CONECTE CONOSCO

BENDITA LÍNGUA

Na pessoa de, em nome de

Publicado em



O errado (fora da norma) consegue mais seguidores do que o certo (dentro da norma). Estou falando do uso da língua, mas não é diferente noutros campos das ações humanas. O erro comentado hoje está grassando os discursos de reuniões até chiques.

Se o orador quiser cumprimentar uma pessoa em seu discurso e por ela também os demais membros da categoria, o certo é “Na pessoa da professora Marinês Galhardo, componente desta mesa, cumprimento todos os professores presentes nesta assembleia”. Significado: cumprimenta-se a Marinês e que todas os demais profissionais do magistério se sintam também cumprimentados.

Está errado, está fora da lógica: “Em nome da professora Marinês Galhardo, eu cumprimento os demais professores dessa assembleia”. E se ela quiser cumprimentar por si! Significado: o orador se arvora procurador da professora para cumprimentar as demais”. Esse erro é muito cometido por políticos em seus discursos, revela ignorância linguística.

*Hélio Consolaro é professor de Português e colunista do Regional Press

Tira-dúvidas on-line:

www.benditalingua.blogspot.com
[email protected]
WhatsApp: (18) 99786 9445

Os comentários aqui não refletem a opinião do site, e são de responsabilidade do autor. O comentário NÃO É PUBLICADO automaticamente em seu Facebook, fique tranquilo!
Fonte:
Anunciante

BENDITA LÍNGUA

Resenha, resenhar

Publicado em

O substantivo “resenha” e o verbo “resenhar” têm sentidos diferentes em vários segmentos profissionais.

Nos programas esportivos, usa-se a palavra no sentido de notícia (noticiar), relato (relatar), comentário (comentar).

A imagem na TV apresenta atletas numa roda de jogadores no meio do campo, com um deles falando aos demais, e o narrador, que quer demonstrar riqueza vocabular, diz que o jogador tal está resenhando o jogo para os colegas.

Como sou da área da literatura e gosto de resenhar livros lidos, a palavra (tanto verbo, como substantivo) tem outro significado, ou seja, análise crítica ou informativa de um livro. Existem normas técnicas de como montar uma resenha, tanto de livros como de filmes.

O dicionário de português Houaiss apresenta os seguintes sinônimos para resenha: descrição, enumeração, exposição, levantamento, narração, notícia, panorama, recensão, relação, relato, revista.

 

Hélio Consolaro é professor de português.

TIRA-DÚVIDAS:

[email protected]

whatsapp: 18 99787 9445

www.benditalingua.blogspot.com.br

 

Os comentários aqui não refletem a opinião do site, e são de responsabilidade do autor. O comentário NÃO É PUBLICADO automaticamente em seu Facebook, fique tranquilo!
CONTINUE LENDO

BENDITA LÍNGUA

Não existe vítima fatal

Publicado em

No jornalismo, ainda persistem no emprego da expressão “vítima fatal”. Fatal significa “que leva à morte”. Quem foi fatal, então, foi o acidente; a vítima não causou a morte, não matou ninguém.

A expressão já está popularizada com a ideia de que determinada pessoa morreu, a única vítima fatal é quando um cara está limpando a janela, perde o equilíbrio e cai do décimo andar.

CORRETO: No acidente, houve uma vítima “que perdeu a vida”, ou “morreu” ou ainda “vítima mortal”.

 

Hélio Consolaro é professor de Português.

 

SERVIÇO DE TIRA-DÚVIDAS:

[email protected]

18 99786 9445 (Whatsapp)

 

Os comentários aqui não refletem a opinião do site, e são de responsabilidade do autor. O comentário NÃO É PUBLICADO automaticamente em seu Facebook, fique tranquilo!
CONTINUE LENDO

BENDITA LÍNGUA

Tchutchuca e Tigrão

Publicado em

Zeca Dirceu e o ministro Paulo Guedes discutiram durante debate sobre a reforma da Previdência

A expressão “Tchutchuca e Tigrão”  foi recentemente usada pelo deputado Zeca Dirceu (PT-PR) ao se referir ao ministro Paulo Guedes num debate sobre a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados: a analogia entre a força do “tigrão” e a submissão da “tchutchuca”, usada pelo deputado, provocou um chilique do ministro.

Ela foi criada em 2001 pelos funqueiros do Bonde do Tigrão. Trata-se de palavras da linguagem classificada de chula, usada por pobres, desclassificados. Quem abominou o uso de tais palavras num parlamento tem uma visão elitista da língua, classificando seus elementos de acordo com a classe social que os usa.

Um político, seja ele de qualquer partido, para explicar suas ideias num momento de discussão fervorosa pode usar a linguagem chula, a linguagem que seu povo vai entender. Não pode abusar, mas quando necessário…

 

 

 

Os comentários aqui não refletem a opinião do site, e são de responsabilidade do autor. O comentário NÃO É PUBLICADO automaticamente em seu Facebook, fique tranquilo!
CONTINUE LENDO
error: Conteúdo protegido. LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998
79