CONECTE CONOSCO

NATUREZA

Cientistas descobrem que botos rosa usam mais de 237 sons para ‘conversar’

Publicado em

Som mais comum sugere comunicação entre mãe e filhotes — Foto: Gabriel Melo-Santos/ University of St Andrews/BioMA


Pesquisadores brasileiros descobriram que os botos rosa (gênero Inia) usam uma comunicação complexa e com sons variados. O estudo foi publicado na sexta-feira (19) revista científica britânica “Peerj” e pode ajudar a desvendar como a comunicação evoluiu nos mamíferos marinhos.

Os cientistas acreditavam que os botos da região amazônica tinham um perfil mais solitário e uma comunidade pequena que exigia poucos recursos para comunicação, mas o estudo mostrou que os animais interagem bastante uns com os outros e têm um repertório diverso.

Foram identificados, ao todo, 237 sons diferentes. O tipo mais comum era emitido quando filhotes estavam presentes, sugerindo uma comunicação entre eles e as mães.

O cientista Gabriel Melo-Santos estudou os botos que frequentam as águas da área do mercado de peixe do município de Mocajuba (PA). Em busca de alimentos, os animais costumam fazer visitas diárias ao local, o que permitiu que os pesquisadores acompanhassem com mais regularidade os animais.

“Em Mocajuba, durante a estação seca, as águas são bem transparentes e nos permitem observar o comportamento dos botos em detalhe. Lá, reconhecemos cada boto individualmente através das marcas naturais no corpo dos animais. Então sabemos quem é cada boto, o sexo e a faixa etária. Dessa forma, conseguimos associar os sons gravados aos contextos comportamentais”, explica.

Para o estudo, câmeras e microfones subaquáticos foram usados. Também foram coletadas amostras de DNA dos animais. Com mais de 20 horas de gravação e mais de 200 sons identificados, os pesquisadores acreditam que ainda há mais para ser descoberto.

“Os sons emitidos pelos botos podem nos ajudar a entender como se deu a evolução da comunicação sonora nos cetáceos. Além disso, precisamos saber como se dá o sistema de comunicação dos botos para entender como eles podem ser afetados por atividades humanas (como o tráfego de embarcações, por exemplo)”, diz Melo-Santos.

Segundo o pesquisador, a linhagem evolutiva dos botos (e outros golfinhos de água doce no mundo) divergiu dos outros cetáceos (baleias e golfinhos), o que faz deles relíquias evolutivas e peças importantes para desvendar como essa comunicação avançou.

Assobios

Os sons usados pelos botos são diferentes dos assobios usados pelos golfinhos, mas o propósito, segundo os cientistas, é o mesmo: se comunicar com a espécie.

Além disso, os botos fazem chamados mais longos, e os assobios são menos frequentes. Há indícios de que, nos botos, os assobios são usados para afastar outros grupos, e não para comunicação entre eles, como nos golfinhos.

“A associação entre as mães e os filhotes são as mais fortes e duradouras em botos-rosas então é vantajoso que os filhotes tenham sons que possam comunicar à mãe sua posição e seu estado emocional, por exemplo”, explica Melo-Santos.
Os chamados dos botos ficam em uma frequência entre os sons de baixa frequência emitidos por baleias e os de alta frequência emitidos por golfinhos.

A bióloga Laura May Collado da Universidade de Vermont, que também participou do estudo, acredita que isso acontece por causa do habitat dos botos.

“Há muitos obstáculos, como florestas inundadas e vegetação em seu habitat, então esse sinal pode ter evoluído para evitar ecos da vegetação e melhorar o alcance de comunicação das mães e seus filhotes”, diz ela.

Comunicação semelhante à de outros mamíferos

Além disso, o estudo indica que os sons usados para comunicação entre cetáceos podem ter aparecido muito antes do que se sabia e para uma comunicação semelhante à de outros mamíferos.

“Assim como a de algumas espécies de golfinhos marinhos (orcas, baleias piloto, entre outros), botos emitem sons com voz dupla, por exemplo. Para orcas, baleias piloto e outras espécies, esses sons podem indicar a identidade de um grupo social. Fenômenos não-lineares, como a bifonação (voz dupla) e a presença de sub-harmônicos, estão presentes em várias espécies de mamíferos terrestres”, diz Melo-Santos

O cientista explica que alguns destes sons são muito presentes no nosso cotidiano, como o choro de bebês e o latido de cachorro. Em diferentes espécies, podem indicar estado emocional e identidade individual.

O próximo passo do estudo é verificar como os botos em regiões com menor presença humana se comunicam e identificar se os chamados dos botos carregam sua identidade individual e/ou sinalizam sua localização.

Gabriel Melo-Santos é pesquisador da Universidade de St. Andrews e fez parte do Doutorado na Universidade de Vermont, mas iniciou seu estudo sobre botos na Universidade Federal do Pará.

O estudo sobre a comunicação dos botos-rosas foi patrocinado pela Fundação Rufford, Cetacean Society International e Swarosvki Foundation.

Deixe sua opinião

Fonte: G1
Anunciante

Saúde

Dieta irregular pode aumentar risco de morte por ataque cardíaco

Pular refeições ou comer muito tarde pode não ser muito bom!

Publicado em

Pessoas que tiveram infarto e mantêm dieta irregular – pulando o café da manhã e jantando perto da hora de dormir – têm de quatro a cinco vezes mais chances sofrer outro ataque cardíaco após 30 dias da alta hospitalar.

O dado faz parte de trabalho desenvolvido na Universidade Estadual Paulista (Unesp) com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de São Paulo (Fapesp).

“Nosso estudo foi o primeiro a detectar esses atos [pular café da manhã e jantar tarde] na população infartada. Foi surpreendente descobrir como isso aumenta muito a chance de eventos ruins – morte ou novo ataque – em curto intervalo de tempo”, afirmou Marcos Minicucci, professor da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB-Unesp) e coordenador do projeto.

O professor destaca que já existia, na literatura científica, estudos que comparavam o hábito de não tomar café da manhã na população em geral com risco cardíaco.

“Nosso estudo levanta uma hipótese: talvez esses hábitos ruins tenham uma repercussão muito maior do que na população em geral. No entanto, outros estudos precisam ser feitos para confirmar essa hipótese.”

Os resultados da pesquisa foram publicados no European Journal of Preventive Cardiology. O autor principal do estudo é o pesquisador Guilherme Neif Vieira Musse, que desenvolveu o estudo no mestrado, sob orientação de Minicucci.

O trabalho envolveu pacientes com uma forma particularmente grave de ataque cardíaco, chamado infarto do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (STEMI).

Foram avaliados 113 pacientes, entre homens e mulheres, durante um ano, de agosto de 2017 a agosto de 2018. A idade média dos pacientes avaliados na pesquisa foi de 60 anos e 73% eram homens.

Os participantes foram questionados sobre os comportamentos alimentares na admissão em uma unidade de terapia intensiva (UTI).

O hábito de não tomar café da manhã foi caracterizado como jejum completo até o almoço, excluindo bebidas, como café e água. O jantar tarde foi definido como uma refeição dentro de duas horas antes de dormir, pelo menos três vezes por semana.

Minicucci aponta que não se sabe ao certo por que esses hábitos de tomar café da manhã e de não jantar perto da hora de dormir são bons.

“A principal hipótese é que quem tem um hábito ruim deve ter outros hábitos ruins. Por exemplo, talvez essas pessoas que não tomam café da manhã, fumem mais, talvez elas sejam mais sedentárias, talvez tenham hábitos de vida pior do que a pessoa que toma café da manhã e janta mais cedo”, relacionou.

Ele acrescenta que é preciso investigar, no entanto, outros mecanismos que possam explicar a relação entre hábitos alimentares regulares e doenças cardíacas.

“Também achamos que a resposta inflamatória, o estresse oxidativo e a função endotelial podem estar envolvidos na associação entre comportamentos alimentares pouco saudáveis e desfechos cardiovasculares”, afirmou.

Deixe sua opinião

CONTINUE LENDO

Famosos

Dupla Maiara e Maraisa chama Fernando Zor para participar de show: ‘Logo terão uma surpresa’

Publicado em

Maiara beija o namorado, o sertanejo Fernando Zor, durante show (Foto: Divulgação)

(FOLHAPRESS)  “Tem alguém aqui que ama uma pessoa que ama outra pessoa?”, pergunta a dupla Maiara e Maraisa no palco, arrancando gritos da multidão na abertura do festival Skuta, que acontece na noite deste sábado (25) no Anhembi, zona norte de São Paulo.

“Eu sou brasileira sofredora e não desisto nunca. Eu não vou deixar o homem pra ela, não!”, diz Maraisa, antes de cantar o hit “Não Abro Mão”.

Com direito a fogos de artifício, a dupla abriu o festival, que está em sua segunda edição. “A grade é escolhida a dedo. E é uma honra estar presente aqui”, diz Maiara, que estava acompanhada pelo namorado, o sertanejo Fernando Zor, da dupla com Sorocaba.

O músico, aliás, fez uma participação especial no show da dupla, surpreendendo o público. Ele cantou com elas três música: “Zona de Risco”, música em parceria das duas duplas (Fernando e Sorocaba e Maiara e Maraisa), “Cobaia” e uma em espanhol, “Madrid”.

Maiara ainda comentou sobre a rotina e projetos musicais em parceria com o “mozão”, com quem trocou beijos calientes no palco. E segundo a cantora, vem mais parcerias musicais por aí. “A gente sempre está junto, desenvolvendo projetos.

Além de cantor, Fernando é um dos maiores produtores do Brasil”, se derrete a amada. “Então a gente fala muito sobre música e sempre acaba acontecendo. Logo logo vocês terão uma surpresa!”

Além da dupla, Henrique e Juliano, Zé Neto e Cristiano, Marília Mendonça, Wesley Safadão, Léo Santana, Ferrugem e os DJs Cat Dealers completam o line-up do festival.

Logo após o show de Maiara e Maraísa, quem se apresentou foi Wesley Safadão, uma das atrações mais esperadas do festival. Além de seus maiores sucessos, Safadão cantou também uma versão do funk “Hoje Eu Vou Parar na Gaiola”, de MC Livinho.

O público foi à loucura com os hits “Camarote”, “Solteiro de Novo”, “Só Pra Castigar e “Ar Condicionado no 15”. Mesmo sem a presença de Gabriel Diniz no festival, sua música “Jenifer” foi uma das mais tocadas. Maiara e Maraisa e Wesley Safadão fizeram covers da canção, que fala sobre uma paquera no Tinder.

ESTREIA DE SÓ TOCA TOP

De palco, as gêmeas já mostraram que entendem –e sabem como tocar o coração dos fãs. O desafio agora será se conectar com o público das telinhas. A dupla vai entrar para o rodízio do time de artistas que apresentam a temporada atual do programa Só Toca Top (Globo).

As gravações para o programa devem começar a partir do dia 17 de junho -a data de estreia ainda não está confirmada. Elas serão a terceira dupla a comandar o Só Toca Top, depois de Lucy Alves e Wesley Safadão, e Iza e Toni Garrido.

“Vai ser nossa primeira vez apresentando algo. Espero que a galera tenha muita paciência e que gostem muito, porque a gente vai fazer com muito carinho”, disse Maiara em entrevista à Folha.

“Vai ter muita bagunça, muita diversão e a gente vai poder estar mais próxima do nosso público”, completa Maraisa. “Abraçamos esse convite com tudo.”

Deixe sua opinião

CONTINUE LENDO

POLÍTICA

Namorada de Lula: salário de R$ 17 mil e visita em horário de expediente

Filiada ao PT desde a década de 80, a socióloga Rosângela da Silva ganhou emprego em estatal e já esteve sete vezes na sede da Polícia Federal

Publicado em

Rosângela, a “Janja Lula da Silva”, ao sair da sede da PF em Curitiba (Jefferson Coppola/VEJA)

A socióloga “Janja Lula da Silva”, como Rosângela da Silva é conhecida e se identifica nas redes sociais, tem 52 anos, mora em Curitiba, é filiada ao PT desde a década de 80 e foi apresentada ao público por aliados do ex­-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como sua nova namorada.

Os dois já se conhecem há mais de duas décadas. Construíram, pode-se dizer assim, uma carreira bem próxima, como mostra uma reportagem de VEJA desta semana.

Janja foi contratada sem processo seletivo para trabalhar no escritório da Itaipu Binacional, em Curitiba, depois da eleição do petista. Na época, a estatal tinha como diretora financeira Gleisi Hoffmann, a atual presidente do PT. A relação dos dois, porém, sempre foi muito discreta. Poucas vezes foram vistos juntos.

Um dos raros registros ocorreu em novembro de 2009. Lula estava no seu segundo mandato. Janja foi a Brasília oficialmente para participar de um seminário sobre questões de gênero. Coordenadora de programas sociais da empresa, ela aproveitou a viagem para entregar um presente a Lula. Dias antes, o ex-presidente havia completado 64 anos. Lula adorou o presente.

Quando o ex-presidente deixou o Planalto, em 2011, Janja também mudou de emprego. Em 2012, ela foi cedida à Eletrobras, no Rio de Janeiro, onde trabalhou como assessora de comunicação e relações institucionais. Voltou para a Itaipu, em Curitiba, em fevereiro de 2017 (com salário de 17 537 reais) — um ano e dois meses antes de Lula ser preso. Continua na empresa até hoje (expediente das 8 às 17h30). Uma das visitas aconteceu às 15h20 de 9 de maio, uma quinta-feira.

O ex-presidente ficou viúvo em fevereiro de 2017, quando a ex-primeira-­dama Marisa Letícia morreu, aos 66 anos.

A socióloga visitou Lula na cadeia pela primeira vez em junho de 2018. O casal, relata um amigo, comemorou o Dia dos Namorados. Desde então, Rosângela já esteve na sede da Polícia Federal outras seis vezes. Lula estaria apaixonado e pensando em se casar depois de cumprir a pena por corrupção e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente, inclusive, brinca com a própria situação, dizendo que, desta vez, vai se “casar virgem”, já que as normas de segurança da Polícia Federal não autorizam visitas íntimas.

Deixe sua opinião

CONTINUE LENDO

POLÊMICA

Gérson de Souza, repórter da Record é acusado de assédio sexual

A RecordTV já está dando assistência jurídica para as mulheres que acusaram Gérson de Souza

Publicado em

© Reprodução / RecordTV

O repórter Gérson de Souza está sendo acusado de assédio sexual por 12 mulheres, sendo que a maioria delas são colegas de redação do ‘Domingo Espetacular’. Sete denúncias foram feitas nesta semana ao departamento de Recursos Humanos da emissora da Barra Funda.

Segundo informações do site ‘Notícias da TV’, a RecordTV já está dando assistência jurídica para as profissionais e duas mulheres registraram um Boletim de Ocorrência por assédio sexual e difamação. As outras cinco mulheres prestaram queixa contra o profissional no RH da emissora.

Souza nega todas as acusações, alegando ‘revanchismo’: “Eu reclamei com a chefia da qualidade das pautas dela, era roteiro que não tinha o nome do entrevistado, que não tinha informações”, diz ele. “Estou vendo isso como revanchismo. Tenho certeza de que ela está reagindo a uma observação que fiz sobre a qualidade do serviço dela”, declarou.

Deixe sua opinião

CONTINUE LENDO

©2018 Regional Press- Direitos Reservados | Vamos fazer um site? Logo RC Criativa