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Nova Regra

Com decreto, armas de polícia e do Exército deixam de ser restritas

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O decreto do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que facilitou porte de armas no país, libera o uso de armamentos e munições que, até então, eram restritos a policiais e membros das Forças Armadas. Entre os itens que agora são permitidos, há pistolas .40, .45 e 9 mm, além de carabina .40 e espingarda de calibre 12.

Publicado no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (08) o texto altera a regulamentação anterior do Estatuto do Desarmamento, de 2003.

Com ele, o governo modifica critérios técnicos para a classificação de armas como de uso permitido, restrito ou proibido. Na prática, todas as pessoas que obtenham porte passam a poder ter acesso a armamentos mais potentes.

O regulamento de agora permite aquisição de armas de cano curto, semiautomáticas ou de repetição, que não atinjam energia cinética superior a 1.620 joules.

Na regra anterior, o teto de energia do disparo era de 407 joules. O novo limite abarca pistolas e carabinas .40, armas usadas pelas Polícias Militar e Civil, e também munições 9 mm, o calibre utilizado pelo Exército Brasileiro.

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Fonte: Metrópoles
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Ônibus perdem 420 mil passageiros por dia no Brasil em um ano

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os ônibus urbanos no Brasil deixaram de levar, em média, ao menos 420 mil passageiros a cada dia, na soma do total de pessoas transportadas em nove capitais, segundo levantamento da NTU, associação dos empresários do setor.

Em todo o mês de abril de 2019, foram transportados 280,9 milhões de usuários, contra 293,4 milhões no mesmo mês de 2018. O menor número da série histórica, iniciada em 1994, foi em 2017: 270 milhões de viagens.

O número atual é 25% menor do que o registrado em 2013. É como se um em cada quatro usuários tivesse deixado de usar os ônibus nos últimos seis anos.

Os dados, anunciados nesta terça-feira (20), somam as viagens em Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Com menos pagantes a bordo, aumenta o custo para as empresas, pois as linhas precisam cumprir os mesmos trajetos, embora com menos gente. “Isso leva a um aumento das tarifas, que gera uma nova fuga de pessoas e a falta de recursos para investimentos”, diz Otávio Cunha, presidente da NTU.

“No Rio de Janeiro, 14 empresas de ônibus fecharam nos últimos quatro anos, e outras sete devem fechar esse ano”, diz ele.

O desemprego, o aumento dos congestionamentos e o maior uso de aplicativos de transporte sob demanda, como Uber e 99, são apontados pela entidade como as principais causas da queda de passageiros. Presos no trânsito, os ônibus se atrasam e não conseguem cumprir os horários previstos, o que frustra os usuários.

Para estancar esta perda, entidades do setor pedem a criação de mais faixas exclusivas nas e de mais recursos públicos direcionados ao transporte, entre outras demandas.

Por RAFAEL BALAGO

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POLÍTICA

‘Não quero submeter o meu filho a um fracasso’, diz Bolsonaro sobre indicação de Eduardo

Questionado se pode desistir da indicação do deputado para a embaixada nos Estados Unidos caso não haja votos para aprovação no Senado, presidente respondeu que 'tudo é possível'.

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O presidente Jair Bolsonaro abriu nesta terça-feira (20) a possibilidade de desistir de indicar o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a embaixada do Brasil nos Estados Unidos, caso não tenha garantia de aprovação do filho pelo Senado. O presidente disse que não deseja submeter o filho a um “fracasso”.

A ideia do presidente de indicar Eduardo para o posto foi anunciada em julho. De lá para cá, o nome do deputado recebeu o aval do governo dos Estados Unidos e elogios do presidente norte-americano, Donald Trump.

No entanto, a indicação ainda não foi formalizada pelo governo brasileiro ao Senado, responsável por sabatinar e aprovar futuros embaixadores. O Palácio do Planalto considera que ainda não tem maioria para aprovação do nome de Eduardo.

Na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada, Bolsonaro foi questionado por jornalistas se poderia desistir da indicação.

“Tudo é possível”, respondeu o presidente. “Eu não quero submeter o meu filho a um fracasso. Acho que ele tem competência”, completou Bolsonaro.

Nos últimos dias, Eduardo tem intensificado visitas a gabinetes de senadores, em busca de apoio. O presidente Bolsonaro, por sua vez, tem dito que não tem pressa em enviar para o Senado a mensagem de indicação do filho.

Avaliação de consultores do Senado

Parecer elaborado por consultores legislativos do Senado e divulgado na semana passada afirmou que a indicação de Eduardo para a embaixada configuraria nepotismo (favorecimento indevido de parentes por parte de um agente público).

O documento, assinado pelos consultores Renato Rezende e Tarciso Jardim, baseia-se em uma súmula do Supremo Tribunal Federal (STF), de 2008, e considera cargo em comissão – e não de natureza política – a função de chefe de missão diplomática permanente.

Sequestro em ônibus no RJ

Bolsonaro deu a entrevista na mesma hora em que estava em curso o sequestro de um ônibus na Ponte Rio-Niterói, no Rio de Janeiro.

Um homem armado tomou o veículo e fez 37 pessoas reféns. Depois de quase 4 horas de duração, o sequestro terminou quando o homem foi atingido por snipers (atiradores de elite) da polícia do Rio. O sequestrador morreu em razão dos tiros. Nenhum refém se feriu.

Quando Bolsonaro foi questionado sobre o tema, o sequestro ainda não havia terminado nem os tiros haviam sido disparados. O presidente defendeu o uso de snipers.

“Eu defendo que o cidadão de bem não morra na mão dessas pessoas”, afirmou Bolsonaro.

O presidente lembrou o caso do assalto ao ônibus 174, também no Rio, em 2000, quando uma das reféns e o sequestrador morreram.

Novo Coaf

Bolsonaro também afirmou na entrevista que corrigirá, em caso de erros, a medida provisória publicada nesta terça-feira (20) no “Diário Oficial da União” a medida que transfere o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para o Banco Central (BC) e muda o nome do organismo para Unidade de Inteligência Financeira

O presidente foi questionado sobre trecho da MP que revoga o dispositivo (artigo 16) da lei que criou o Coaf (Lei nº 9.613/1998) sobre a composição do conselho. De acordo com o artigo, o conselho deveria ser integrado por “servidores públicos de reputação ilibada e reconhecida competência”.

De acordo com a MP, a Unidade de Inteligência Financeira será composta por no mínimo oito e, no máximo 14 conselheiros, “escolhidos dentre cidadãos brasileiros com reputação ilibada e reconhecidos conhecimentos em matéria de prevenção e combate à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo ou ao financiamento da proliferação de armas de destruição em massa”.

Perguntado sobre a margem para indicações políticas no órgão, o presidente disse que o governo te diminuído esse tipo de indicações e defendeu um quadro técnico do Branco Central à frente da Unidade, no lugar de Roberto Leonel.

“É um dos concursados do BC [o futuro chefe do órgão]. Eu não conheço ninguém do BC, eu acredito no Roberto Campos, está fazendo um bom trabalho, é confiar nas pessoas”, disse.

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RIO DE JANEIRO

Sequestrador de ônibus é morto por atirador de elite na Ponte Rio-Niterói

Foram três horas e meia de cerco. Segundo a PM, criminoso se chamava Willian Augusto da Silva, era vigilante e tinha uma arma de brinquedo, mas ameaçava incendiar o coletivo.

Publicado em

RICARDO CASSIANO/AGENCIA O DIA/AG NCIA O DIA/ESTADAO CONTEUDO

O sequestrador de um ônibus na Ponte Rio-Niterói foi baleado e morto por um atirador de elite do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Veja o momento em que o criminoso é atingido no vídeo acima.

O homem, identificado como Willian Augusto da Silva, de 20 anos, desceu do coletivo e jogou um casaco para os policiais. Quando ia subir a escada para reembarcar, foi baleado.

Willian Augusto da Silva, sequestrador do ônibus da Ponte — Foto: Reprodução

Todos os 37 reféns foram liberados sem ferimentos, segundo informações da Polícia Militar. Os tiros foram disparados às 9h04 desta terça-feira (20), cerca de três horas e meia após o início do sequestro.

Willian se dizia policial militar, mas era um vigilante. Segundo o porta-voz da Polícia Militar, a arma que o bandido usava era de brinquedo.

A única exigência do sequestrador foi uma ambulância. Ao ser baleado, ele foi levado para o Hospital Souza Aguiar.

“O paciente chegou em parada cardiorrespiratória, e foi constatado o óbito pela equipe médica do hospital”, diz nota da Secretaria Municipal de Saúde.

Como foi o desfecho

Pelo menos três snipers (atiradores de elite) estavam em posições estratégicas em volta do ônibus. Um deles estava deitado sobre um carro dos bombeiros e chegou a ser coberto por um pano vermelho.

O G1 e a TV Globo ouviram seis ou sete disparos. Ainda não se sabe quantos snipers atiraram nem quantas balas atingiram Willian.

Tão logo Willian caiu, o atirador que estava sobre o carro do Corpo de Bombeiros levantou e fez um sinal de positivo.

Pessoas que estavam no local comemoram logo após os tiros.

Potes de gasolina

Willian intimidava os passageiros com uma arma de brinquedo e ameaçava a todo momento incendiar o ônibus.

Para tal, cortou garrafas PET ao meio, encheu os recipientes com gasolina e os pendurou ao longo da cabine. Fotos de reféns mostram esses copos improvisados.

Garrafa dentro de ônibus sequestrado na Ponte Rio-Niterói teria gasolina — Foto: Arquivo pessoal

O Globocop flagrou quando Willian jogou, já em chamas, um desses recipientes para a frente do ônibus. Eram 6h31.

Imagem de dentro do ônibus sequestrado na Ponte Rio-Niterói — Foto: Arquivo pessoal

Criminoso parecia desorientado

O porta-voz da PM, coronel Mauro Fliess, afirmou que o sequestro do veículo pôde ter sido premeditado. Segundo informações dos policiais militares que estavam no local, no entanto, o homem parecia desorientado.

O criminoso se identificou como PM, mas a informação ainda não foi confirmada.

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error: Conteúdo protegido. LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998
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