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Crise no Governo

Após ameaça de Bolsonaro, Joaquim Levy se demite do BNDES

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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, entregou seu pedido de desligamento do cargo ao ministro da Economia, Paulo Guedes, conforme informou em nota distribuída à imprensa na manhã deste domingo, 16.

Guedes conversou com Levy no início da manhã. O diálogo foi cordial e “houve muita concordância”, segundo uma fonte.

Levy foi alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro neste sábado, 15, em função da nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto para o cargo de diretor de Mercado de Capitais do banco de fomento.

“Levy nomeou Marcos Pinto para função no BNDES. Já estou por aqui com o Levy”, disse o presidente neste sábado. “Falei para ele: (Levy) demite esse cara na segunda ou eu demito você (Levy) sem passar pelo Guedes (ministro da Economia)”, afirmou ontem o presidente.

“Ele (Levy) está com a cabeça a prêmio há algum tempo”, continuou o presidente.

Barbosa Pinto trabalhou como assessor do BNDES durante o governo PT, de 2005 a 2007, o que irritou Bolsonaro. No entanto, o próprio Levy foi ministro da Fazenda de Dilma Rousseff.

Em nota, Levy declarou que sua expectativa é que o ministro da Economia aceite sua demissão. No comunicado, ele deseja a Guedes “sucesso nas reformas”.

Leia a íntegra da nota de Joaquim Levy:

“Mensagem do presidente do BNDES

Solicitei ao ministro da Economia Paulo Guedes meu desligamento do BNDES. Minha expectativa é que ele aceda.

Agradeço ao ministro o convite para servir ao País e desejo sucesso nas reformas.

Agradeço também, por oportuno, a lealdade, dedicação e determinação da minha diretoria. E, especialmente, agradeço aos inúmeros funcionários do BNDES, que têm colaborado com energia e seriedade para transformar o banco, possibilitando que ele responda plenamente aos novos desafios do financiamento do desenvolvimento, atendendo às muitas necessidades da nossa população e confirmando sua vocação e longa tradição de excelência e responsabilidade.

Joaquim Levy”

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Fonte: Terra
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PERDA

Morre economista e ex-ministro do Trabalho Walter Barelli

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POLÍTICA

Palocci diz que bancos doaram R$ 50 milhões ao PT em troca de favores

Ex-ministro informou que os governos dos petistas Lula e Dilma foram beneficiados. Instituições financeiras citadas na delação negam esquema

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O ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci afirmou que alguns dos principais bancos do país fizeram doações eleitorais que somam R$ 50 milhões a campanhas do PT em troca de favorecimentos nos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Trechos da delação premiada, homologada pela Justiça, foram obtidos pelo jornal O Globo.

Palocci citou casos envolvendo Bradesco, Safra, BTG Pactual, Itaú Unibanco e Banco do Brasil. Segundo o ex-ministro, o objetivo das instituições era, entre outros, conseguir informações privilegiadas sobre mudanças na taxa Selic e buscar apoio do governo na defesa de interesses, tanto dos bancos como dos acionistas.

Quase todos os citados durante a delação, no entanto, negaram as supostas irregularidades apresentadas pelo ex-ministro da Casa Civil. Procuradas, apenas as assessorias dos bancos Safra e BTG Pactual não responderam aos questionamentos.

O Bradesco classificou as acusações de “ilações descabidas”. O Itaú Unibanco pontuou que fez doações em valores iguais a diferentes partidos. O Banco do Brasil informou que as concessões de crédito são feitas de forma técnica. O grupo Votorantim afirmou, em nota, que não existe ilícito no episódio citado.

Palocci define essas doações como “vantagens indevidas de modo dissimulado”. Ao fechar o acordo de delação com a Polícia Federal (PF), após ter a proposta negada pelo Ministério Público Federal (MPF), o ex-ministro também entregou provas com a intenção de corroborar os relatos. Entre elas, anotações da agenda e registros de um aparelho no carro.

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MINAS GERAIS

Após conseguir semiaberto, goleiro Bruno pode deixar prisão a qualquer momento

Benefício foi concedido em decisão publicada nesta quinta-feira (18) pela 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Varginha.

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REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Após conseguir o direito à progressão ao regime semiaberto, o goleiro Bruno Fernandes pode deixar a prisão a qualquer momento. O benefício foi concedido em decisão publicada nesta quinta-feira (18) pela 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Varginha, onde ele cumpre pena, e deve ser executado ainda nesta sexta-feira (19).

Mas para entender por que o benefício foi adquirido agora talvez seja necessário relembrar todo o caso envolvendo o caso de Bruno. O goleiro foi condenado pelo homicídio triplamente qualificado de Eliza Samúdio e pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Eliza desapareceu em 2010 e seu corpo nunca foi achado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido de Bruno, de quem foi amante.

O goleiro, que na época dos crimes atuava pelo Flamengo, foi detido em julho daquele ano e levado para a Penitenciária Nelson Hungria. Pouco depois, o clube anunciou a demissão do jogador, que seguiu preso e foi condenado em primeira instância em março de 2013.

“Sabia e imaginava”, disse Bruno durante a audiência que terminou em sua condenação.
Ele também havia sido condenado por ocultação de cadáver, mas esta pena foi extinta, porque a Justiça entendeu que o crime prescreveu. As penas somadas, que eram de 22 anos e 3 meses, caíram, então, para 20 anos e 9 meses de prisão.

Eliza Samúdio e o ex-goleiro Bruno — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal/TV Globo

Saída temporária da prisão

O caso, no entanto, ficou parado na Justiça, sem ser julgado no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Com isso, os advogados de Bruno entraram com um pedido de habeas corpus, que foi deferido em uma liminar expedida pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 24 de fevereiro de 2017.

À época, Mello entendeu que os recursos apresentados pela defesa deveriam ser julgados para determinar se o réu continuaria preso ou não. Bruno deixou a prisão no mesmo dia.

A partir daí, começaram as especulações sobre qual seria o destino de Bruno, que ainda tinha um contrato com assinado com o Montes Claros FC, mas procurava um time para retomar sua carreira. O suspense começou a ser encerrado quando o goleiro foi visto almoçando com a diretoria do Boa Esporte em 10 de março e e disse: “Não vim à toa”.

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