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BENDITA LÍNGUA

Os tropeços linguísticos de Sérgio Moro

O ministro Sérgio Moro andou tropeçando em duas palavras publicamente: cônjuge e rusgas. Falar “conje” no lugar de “cônjuge” pode ser resultado de um transtorno, produzindo a dificuldade na pronúncia das proparoxítonas; usar “rugas” no lugar de rusgas (desentendimento) é produto de pobreza vocabular.

Mas Sérgio Moro não foi o primeiro ministro a tropeçar na língua portuguesa, apesar de ser um magistrado. O presidente Lula errava muito o português culto, mas tinha a atenuante de ter ensino fundamental incompleto.

Há quem diga que os erros de Sérgio Moro no twitter são constantes, “sob” no lugar de “sobre”, além da redação confusa. Nesse quesito, ele está sendo mais perseguido do que Paulo Coelho.

O sindicalista Antônio Rogério Magri, ministro do Trabalho, governo Collor, inventou a palavra “imexível” na década de 90. Deu a maior repercussão entre os puristas. Na verdade, não era um erro, mas a criação de um neologismo, usando o sistema linguístico do próprio português: aplicação do prefixo de sentido negativo “i”.

Não há quem não tenha dado algum tropeço linguístico na vida, mas quando o erro é cometido por uma autoridade, com muitos inimigos, como o Moro, a repercussão é ampliada.

*Hélio Consolaro é professor de Português

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