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LUTO

Morre dona Zô, a guardiã da Praça do Guanabara

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Dona Zô adotou a praça no dia quatro de maio de 1999, ao perceber que um beija-flor não tinha flores para pousar e se alimentar de seu néctar


Morreu no início da manhã desta quinta-feira (18) a araçatubense Zoraide Marques de Almeida, a dona Zô, aos 70 anos de idade, na Santa Casa de Araçatuba, onde estava internada desde o dia 22 de março. Ela, que enfrentava um câncer de pulmão, se tornou conhecida como a guardiã da Praça Seisaburo Ikeda, a Praça do Guanabara, localizada no bairro de mesmo nome.

Dona Zô tomou os cuidados da praça para si no dia quatro de maio de 1999, ao perceber que um beija-flor não encontrava flores para se alimentar e pousar. Com a ajuda de um vizinho, plantou Pingos de Ouro e, a partir daí, não parou mais.

Cultivou plantas, flores, enfeitou o lugar com vasos e acessórios decorativos, instalou um prisma para Nossa Senhora Aparecida e construiu uma gruta para abrigar o presépio em tempos de Natal. Até câmeras de segurança ela instalou no local para evitar a ação de vândalos.

Com o jardim impecável, passou a atrair não só beija-flores, mas borboletas e toda espécie de pássaros. Dona Zô costumava dizer que onde há natureza, há vida.

Nos Natais, fazia questão de montar o presépio, instalava luzes coloridas e recebia o Papai Noel para fazer a alegria da criançada, que recebia doces, pipoca e refrigerante. Tudo organizado com a ajuda da comunidade, mas capitaneado por ela, a querida dona Zô.

E era ela quem organizava a limpeza da área também. Nos últimos tempos, já doente, pagava uma pessoa para limpar. Mas fazia questão de manter tudo na mais perfeita harmonia naquela que se transformou na mais bela praça de Araçatuba.

De tão belo, o lugar se tornou o cenário ideal para fotografias de recém-casados, casais de namorados, famílias e crianças. Não é raro observar noivos que vão à praça após o casamento para registrar os primeiros momentos de união.

Ela também promovia eventos no local, como as famosas modas de viola e outros shows musicais, além de comemorar, a cada ano, o aniversário da praça com distribuição de algodão doce, pipoca e refrigerante.

MELHOR MÃE DO MUNDO

Bastante emocionado, o filho, o fotógrafo José Luís Py, lembra que ela amava aquela praça. Para ele, fica a recordação da mãe amorosa, cuidadosa e enérgica, quando necessário. “Era a melhor mãe do mundo”, diz, entre lágrimas.

Natural de Araçatuba, dona Zô era uma das moradoras mais antigas do Jardim Guanabara, onde residia havia mais de 40 anos.

Para o jornalista Carlos Alberto Tilim, 53 anos, dona Zô era um exemplo de cidadã. “Todos nós estamos bastante sentidos. Ela vai fazer muita falta”.

A guardiã da praça descobriu um tumor no pulmão há cerca de três meses e vinha se submetendo a tratamento.

O corpo de dona Zô será velado na capela da Funerária Cardassi. O horário ainda não está definido. O sepultamento será na manhã desta sexta-feira (19), no Cemitério Municipal de Guararapes, onde seu esposo está sepultado.

 

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Fogo

Incêndio atinge área de vegetação no bairro Novo Umuarama, em Araçatuba

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Um incêndio atingiu uma grande área de vegetação entre as ruas Lavínia e Guararapes, no bairro Novo Umuarama, em Araçatuba, na tarde desta terça-feira (20).

A fumaça pode ser vista de várias regiões da cidade. O Corpo de Bombeiros enviou equipes ao local para o combate ao fogo cuja origem ainda é desconhecida.

O incêndio foi extinto pouco depois das 18h.

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Marília

Hospital indenizará paciente presa após denúncia de aborto

Quebra de sigilo médico causou danos morais

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A 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou hospital de Marília a indenizar paciente que foi presa em flagrante por suposto aborto após médicos informarem à polícia. A reparação foi fixada em R$ 5 mil.

Consta nos autos que uma grávida deu entrada no hospital sentindo fortes dores, febre e taquicardia. Os médicos suspeitaram a ocorrência de crime de aborto e comunicaram o fato à polícia. A autora foi presa em flagrante, sendo colocada em liberdade por decisão da Justiça no dia seguinte.

Segundo o relator da apelação, desembargador Maurício Fiorito, o fato analisado é a quebra de sigilo profissional, e não a suposta ocorrência de aborto ou a ação da polícia, pois o mérito da prisão não é objeto dos autos e o Estado de São Paulo não constou no polo passivo da ação.

O magistrado destacou que o Código de Ética Médica veda a revelação de informações pessoais de paciente obtidas em virtude do exercício profissional que possam ocasionar investigação de suspeita de crime ou expor o paciente a processo penal.

“A conduta dos representantes da ré, portanto, destoou do dever profissional destes, sendo, portanto, ilícita. Reforça a tese de ilicitude do ato praticado o fato de sequer ser admitido como prova o depoimento de médico em violação do dever de sigilo profissional”, afirmou o magistrado. “A julgar tão somente pela constatação de quebra de sigilo profissional, entendo ser devida a condenação da autarquia ré ao pagamento de indenização por dano moral”, completou.

Os desembargadores Encinas Manfré e Antonio Carlos Malheiros completaram a turma julgadora. A decisão foi unânime.

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Luto

Morre Alfredinho, ex-presidente do Siran de Araçatuba

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Faleceu nesta terça-feira (20), em Araçatuba (SP), aos 88 anos, o agropecuarista e ex-presidente do SIRAN (Sindicato Rural da Alta Noroeste), Alfredo Ferreira Neves Filho, ou simplesmente Alfredinho, como era mais conhecido.

Foi uma referência do setor. Pelo empenho que sempre demonstrou na defesa do agronegócio, por tudo o que conquistou e proporcionou a sua área de atuação, e pelo respeito com que tratava todos, era reverenciado, chamado de “eterno presidente” do sindicato.

Alfredinho estava internado na Santa Casa de Araçatuba desde o último dia 6, por causa de complicações hepáticas.

A notícia comoveu o atual presidente do SIRAN, Fábio Brancato. “É difícil acreditar que ele não está mais aqui. Nos acostumamos a ver o Alfredinho e o seu marcante chapéu em todos os eventos da agropecuária regional. Era um ícone.

Em relação ao SIRAN, ele marcou antes, durante e depois de ser presidente da entidade. Pelo bom relacionamento que cultivava em todas as esferas, era conhecido no Brasil inteiro, e levou o nome de Araçatuba e do sindicato para todo o território nacional. O Alfredinho fará muita falta”, comentou Brancato.

O ex-presidente (2014 – 2017) e atual diretor do sindicato, Marco Antônio Viol, também se sensibilizou com o falecimento de Alfredinho.

“Ele foi um exemplo. Arrojado, diversificou criação e cultivo, criou búfalo e boi, plantou soja e cana, e ainda participou ativamente de decisões setoriais. O Alfredinho deixa um legado de determinação de quem trabalhou e contribuiu para o desenvolvimento da agropecuária na região, no Estado e no Brasil”, afirmou Viol.

O diretor do SIRAN, Arnaldo Vieira dos Santos Filho, fez questão de elogiar Alfredinho. “Ele representou uma geração admirável de pecuaristas que impõem respeito a produtores rurais, representantes classistas e políticos, de forma geral. Penso que o SIRAN nunca vai se desvencilhar da figura dele, que sempre atuou de forma intensa pelos interesses da agropecuária. Só temos a agradecer pela projeção que ele nos deu, tanto ao SIRAN quanto a Araçatuba e região”.

O velório será na capela Cardassi, da avenida Saudade, a partir das 21h, e o enterro está marcado para as 11h, desta quarta-feira (20), no Cemitério da Saudade.

Dinâmico, simpático e dedicado

Ícone do setor agropecuário, Alfredinho nasceu em Monte Azul Paulista em 28/02/1931, e formou-se técnico agrícola em Jaboticabal (SP).

Dinâmico desde sempre, encontrou tempo para destacar-se na juventude como esportista, jogando no São Paulo Futebol Clube de Araçatuba, onde foi Campeão do Interior, na categoria Profissional. Na cidade, durante a década de 1950, trabalhou como contador da concessionária Ford.

Em 1962, casou­-se com Irma Arias Neves e com ela teve as filhas Fernanda e Cristiane. Deixa também quatro netos, sendo que um deles segue o exemplo do avô.

O administrador Thomas Rocco é gestor agropecuário e diretor do SIRAN. Em 1970, iniciou as suas atividades na agricultura e na pecuária nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo (proprietário das fazendas Piratininga e Monte Verde, em Guararapes).

Em 1979, juntamente com outros pecuaristas, organizou a primeira ExpoBúfalo Nacional. Foi eleito presidente da Associação de Criadores de Búfalo, em 1983, e ocupou o cargo até 1986. Como pecuarista, sempre esteve presente nas comissões organizadora das Exposições Agropecuárias de Araçatuba (Expô).

Foi eleito vice-presidente do SIRAN em duas ocasiões: em 1998, sob a presidência de José Luiz Gottardi; e entre 2001 e 2004, na gestão do presidente Fernando José Cazerta Aguiar. Em 2006, chegou à presidência do sindicato e lá ficou por duas gestões, até 2009, ano em que a Expô completou o seu cinquentenário.

Em 2007, conseguiu junto ao governador do Estado, José Serra, e ao secretário de Agricultura e Abastecimento, João Sampaio, reformas no recinto de exposições Clibas de Almeida Prado.

No ano seguinte, foi empossado coordenador da mesa diretora de Assuntos Técnicos e Econômicos da Pecuária, pela Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (FAESP). Permaneceu no cargo até 2012. Também foi presidente da Câmara Setorial da Carne Bovina.

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error: Conteúdo protegido. LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998
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