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VOTAÇÕES

Com 900 milhões de eleitores, Índia inicia maior eleição do mundo

Em sete fases que irão durar mais de um mês, serão escolhidos membros do Congresso, que apontarão novo primeiro-ministro. Narendra Modi concorre à reeleição; seu principal adversário, Rahul Gandhi, é filho, neto e bisneto de ex-primeiros-ministros.

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Homem assopra um logo inflável do partido Bharatiya Janata (BJP) em loja de Mumbai com artigos de diversos partidos políticos, na Índia, na quarta-feira (10) — Foto: Reuters/Francis Mascarenhas


Com um número de eleitores que corresponde a mais de 10% da população mundial, a Índia inicia nesta quinta-feira (11) as eleições para o seu Congresso, o Lok Sabha.

Cerca de 900 milhões de pessoas podem votar para eleger 543 membros do Congresso. Outros dois integrantes são indicados pelo presidente e pertencem à comunidade anglo-indiana. O partido ou coalizão que tiver uma maioria de 272 assentos no Lok Sabha irá indicar o primeiro-ministro.

O atual premiê Narendra Modi, que em 2014 obteve a maioria mais ampla no Parlamento dos últimos 30 anos (com 282 vagas), concorre à reeleição por seu partido nacionalista hindu Bharatiya Janata (BJP), e tem como principal adversário Rahul Gandhi, filho do ex-primeiro-ministro Rajiv Gandhi, neto de Indira Gandhi, a primeira mulher primeira-ministra do país, e bisneto de Jawaharlal Nehru, primeiro premiê da Índia. Rahul é líder do Partido Congresso Nacional.

Segundo as pesquisas, desta vez o BJP não deve alcançar sozinho a maioria, mas Modi pode conquistar uma re-eleição apertada com o apoio de outros partidos em uma “mahagathbandhan”, termo hindi para “megacoalizão”. Já o Partido Congresso Nacional deve ampliar sua bancada, mas provavelmente não passará de 140 assentos.

No total, mais de 8 mil candidatos, de 1841 partidos políticos reconhecidos pela Comissão Eleitoral, participam das eleições ao Lok Sabha.

Sete fases

Podem votar todos os indianos com mais de 18 anos e este ano há 90 milhões de eleitores a mais do que em 2014. Naquele ano, a taxa de comparecimento foi de 66,4%, de acordo com a emissora indiana NDTV.

O processo de votação será extenso, com mais de um mês de duração, e dividido em sete fases, envolvendo os 29 estados e sete territórios menores do país, conhecidos como territórios da união.

Com cerca de 200 milhões de habitantes, Uttar Pradesh é o maior estado indiano e o de maior representação no Congresso, com 80 assentos. Junto com Bihar e Bengala Ocidental, ele será um dos únicos estados que terão votações nas sete datas.

Funcionário da Comissão Eleitoral checa urna eletrônica e material de votação em centro de distribuição em Noida, na Índia, na quarta-feira (10) — Foto: Money Sharma/AFP

As votações acontecem nos dias 11 de abril, 18 de abril, 23 de abril, 29 de abril, 6 de maio, 12 de maio e 19 de maio. A contagem dos votos está marcada para o dia 23 de maio.

O custo total das eleições é estimado em 500 bilhões de rúpias (cerca de R$ 27,8 bilhões).

Desafios

A Índia tem atualmente 1,34 bilhão de habitantes e é o segundo país mais populoso do mundo, mas a previsão é de que em alguns anos ultrapasse a China e se torne o primeiro do ranking.

O principal desafio do governo é preparar a economia para esse crescimento, especialmente em relação a empregos, considerando que dois terços dos indianos têm menos de 35 anos.

Em 2014, Narendra Modi chegou ao cargo de primeiro-ministro com a promessa de desenvolvimento para todos e modernização da infraestrutura do país.

No entanto, ele não conseguiu conter os crescentes índices de desemprego, que chegaram a 45%. Também enfrentou marchas de produtores reais – uma parcela significativa da população – que protestaram contra o aumento do preço de insumos e dívidas cada vez maiores.

Outra questão sensível é a segurança nacional, com destaque para a relação com o vizinho Paquistão. Os dois países, que possuem arsenais nucleares, tiveram o confronto mais sério em décadas na região da Caxemira em fevereiro, quando o Paquistão derrubou dois caças e capturou um piloto da Força Aérea indiana.

O ataque aconteceu um dia depois de a Índia ter lançado um bombardeio aéreo contra um campo de treinamento de militantes paquistaneses – uma retaliação a um atentado que matou mais de 40 soldados indianos menos de duas semanas antes.

Dias depois, o Paquistão anunciou a libertação do piloto, em um gesto de paz destinado a reduzir a tensão entre os dois países.

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Fonte: G1
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SUSTO

Bomba da 2ª Guerra explode e deixa cratera em campo na Alemanha

Artefato antigo explodiu no domingo e surpreendeu moradores de uma região no centro do país. Provavelmente, explosivo foi jogado no local por um avião dos Aliados no final do conflito.

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Imagem feita por drone mostrou o impacto da explosão — Foto: Polícia de Westhessen

Em um primeiro momento, não ficou claro o que havia causado uma explosão tão forte na Alemanha, capaz de registrar um pequeno terremoto.

Ocorrida às 03:52 (horário local) deste domingo (23), a explosão surpreendeu os moradores de Limburg, na região central do país, e deixou uma cratera de dez metros de largura e quatro metros de profundidade em um campo.

Uma foto tirada por um drone revelou o impacto da explosão noturna.

Inicialmente, a polícia informou que não havia “uma indicação definitiva” de que houvesse ocorrido uma explosão inesperada.

Porém, após uma investigação mais detalhada na zona rural de Ahlbach, especialistas em bombas disseram “com quase 100% de certeza” que se tratava de uma bomba da 2ª Guerra Mundial, provavelmente um artefato de 250 kg que havia sido jogado de um avião durante o conflito.

Bombas antigas não detonadas são comuns na Alemanha. Segundo autoridades, muitas vezes os detonares se degradam e a bomba acaba explodindo sozinha.

De acordo com moradores da região, um depósito ferroviário nas proximidades foi bombardeado pelos Aliados no final da guerra. Ainda segundo os residentes, outras bombas antigas já haviam sido encontradas no local anteriormente.

Um porta-voz local explicou para a imprensa que o risco de ser atingido por uma explosão de bombas antigas como essa é menor que o de ser alvo de um raio.

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corrida de caridade

Os ‘meninos da caverna’ recordam um ano de sua aventura na Tailândia

Garotos ficaram presos por 18 dias, no meio da temporada de monções, enquanto era mobilizada uma operação internacional de resgate.

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Adolescentes do time de futebol "Os Javalis Selvagens" posam com seu treinador no centro de visitantes da caverna de Tham Luang - onde ficaram presos por 18 dias no ano passado - antes de participar de uma maratona no distrito de Mae Sai, na província de Chiang Rai — Foto: Jittrapon Kaicome/AFP

Um ano após seu incrível resgate de uma caverna inundada na Tailândia, os adolescentes do time de futebol “Os Javalis Selvagens” participam neste domingo (23) de uma corrida de caridade para comemorar este primeiro aniversário.

Os meninos que viveram essa aventura – que vai virar filme no Netflix – juntaram-se a cerca de 5.000 corredores e ciclistas para a corrida organizada perto da caverna localizada no norte da Tailândia.

“Tem sido uma ótima experiência. Eu aprendi muito sobre os tailandeses, especialmente sobre a nossa unidade”, disse um dos rapazes resgatados, Pornchai Kamluang, falando à AFP durante a corrida.

Junto com seu time de futebol de meninos pobres, Pornchai entrou em 23 de junho de 2018 em uma caverna para uma visita com seu treinador.

Eles ficaram presos lá por 18 dias, no meio da temporada de monções, enquanto era mobilizada uma operação internacional de resgate que mobilizou a mídia em todo o mundo.

“Agradeço a todos os responsáveis que dedicaram seu tempo no ano passado para salvar a mim, meus meninos e eu”, disse Ekkapol Chantawong, o treinador dos garotos e o único adulto.

“Ek” hoje administra a empresa 13 Thamluang, criada pelo governo para proteger os interesses dos adolescentes, como a negociação do contrato com a Netflix.

A vida da equipe tomou uma trajetória extraordinária desde que os meninos foram resgatados e removidos da caverna fortemente sedados por equipes de mergulhadores experientes.

“É importante jamais esquecer o que aconteceu no ano passado”, disse o britânico Vern Unsworth, membro do trio que, milagrosamente, descobriu os jovens jogadores de futebol, amontoados em uma rocha da caverna, cercados por água.

O dinheiro obtido na corrida servirá para a reabertura da caverna de Tham Luang, ainda fechada ao público, embora o local tenha se tornado muito turístico, com venda de camisetas, chaveiros ou ‘pins’ com a imagem dos Javalis.

Equipes de resgate durante as buscas pelos meninos desaparecidos na caverna Tham Luang, na Tailândia — Foto: Lillian Suwanrumpha/AFP

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FRANÇA

Incêndio em prédio de Paris deixa mortos e feridos

200 bombeiros levaram cerca de quatro horas para controlar o fogo. 28 feridos recebem atendimento médico.

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Bombeiros combatem incêndio em prédio de Paris neste sábado (22) — Foto: K. Ply / BSPP - Brigade de sapeurs-pompiers de Paris / AFP

Três pessoas morreram e uma ficou gravemente ferida após incêndio em um prédio de Paris na manhã deste sábado (22). Outros 27 feridos receberam atendimento médico, com ferimentos leves ou intoxicação.

O imóvel, que fica na rue de Nemours, tem sei andares e foi construído entre os anos 1970 e 1980. As causas do incêndio ainda não desconhecidas. De acordo com a imprensa local, duas pessoas morreram carbonizadas, e uma, pulando de uma janela para tentar se salvar.

Além de apartamentos residenciais, o prédio comporta um restaurante e uma casa de banho turco.

Um contingente de 200 bombeiros levou cerca de quatro horas para controlar o incêndio.

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