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ESPAÇO

Asteroide de 40 metros pode se chocar com a Terra este ano

O alerta é feito pela Agência Espacial Italiana que, no entanto, avisa que ainda é cedo para se alarmar

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© REUTERS/European Southern Observatory


Existe uma lista com 816 asteroides considerados potencialmente perigosos para os humanos, uma vez que podem vir a chocar com o nosso planeta nos próximos 100 anos.

O número seis desse ranking pertence ao 2006 QV89 que, de acordo com a Agência Espacial Italiana (ASI), pode atingir a Terra no próximo dia 9 de setembro.

Mas ainda é cedo para alarmismos pois, explica a ASI, só em julho será possível conhecer com precisão a trajetória que o asteroide vai efetivamente ter.

“Com os dados que temos agora, a probabilidade de impacto é equivalente a sermos atropelados por um trem se atravessarmos uma linha sem olhar, sem ver e ouvir, mas sabendo que passa um trem a cada 15 horas”, explicou Ettore Perozzi, da ASI.

O que se sabe por agora, e na pior das hipóteses, é que o 2006 QV89 pode atingir a Terra a uma velocidade de 44 mil quilômetros por hora, arrasando uma superfície de até dois mil quilômetros quadrados. Em termos comparativos, a capacidade de destruição é semelhante à que foi causada pelo asteroide que caiu na Sibéria em 1908.

A questão que se coloca, destacou Rolf Densing, diretor do Centro Europeu de Operações Espaciais, não é se um asteroide vai ou não atingir o planeta Terra, mas, sim, quando isso acontecerá, lê-se no jornal La Vanguardia.


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LOTERIA

Mega-Sena pode pagar R$ 90 milhões nesta quarta

Apostas podem ser feitas até as 19h, em lotéricas ou pela internet.

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© Reuters

O concurso 2.145 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 90 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) desta quarta (24) em São Paulo (SP).

Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet. A aposta mínima custa R$ 3,50.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.


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dicas

Cuidado com quedas: idosos requerem atenção especial

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Cair é muito comum entre os idosos. As principais causas de quedas na terceira idade estão relacionadas ao envelhecimento, como diminuição da visão, fraqueza na musculatura, alterações no equilíbrio e doenças que afetam o sistema motor.

“Um dos maiores motivos de quedas em idosos é a falta de equilíbrio e a perda de massa muscular, que ocorrem naturalmente com o avanço da idade”, explica o geriatra Anderson Della Torre.

O uso de medicamentos e o comportamento dos idosos também podem provocar quedas. Idosos mais ativos, que tendem a realizar atividades, principalmente dentro de casa, possuem maior risco.

O número de quedas é maior em mulheres, pois as idosas tendem a ser mais ativas e possuem menos massa muscular do que os homens.

O comerciante Diego Fedoce conta que para evitar as quedas da avó, a família instalou recursos de segurança na casa. “Colocamos barras do lado de dentro do boxe, para quando ela for tomar banho. As escadas contam com corrimão e também compramos sapatos adequados para a idade. Além disso, ela conta com uma bengala para apoio”, explica.

Calçados

O uso de chinelos, andar descalço ou com meias contribuem diretamente para as quedas. O idoso, naturalmente, tem pés com deformidades, o que leva a usar calçados mais confortáveis. O problema é que calçados mais confortáveis não querem dizer mais segurança.

De acordo com o médico Marcos Hideyo Sakaki, além do desgaste natural, pacientes que sofrem de doença de sensibilidade dos pés, por causa da diabetes, podem desenvolver úlceras nos pés, dependendo do tipo de sapato. “No Instituto de Ortopedia, mais de 50% das ulcerações nestes pacientes poderiam ser evitadas se usassem o calçado adequado preventivamente”, alerta.

Para o especialista, calçados com salto maior que dois centímetros e com solados que não aderem ao solo não são recomendados. O uso de saltos aumenta duas vezes o risco de queda em relação ao tênis. Andar descalço ou com meias eleva em 11 vezes esta probabilidade.

Para prevenir ulcerações nos pés e quedas, o ideal é que o solado seja antiderrapante e rígido, de preferência com sola de borracha espessa. É preciso que tenha amarração ou velcro, caso o idoso não consiga amarrar cadarço. O salto deve ter recortes na sola (chanfrado) e a base deve ser larga. Quanto mais estreito o sapato, menor a estabilidade dos pés.

“Uma fratura para uma pessoa idosa, por exemplo, demora mais tempo para ser curada, exigindo uma internação maior, o que pode ocasionar outros problemas como infecções”, Explica a médica, Claudia Fló.

Confira as dicas para evitar quedas dentro e fora de casa:

– Realizar atividades para reforço muscular e equilíbrio.

– Quando sofrer alguma queda procurar um médico imediatamente para investigar qual o motivo.

– Utilizar calçados fechados e que possam ser presos ao redor dos calcanhares.

– Em casa, retirar possíveis obstáculos como mesas de centro.

– Colocar os objetos mais utilizados no dia a dia em prateleiras baixas ou em locais de fácil alcance.

– Tomar cuidados para não utilizar tapetes em casa, principalmente no banheiro.

– Em caso de idosos que já tenham muita falta de equilíbrio, é recomendável que sejam instaladas adaptações como corrimãos, elevação dos vasos sanitários e barras de apoio.


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NATUREZA

Cientistas descobrem que botos rosa usam mais de 237 sons para ‘conversar’

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Som mais comum sugere comunicação entre mãe e filhotes — Foto: Gabriel Melo-Santos/ University of St Andrews/BioMA

Pesquisadores brasileiros descobriram que os botos rosa (gênero Inia) usam uma comunicação complexa e com sons variados. O estudo foi publicado na sexta-feira (19) revista científica britânica “Peerj” e pode ajudar a desvendar como a comunicação evoluiu nos mamíferos marinhos.

Os cientistas acreditavam que os botos da região amazônica tinham um perfil mais solitário e uma comunidade pequena que exigia poucos recursos para comunicação, mas o estudo mostrou que os animais interagem bastante uns com os outros e têm um repertório diverso.

Foram identificados, ao todo, 237 sons diferentes. O tipo mais comum era emitido quando filhotes estavam presentes, sugerindo uma comunicação entre eles e as mães.

O cientista Gabriel Melo-Santos estudou os botos que frequentam as águas da área do mercado de peixe do município de Mocajuba (PA). Em busca de alimentos, os animais costumam fazer visitas diárias ao local, o que permitiu que os pesquisadores acompanhassem com mais regularidade os animais.

“Em Mocajuba, durante a estação seca, as águas são bem transparentes e nos permitem observar o comportamento dos botos em detalhe. Lá, reconhecemos cada boto individualmente através das marcas naturais no corpo dos animais. Então sabemos quem é cada boto, o sexo e a faixa etária. Dessa forma, conseguimos associar os sons gravados aos contextos comportamentais”, explica.

Para o estudo, câmeras e microfones subaquáticos foram usados. Também foram coletadas amostras de DNA dos animais. Com mais de 20 horas de gravação e mais de 200 sons identificados, os pesquisadores acreditam que ainda há mais para ser descoberto.

“Os sons emitidos pelos botos podem nos ajudar a entender como se deu a evolução da comunicação sonora nos cetáceos. Além disso, precisamos saber como se dá o sistema de comunicação dos botos para entender como eles podem ser afetados por atividades humanas (como o tráfego de embarcações, por exemplo)”, diz Melo-Santos.

Segundo o pesquisador, a linhagem evolutiva dos botos (e outros golfinhos de água doce no mundo) divergiu dos outros cetáceos (baleias e golfinhos), o que faz deles relíquias evolutivas e peças importantes para desvendar como essa comunicação avançou.

Assobios

Os sons usados pelos botos são diferentes dos assobios usados pelos golfinhos, mas o propósito, segundo os cientistas, é o mesmo: se comunicar com a espécie.

Além disso, os botos fazem chamados mais longos, e os assobios são menos frequentes. Há indícios de que, nos botos, os assobios são usados para afastar outros grupos, e não para comunicação entre eles, como nos golfinhos.

“A associação entre as mães e os filhotes são as mais fortes e duradouras em botos-rosas então é vantajoso que os filhotes tenham sons que possam comunicar à mãe sua posição e seu estado emocional, por exemplo”, explica Melo-Santos.
Os chamados dos botos ficam em uma frequência entre os sons de baixa frequência emitidos por baleias e os de alta frequência emitidos por golfinhos.

A bióloga Laura May Collado da Universidade de Vermont, que também participou do estudo, acredita que isso acontece por causa do habitat dos botos.

“Há muitos obstáculos, como florestas inundadas e vegetação em seu habitat, então esse sinal pode ter evoluído para evitar ecos da vegetação e melhorar o alcance de comunicação das mães e seus filhotes”, diz ela.

Comunicação semelhante à de outros mamíferos

Além disso, o estudo indica que os sons usados para comunicação entre cetáceos podem ter aparecido muito antes do que se sabia e para uma comunicação semelhante à de outros mamíferos.

“Assim como a de algumas espécies de golfinhos marinhos (orcas, baleias piloto, entre outros), botos emitem sons com voz dupla, por exemplo. Para orcas, baleias piloto e outras espécies, esses sons podem indicar a identidade de um grupo social. Fenômenos não-lineares, como a bifonação (voz dupla) e a presença de sub-harmônicos, estão presentes em várias espécies de mamíferos terrestres”, diz Melo-Santos

O cientista explica que alguns destes sons são muito presentes no nosso cotidiano, como o choro de bebês e o latido de cachorro. Em diferentes espécies, podem indicar estado emocional e identidade individual.

O próximo passo do estudo é verificar como os botos em regiões com menor presença humana se comunicam e identificar se os chamados dos botos carregam sua identidade individual e/ou sinalizam sua localização.

Gabriel Melo-Santos é pesquisador da Universidade de St. Andrews e fez parte do Doutorado na Universidade de Vermont, mas iniciou seu estudo sobre botos na Universidade Federal do Pará.

O estudo sobre a comunicação dos botos-rosas foi patrocinado pela Fundação Rufford, Cetacean Society International e Swarosvki Foundation.


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Saúde

Alimentação emocional pode provocar efeito sanfona

Na maioria dos casos, segundo especialistas, a ansiedade e o estresse são os sentimentos que provocam a compulsão fora de hora por comida

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Você sabe o que é alimentação emocional? Muito comum atualmente, acontece quando as pessoas comem mesmo sem fome, em resposta a determinadas emoções, para preencher o que considera um “vazio” – neste caso não é no estômago.

Uma das consequências é o ganho de peso e o chamado efeito sanfona, quando a pessoa engorda e emagrece frequentemente.

Na maioria dos casos, a causa são a ansiedade e o estresse. De acordo com a nutricionista Lara Natacci, sensações como tristeza, raiva ou culpa não melhoram depois que comemos. “Ao contrário, depois de comer demais para compensar esses sentimentos, vêm a frustração e a sensação de fracasso”, explica.

Associar a comida ao alívio para os problemas pode ficar programado no cérebro. Por isso, o mais indicado nesses casos é buscar orientação psicológica para neutralizar o comportamento compulsivo, além de acompanhamento nutricional e atividades físicas.

Também é importante identificar o que desperta o desejo de comer, além das necessidades do corpo, estimulando o emagrecimento com saúde.

Quem se relaciona com os alimentos pela emoção tem tendência a consumir mais carboidratos, laticínios e gorduras, que em excesso causam aumento de peso e, consequentemente, doenças relacionadas à obesidade.

A publicitária Renata Lopes conta que costumava acordar de madrugada com vontade de comer. “Comecei a entender que aquilo não era fome. Eu estava satisfeita e geralmente era tarde da noite, principalmente quando estava com problemas. Não é fácil, mas tento me controlar e tenho ajuda de profissionais”, diz.

Introduzir frutas na alimentação pode ser uma das soluções para saciar a vontade de comer a todo momento. A nutricionista Cristiane Kovacs conta que o suco natural de frutas é uma boa forma de começar a ingerir esse tipo de alimento.

“Outra opção é fazer um purê de frutas, onde a fruta será batida com um pouco de água, podendo ser adoçado com uma pequena porção de açúcar, se tornando uma boa opção de sobremesa”, ensina.

Outro alerta está para o consumo de embutidos, como presunto, bacon, salsicha ou mortadela, já que são de fácil acesso e de consumo rápido.

“Não é preciso parar de comer, mas é bom evitar os embutidos de manhã e de noite. Fazer trocas por peixes e frangos. O segredo é saber comer com moderação”, explica o médico José Eluf Neto.


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