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Rei do 'Unboxing'

Youtuber de 7 anos ganha US$ 22 milhões em um ano

Menino faz vídeos de críticas de brinquedos e desbancou o ator americano Jake Paul por US$ 500 mil.
Fabricio Oliveira

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em

Os ganhos de Ryan dobraram desde o ano passado — Foto: Reprodução/Youtube


Um menino de sete anos que faz vídeos de críticas de brinquedos se tornou a estrela mais bem paga do YouTube. Ele ganhou US$ 22 milhões (R$ 84 milhões) em um ano.

As estimativas da revista Forbes indicam que Ryan, do canal Ryan ToysReview, desbancou o youtuber Jake Paul por US$ 500 mil, nos 12 meses anteriores a junho.

Novos vídeos são postados quase todos os dias.

O canal Dude Perfect ficou em terceiro lugar, faturando US$ 20 milhões, segundo a Forbes.

Os ganhos de Ryan, que não incluem impostos ou pagamentos a agentes e advogados, dobraram em comparação ao ano anterior.

Ryan foi perguntado pelo canal de televisão NBC por que as crianças gostam de ver seus vídeos. Ele respondeu: “Porque eu sou divertido e engraçado”, disse o menino, que hoje tem oito anos.

Desde que o canal foi criado pelos pais de Ryan em março de 2015, os vídeos tiveram quase 26 bilhões de visualizações e ganharam 17,3 bilhões de seguidores.

A Forbes disse que apenas US$ 1 milhão do total de US$ 22 milhões não vinha de anúncios exibidos no início dos vídeos, mas sim de posts patrocinados.

O montante gerado por posts patrocinados é pequeno se comparado ao de outros youtubers, diz a Forbes. É “resultado dos poucos acordos que a família dele aceita”, diz a revista.

Os brinquedos que aparecem no canal podem acabar nas lojas na mesma hora.

Em agosto, a rede Walmart começou a vender brinquedos e roupas da marca Ryan’s World e um vídeo que mostrava Ryan e seus pais procurando esses produtos no Walmart teve 14 milhões de visualizações em três meses.

O que Ryan ganhou com o acordo com o Walmart deve aumentar bastante os ganhos dele no ano que vem.

Como ele ainda é criança, 15% do que ele ganha vai para uma conta bancária que Ryan só poderá acessar quando for adulto.

As irmãs gêmeas de Ryan também estão na festa: elas aparecem em alguns vídeos em outros canal, Ryan’s Family Review.

Apesar de ser um dos rostos infantis mais famosos da internet, sabe-se pouco sobre a vida privada de Ryan. Nunca foram revelados seu nome completo nem onde vive.

Mas em uma entrevista que sua mãe concedeu em 2017, citada pelo jornal The Washington Post, ela conta que a ideia do canal do Youtube surgiu quando ele tinha 3 anos de idade.

“Ryan estava assistindo a uma grande quantidade de canais de resenhas de brinquedos. Alguns de seus favoritos são EvanTubeHD e Hulyan Maya, porque costumavam fazer um monte de vídeos sobre Thomas the Tank Engine (um trem de brinquedo), e Ryan era fã de Thomas”, disse sua mãe ao site Tubefilter, no ano passado.

“Um dia ele me perguntou: ‘Como é que eu não estou no Youtube como todas as outras crianças?’. Foi assim que dissemos: ‘sim, podemos fazer isso’. Então o levamos à loja para comprar seu primeiro brinquedo. Acho que foi um trem de Lego. E tudo começou a partir daí”, explica a mulher, que prefere manter o anonimato.

O canal aberto em março de 2015 teve seu grande lançamento com um vídeo em que Ryan abriu mais de 100 brinquedos escondidos em ovos-surpresa de plástico. O vídeo teve mais de 800 milhões de visualizações.

Um vídeo chamado “Top 10 experiências científicas que você pode fazer em casa com as crianças”, que estrelava os três, teve mais de 26 milhões de visualizações.

Ranking 2018

Daniel Middleton, o jogador de Minecraft que ficou no topo do ranking em 2017 com US$ 16,5 milhões, caiu para o quarto lugar.

Jake Paul subiu seis posições e ficou em segundo. Seu irmão Logan Paul caiu para o décimo lugar, com US$ 14,5 milhões – ainda assim, US$ 3 milhões acima do que ganhou em 2017.

Logan Paul pediu desculpas em janeiro depois que mostrou o corpo de uma suposta vítima de suicídio no Japão em um de seus vídeos.

Após a polêmica, o Google, que é dono do YouTube, tirou o canal dele do Google Preferred, programa onde as marcas vendem anúncios nos maiores canais.

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Fonte: G1
Anunciante

FRANÇA

Ataque em Marselha faz vários feridos; suspeito foi baleado e morreu

O alerta foi dado às 16h45 locais (13h45 no horário de Brasília)
Fabricio Oliveira

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Um ataque com uma arma branca fez vários feridos nesta terça-feira (19) em Marselha, França, adianta o La Provence. A polícia disparou contra o autor do ataque e o feriu com gravidade. De acordo com a BFMTV, o suspeito, que ainda não foi identificado, não resistiu aos ferimentos e morreu.

As autoridades estão pedindo às pessoas para evitarem a área de Canebière, na zona histórica de Marselha.

O alerta foi dado às 16h45 locais (13h45 no horário de Brasília). A France 3 reporta que quando a polícia chegou ao local o suspeito estava com uma arma branca, o que levou as autoridades a abrirem fogo.

As vítimas já estão a ser socorridas pelos bombeiros. A motivação do ataque é desconhecida. O Ministério Público de Marselha já abriu uma investigação a este ataque.

Este vídeo do Le Figaro mostra o aparato no local. Nas imagens, é possível ver vários veículos da polícia e dos bombeiros. A rua já se encontra cortada.

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Vida

Mãe de 25 anos dá à luz a sete gêmeos de parto normal

Alex Mesmer

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Uma mulher iraquiana de 25 anos deu à luz a sete bebês em um parto normal.

O parto de sétuplos ocorreu na província de Diyali, a leste do Iraque, e será um caso inédito no país, de acordo com o tablóide Mirror. O caso ganhou notoriedade e foi noticiado a nível nacional.

Segundo os meios locais, muitos moradores da cidade levarem presentes para o casal e querem ajudar a família, que já tinha três filhos.

Um porta-voz do ministério da Saúde local, Firas Al-Izzawi, indicou através de comunicado que a mãe, cuja identidade não foi revelada, está bem de saúde e se recuperando com normalidade.

Os sete recém-nascidos, seis meninas e um menino, foram examinados e também se encontram bem, tendo sido divulgadas algumas imagens.

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HORROR

Haiti volta a mergulhar em onda de protestos violentos e crise política

Grupos armados bloqueiam estradas e ruas com entulho e pneus, impedindo a distribuição de alimentos, combustível, água potável e medicamentos, gerando escassez de produtos básicos em várias cidades
Fabricio Oliveira

Publicado

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Reuters

Dezesseis meses após o fim da missão de paz da ONU cujo comando militar era do Brasil, o Haiti está novamente mergulhado em uma forte onda de violência política -o mesmo motivo que desencadeou a intervenção dos capacetes azuis, em 2004.

Nos últimos dez dias, dezenas de milhares têm saído às ruas em várias partes do país exigindo a renúncia do presidente Jovenel Moise. Relatos da imprensa local têm registrado diversos mortos e feridos, mas não há um número oficial. Segundo a agência de notícias France Presse, ao menos sete pessoas morreram desde o início das manifestações.

Grupos armados bloqueiam estradas e ruas com entulho e pneus, impedindo a distribuição de alimentos, combustível, água potável e medicamentos, gerando escassez de produtos básicos em várias cidades.

Na quinta-feira (14), a embaixada do Brasil em Porto Príncipe publicou uma nota em sua página na internet aconselhando a não viajar ao Haiti. Aos brasileiros no país, a representação orientou a estocagem de alimentos e água por ao menos uma semana e a não sair de casa.

“Caso o brasileiro não esteja seguro de que é possível garantir quaisquer das condições, acima, recomenda-se sair do país tão logo possível”, afirma o comunicado.

Os protestos decorrem das crescentes dificuldades econômicas do país. As manifestações têm relacionado a estagnação ao desvio de fundos ligados ao PetroCaribe, acordo da Venezuela com governos da região para a venda de petróleo a preços subsidiados.

Uma investigação do Senado realizada no ano passado acusou ex-funcionários do governo e empresários de desviar cerca de US$ 2 bilhões (R$ 7,4 bilhões) de ajuda de Caracas.Além de grupos armados com conexões político-partidárias, os protestos em favor da renúncia do presidente têm o apoio de líderes oposicionistas, estudantes e outros segmentos sociais.

No poder desde 2017, Moise quebrou o silêncio na última quinta-feira, quando os protestos completaram uma semana. Em tom desafiador, disse, em pronunciamento à TV, que não entregará o país para “gangues armadas e traficantes de drogas”. Ele também acusou ex-aliados de se unirem a “líderes de quadrilhas procurados pela lei”.

Por outro lado, em aceno às dezenas de milhares de manifestantes, disse que escutuou “a voz do povo”. “Conheço os problemas que os atormentam. É por isso que o governo tem adotado medidas [contra a miséria].”

No sábado (16), o primeiro-ministro do Haiti, Jean-Henry Ceant, anunciou medidas para equilibrar as contas do governo, como cortes no custeio dos ministérios e “em privilégios desnecessários de funcionários do Estado”.

Esta é a terceira e mais longa onda de protestos contra Moise nos últimos meses. Em julho, um aumento no preço da gasolina gerou saques e bloqueios de rua. Em novembro, o motivo principal das manifestações foi o escândalo da PetroCaribe.

País mais pobre do hemisfério ocidental, o Haiti sofre com a economia estagnada, déficit público e inflação anual de 15%, pressionada pela forte valorização do dólar, com impacto imediato nos preços dos alimentos, boa parte importada.

Representante da ONG Viva Rio no Haiti, o antropólogo carioca Pedro Braum afirma que os protestos guardam algumas semelhanças com a crise de 2004, que levou à queda do então presidente Jean-Bertrand Aristide, principalmente o protagonismo dos grupos armados com ramificações políticas, conhecidos como “bases”.

Braum, que coordena um projeto de polícia comunitária, explica que as bases não são os únicos atores dos protestos, mas que eles têm papel importante por controlar grande parte de Porto Príncipe.”Eles são responsáveis por cuidar dos bairros, têm contatos com políticos eleitos, e alguns fazem discurso de transformação social. Por outro lado, em época de campanha, os políticos tentam estabelecer diálogo com esses grupos para ter acesso aos bairros, apoio e, se o país estiver violento, tentar apaziguar os ânimos.”

No entanto, há diferenças importantes com a crise que levou à criação da Minustah (missão da ONU), avalia Braum: 1) não há enfrentamento aberto entre as bases e a polícia; 2) ausência, nos protestos, de grupos paramilitares pró-governo; 3) mais popular em sua época, Aristide polarizava mais o país do que o desgastado Moise.

MISSÃO BRASILEIRA

Moradora de Les Cayes (154 km a oeste de Porto Príncipe), a irmã gaúcha Santina Perin, 78, e outras duas religiosas brasileiras do Imaculado Coração de Maria ficaram oito dias em casa. No sábado (16), com o arrefecimento dos protestos pelo país, foi possível ir ao mercado para comprar comida.

“O povo está muito desgostoso, revoltado. A comida está muito cara, e a polícia não consegue dominar nem dialogar,” diz Perin, que morou no país por 22 anos e voltou na semana passada para uma curta temporada.

A religiosa diz que a missão, no país desde 1987, só não ficou sem comida porque a casa tem horta e criação de galinhas. As irmãs, porém, não planejam deixar o país. “É a hora em que o povo mais precisa de coragem e esperança.” Com informações da Folhapress.

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Acusada de Blasfêmia

A paquistanesa cristã que passou 9 anos na prisão por causa de um gole d’água

Alex Mesmer

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Asia Bibi deixou a casa que dividia com o marido e os filhos e foi trabalhar em uma fazenda na aldeia de Ittanwala, a cerca de 60 km de Lahore, cidade importante do Paquistão. O local onde trabalhava é cercado de campos verdes e árvores frutíferas.

Asia trabalhou como agricultora como muitas mulheres da aldeia. Era um dia de junho de 2009 e os trabalhadores, exaustos após horas colhendo frutas sob o sol escaldante, pararam para descansar. Alguém pediu para que Asia fosse pegar um pouco de água em um poço próximo.

Ela saiu de jarro na mão e, quando voltou, bebeu um pouco de água antes de servir seus colegas muçulmanos. Eles ficaram furiosos.

Asia é cristã, e no Paquistão muitos muçulmanos conservadores não gostam de comer ou beber junto de pessoas de outras religiões. Para eles, quem não acredita em Alá é impuro.

Os colegas de Asia disseram que ela era “suja” e não era digna de beber no mesmo copo que eles. Houve discussão, e termos fortes foram ditos por ambos os lados.

Cinco dias depois, a polícia invadiu a casa de Asia e a acusou de insultar o profeta Maomé, principal símbolo do Islã, acusação feita também por um clérigo da aldeia.

Reunida em frente à residência de Asia, uma pequena multidão começou a agredi-la na frente da polícia, e ela acabou presa sob a acusação de blasfêmia. Durante o julgamento, em 2010, ela se disse inocente, mas acabou sentenciada à morte. Asia passou os últimos nove anos de sua vida em confinamento solitário.

No Paquistão, a punição por blasfêmia contra o Islã e seu profeta pode ser a prisão perpétua ou a morte. Mas muitas vezes essas acusações são utilizadas como forma de vingança por conflitos pessoais. Acusados de blasfêmia, juntamente com as famílias, sofrem represálias e ataques mesmo antes de irem a julgamento.

‘Agonia infinita’
Desde a prisão dela a família de Asia vive escondida e fugindo.

“Se um parente querido está morto, o coração consegue se curar depois de algum tempo. Mas quando uma mãe está viva, e ela se separa de seus filhos… A maneira como a Asia foi tirada de nós, a agonia é infinita”, explicou Ashiq, marido de Asia, à BBC News.

Contra as expectativas de milhares de muçulmanos conservadores, a Suprema Corte do país revogou sentença anterior por falta de provas e permitiu que Asia Bibi fosse libertada, em outubro do ano passado. Asia foi libertada da prisão, mas foi levada sob custódia protetiva. Ainda demorou três meses para ela ser finalmente posta em liberdade.

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