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Mundo

Menino sírio emociona internet por alegria após receber prótese

Menino perdeu perna durante conflito armado na Síria

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Uma criança síria, que perdeu uma perna depois de ter sido atingida por uma bala durante um conflito armado que está acontecendo em seu país, foi filmado festejando sua nova prótese.

De braços no ar, sorriso rasgado no rosto, e dançando, Ahmad Sayed Rahman, de cinco anos, está emocionando o mundo com a sua alegria.

As imagens foram registadas dentro de um edifício da Cruz Vermelha, em Cabul, destinado às vitimas da guerra.

A mãe do menino se diz “muito feliz” pelo filho ter recibo esta prótese que lhe permitirá “recuperar a sua autonomia”.

O vídeo foi compartilhado no Twitter e conta já com mais de 500 mil visualizações, em apenas 24 horas.

Assista:

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BOLÍVIA

Apuração aponta Evo Morales vencedor e eleitores se revoltam

Anúncio gera tumultos entre eleitores, e rival Carlos Mesa classifica votação de fraude

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Edifícios incendiados, confrontos com a polícia e tumultos marcaram a noite de segunda-feira (21) na Bolívia, após a divulgação de resultados eleitorais do primeiro turno das eleições presidenciais que apontam a reeleição do atual presidente Evo Morales.

Em Sucre, capital constitucional, uma multidão incendiou o tribunal eleitoral local, enquanto confrontos com a polícia ocorriam em La Paz e Potosí e a sala de campanha do partido governante era saqueada em Oruro, relataram os jornais La Razón e Los Tiempos, assim como a agência de notícias AFP.

Após interromper a divulgação dos resultados na noite de domingo, quando os números indicavam que haveria um segundo turno, o Tribunal Supremo Eleitoral divulgou uma nova parcial do sistema de contagem rápida na noite desta segunda-feira, que colocava Morales na liderança, com 46,87% dos votos, enquanto Mesa aparecia com 36,73%, com 95,3% dos votos contados.

Para ser eleito em primeiro turno na Bolívia, é preciso ultrapassar os 50% dos votos ou obter ao menos 40% dos votos e uma diferença de 10 pontos percentuais em relação ao segundo candidato mais votado. Com a última parcial do órgão eleitoral, a diferença entre Morales e Mesa era de 10,14 pontos percentuais.

Após o Tribunal Supremo Eleitoral apontar Morales como vencedor em primeiro turno do pleito nacional, o principal adversário, Carlos Mesa, classificou a votação de fraude.

“Não vamos reconhecer esses resultados, que fazem parte de uma fraude vergonhosa que está colocando a sociedade boliviana em uma situação de tensão desnecessária”, disse Mesa, em Santa Cruz.

Na noite de domingo, após o fim da votação, a divulgação dos resultados parciais foi inexplicavelmente interrompida na página na internet do órgão eleitoral – os dados da contagem rápida apontavam Morales na liderança (45,25%), seguido pelo centrista Mesa (38,16%), com quase 84% da apuração concluída. A parcial indicava, portanto, a realização de um segundo turno, algo inédito na Bolívia.

Contagens paralelas

Na Bolívia, dois sistemas de contagem de votos coexistem. Na contagem computadorizada, batizado de Transmissão de Resultados Eleitorais Preliminares (TREP), as atas – que trazem os totais de cada mesa – são fotografadas e enviadas ao órgão eleitoral por meio de uma aplicação que permite a publicação de resultados parciais.

E há ainda a “contagem oficial”, mais lenta, na qual os votos são contados individualmente. Na segunda-feira de manhã, o governo anunciou que o modo de contagem rápida seria interrompido e que o resultado válido seria o do voto a voto. No entanto, no fim do dia, a TREP voltou a ser divulgada.

Na noite desta segunda-feira, a contagem oficial indicava um empate técnico, com 42,29% dos votos para Mesa, contra 42,04% de Morales, com 89,4% dos votos contados.

O ministro das Comunicações da Bolívia, Manuel Canelas, admitiu que o órgão eleitoral errou ao não deixar claro que havia duas contagens paralelas. “Uma vez que percebeu que a contagem dos votos estava dando outro resultado, [o órgão eleitoral] resolveu interromper a das atas, para não causar confusão, e não explicou direito”, disse, citado pelo portal G1.

Na manhã desta segunda-feira, Mesa havia convocado jornalistas num hotel em La Paz e afirmou rejeitar a mudança de contagem porque esta seria uma “maneira de ganhar tempo enquanto constroem a fraude” e convocou partidários e simpatizantes às ruas, segundo reportagem da Folha de S.Paulo.

Observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA), presentes na Bolívia nas eleições presidenciais de domingo, expressaram na segunda-feira a sua “preocupação” e “surpresa” face à inexplicável reviravolta eleitoral que praticamente dá a vitória a Evo Morales.

“A missão da OEA manifesta sua profunda inquietude e surpresa face à mudança radical e difícil de justificar, no que respeita à tendência dos resultados preliminares após o encerramento da votação”, dizia um trecho num comunicado.

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Tensão

Chile impõe novo toque de recolher; protestos continuam

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O governo do Chile decretou nesta segunda-feira (21) um novo toque de recolher em Santiago e em outras cidades do país em decorrência de mais um dia de protestos pelo aumento no preço das tarifas de metrô, apesar das autoridades locais terem cancelado a medida.

Com a decisão, esta será a terceira noite consecutiva que o toque de recolher será válido. Além de Santiago, Valparaíso, Concepción, Antofagasta Rancagua também estão inclusas na lista.

Os protestos começaram por causa de um aumento de 30 pesos (R$0,20) no preço das passagens de metrô, já suspenso pelo governo, mas também miram a desigualdade econômica e o sistema de aposentadorias do país.

Nesta segunda, o Senado do Chile aprovou, por unanimidade, o projeto de lei para congelar o aumento das tarifas. Com a lei, o presidente chileno, Sebastian Piñera, poderá anular ou limitar a medida.

Nos atos desta segunda, os militares e a polícia usaram canhões de gás lacrimogêneo e água contra manifestantes. Um estado de emergência já foi decretado em Santiago e deve ser estendido às cidades do norte e do sul do país.

Ao todo, 11 pessoas morreram e pelo menos 1500 foram detidas, sendo 650 apenas na capital do Chile, informou a governadora de Santiago, Karla Rubilar. (ANSA)

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