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MANIFESTAÇÃO

Coletes amarelos voltam às ruas hoje e França mobiliza 80 mil policiais

É o 10º sábado de protestos, que ocorrem em todo o país

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© Charles Platiau / Reuters


Cerca de 80 mil policiais foram mobilizados em toda a França, sendo 5 mil destes em Paris, para o décimo dia de manifestações dos “coletes amarelos”, neste sábado (19). A informação foi anunciada pelas autoridades do país.

Os principais monumentos da capital estarão rodeados por um importante dispositivo antimotim, para evitar a repetição de imagens de confrontos e vandalismo do espaço público, vistos nos sábados anteriores.

O principal ato em Paris está previsto para acontecer na Esplanada dos Inválidos, em frente ao túmulo de Napoleão, embora os Coletes Amarelos não tenham o hábito de divulgar os locais dos protestos antecipadamente.

Na semana passada, 84 mil manifestantes saíram às ruas em todo o país, de acordo com dados do Ministério do Interior francês. Hoje será o primeiro dia de protesto depois de o presidente francês, Emmanuel Macron, ter lançado um grande debate nacional, com o objetivo de dialogar com os manifestantes e evitar protestos de rua.

Os representantes dos Coletes Amarelos, no entanto, já discordaram do apelo presidencial e convocaram aumento das manifestações.

O grupo começou os protestos devido ao aumento do preço dos combustíveis na França, mas passou rapidamente a ser um protesto contra as atuais condições de vida dos franceses, como a perda de poder de compra e contra o governo do presidente Macron.

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Mundo animal

Crustáceos gigantes devoram Jacarés no mar; Vídeo

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Um grupo de Pesquisadores do Consórcio Marinho das Universidades de Louisiana lançou ao mar um corpo de um jacaré para descobrir o que se alimentaria dele primeiro. Em apenas 24 horas, os invertebrados Bathynomus giganteus devoraram o corpo do jacaré e ficaram imóveis após o “banquete”.

As imagens chocaram os pesquisadores devido à rapidez dos animais em encontrar o alimento. “Pensei que levaria certo tempo para que eles adquirissem pistas químicas que os permitiriam localizar a queda de comida ”, relatou no vídeo, Craig McClain, cientista do projeto.

Alguns grupos desses crustáceos devoradores tem uma origem antiga nos fundos dos mares, datada entre 200 a 300 mil anos atrás. Esses animais conseguem ficar sem comida por meses, até mesmo por anos.

Sempre que o corpo de uma baleia ou de um peixe afunda ele serve de alimento para os  crustáceos da espécie Bathynomus giganteus. Eles ficam escondidos abaixo da superfície oceânica, procurando por alimento, mesmo que das carcaças dos animais.

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Pena

Casal vive em plataforma no mar da Tailândia e pode ser condenado à prisão perpétua

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Um americano e sua namorada tailandesa podem receber uma condenação de prisão perpétua ou até mesmo pena de morte por terem construído uma casa em águas da Tailândia. A ação, segundo a Marinha do país asiático, ameaça a segurança nacional. As informações são da BBC.

A plataforma em que Chad Elwartowski e Supranee Thepdet vivem foi erguida a 19 quilômetros da costa de Phuket, uma ilha tailandesa, e ocupa cerca de 20 metros quadrados. Desde que a ação foi deflagrada por autoridades tailandesas, o casal passou a se esconder dentro da estrutura metálica.

Ealwartowski afirma que a casa está fora da jurisdição da Tailândia e em águas internacionais por conta da distância da costa. A Marinha local, no entanto, discorda e argumenta que a plataforma foi construída sem permissão. Se o casal foi considerado culpado, pode enfrentar prisão perpétua ou pena de morte.

Os dois acusados pertencem a um movimento chamado “seasteading”, que promove a construção de habitações permanentes no mar, em águas internacionais, para que as pessoas não precisem se sujeitar a nenhuma lei. Em entrevista à AFP, Chad Elwartwoski afirmou que ele e a namorada estão escondidos em um local seguro até a situação ser esclarecida.

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Congo

A comovente história da selfie com os gorilas que ficam de pé

Por trás de imagem que viralizou, estão primatas que gostam de 'imitar' seus protetores - guardas florestais que os resgataram quando perderam suas mães, ainda bebês.

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Gorilas posam com guardas florestais do parque Virunga na República Democrática do Congo — Foto: Facebook/Virunga National Park

Dois gorilas foram fotografados posando para uma selfie com os guardas florestais que os resgataram quando bebês.

A imagem foi feita no orfanato de gorilas Virunga National Park, na República Democrática do Congo, onde os animais foram criados depois que seus pais foram mortos por caçadores.

O diretor do parque, Innocent Mburanumwe, disse à BBC Newsday que os dois animais aprenderam a imitar seus protetores, que cuidaram deles desde o resgate.

Segundo Mburanumwe, os gorilas encaram os dois guardas florestais como seus pais. O diretor do parque contou que as mães dos gorilas foram mortas no mesmo mês, em julho de 2007. Um dos filhotes tinha dois meses e o outro, quatro meses.

Eles foram encontrados e levados ao Santuário Senkwekwe, em Virunga, onde têm vivido desde então.

Mburanumwe explica que, como os dois gorilas conviveram durante toda a infância com os guardas que os resgataram, passaram a “imitar os humanos”- ficar de pé, sobre as duas pernas, é uma forma de imitar o comportamento dos seres humanos.

“Mas isso não é comum. Eu fiquei muito surpreso quando vi. É engraçado e curioso ver um gorila imitando um ser humano, ficando de pé assim”, disse.

Ser um guarda florestal, no entanto, nem sempre é divertido e recompensador. Às vezes chega a ser um trabalho perigoso.

Cinco guardas foram mortos no Virunga National Park no ano passado, numa emboscada de rebeldes. E, desde 1996, houve 130 assassinatos de guardas florestais em Virunga.

O leste do Congo é alvo de conflitos entre forças do governo e diferentes grupos armados. Alguns desses grupos ocupam áreas do parque florestal e praticam caça ilegal de animais. Por isso, é comum que entrem em confronto com quem trabalha protegendo os animais selvagens que vivem no local.

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PÁSCOA

Atentados em igrejas e hotéis deixam 207 mortos e 450 feridos no Sri Lanka

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(FOLHAPRESS) – ​​​Uma série de explosões em igrejas e hotéis de luxo no Sri Lanka deixou centenas de mortos e 450 feridos neste domingo (21) durante a celebração da Páscoa.

“Ao todo, temos a informação de 207 mortos e 450 feridos nos hospitais”, disse o porta-voz da polícia, Ruwan Gunasekera. Entre eles, estão 27 estrangeiros da China, Holanda e Reino Unido, segundo Ravinatha Aryasinha, secretário do Ministério das Relações Exteriores.

O governo do Sri Lanka decretou um toque de recolher e também bloqueou acesso a redes sociais e aplicativos de mensagens, como Facebook e WhatApp, com a intenção de evitar o surgimento de boatos.

Sete pessoas foram detidas por suspeita de conexão com o ataque e três policiais foram mortos quando forças de segurança invadiram uma casa em Colombo, capital do país.

O papa Francisco condenou os atentados. “Gostaria de expressar minha proximidade afetuosa à comunidade cristã, atacada enquanto se reunia para orar, e a todas as vítimas dessa violência cruel”, disse o pontífice, que visitou o Sri Lanka em 2015. Os católicos são minoria no país.

O presidente americano, Donald Trump, também se manifestou pelas redes sociais: “os Estados Unidos oferecem condolências ao povo do Sri Lanka. Estamos prontos para ajudar”.

Segundo um porta-voz da polícia local, foram contabilizadas oito explosões que começaram por volta das 8h45 (2h30, no horário de Brasília) durante a missa da celebração católica. Elas aconteceram nas cidades Colombo, a capital; Negombo, que fica ao norte da capital; e a cidade de Batticaloa, a leste.
Em Colombo, foram atacados três hotéis (Shangri-La Colombo, Kingsbury Hotel e Cinnamon Grand Colombo) e a igreja de Santo Antônio.

A explosão mais violenta aconteceu na igreja de St. Sebastian, em Negombo, ao norte da capital, onde ao menos 62 pessoas morreram.

“Nosso povo está empenhado em evacuar as vítimas”, disse o porta-voz da polícia.
“Condeno energicamente os ataques covardes de hoje contra nosso povo”, tuitou o primeiro-ministro do Sri Lanka, Ranil Wickremesinghe.

“Eu peço a todos os cingaleses para permanecerem unidos e fortes neste momento trágico. O governo está tomando medidas imediatas para conter a situação”, completou.

O Sri Lanka, uma ilha no oceano Índico, enfrentou décadas de uma guerra civil que terminou em 2009. Desde então, sofre com instabilidade política e ataques esporádicos.

O país é predominantemente budista, com uma parcela de hindus de por volta de 12%, seguido de muçulmanos, com cerca de 10%. Os católicos são cerca de 7% da população, segundo números do governo.

Grupos de cristãos afirmam enfrentar atos de intimidação de extremistas budistas nos últimos anos. Além disso, no ano passado, houve confrontos entre a maioria de budistas cingaleses e a minoria muçulmana.

Ainda não está clara a responsabilidade pelos ataques, mas a polícia afirma que eles parecem ter sido coordenados para acontecer simultaneamente.

Segundo investigadores, há evidências de que eles podem ter sido ataques suicidas.

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