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Araçatuba

Recape exclui vias com trechos críticos no Concórdia e revolta moradores; vídeo

Moradores do Concórdia e o prefeito Dilador Borges bateram boca na tarde desta segunda-feira (14); veja o vídeo
da Redação

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Moradores do Concórdia, em Araçatuba, estão inconformados com a decisão da Prefeitura de deixar alguns trechos do bairro de fora das obras de recapeamento que foram retomadas na semana passada. Algumas vias ficarão sem recape em apenas um quarteirão, o que provocou revolta de quem tem residência nestes trechos.

Um dos trechos que não está incluído no recape é justamente o da Rua Waldemar Osório Gabas, entre a Rua Miguel Sanches Filho e a Avenida Abrão Buchalla, que foi alvo de protesto dos moradores no mês passado.

Na ocasião, cada buraco da via recebeu um “padrinho”, com fotos e dizeres de indignação e revolta. Dentre os padrinhos, estavam o prefeito Dilador Borges (PSDB), a vice Edna Flor (PPS) e os 15 vereadores de Araçatuba.

Mesmo com o protesto, o trecho da via ficou de fora das obras de recape. E o que mais revolta os moradores é que há pontos em melhores condições que vão receber o recapeamento.

Um vídeo feito por um morador mostra a diferença entre um quarteirão, todo esburacado, na Waldemar Osório Gabas, e outro, quase sem buracos, na mesma via. O primeiro ficou fora da lista de recape; o outro, foi contemplado com a melhoria.

VISITA E BATE-BOCA

Na tarde desta segunda-feira (14), o prefeito Dilador Borges e o secretário de Planejamento, Tadeu Consoni, estiveram no bairro Concórdia e foram questionados por moradores.

Em um vídeo que flagrou a visita inesperada, o prefeito diz que não tem dinheiro suficiente para recapear todas as vias.

Abalada, uma moradora questionou Dilador: “A gente trabalha todos os dias, paga os nossos impostos direitinho e não tem dinheiro? Como não tem dinheiro? Pelo amor de Deus, prefeito, como não tem dinheiro para recapear este trecho?”, perguntou ela, que se identificou como Cristiane.

Sua revolta, segundo ela, é porque o planejamento da Prefeitura priorizou trechos que estavam menos danificados que o quarteirão onde mora, na Waldemar Osório Gabas.

TRÊS PONTAS

Também no vídeo gravado por moradores, o secretário de Planejamento explica que as obras em andamento no Concórdia foram viabilizadas por emenda no valor de R$ 800 mil.

“Vão ficar três pontas sem recape, porque o recurso não deu”, afirmou. “Se for possível, vamos fazer já. Se não for possível, assim que sair uma emenda, a gente faz”, completou.

Rua Waldemar Osório Gabas, onde trecho da via ficará sem o recape (Foto: Regional Press)

Além do trecho da Waldemar Osório Gabas, há ainda um quarteirão na Rua Airton José Filipino e outro na Rua Sargento Valentim Cornacini Campois, entre a Rua Miguel Sanches Filho e a Avenida Abrão Buchalla, que também não serão recapeados.

A Auge Engenharia e Construções Ltda é a empresa responsável pelas obras de pavimentação e recuperação de vias do Concórdia. Os trechos previstos deverão ter as obras finalizadas até o final deste mês.

Moradores esticaram faixa em protesto por falta de recape em trecho crítico da rua (Foto: Regional Press)

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Anunciante

SAÚDE PÚBLICA

Vereadores questionam atendimento pediátrico no pronto-socorro

Alessandra Nogueira

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AG Cardoso/Câmara Municipal de Araçatuba

Na sessão desta segunda-feira (18), a Câmara Municipal de Araçatuba aprovou requerimento dos vereadores Cláudio Henrique da Silva (PMN) e Denilson Pichitelli (PSL), que requer informações sobre o atendimento feito por pediatras no pronto-socorro municipal.

O vereador Professor Cláudio disse ter recebido reclamações de usuários do PSM que os pediatras não estão atendendo crianças com idade superior a cinco anos de idade e  lembrou que o Estatuto da Criança e do Adolescente considera criança, para os efeitos da lei, a pessoa até 12 anos de idade incompletos.

Os vereadores querem saber se a administração municipal tem conhecimento de existem profissionais da saúde estão deixando de atender as crianças; se a Prefeitura tem feito fiscalização para evitar que isso ocorra e se houve alteração no contrato de prestação de serviços para que profissionais da saúde estejam tomando estas atitudes isoladamente.

Cláudio Henrique (PMN)

Denilson Pichitelli (PSL)

 

 

 

 

 

 

 

Os vereadores perguntam, ainda, em seu requerimento, se existe uma quantidade máxima de crianças a serem atendidas por turno ou por dia e quer saber quantas crianças já foram atendidas no PSM desde a inauguração do novo endereço.

O número de pediatras atendendo mensalmente no pronto-socorro e os horários em que eles atendem no local são outros questionamentos do documento aprovado pela Câmara na sessão desta segunda.

O prefeito tem prazo de 15 dias para enviar as respostas à Câmara.

Mãe vai à polícia após médica se recusar a atender seu filho de oito anos no PSM

 

 

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SAÚDE PÚBLICA

Mãe vai à polícia após médica se recusar a atender seu filho de oito anos no PSM

Segundo relatou no boletim de ocorrência, médica estava sem pacientes no consultório da pediatria e jogava no celular quando a mãe pediu que ela atendesse o menino, que é autista
Alessandra Nogueira

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A dona de casa Solange Nery Rodrigues, 37 anos, procurou a polícia no início da noite desta segunda-feira (18), após não conseguir atendimento médico pediátrico para seu filho, no pronto-socorro municipal de Araçatuba. O menino, de oito anos, é autista.

A mãe levou o filho ao PS após receber um telefonema da escola dizendo que o menino não estava bem.

No pronto-socorro, conforme contou à polícia, pediu aos funcionários que seu filho fosse atendido por um pediatra, pois os clínicos-gerais estavam atendendo outros pacientes.

Solange relatou que foi à sala da médica que dava plantão no consultório de pediatria e pediu que ela atendesse seu filho, mas ela se negou, segundo a mãe.

“Ela não estava atendendo ninguém, estava jogando no celular. Mesmo assim, disse que não iria atender ninguém e que eu poderia até telefonar para o prefeito”, contou.

Conforme o boletim de ocorrência, é a segunda vez no PSM que negam atendimento pediátrico ao filho dela.

VISITA

Casos como este não são incomuns no PSM de Araçatuba e até motivaram uma visita surpresa dos vereadores Denilson Pichitelli (PSL) e Cláudio Henrique da Silva (PMN), no mês de janeiro, ao local.

A reportagem do Regional Press e da Band FM acompanhou a visita dos vereadores. Na ocasião, a Irmandade Santa Casa de Birigui, Organização Social responsável pelo serviço de urgência e emergência em Araçatuba, informou que o contrato com a Prefeitura prevê atendimentos somente a crianças de zero a seis anos no PSM.

As demais crianças, segundo a OS, devem ser atendidas por um clínico-geral.

OUTRO LADO

A OS Irmandade Santa Casa de Birigui foi procurada pela reportagem, mas ainda não se pronunciou a respeito da recusa da médica em atender o menino de oito anos.

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EDITORIAL

Pelos direitos humanos, sem coitadismo

Caso das duas crianças perambulando pelo Porto Real 2 mostra que Araçatuba não tem dado a devida atenção à assistência social, pois Conselho Tutelar tem apenas um carro
da Redação

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No editorial de hoje, vamos retomar o caso de duas crianças caminhando pelo conjunto     habitacional Porto Real 2 em Araçatuba. A mais velha (menina de cinco anos) esperou o padrasto dormir (em plena luz do dia) para sair escondido da casa com o irmão menor. A mãe não estava em casa. A fuga se devia a constantes surras de mãe e padrasto. Para quem quiser tomar conhecimentos da notícia em seus detalhes, clique aqui.

Não estamos defendendo aqui o “coitadismo”, novo nome dado pelo governo federal para a assistência social, mas precisamos zelar pelo futuro de nossas crianças. Não somos responsáveis apenas por nossos familiares, porque a nossa família maior é a humanidade. E se acreditarmos que somos filhos do mesmo Deus, então, na verdade formamos uma só irmandade.

As duas crianças nasceram, não foram abortadas, mortas no ninho. Certamente, são criadas de uma forma precária. Sabemos que há a responsabilidade dos pais, mas há também o direito de viver, já que as crianças não pediram para nascer. Junto com elas nasceram os direitos humanos: habitação, alimentação, educação, saúde etc.

Os cidadãos economicamente ativos pagam seus impostos e neles estão embutidos verbas para a assistência social. Já que nosso sistema perverso produz a pobreza, cria-se no poder público o mecanismo de compensá-la, socorrendo as pessoas necessitadas, jogadas à margem.

A notícia das crianças perdidas no Porto Real 2 revela que a Prefeitura de Araçatuba não tem dado a devida atenção aos órgãos da Assistência Social, pois o único Conselho Tutelar tem um carro velho que estava na oficina. Por outro lado, nunca se viram tantos mendigos e gente pedindo “adjutório” nas esquinas.

Se quisermos ter uma Araçatuba mais humana e mais feliz, a Prefeitura e a Câmara de Araçatuba precisam voltar os olhos para as pessoas mais pobres com intensidade, com a implantação de políticas públicas condizentes, sem clientelismo.

 

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Interior de SP

Trio é condenado por tentativa de latrocínio após explosão de banco

PMs foram atacados após explosão de caixas eletrônicos
Alex Mesmer

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Sentença da 2ª Vara Criminal de Botucatu (SP) determinou a condenação de trio acusado de participar de associação criminosa e tentativa de latrocínio.

Um deles foi sentenciado a 63 anos e sete meses de reclusão e ao pagamento de 24 dias-multa, e os outros dois a 58 anos, 11 meses e nove dias de reclusão, todos em regime inicial fechado.

Consta dos autos que os acusados e outros dois indivíduos não identificados explodiram caixas eletrônicos de duas agências bancárias na cidade de Pardinho, interior do Estado, e dispararam diversas vezes contra PMs que estavam na base policial, com a intenção de matá-los. Durante a ação, eles também subtraíram armas de vigilantes que prestavam serviço para os bancos.

Ao proferir a sentença, o juiz Henrique Alves Correa Iatarola afirmou que as provas dos autos comprovam a materialidade e autoria dos delitos, sendo de rigor a condenação.

“Não foi produzida sequer uma única prova válida acerca da negatória apresentada em sede de interrogatório, como determina o artigo 156 do Código de Processo Penal.” Cabe recurso da sentença.

Processo nº 0011630-20.2017.8.26.0079

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