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Cuspir ou guspir? E cusparada?

Cada um fala ou escreve como quer, mas pela fala e pela escrita se mede o nível intelectual das pessoas

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Atleta cuspir em campo de futebol. Escrevi “cuspir” e não como se fala popularmente “guspir”. Cada um fala ou escreve como quer, mas pela fala e pela escrita se mede o nível intelectual das pessoas.

Às vezes, a cuspidela é assistida por milhões de telespectadores. Eu escrevi “cuspidela” e não “cusparada”, mas a mídia já consagrou a última. Embora seja falta de educação, tolera-se. O atleta de tanto correr precisa fazer aquilo.

Condenável foi o que fez o atacante palmeirense Deyverson no jogo com o Corinthians (03/02/2019), cuspiu no atleta Richard. O ato pode ser classificado juridicamente como calúnia.

Assim fizeram o deputado federal Jean Willys (PSOL) cuspindo no colega de casa Jair Bolsonaro na Câmara Federal (abril de 2016, sessão de impeachment de Dilma Roussef), sem prever que ele seria eleito presidente. Também o ator José de Abreu cuspiu num cliente de restaurante por ser insultado politicamente (abril 2016).

Formas cultas: cuspir e cuspidela

Formas populares: guspir e cusparada.

 

*Hélio Consolaro é professor de Português

 

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Tchutchuca e Tigrão

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Zeca Dirceu e o ministro Paulo Guedes discutiram durante debate sobre a reforma da Previdência

A expressão “Tchutchuca e Tigrão”  foi recentemente usada pelo deputado Zeca Dirceu (PT-PR) ao se referir ao ministro Paulo Guedes num debate sobre a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados: a analogia entre a força do “tigrão” e a submissão da “tchutchuca”, usada pelo deputado, provocou um chilique do ministro.

Ela foi criada em 2001 pelos funqueiros do Bonde do Tigrão. Trata-se de palavras da linguagem classificada de chula, usada por pobres, desclassificados. Quem abominou o uso de tais palavras num parlamento tem uma visão elitista da língua, classificando seus elementos de acordo com a classe social que os usa.

Um político, seja ele de qualquer partido, para explicar suas ideias num momento de discussão fervorosa pode usar a linguagem chula, a linguagem que seu povo vai entender. Não pode abusar, mas quando necessário…

 

 

 

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História e estória

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Em português, costuma-se usar a palavra “história” tanto para a narrativa de fatos verdadeiros como para os ficcionais (narrativas inventadas).

Isso não ocorre no inglês, que divide história para fatos reais; estória para fatos ficcionais. O escritor Guimarães Rosa manteve a tradição inglesa ao escrever, quando intitulou o seu  livro de “Primeiras estórias”.

O atual governo quer transformar o 31 de março, quando houve um golpe militar em 1964, ou seja, há 55 anos, em “estória”, coisa inventada.

Esse pessoal do Bolsonaro ignora livros, jornais da época, muita gente morta e perseguida, só porque não concordava com o governo da época. Não se pode transformar a História do Brasil escrita com sangue num conto da carochinha.

 

*Hélio Consolaro é professor de Português

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Erro de português ou da reforma da Previdência?

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O aviso digitado simula certamente um aviso anexado na portaria de algum condomínio. Os erros de digitação e de português foram cometidos para fazer uma crítica indireta à reforma da Previdência que está por vir.

Vamos consertar o erro de digitação: “Precisa-se de diarista que more no serviço”. Brota do novo texto uma incoerência externa: diarista não mora no emprego, só existe tal possibilidade às mensalistas.

Então o verbo seria mesmo “morrer”, porque com a reforma da Previdência projetada para prejudicar o assalariado, uma diarista ia mesmo morrer no serviço, sem experimentar sua aposentadoria.

Se a intenção fosse dizer: “Precisa-se de uma diarista que morre no serviço”, assim mesmo surgiria outro erro de português. O certo seria: “Precisa-se uma diarista que morra no serviço”. O verbo morrer iria para o modo subjuntivo, pois é da segunda conjugação.

SUBJUNTIVO (modo que manifesta uma vontade) do verbo morar: more; do verbo morrer: morra.

Formas corretas:

Precisa-se de uma empregada que more no serviço. Foi digitado um “r” a mais para veicular a crítica.

Precisa-se de uma empregada que morra no emprego. Seria a forma correta, uma crítica direta à reforma da previdência, sem dubiedade e ironia.

 

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