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Interior de SP

Idoso de 83 anos é resgatado após 5 dias perdido na mata em SP

Conforme a família, o idoso toma remédios para o coração e já havia apresentado algumas falhas de memória
Alex Mesmer

Publicado

em

Reprodução / Jair de Almeida


idoso Agostinho de Oliveira, de 83 anos, foi resgatado por motociclistas, na tarde deste sábado, 9, após ficar cinco dias perdido no interior de uma mata, na zona rural de Sarapuí, interior de São Paulo.

Embora desorientado e desnutrido, ele estava lúcido e conseguiu dar indicações para o contato com a família, que mora em Mairinque, a 80 km de onde foi achado.

Os familiares procuravam Oliveira desde que ele saiu de casa, na segunda-feira, 4, para visitar uma irmã em São Roque, quando desapareceu.

Conforme a família, o idoso toma remédios para o coração e já havia apresentado algumas falhas de memória, mas tinha autonomia e dirigia o próprio carro.

Ele saiu com o carro para ir à casa da irmã, no bairro Cambará, na cidade vizinha, mas não chegou ao destino, nem voltou para casa. A família passou a fazer buscas na região e chegou a acionar a polícia. Anúncios dando conta do desaparecimento foram publicados em jornais da região.

O idoso não soube explicar como foi parar na mata de Sarapuí, onde não tem familiares. Oliveira alegou que seu carro encalhou na lama e ele o abandonou, passando a caminhar em busca de ajuda, mas se perdeu. O motociclista Jair de Almeida fazia uma trilha pela mata com um grupo de amigos, quando avistou o idoso sentado num pequeno barranco, na Estrada do Areião. Ele vestia bermudas, estava sem camisa e tinha os pés numa poça de água. Ao perceber que o homem estava maltrapilho e aparentemente desorientando, Jair o abordou.

O motociclista contou que estava com cinco amigos, de moto, e três deles já haviam passado pelo idoso, mas não pararam. “Quando passei eu o vi naquele lugar deserto, levei um susto e parei. Um amigo que estava logo atrás também parou”, disse. Ao abordar o idoso, ele logo perguntou se eles tinham vindo salvá-lo. Durante a conversa, o homem revelou que era de Mairinque e que tinha se perdido. “Ele disse que seu carro estava atolado ali perto, acreditando que estava em São Roque, mas naquela região de mata não entra carro”, disse Jair.

Como o idoso já não conseguia caminhar, o grupo conseguiu colocá-lo deitado sobre uma das motos e foi empurrando, até que um deles decidiu pedir ajuda em uma chácara.

O sitiante usou um trator com carreta para levar o idoso até sua casa. Depois de se alimentar e receber os primeiros cuidados, Oliveira foi levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Sarapuí para um hospital de Itapetininga. O homem apresentava ferimentos nos pés, joelhos e arranhões pelo corpo, além de picadas de insetos.

Ele contou que sobreviveu tomando água da poça e comendo frutinhas do mato, pois, quando mais jovem, havia trabalhado no Instituto Butantã e tinha noções de sobrevivência.

Com base nas informações prestadas por ele, a esposa de um dos motociclistas fez buscas na internet, localizou o anúncio que falava sobre o desaparecimento e fez contato com a família dele.

Na manhã deste domingo, familiares estiveram no hospital e levaram o idoso de volta para casa, onde ficará em recuperação. A família ainda tentava localizar o carro abandonado por Oliveira.

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Fonte: Notícias ao Minuto
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SAÚDE PÚBLICA

Vereadores questionam atendimento pediátrico no pronto-socorro

Alessandra Nogueira

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AG Cardoso/Câmara Municipal de Araçatuba

Na sessão desta segunda-feira (18), a Câmara Municipal de Araçatuba aprovou requerimento dos vereadores Cláudio Henrique da Silva (PMN) e Denilson Pichitelli (PSL), que requer informações sobre o atendimento feito por pediatras no pronto-socorro municipal.

O vereador Professor Cláudio disse ter recebido reclamações de usuários do PSM que os pediatras não estão atendendo crianças com idade superior a cinco anos de idade e  lembrou que o Estatuto da Criança e do Adolescente considera criança, para os efeitos da lei, a pessoa até 12 anos de idade incompletos.

Os vereadores querem saber se a administração municipal tem conhecimento de existem profissionais da saúde estão deixando de atender as crianças; se a Prefeitura tem feito fiscalização para evitar que isso ocorra e se houve alteração no contrato de prestação de serviços para que profissionais da saúde estejam tomando estas atitudes isoladamente.

Cláudio Henrique (PMN)

Denilson Pichitelli (PSL)

 

 

 

 

 

 

 

Os vereadores perguntam, ainda, em seu requerimento, se existe uma quantidade máxima de crianças a serem atendidas por turno ou por dia e quer saber quantas crianças já foram atendidas no PSM desde a inauguração do novo endereço.

O número de pediatras atendendo mensalmente no pronto-socorro e os horários em que eles atendem no local são outros questionamentos do documento aprovado pela Câmara na sessão desta segunda.

O prefeito tem prazo de 15 dias para enviar as respostas à Câmara.

Mãe vai à polícia após médica se recusar a atender seu filho de oito anos no PSM

 

 

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SAÚDE PÚBLICA

Mãe vai à polícia após médica se recusar a atender seu filho de oito anos no PSM

Segundo relatou no boletim de ocorrência, médica estava sem pacientes no consultório da pediatria e jogava no celular quando a mãe pediu que ela atendesse o menino, que é autista
Alessandra Nogueira

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A dona de casa Solange Nery Rodrigues, 37 anos, procurou a polícia no início da noite desta segunda-feira (18), após não conseguir atendimento médico pediátrico para seu filho, no pronto-socorro municipal de Araçatuba. O menino, de oito anos, é autista.

A mãe levou o filho ao PS após receber um telefonema da escola dizendo que o menino não estava bem.

No pronto-socorro, conforme contou à polícia, pediu aos funcionários que seu filho fosse atendido por um pediatra, pois os clínicos-gerais estavam atendendo outros pacientes.

Solange relatou que foi à sala da médica que dava plantão no consultório de pediatria e pediu que ela atendesse seu filho, mas ela se negou, segundo a mãe.

“Ela não estava atendendo ninguém, estava jogando no celular. Mesmo assim, disse que não iria atender ninguém e que eu poderia até telefonar para o prefeito”, contou.

Conforme o boletim de ocorrência, é a segunda vez no PSM que negam atendimento pediátrico ao filho dela.

VISITA

Casos como este não são incomuns no PSM de Araçatuba e até motivaram uma visita surpresa dos vereadores Denilson Pichitelli (PSL) e Cláudio Henrique da Silva (PMN), no mês de janeiro, ao local.

A reportagem do Regional Press e da Band FM acompanhou a visita dos vereadores. Na ocasião, a Irmandade Santa Casa de Birigui, Organização Social responsável pelo serviço de urgência e emergência em Araçatuba, informou que o contrato com a Prefeitura prevê atendimentos somente a crianças de zero a seis anos no PSM.

As demais crianças, segundo a OS, devem ser atendidas por um clínico-geral.

OUTRO LADO

A OS Irmandade Santa Casa de Birigui foi procurada pela reportagem, mas ainda não se pronunciou a respeito da recusa da médica em atender o menino de oito anos.

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EDITORIAL

Pelos direitos humanos, sem coitadismo

Caso das duas crianças perambulando pelo Porto Real 2 mostra que Araçatuba não tem dado a devida atenção à assistência social, pois Conselho Tutelar tem apenas um carro
da Redação

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No editorial de hoje, vamos retomar o caso de duas crianças caminhando pelo conjunto     habitacional Porto Real 2 em Araçatuba. A mais velha (menina de cinco anos) esperou o padrasto dormir (em plena luz do dia) para sair escondido da casa com o irmão menor. A mãe não estava em casa. A fuga se devia a constantes surras de mãe e padrasto. Para quem quiser tomar conhecimentos da notícia em seus detalhes, clique aqui.

Não estamos defendendo aqui o “coitadismo”, novo nome dado pelo governo federal para a assistência social, mas precisamos zelar pelo futuro de nossas crianças. Não somos responsáveis apenas por nossos familiares, porque a nossa família maior é a humanidade. E se acreditarmos que somos filhos do mesmo Deus, então, na verdade formamos uma só irmandade.

As duas crianças nasceram, não foram abortadas, mortas no ninho. Certamente, são criadas de uma forma precária. Sabemos que há a responsabilidade dos pais, mas há também o direito de viver, já que as crianças não pediram para nascer. Junto com elas nasceram os direitos humanos: habitação, alimentação, educação, saúde etc.

Os cidadãos economicamente ativos pagam seus impostos e neles estão embutidos verbas para a assistência social. Já que nosso sistema perverso produz a pobreza, cria-se no poder público o mecanismo de compensá-la, socorrendo as pessoas necessitadas, jogadas à margem.

A notícia das crianças perdidas no Porto Real 2 revela que a Prefeitura de Araçatuba não tem dado a devida atenção aos órgãos da Assistência Social, pois o único Conselho Tutelar tem um carro velho que estava na oficina. Por outro lado, nunca se viram tantos mendigos e gente pedindo “adjutório” nas esquinas.

Se quisermos ter uma Araçatuba mais humana e mais feliz, a Prefeitura e a Câmara de Araçatuba precisam voltar os olhos para as pessoas mais pobres com intensidade, com a implantação de políticas públicas condizentes, sem clientelismo.

 

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Interior de SP

Trio é condenado por tentativa de latrocínio após explosão de banco

PMs foram atacados após explosão de caixas eletrônicos
Alex Mesmer

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Sentença da 2ª Vara Criminal de Botucatu (SP) determinou a condenação de trio acusado de participar de associação criminosa e tentativa de latrocínio.

Um deles foi sentenciado a 63 anos e sete meses de reclusão e ao pagamento de 24 dias-multa, e os outros dois a 58 anos, 11 meses e nove dias de reclusão, todos em regime inicial fechado.

Consta dos autos que os acusados e outros dois indivíduos não identificados explodiram caixas eletrônicos de duas agências bancárias na cidade de Pardinho, interior do Estado, e dispararam diversas vezes contra PMs que estavam na base policial, com a intenção de matá-los. Durante a ação, eles também subtraíram armas de vigilantes que prestavam serviço para os bancos.

Ao proferir a sentença, o juiz Henrique Alves Correa Iatarola afirmou que as provas dos autos comprovam a materialidade e autoria dos delitos, sendo de rigor a condenação.

“Não foi produzida sequer uma única prova válida acerca da negatória apresentada em sede de interrogatório, como determina o artigo 156 do Código de Processo Penal.” Cabe recurso da sentença.

Processo nº 0011630-20.2017.8.26.0079

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