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POLÍTICA

Pichitelli: “Servidores de Araçatuba estão pedindo exoneração para trabalhar em Birigui”

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O vereador e presidente do Sisema disse que pediu reajuste de 8% para os servidores, mas prefeito deu 3,75%: "Todo ano eles pagam a conta e estão ficando muito desvalorizados em Araçatuba", afirmou - Foto: Angelo Cardoso/Câmara Municipal de Araçatuba


O vereador Denilson Pichitelli (PSL) mostrou sua insatisfação durante a leitura do projeto de lei enviado à Câmara pelo Executivo que prevê o reajuste de 3,75% aos servidores públicos de Araçatuba. Ele, que é presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araçatuba (Sisema), disse que havia pedido 8%, sendo 3,75% de reposição da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e 4,25% de aumento real.

“Não fomos atendidos. O reajuste não foi satisfatório nem para o servidor, nem para nós. Todo ano o servidor paga a conta e está ficando muito desvalorizado em Araçatuba. Muitos deles estão pedindo exoneração para trabalhar em Birigui”, disparou, durante a sessão desta segunda-feira (13).

Ele citou como exemplo o vale-alimentação pago pela Prefeitura de Birigui, que é de R$ 450,00, e disse que havia pedido pelo menos que o benefício em Araçatuba passasse dos atuais R$ 300,00 para R$ 350,00. A proposta de Dilador enviada à Câmara, porém, prevê R$ 340,00 de vale-alimentação.

O vereador e sindicalista espera que o prefeito olhe com mais carinho e atenção para os servidores e lembrou do plano de carreira da Educação e da gratificação dos plantonistas, projetos defendidos por ele para melhorar os salários destas categorias.

“NÃO FOI O QUE PROMETERAM”

A vereadora Beatriz (Rede) engrossou as críticas ao reajuste dado pelo prefeito e também citou o plano de carreira da educação, área em que atua (ela é funcionária pública municipal e chegou a ser secretária na gestão do ex-prefeito Cido Sério- PRB).

“Não foi isso que o Dilador e a Edna prometeram em campanha, eles prometeram um reajuste muito maior”, disse a parlamentar.

Já o vereador Professor Cláudio disse que irá apresentar um requerimento para saber se a Prefeitura já providenciou o estudo do impacto financeiro para os benefícios aos professores. “Queremos saber como está isso, pois o plano de carreira já está com a secretária Silvana”, afirmou, referindo-se à titular da Educação, Silvana Souza.

DATA-BASE

O anúncio da reposição salarial dos servidores municipais foi feito no dia 30 de abril pelo prefeito. A data-base da categoria é 1º de maio.

O reajuste de 3,75% deverá ser submetido à Câmara Municipal na próxima sessão, já que Dilador pediu urgência na apreciação do projeto. Em 2018, os servidores tiveram os salários reajustados em 5%.

Já o vale-alimentação deverá ser corrigido em 13%, de R$ 300,00 para R$ 340,00. No ano passado, a correção foi pouco menor, de 11,11%, passando dos R$ 270,00 para R$ 300,00.

PRIMEIRO ESCALÃO

Os secretários municipais, chefe de gabinete e procurador-geral do município também terão os salários reajustados, passando dos atuais R$ 11.345,00 para R$ 11.773,31, reajuste de R$ 3,77%, dois décimos acima do porcentual previsto aos servidores, o que representa um aumento de R$ 428,31, conforme projeto enviado à Câmara pelo prefeito.

Hoje, o menor salário da Prefeitura equivale a um salário-mínimo paulista, que é de R$ 1.163,55, que, com o reajuste de 3,75%, passará para R$ 1.207,18, aumento de R$ 43,63.

 

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