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Cuiabá (MT)

Homem chama funcionária de banca de negra safada, fedida e diz que ela não merece viver

Patrão da jovem chamou a Polícia Militar para denunciar o caso; essa não teria sido a primeira vez

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Praça Alencastro (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)


O chefe de uma jovem de 21 anos chamou a Polícia Militar para denunciar que sua funcionária teria sido alvo de injúria racial e ameaça, nesta terça-feira (15), em Cuiabá (MT).

Segundo o patrão da jovem, os dois trabalham em uma banca de revista na Praça Alencastro e ela, constantemente, seria alvo de um indivíduo que costuma frequentar o local.

Nessa terça-feira, por volta das 11 horas, o homem passou novamente pela Praça e fez gestos com as mãos simulando uma arma, a qual teria apontado para a menina. À polícia, ela disse que essa não seria a primeira vez.

Segundo a vítima, o homem já a ameaçou de morte diversas vezes e teria dito “que ela não merece viver, porque é negra”. Ainda segundo a jovem, o homem vive lhe chamando de “negra safada, fedida e vagabunda”.

Depois de ouvi-la, a PM fez rondas pelo Centro e encontrou o suspeito ao lado da Prefeitura de Cuiabá. Trata-se de um homem de 38 anos, aparentemente um andarilho. Ele foi detido e levado para a delegacia.


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Fonte: O LIVRE
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Queixas contra seguro de vida disparam em SP, com maior número em 5 anos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Antes de José Paulino Morato morrer por infecção generalizada no hospital, em janeiro de 2018, disse que deixava a família em sadia estabilidade financeira. Morato, afinal, pagou religiosamente as parcelas de um seguro de vida durante os seis anos anteriores.

Porém, na hora de receber o valor, sua viúva Maria Socorro teve uma surpresa: a modalidade que o marido contratou era apenas para morte em caso de acidentes. Morato era professor universitário.

“Meu marido foi enganado”, diz Maria Socorro. Ela acrescenta que não faria sentido contratar uma modalidade para morte por acidente se ele não estava envolvido em atividades de risco -mais suscetível a motoristas ou trabalhadores de construção civil.

O banco Santander, parceiro de operações da seguradora Zurich no país, diz não haver nada de errado. O contrato, enfim, fala em seguro para morte por acidente, e o documento foi de fato assinado por Morato.

Casos como esse são exemplo de insatisfação cada vez maior no estado de São Paulo. Em 2018, o número de reclamações por seguro de vida cresceu 27% em relação ao ano anterior no Procon, fundação vinculada ao governo do estado que preza pelos direitos do consumidor. É o maior número nos últimos cinco anos.

Não há um argumento que explique esses aumentos. Os seguros de vida não seguem, por exemplo, uma tendência mais ampla. Pelo contrário, as reclamações de seguros como um todo no Procon tiveram queda de 2017 para 2018. Foram de 6.677 queixas para 5.640, uma retração de 16%.

Em todas as modalidades que o Procon contabiliza, a única que apresentou crescimento foi justamente a de vida. O seguro saúde é contabilizado separadamente. Dos demais -automóvel, residência e “outros seguros”, que englobam microsseguros como os contra roubo de produtos e seguro-desemprego-, todos tiveram queda.

Casos como o da família Morato, que se enquadra como reclamação por venda enganosa, tiveram aumento de 200% no último ano. “Isso é feito para não pagar”, diz Maria Socorro, apontando o contrato de seguro assinado pelo marido. “Eles [as seguradoras] são ricos em função do trabalho dos honestos”, acusa a viúva.

Maria conta que, enquanto o marido era vivo, a família até brincava com o valor do capital segurado. “Ele contava do seguro e minha filha falava ‘nossa, mãe, não vai nem precisar mais trabalhar, vai ficar de boa'”, lembra. Maria, 56, que teve uma filha e uma neta com José, trabalha como secretária em um escritório.

Outra categoria de reclamação de seguro de vida que teve aumento no Procon foi a de não pagamento da indenização, com crescimento de 28%.

Os primeiros números de 2019 não são animadores. Proporcionalmente, a tendência é de novo aumento de reclamações da modalidade para este ano. Contabilizadas as queixas de janeiro e fevereiro, há proporcionalmente um aumento de 33% tanto por venda enganosa quanto pelo não pagamento de indenização.

O percentual é mais baixo se considerado o total de reclamações de seguro de vida, mas ainda assim apresenta crescimento (4%) proporcional considerados os dois meses iniciais de 2019.

A Susep (Superintendência de Seguros Privados), autarquia que regulamenta o ramo no país, orienta os consumidores que se sentirem lesados a acionar as ouvidorias das seguradoras e disponibiliza canais próprios para reclamações.

Podem ser feitos registros por meio do telefone 0800 021 8484 (de segunda à sexta, das 9h30 às 17h, e somente por ligações oriundas de telefones fixos, orienta a Susep) e pela seção “Fale Conosco” do site da autarquia.

Lá, é informado que as reclamações são encaminhadas para a ouvidoria da seguradora em questão que, a partir daí, tem 15 dias para contatar o consumidor para prestar esclarecimentos ou oferecer soluções.

José Morato teve pago à sua família apenas um auxílio-funeral, e “isso só depois que o jornal Agora acionou eles, porque eu fui atrás e não consegui nada”, diz Maria Socorro. Ela conta que mesmo assim o valor não cobriu os custos funerários.

“Ele achava que eu estaria amparada”, diz a viúva, sobre o marido. “Pelo nível de instrução que ele tinha, não iria assinar um seguro para o caso de morrer atropelado. Até por que, como ele iria adivinhar do que ia morrer?”, pergunta.

Procurado para esclarecer o caso, o Santander informou apenas que “já esclareceu à senhora Maria do Socorro as coberturas do seguro e que a indenização paga está de acordo com o produto contratado”.


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estudo

OMS: crianças devem ter tempo em frente a telas limitado a 1 hora

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou, nesta quarta-feira (24), um estudo que diz que crianças de até 4 anos devem passar, no máximo, uma hora em frente a telas de forma sedentária, como assistir TV ou vídeos ou jogar no computador.

Para quem tem até 1 ano, não é recomendado ter contato com telas; para as crianças de 1 ano, não é recomendado tempo sedentário de tela e, para as de 2 anos, um tempo de até uma hora (preferencialmente menos).

Para aquelas que têm entre 3 e 4 anos, o tempo sedentário de tela também não deve ultrapassar uma hora, sendo quanto menos, melhor.

O estudo apontou que crianças de até 5 anos devem passar menos tempo sentados em frente a telas ou contidos em carrinhos de bebê e assentos, ter melhor qualidade de sono e mais tempo para atividades físicas para crescerem saudáveis.

Nos casos de sedentarismo, a OMS encoraja, independente da idade, a leitura e a contação de história. A entidade também destacou a quantidade de sono adequada para a idade: 14-17 horas ( até 3 meses), 12-16 horas (4 a 11 meses), 11-14 horas (1 a 2 anos) e 10-13 horas (3 a 4 anos).

“O início da infância é um período de rápido desenvolvimento e um tempo quando os padrões de estilo de vida familiar podem ser adaptados para aumentar os ganhos de saúde”, disse o diretor-geral da ONS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

O estudo divulgado pela ONS é um guia sobre atividades físicas, comportamento sedentário e sono  para crianças com até 5 anos desenvolvido por especialistas da organização.

Eles avaliaram os efeitos em crianças do sono inadequado, do tempo passado em frente a telas ou  contidos em carrinhos de bebê e assentos e avaliaram os benefícios do aumento dos níveis de atividade.

“Aumentar a atividade física, reduzir o tempo de sedentarismo e assegurar qualidade de sono em crianças vai melhorar seus físicos, saúde mental e bem-estar e ajudar a prevenir a obesidade infantil e doenças associadas mais tarde em suas vidas”, disse a gestora do programa de vigilância e prevenção de doenças não transmissíveis de base populacional da OMS, Fiona Bull.


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PESQUISA

IBOPE: 35% aprovam governo Bolsonaro, e 27% reprovam

Levantamento foi feito entre os dias 12 e 15 de abril e ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios. Esta é a primeira pesquisa encomendada pela CNI desde que Bolsonaro assumiu governo.

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© Marcos Corrêa/PR

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (24) indica os seguintes percentuais de avaliação sobre o governo Jair Bolsonaro (PSL):

  • Ótimo/bom: 35%
  • Regular: 31%
  • Ruim/péssimo: 27%
  • Não sabe/não respondeu: 7%

A pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a entidade, o levantamento foi feito entre os dias 12 e 15 de abril e ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios.

Esta é a primeira pesquisa Ibope encomendada pela CNI desde que Bolsonaro assumiu o governo.

O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Em março, o Ibope divulgou uma pesquisa (não encomendada pela CNI) sobre a aprovação do presidente. Os números de março foram: Ótimo/bom: 34%; Regular: 34%; Ruim/péssimo: 24%; Não sabe/não respondeu: 8%.

Comparação com presidentes anteriores
De acordo com o Ibope, Bolsonaro tem índice de ótimo/bom inferior ao registrado em início de governo pelos ex-presidentes Fernando Collor de Mello (45% em maio de 1990); Itamar Franco (34% em janeiro de 1993); Fernando Henrique Cardoso no 1º mandato (41% em março de 1995); Dilma Rousseff também no 1º mandato (56% em março de 2011); e Luiz Inácio Lula da Silva em seus dois mandatos (51% e março de 2003 e 49% em março de 2007).

O percentual de Bolsonaro, contudo, supera o de FHC no 2º mandato (22% em março de 1999); o de Dilma Rousseff também no 2º mandato (12% em março de 2015); e o de Michel Temer (14% em setembro de 2016).

Aprovação da maneira de governar
Outro item da pesquisa é a aprovação da maneira de governar do presidente Jair Bolsonaro. O resultado foi:

  • Aprova: 51%
  • Desaprova: 40%
  • Não sabe/Não respondeu: 9%

Confiança no presidente
A pesquisa divulgada nesta terça também questionou os entrevistados se confiam no presidente. As respostas foram:

  • Confia: 51%
  • Não confia: 45%
  • Não sabe/não respondeu: 4%

Perspectivas sobre o restante do governo
Questionados sobre as perspectivas para o restante do governo, os entrevistados responderam:

  • Ótimo/bom: 45%
  • Regular: 25%
  • Ruim/péssimo: 23%
  • Não sabe/não respondeu: 7%

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Pedido atendido

Filhos fazem velório de pai em bar, com pinga e música

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Maré Boa foi velado no bar que possuía em MG (Foto: Álbum de Família)

Valdívio Soares Pereira, 68, o Maré Boa, morreu na noite de sábado (20), em Barão de Cocais (MG), distante 98 km de Belo Horizonte. Ele era diabético, hipertenso e tinha problemas de visão.

Em seu velório, os filhos realizaram o último desejo do pai: pinga, cerveja  e música para todos que compareceram a cerimônia realizada no bar que ele possuía.

Segundo reportagem do UOL, Maré Boa começou a fazer o pedido de um velório no bar e regado a bebida após descobrir que tinha problemas de saúde, 15 anos atrás.

“A família cumpriu o seu desejo. Ele tinha um alto astral. Nada abalava o cara”, diz o almoxarife Adriano Felipe Pereira, 48, um dos filhos de Maré Boa. “Ele sabia que ia morrer e não queria ninguém triste com isso. (…) Foram consumidos uns quatro engradados (24 garrafas de 600 ml) e uns três litros de cachaça. Não calculei quanto gastamos.”

O corpo do boêmio foi cremado em Belo Horizonte. As cinzas serão levadas à igreja, que ainda não foi definida, para a missa de Sétimo Dia.

Depois da celebração católica, as cinzas serão colocadas em uma estante do boteco, ao lado de uma imagem de Nossa Senhora da Aparecida, santa de devoção de Maré Boa. Outro desejo do falecido atendido pela família.


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