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ESTADO DE SP

Araçatuba fica em 20º em ranking de cidades com maior risco de violência

Cidade subiu na colocação em dois anos; em 2017 era a 43ª cidade com maior risco de violência. Rio Preto aparece em 42º.

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Divulgação/Câmara de Araçatuba


Araçatuba (SP) ficou em 20º lugar em um ranking de cidades com maior risco de violência no estado de SP. O ranking foi elaborado em uma pesquisa feita pelo Instituto Sou da Paz e inclui os municípios com mais de 50 mil habitantes.

A pesquisa leva em conta a quantidade de crimes como homicídio, latrocínio – que é roubo seguido de morte -, dignidade sexual e patrimônio. Foram levados em conta dados de crimes registrados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado no ano passado.

As ocorrências foram comparadas com as de 2017. O que chamou a atenção dos pesquisadores foi a quantidade de casos de estupro registrada em Araçatuba no ano passado. Em um ano esse tipo de ocorrência teve aumento de 20%.

Além disso, a cidade subiu de colocação no ranking, já que em 2017 era a 43ª com maior risco de violência.

Segundo a pesquisadora Ana Carolina Penky, a pesquisa tem o objetivo de apontar caminhos para diminuir os crimes.

“A ideia é, olhando para as taxas, poder dizer às cidades onde elas podem melhorar para reduzir a exposição de violência das pessoas”, diz.
A Polícia Militar rebate os dados da pesquisa e diz que todas as medidas para garantir a segurança da população são tomadas e que Araçatuba não é tão violenta assim.

“O cidadão pode ficar tranquilo. O que verificamos após analisar os indicadores é que, crime contra dignidade sexual tivemos um número maior de registro, mas isso é fato que ocorre dentro de casa, dentro da família, e a polícia não alcança isso por ser muito reservado”, afirma o coronel da Polícia Militar Paulo Motoka.

Confira os números da violência em Araçatuba

Homicídios
2017: 19
2018: 24

Latrocínio
2017: 2
2018: 3

Estupro
2017: 58
2018: 70

Região

Outras cidades do noroeste paulista também aparecem nesse ranking. O levantamento tem municípios com mais de 50 mil habitantes.

São José do Rio Preto (SP) está em 42º lugar e Andradina, em 58º. A cidade de Penápolis aparece em 65º, Catanduva em 83º e Mirassol é a número 92. Já Votuporanga aparece apenas na 102º. Outras três cidades estão fora das 100 primeiras cidades: Fernandópolis 113º, Birigui 122º e Olímpia 135º.

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Fonte: G1 / TV TEM
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Entrevista Exclusiva

VÍDEO: Vizinho tentou salvar idosa que morreu durante incêndio em Araçatuba

Testemunha contou como foi a tentativa de resgate da idosa que morreu carbonizada em Araçatuba

Publicado em

Ricardo Luciano Amorim dos Santos, 43 anos, contou ao Regional Press como foi a tentativa de resgate da idosa Edna Garcia, 85 anos, que morreu carbonizada durante um incêndio na casa dela, na noite desta segunda-feira (15), no bairro Vila Industrial, em Araçatuba.

Socorrido com queimadura na mão e suspeita de lesão em uma costela, Ricardo foi atendido no pronto-socorro municipal e liberado na madrugada de hoje (16).

Ele contou que, junto com outras testemunhas, chegou a ter contato com a idosa ainda viva em meio ao fogo que atingia a casa.

Ele disse que a moradora estava com graves queimaduras e que não foi possível retirá-la devido ao excesso de pele que se desprendia dos braços da vítima.

A tentativa de resgate durou até ocorrer uma explosão, possivelmente no botijão de gás. Paredes começaram a desmoronar e os vizinhos tiveram que sair. Ricardo ainda caiu e foi retirado do local pelos colegas.

Veja o vídeo com a íntegra da entrevista exclusiva que a testemunha deu ao Regional Press.

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Urupês (SP)

Égua coberta por montanha de mato chama a atenção no interior de SP

Prefeitura informou que está investigando o caso e que vai tomar as providências cabíveis.

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Moradora registrou a cena da égua coberta por montanha de mato em Urupês — Foto: Arquivo pessoal

Uma égua foi flagrada carregando uma ‘montanha’ de mato no bairro Jardim Novo Mundo, em Urupês, cidade a aproximadamente 170 km de Araçatuba.

A imagem foi enviada para a equipe da TV TEM nesta segunda-feira (15) por uma moradora, que afirma que se revoltou ao ver o animal com a grande quantidade de restos de podas. O mato, de acordo com ela, foi colocado na égua por um carroceiro.

Ainda de acordo com a mulher, que preferiu não se identificar, o caso foi registrado no sábado (13). Ela conta que questionou o homem sobre o peso e quantidade do material que a égua transportava, já que estava com a pata machucada.

Contudo, ele teria afirmado que o animal é idoso e já iria descarregar os restos de podas.

Maus-tratos

Conforme a TV TEM, procurou a Polícia Militar, que afirmou não ter recebido nenhum tipo de denúncia, mas explicou que vai tentar encontrar o carroceiro e que ele pode responder criminalmente por maus-tratos.

A Prefeitura de Urupês informou que está investigando o caso e que vai tomar as providências cabíveis.

Além disso, também disse que as carroças que circulam na cidade devem seguir as leis e que a do homem está desrespeitando as regras.

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Interior de SP

Réu que disparou contra ex-enteada será submetido a novo julgamento

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A 12ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo deu provimento a recurso interposto pelo Ministério Público e determinou que homem que tentou matar, a tiros, a filha de sua ex-companheira seja submetido a novo júri popular.

Segundo o relator da apelação, desembargador Vico Mañas, a decisão que afastou a qualificadora de feminicídio foi manifestamente contrária às provas dos autos.

O caso aconteceu no município de Amparo. Consta nos autos que, inconformado com o fim do relacionamento, o réu acusava a filha de sua ex-companheira de ser a responsável por sua mãe não aceitar reatar.

Determinado dia, abordou a ex-enteada e desferiu dois tiros em suas costas; a vítima caiu e o homem disparou o terceiro tiro acertando sua perna. A vítima foi socorrida e sobreviveu.

O tribunal popular descaracterizou a qualificadora de feminicídio e reconheceu o privilégio da ação por violenta emoção, o que resultou em diminuição da pena. Assim, o acusado foi sentenciado a 11 anos e um mês de reclusão, em regime inicial fechado.

“Contrariou manifestamente a prova dos autos o afastamento da qualificadora do feminicídio. Afinal, tratou-se de delito contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, nos termos do art. 121, § 2º, VI, do CP, definido como tal a infração que envolva violência doméstica, conforme o art. 121, § 2º-A, I, do CP”, escreveu o relator em seu voto.

“Inegável que compete ao Tribunal do Júri dizer sobre a ocorrência ou não das qualificadoras atribuídas. Mas isto não representa que deva ser preservado o veredito quando manifestamente improcedente a compreensão exarada sobre tais circunstâncias, como na hipótese”, concluiu o magistrado.

O julgamento teve a participação dos desembargadores João Morenghi e Angélica de Almeida. A votação foi unânime.

Processo nº 0005404-10.2016.8.26.0022.

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