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Brasileiro opta por doar em dinheiro, mas tecnologia pode motivar mudança

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A diretora-presidente do Idis, Paula Fabiani, participa de evento - Keiny Andrade - 3.nov.2018/Folhapress


O brasileiro ainda prefere realizar doações em dinheiro vivo. Segundo a pesquisa Giving Report 2019 Brasil, realizada pela CAF, representada no país pelo Idis (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), 68% fizeram a benesse dessa forma nos 12 meses anteriores ao estudo. Já os que doaram via uma plataforma digital foram 12%.

“A boa notícia é que a tecnologia trouxe vários caminhos. Hoje tem o crowdfunding, a doação online, que vem crescendo como uma prática, e outros mecanismos que facilitam a doação”, afirma Paula Fabiani, diretora-presidente do Idis, parceiro do Prêmio Empreendedor Social.

“A má notícia é que as pessoas ainda preferem fazer a doação em dinheiro, ainda não utilizam esses mecanismos para realizar sua doação.”

Ferramentas online criadas para estimular a cultura de solidariedade no Brasil, no entanto, tentam quebrar essa dificuldade. Uma delas é o Joyz, um aplicativo com interface similar à do Instagram.

Ao invés de perfis pessoais, há doadores e causas. Quem quiser doar, basta rolar o feed e acompanhar as fotos postadas por quem está captando. Além dos botões de curtir e comentar, há também o “J”, que permite a doação de até cem “joyz” -moeda que equivale a R$ 0,10.

“Só pode doar uma vez por foto, e isso obriga a causa a alimentar o perfil. A causa que consegue um bom engajamento precisa estar sempre alimentando”, explica Gabriel Khawali, diretor Comercial do Joyz.

Além de fomentar a microdoação, a medida coíbe a criação perfis falsos, pois exige um alto envolvimento com a plataforma para conseguir um bom volume de recursos. O saque, que demanda informações pessoais como CPF e conta-corrente, é outra maneira de manter os fakes fora da rede.

Entre aqueles cadastrados para receberem doações, que já arrecadaram R$ 512,9 mil com mais de três milhões de curtidas, podem constar causas como as que captam recursos para pets, para tratamentos de crianças e ONGs de maneira geral.

Uma outra plataforma que já é conhecida do brasileiro para arrecadar recursos, o financiamento coletivo chegou de maneira tímida ao país. Um dos maiores sites hoje, o Vakinha surgiu em 2009 e alcançou marca histórica em 2018 com R$ 50 milhões arrecadados e 150 mil “vaquinhas” criadas.

“A gente tem notado que muitas pessoas estão preferindo ou migrando para esse formato de doação direta para causas, quando tem uma pessoa beneficiada diretamente. Isso tem colaborado bastante para o crescimento da plataforma”, explica Cristiano Meditsch, diretor de Marketing do site sobre o crescimento, em contraponto às doações para organizações.

As doações online para organizações também têm ganhado volume, de acordo com Nicolle Stad, criadora da Inti, uma plataforma de gestão, CRM (Gerenciamento de Relação com Consumidor, na sigla em inglês) e BI (Inteligência de Negócios, também na sigla em inglês), de ingressos, doações e inscrições para cursos.

Em 2018, R$ 5 milhões foram doados para as 30 organizações que atende, entre ONGs, museus e outras instituições do mercado cultural. O valor é um crescimento de 18% em relação ao ano anterior.

A fundadora da Inti atribui o acesso da plataforma principalmente à interface adotada: apesar de estar dentro da Inti no momento de compra ou doação, o usuário tem a impressão de continuar no site da organização.

“Surgimos em 2015 para ajudar os museus e ONGs a captarem recursos. Quando pensamos nisso, descobrimos que ter um intermediário, como PayPal e Pagseguro, é ruim. Tem que parecer que está doando direto”, explica Stad.

“Foi assim que nascemos para fazer o Amigo Masp [do Museu de Arte de São Paulo]. Quando clica em ‘doar’, parece que está dentro do site do Masp, mas está em nosso sistema. O programa [do museu] cresceu 400% se tornou o maior do país em seis meses [desde que começou a usar a plataforma].”

Para ela, as doações online são o próximo patamar da digitalização e ganham força com as redes sociais. “Quando começou a compra online, existia um pouco essa desconfiança. Cada vez mais o brasileiro está se familiarizando com o consumo digital, e isso acaba se espelhando em doação também.”

Já o diretor da Joyz vê nas plataformas online uma forma de otimizar a solidariedade. “Tinha muita gente que falava que não fazia o bem porque não tinha tempo de ir até as causas. Hoje, por meio do Joyz, uma pessoa que não tem tempo pode doar dinheiro e carinho, trocar mensagens, mesmo sem estar próximo.”

Como forma de incentivar essa cultura e utilizando a internet como meio, o Idis lançou em dezembro a campanha Descubra sua Causa, um teste online que culmina em um perfil de doador e em organizações alinhadas com ele. “O objetivo é engajar as pessoas na prática da doação. A estregátia que enfatizamos bastante é o digital, as mídias sociais, que têm potencial de viralização enorme a um custo muito menor”, explica Paula.

Ela acredita que, com o passar do tempo, a tendência é que as doações online cresçam. “As pessoas estão substituindo o dinheiro por cartão e muitos já estão usando o próprio celular para pagamentos. Quando isso se tornar uma realidade [a substituição], com certeza vai aumentar [a doação].”


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Miss Brasil pode não ser realizado em 2020 por falta de acordo entre Polishop e Band

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em processo de renegociação, a Polishop e a Band podem não renovar a parceria para a realização dos próximos concursos para escolha da Miss Brasil. Segundo fontes próximas às empresas, até o momento, não há um acordo entre as partes, e há muitas chances de ele não acontecer.

Caso a parceria não siga, o concurso, que leva uma brasileira à disputa do Miss Universo, dependeria do interesse de outra empresa para acontecer em 2020. Atualmente, a Band é a detentora do direito da franquia do Miss Universo no Brasil.

As empresas firmaram, em 2014, um contrato de cinco anos, renováveis por mais cinco. Desde então, o certame adotou a alcunha de Miss Brasil Be Emotion, para promover a linha de cosméticos da Polishop.

Em entrevista exclusiva à Folha, em março deste ano, o dono da rede de varejo, João Appolinário, afirmou que a empresa tinha interesse na renovação e que investiu R$ 35 milhões na disputa.

“Conseguimos melhorar a imagem do concurso, que voltou a ter o glamour de antes, além de alcançar a exposição esperada da marca Be Emotion. A renovação deve começar a ser discutida com a Band agora, depois de concluirmos o evento da final. Mas, a princípio, do nosso lado deve se renovar sim”, disse o empresário na ocasião.

A Polishop teria investido de R$ 6 milhões a R$ 8 milhões por ano no concurso, de acordo com Appolinário na época. Só com o evento da final deste ano e suas etapas, foram gastos entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões.

Cinco misses foram eleitas para o posto durante o período. A jornalista e influenciadora digital mineira Júlia Horta, 24, é a atual detentora da coroa, e conquistou o título em março deste ano, durante a 65ª edição do Miss Brasil.

Firme, segura e desembaraçada, Horta conquistou o júri e o público com discurso feminista, politizado e social.
As outras vencedoras da “era Polishop” são a amazonense Mayra Dias (2018), a piauiense Monalysa Alcântara (2017), a paranaense Raíssa Santana (2016) e a gaúcha Marthina Brandt (2015).

DESAFIOS DA ERA POLISHOP

A Polishop encontrou muitos desafios na realização do evento. Entre eles estavam a lisura de cada etapa e monetizar os eventos. Entre as mudanças, a final do Miss Brasil passou a ser realizada em uma das convenções nacionais de vendedores e associados da Polishop, para aproveitar a estrutura e, de certa forma, economizar.

Chamada de “era Polishop” pelos especialistas do setor, as disputas comandadas pela empresa, inclusive a deste ano, não tiveram venda de ingressos para o público e contaram apenas com a “turma do João” na plateia: um público estimado em 15 mil pessoas, que se empolga e torce pelas conterrâneas que desfilam.

Com 3.500 funcionários diretos e mais de 200 mil vendas por mês, a Polishop foi fundada no ano 2000 e atualmente é a maior empresa multicanal do mundo e opera por meio de uma grande rede de comunicação, distribuição e vendas, que incluem quase 300 lojas físicas, e-commerce, TV, catálogo de produtos e contact center.


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Estação espacial

Astronauta pode bater recorde de permanência de mulher no espaço

Christina Koch passará 328 dias no espaço após ter permanência na Estação Espacial Internacional estendida. Recorde anterior era de 288 dias.

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Astronauta Christina Koch pode bater recorde de permanência de mulher no espaço — Foto: Nasa

A astronauta Christina Koch pode bater o recorde de permanência de uma mulher em missão espacial, anunciou a Nasa nesta quarta-feira (17). Segundo a agência espacial, a permanência de Koch na Estação Espacial Internacional (EEI) foi estendida até fevereiro de 2020, quando ela completará 328 dias no espaço.

O recorde anterior de uma mulher no espaço foi de 288 dias, completados pela astronauta Peggy Whitson em 2017. A missão de Koch será apenas um pouco mais curta que o voo espacial mais longo de um astronauta da Nasa (340 dias), estabelecido pelo ex-astronauta Scott Kelly em 2016.

Ela fará parte de três expedições durante os próximos meses. As missões de Koch ajudarão os cientistas a coletar dados adicionais sobre os efeitos do voo espacial humano de longa duração. A pesquisa é essencial para apoiar futuras missões de exploração do espaço, como viagens para a Lua e Marte.

Ainda segundo a Nasa, durante anos foram coletados dados importantes sobre os efeitos do espaço na saúde e na performance de astronautas. Os estudos mostraram que os resultados variam entre homens e mulheres dependendo do tempo de permanência.

“Os astronautas demonstram incrível capacidade de recuperação e adaptabilidade em resposta à longa duração do voo espacial”, disse Jennifer Fogarty, cientista-chefe do Programa de Pesquisa Humana do Centro Espacial Johnson da Nasa nos EUA.

“Isso permitirá missões de exploração bem-sucedidas com astronautas saudáveis ​​e prontos para o desempenhar seus papéis. A Nasa está procurando desenvolver o que aprendemos com astronautas que ficaram no espaço por mais de 250 dias. A missão ampliada de Christina fornecerá dados adicionais para o Programa de Pesquisa Humana da Nasa e continuará a apoiar futuras missões à Lua e a Marte. ”

A estação espacial

A Estação Espacial Internacional (EEI) gira ao redor da Terra a cerca de 28 mil quilômetros por hora, a uma distância de 400 quilômetros da superfície, e completa 16 órbitas ao dia.

A EEI pesa atualmente cerca de 400 toneladas e tem 100 metros de comprimento e 80 de largura. O espaço habitável equivale a uma casa com seis quartos, dois banheiros e uma academia, e a tripulação oscila entre três e seis pessoas, embora já tenha abrigado 13 pessoas.


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SÉRIE

‘Game of Thrones’ estreia temporada final com recorde de 17,4 milhões de espectadores nos EUA

Série superou o recorde anterior de 16,9 milhões de espectadores, atingida no último episódio da sétima temporada, há dois anos.

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Daenerys Targaryen (Emilia Clarke) em 'Game of Thrones' — Foto: Divulgação/HBO

Cerca de 17,4 milhões de norte-americanos assistiram ao primeiro episódio da temporada final de “Game of Thrones”, um recorde de audiência para a série de fantasia medieval, informou o canal HBO nesta segunda-feira.

A HBO disse que a soma da audiência do canal de TV e dos espectadores nos aplicativos HBO GO e HBO NOW superou o recorde anterior da série, de 16,9 milhões de espectadores, atingida no último episódio da sétima temporada, há dois anos.

Nas redes sociais, o episódio de domingo foi também o mais comentado no Twitter, com mais de 5 milhões de tuítes e 11 milhões de menções ao longo do fim de semana, disse a HBO em um comunicado.

Todos os 10 principais tópicos do Twitter na noite de domingo foram sobre o episódio.

A série, ambientada no disputado reino ficcional de Westeros, começou em 2007 e se tornou o maior sucesso da HBO.

A sétima temporada obteve uma média de 32,8 milhões de espectadores por episódio nos Estados Unidos em contagens posteriores e a HBO disse esperar que na temporada oito isso “cresça consideravelmente”.

“Game of Thrones” está disponível em mais de 150 países, mas a HBO disse que dados de audiência não são fáceis de recuperar em muitos desses mercados, tornando impossível o cálculo de uma estimativa mundial.

O último episódio de “Game of Thrones” será veiculado em 19 de maio.


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comunicado

Volkswagen faz recall de 114.523 unidades de Polo e Virtus no Brasil

Chamado envolve modelos 2018 e 2019. Falha na fixação de revestimentos pode afetar funcionamento do airbag lateral.

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Volkswagen Polo — Foto: Fábio Tito/G1

A Volkswagen anunciou nesta terça-feira (16) o recall de 114.523 unidades de Polo e Virtus no Brasil. De acordo com a montadora, uma falha na fixação de revestimentos pode afetar o funcionamento dos airbags laterais.

O atendimento começa nas concessionárias da empresa a partir de 22 de abril. Veja os chassis envolvidos:

  • JP000001 até JP900185
  • KP000249 até KP553822

No comunicado, a montadora afirma que foi constatada a possibilidade de falha na fixação do revestimento das colunas centrais (“B”). A fixação incorreta do revestimento pode afetar o funcionamento do airbag lateral, em caso de colisão que demande o acionamento deste componente.

A solução é a inspeção quanto à correta fixação do revestimento da coluna central (“B”) e sua substituição, se necessário.

O serviço é gratuito e o tempo estimado para o reparo é de 20 minutos. Se houver necessidade de substituição do revestimento das colunas centrais, o serviço deverá ser agendado. O tempo estimado de substituição é de 1 hora.

Para mais informações, a Volkswagen disponibiliza o site www.vw.com.br e o telefone 0800-019 8866.


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