de seu pai.

Na denúncia, Andolfato transcreveu a conversa que manteve com seu avaliador durante o terceiro exame de seu estágio probatório. No diálogo, transcrito no documento protocolado na Câmara, o avaliador afirma que recebeu orientação da administração para reprovar o servidor.

São citados os nomes do prefeito, da vice, Edna Flor (PPS) e dos secretários Tadeu Consoni (Planejamento Urbano e Habitação) e Constantino Alexandre Vourlis (Obras e Serviços Públicos).

“DESCONFORTÁVEIS”

Ao justificar seu voto, o vereador Lucas Zanatta (PV) disse que as informações constantes na denúncia são “desconfortáveis”, mas não justificam o que ele chamou de “impeachment municipal”.

“A gente não sabe se o avaliador sustentaria o que está no áudio. O assunto preocupa porque é o emprego público de uma pessoa, mas a Justiça e o Ministério Público têm poder investigativo para avaliar o caso”, afirmou Zanatta, ao justificar o voto pelo arquivamento da denúncia.

COVARDIA

O vereador Denilson Pichitelli (PSL), que é presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Araçatuba, disse que estudou a denúncia com o departamento jurídico da entidade e concluiu que o MP é o órgão indicado para investigar o caso. Ele disse, no entanto, que a entidade está à disposição do servidor para apoiá-lo no que for necessário.

“Quero acreditar que os citados neste auto não tenham cometido esta falha. É lamentável se isso realmente ocorreu. Se ocorreu, vejo como covardia contra o servidor público usar esta prática para cercear o direto de a pessoa se manifestar politicamente. Acredito que o Ministério Público vai acatar a denúncia e, se tiver fundamento, vai voltar para esta Casa”, justificou Pichitelli.

“LEVIANDADES”

O líder do governo na Câmara, Jaime José da Silva (PTB), disse que leviandades não devem ser postas na Casa na tentativa de desestabilizar a gestão.

“Não existem fatos que mereçam qualquer tipo de avaliação. Apenas o orgulho ferido de um funcionário que precisa ser avaliado, sim, isso não significa perseguição, significa preocupação”, afirmou. “Esta Casa ser afetada por uma questão desse porte é algo inadmissível. Não somos joguete na mão de ninguém para que este tipo de coisa prospere”, completou.

SUPERFICIAIS

Apesar de ter votado contra o recebimento da denúncia, a vereadora Beatriz (Rede) apontou falhas nos exames probatórios do servidor. “Espero que os documentos apresentados sejam parciais, porque as avaliações citadas na denúncia estão muito superficiais e apontam que não houve plano de ação”, disse.

Beatriz, que é avaliadora de estágio probatório na educação municipal, explicou que o plano de ação é um documento em que o superior imediato do servidor aponta o que é necessário para que ele melhore o seu desempenho no serviço público.

“Na terceira avaliação foi pior ainda, porque o avaliador escreveu que faltaram equipamentos, máquinas e insumos para que o avaliado tivesse melhores condições de trabalho. Isso é um problema da administração, não do servidor”.

OUTRO LADO

O autor da denúncia disse não concordar com o uso da palavra leviandade pelo líder do governo na Câmara. “A partir do momento em que um colega de trabalho seu acusa o principal gestor da cidade, a obrigação mínima era levar isso a conhecimento da Câmara. Se eles julgaram que não há motivo para julgar o mérito da questão, sem problemas, é um direito do julgamento político da Câmara não fazê-lo”, disse Andolfato.

Ele considerou que o resultado da votação poderia ser outro, para se apurar os fatos. “O recebimento da denúncia não significava a cassação, mas a abertura de um inquérito para investigar uma perseguição contundente, comprovada, de alguém para comigo”, afirmou.

 

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Universidade Virtual

Inscrições para o vestibular da Univesp terminam nesta sexta-feira

Estão disponíveis mais de 5 mil vagas distribuídas em 183 polos da Universidade Virtual de SP em todo o Estado

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A Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) está com inscrições abertas para o vestibular 2019 até as 15h desta sexta-feira (21). São mais de 5 mil vagas para os cursos de Licenciaturas em Letras (novo curso), Matemática e Pedagogia. Há 183 polos em 155 municípios do Estado (capital, litoral e interior).

As inscrições devem ser feitas pelo site vestibular.univesp.br. O início das aulas está previsto para 12 de agosto.

Lembrando que não há limite de idade e o custo da inscrição é de R$ 49. Para participar basta ter concluído o Ensino Médio ou estar cursando, com a conclusão até o período da matrícula.

“O vestibular do 2º semestre de 2019 será o de maior alcance territorial. A atual gestão está pautada em garantir uma educação de qualidade.

Com a nova reformulação da Univesp, a partir de 2020, a oferta de vestibular será em todos os 330 polos. A universidade ampliará o leque de cursos e haverá crescimento de forma planejada e organizada”, ressalta presidente da Univesp, professor Rodolfo Azevedo.

Redução e isenção

Será concedida a redução de 50% do valor da taxa de inscrição, em conformidade com a Lei Estadual nº 12.782, de 20 de dezembro de 2017, aos candidatos que preencham cumulativamente, os seguintes requisitos: estejam regularmente matriculados no ensino médio ou equivalente, no 3º Semestre da Educação de Jovens e Adultos (EJA), em curso pré-vestibular ou em curso superior, em nível de graduação ou pós-graduação; ou que recebam remuneração mensal inferior a 2 (dois) salários mínimos ou desempregados.

Os benefícios são concedidos no site do vestibular. No momento da inscrição basta clicar em “redução de taxa” ou “isenção”. Quem se inscreveu até 17 de maio no Cadastro Único do Governo Federal (CadÚnico) ficará isento da taxa.

Para a pedagoga Juliana de Oliveira Sousa, será uma nova chance de se qualificar ainda mais. “Hoje, não tenho recurso financeiros para investir numa outra faculdade e estava procurando uma oportunidade como essa para fazer um novo curso”.

Nova proposta

Uma novidade para esse processo seletivo é reformulação da proposta educacional. Os ingressantes nas licenciaturas vão cursar um ano de ciclo básico, com opção de habilitação a partir do 2º ano em: Letras, Matemática e Pedagogia.

“O aluno terá mais flexibilidade para a escolha, melhor entendimento de seu itinerário formativo, além de ter a integração com graduandos de outras habilitações, o que contribuirá para sua formação e no desenvolvimento de projetos integradores multidisciplinares”, afirma o presidente.

“Não conhecia e achei super interessante pra mim. Sou graduada em pedagogia e estou procurando uma segunda graduação”, conta a professora Juliana de Melo Teixeira, moradora da zona leste.

“Creio que se tratando de uma universidade pública, o reconhecimento pode ser maior no mercado”, diz ela. A amiga Vanessa Santana também se interessou nos cursos da Univesp. “Vai ser uma super oportunidade”, comemora.

Processo seletivo

O exame será realizado em 14 de julho, às 13h, de forma presencial nas cidades que englobam diversas regiões do Estado de São Paulo. A lista completa dos locais da prova também estará disponível no site vestibular.univesp.br em 10 de julho.

O gabarito oficial da prova será divulgado a partir das 23h59 do dia do exame, no site do vestibular. A publicação da 1ª chamada será dia 26 de julho.

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Estado de SP

Atenção: jogar lixo na rodovia é ilegal e pode causar multa

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Imagem Ilustrativa

Quem atirar qualquer objeto pela janela do carro em uma rodovia pode colocar a vida de dezenas de pessoas em risco. Uma bituca de cigarro, por exemplo, pode resultar em um grave incêndio. E muita gente não tem conhecimento dessas regras importantes de segurança.

Arremessar lixo em uma estrada é considerado infração média pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que prevê uma multa de R$ 130,16 e perda de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Dependendo do volume de dejetos abandonados, o motorista pode responder a processo por crime ambiental.

Objetos de metal no asfalto podem ser arremessados com a mesma velocidade de uma bala pelos pneus de carros e caminhões. Restos de comida atraem animais, que podem provocar acidentes com veículos. Mas, apesar dos alertas, o risco é ignorado.

Para recolher o lixo, centenas de funcionários (entre coletores, motoristas e outros profissionais) percorrem as rodovias do Estado de São Paulo e transportam os detritos até um depósito.

O trabalho é estabelecido nos contratos de concessão, mantido com o dinheiro dos pedágios, e fiscalizado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).

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HOMENAGEM

Câmara aprova projeto que denomina Sargento Júlio César Delfino o calçadão da Marechal

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Ele morreu durante combate a incêndio em uma loja de importados, em abril deste ano

O calçadão da Marechal Deodoro, entre a Praça Rui Barbosa e a Rua Dom Pedro I, em Araçatuba, deverá passar a se chamar Sargento Júlio César Delfino, em homenagem ao bombeiro morto durante o combate ao incêndio em uma loja de importados, em abril deste ano. O plenário da Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, nesta segunda-feira (17), o projeto que homenageia Delfino e confere o seu nome ao local onde faleceu. Ele tinha 35 anos.

A esposa do bombeiro, Ariane, e colegas da corporação acompanharam a votação. A matéria, de autoria dos vereadores Professor Cláudio (PMN) e Carlinhos do Terceiro (SD), vai agora para a sanção do prefeito Dilador Borges (PSDB).

Os autores da proposta entendem que Delfino agiu como herói ao perder a própria vida no combate às chamas, evitando que o incêndio tivesse proporções ainda maiores. O prédio da loja atingida pelo fogo ficou completamente destruído. “É uma homenagem justa, porque ele morreu em serviço. Era jovem, perdeu a vida para não acontecer uma tragédia maior”, disse Cláudio.

O vereador do PMN fez um apelo para que o prefeito providencie um busto do sargento e coloque no calçadão, para que sua memória seja sempre lembrada. “Temos que deixar marcadas na história as pessoas que dão as suas vidas para salvar outras vidas”, argumentou.

O outro autor do projeto, Carlinhos do Terceiro, lembrou que Delfino estava de folga naquele 12 de abril, dia da tragédia. “Mas isso não impediu que ele vestisse sua farda e fosse combater o incêndio com seus colegas”, disse.

O sargento Júlio César Delfino nasceu em Araçatuba em 1983 e entrou para a corporação em 2011. Durante o combate ao incêndio, ele desapareceu em meio aos escombros. Foi encontrado com vida, mas não resistiu. Os bombeiros que trabalhavam no local tentaram reanimá-lo, mas ele sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu no local.

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