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ELEIÇÕES

Democratas conquistam Câmara e republicanos ampliam maioria no Senado dos EUA

Democratas também terão mais governadores do que atualmente. Republicanos obtiveram vitórias em três estados antes nas mãos dos adversários e ganharam folga em sua liderança no Senado.

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Trump participa de comício em Cape Girardeau, Missouri, nesta segunda — Foto: AP/Jeff Roberson

O Partido Democrata conquistou a maioria da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos pela primeira vez em oito anos. O resultado das eleições legislativas significa uma derrota parcial para o presidente Donald Trump já que o seu partido, o Republicano, ampliou sua vantagem no Senado.

As “midterms” (eleições de meio de mandato) desta terça (6) definiram uma nova Câmara e renovaram um terço do Senado, além de mais de 75% dos governos estaduais. Veja os destaques:

  • Câmara: até o momento, democratas elegeram 219 deputados e republicanos, 193.
  • Senado: democratas conseguiram 45 vagas e republicanos, 51 vagas.
  • Estados: serão ao menos 25 governadores republicanos e 22 democratas (três estados ainda não divulgaram resultados). O partido Democrata ganhou em locais onde Trump foi vitorioso em 2016, como o Kansas, Nevada e Michigan.
  • Análise: opositores de Trump avançaram nas urnas, mas as vitórias foram menores e mais apertadas do que se previa.

Câmara

Todas as 435 cadeiras da Câmara estavam em disputa, e um partido precisava de 218 eleitos para garantir a maioria. Para os democratas, isso significava ter que “roubar” 24 postos de seus adversários, o que eles conseguiram. No momento em que os democratas conseguiram 219, o partido de Trump somava 193 deputados eleitos.
Com o domínio democrata na Câmara, os opositores do presidente também passarão a ocupar mais cargos nas comissões internas e prometem ampliar as investigações sobre seu governo.

No Twitter, antes mesmo da apuração oficial indicar que integrantes do partido de Barack Obama comandariam a Câmara dos Representantes, Trump minimizou o revés:

Foi um tremendo sucesso esta noite. Obrigado a todos!
— Donald Trump

Para o colunista do G1 Helio Gurovitz, a comemoração faz sentido: “O placar foi mais apertado do que os democratas gostariam”, avaliou. “Apesar de não ter protagonizado o tsunami que desejava, a oposição sairá com um saldo positivo em torno de 34 cadeiras, algo como 229 dos 435 votos. É o suficiente para rejeitar qualquer iniciativa legislativa do Executivo e até para denunciar o presidente num processo de impeachment (nos Estados Unidos, a denúncia exige maioria simples na Câmara; a condenação, dois terços no Senado).”

Segundo o chefe de gabinete da líder democrata Nancy Pelosi, o presidente Donald Trump telefonou para ela para cumprimentá-la pela vitória democrata na Câmara. Ele a agradeceu pelo chamado ao bipartidarismo que ela fez em seu discurso, disse Drew Hammil no Twitter.

Ao falar a eleitores e membros do Partido Democrata em Washington, Pelosi foi recebida aos gritos de “presidente, presidente”, em uma indicação de seu favoritismo a ocupar a posição de presidente da Câmara. “Graças a vocês ganhamos terreno. Graças a vocês, amanhã será um novo dia na América”, disse ela em seu discurso.

Senado

Das 33 cadeiras disputadas no Senado (outras duas eram alvo de uma eleição especial), os democratas precisavam manter as 22 que já mantinham, além das duas dos independentes que os acompanham nas votações, e ainda somar mais duas. Mas, pelo contrário, acabaram perdendo três, nos estados de Indiana, Dakota do Norte e Missouri.

Com isso, a maioria republicana, antes de 50 a 49, se tornou mais folgada, com pelo menos 51 a 45, ainda faltando cinco estados concluírem sua apuração.

‘Referendo’ de Trump

Para o presidente Donald Trump, a votação serviu como um termômetro para avaliar a reação do eleitorado aos seus dois primeiros anos de governo. No último discurso da campanha, em Missouri, o presidente chegou a afirmar: “De certo modo, eu estou na cédula de voto”. Em geral, o partido do presidente costuma perder assentos nas “midterms”.

Trump se envolveu diretamente na campanha e participou de 11 comícios em oito estados, subindo inclusive no palanque de seu ex-adversário e grande desafeto Ted Cruz, candidato à reeleição no Texas.

Nos comícios, Trump usou de sua experiência como apresentador de televisão para cativar o público e se colocar no centro do debate. Em seus discursos, o presidente colocava os eleitores diante da escolha entre a sua gestão, que expandiu a economia e reduziu o desemprego a 3,7%, e as posturas dos democratas, os quais chama de “extremistas de esquerda”.

Trump também usou, ao longo da campanha, o tema da imigração para criticar fortemente os opositores e tentar obter votos para os republicanos. Ele acusava a oposição de ter criado e aprovado leis que permitem a entrada e estada no país de imigrantes ilegais. Chegou a prometer revogar o direito à cidadania para quem nasce nos Estados Unidos – o que ele não tem poder para realizar –, além de adotar discurso duro em relação às caravanas de imigrantes que se dirigem ao país.

Para parte dos eleitores, Trump não era um fator decisivo para sua ida às urnas. Em uma pesquisa de boca de urna divulgada pela CNN na noite da eleição, 39% dos eleitores queriam expressar sua oposição ao presidente, enquanto 26% disseram que queriam mostrar apoio a ele. 33% não levaram Trump em conta ao votar.

Obama

Os democratas, por sua vez, contaram com o apoio de celebridades e do ex-presidente Barack Obama, que subiu ao palanque de alguns candidatos para combater o que chamou de “um discurso que tenta gerar o medo”.

“As consequências da abstenção são profundas, já que os Estados Unidos se encontram em uma encruzilhada”, assinalou naquele dia. “Os valores do nosso país estão em jogo”.

Entre os eleitores jovens, um grande impulso veio da cantora Taylor Swift, que pela primeira vez se manifestou publicamente sobre política, anunciando que iria votar nos democratas Phil Bredesen para o Senado e Jim Cooper para a Câmara dos Deputados por seu estado, o Tennessee.

De acordo com o site vote.org, após a declaração da cantora, em apenas dois dias foram relatados 240 mil registros de novos eleitores, sendo 102 mil deles de pessoas entre 18 a 29 anos. Em comparação, o site teve 57 mil registros novos em todo o mês de agosto e 190 mil em setembro.

Primeiras vezes e outros destaques

  • A democrata Alexandria Ocasio-Cortez, de Nova York, se tornou a mulher mais jovem a ser eleita para a Câmara, aos 29 anos.
  • As democratas Ilhan Omar, de Minnesota, e Rashid Tlaib, de Michigan, se tornaram as primeiras mulheres muçulmanas eleitas para a Câmara.
  • As democratas Deb Haaland, do Novo México, e Sharice Davids, de Kansas, são as primeiras mulheres de origem indígena a se elegerem para a Câmara.
  • Em Mississippi, nenhum candidato obteve 50% dos votos na eleição especial para a segunda vaga do Senado, e uma nova votação será realizada em 27 de novembro.
  • Bernie Sanders, ex-pré-candidato à presidência, conquistou com facilidade seu terceiro mandato como senador por Vermont.
  • O republicano Ted Cruz, ex-pré-candidato à presidência, manteve sua vaga no Senado em uma das mais acirradas disputas deste ano, ao vencer Beto O’Rourke.
  • Greg Pence, irmão mais velho do vice-presidente Mike Pence, foi eleito para a Câmara por Indiana.
  • Jared Polis, do Partido Democrata, se tornou o primeiro governador abertamente gay dos EUA ao vencer a disputa em Colorado.

Governadores

Dos 50 estados, 36 tiveram eleições para governador. O Partido Democrata ganhou em 15 estados enquanto o Partido Republicano venceu em 18. Três estados — Georgia, Alaska e Connecticut — aguardam a contagem final dos votos.

Com “midterms” também proporcionaram um avanço democrata na representação dos governos estaduais. O partido conquistou 7 estados que estavam na mão dos republicanos: Nevada, Novo México, Kansas, Illinois, Wisconsin, Michigan e Maine.

Agora, serão ao menos 25 governadores republicanos contra 22 democratas.

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G1

ARIZONA

Acidente de trânsito cria ‘rio’ de chocolate em rodovia dos EUA

Ninguém ficou ferido e limpeza das vias demorou cerca de quatro horas

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Um caminhão que transportava mais de 13 mil litros de chocolate líquido saiu da rodovia, no Arizona, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (14), e deixou tudo à sua volta bastante doce.

Mas não só: o acidente acabou bloqeuando várias vias. Não houve registro de feridos.

“Há um rio de chocolate inundando as vias da I-40 na milha 211”, informou no Twitter o Departamento de Segurança Pública do Arizona. “Vai ser uma limpeza doce”, acrescentaram.

O transtorno foi solucionado após cerca de quatro horas. “Uma pastilha que unia o caminhão à carroceria soltou-se e fez com que o tanque virasse”, esclareceu a empresa de transportes responsável pelo veículo, citada pela CNN.

Foi necessário retirar todo o chocolate para que o tanque pudesse ser levantado e transportado pelo reboque.

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Roma

Veja o vídeo da chegada de Cesare Battisti a Itália

Condenado por assassinatos, ex-ativista foi preso na Bolívia e levado direto para o país de origem

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Um vídeo divulgado pela polícia italiana no Twitter mostra a chegada do terrorista Cesare Battisti, condenado por assassinatos na Itália na década de 1970, ao Aeroporto de Ciampino, em Roma, na manhã desta segunda-feira (14/1). Battisti foi preso na Bolívia e extraditado na tarde de domingo.

As imagens mostram o italiano descendo do avião e sendo conduzido por diversos policiais italianos. Nos comentários, cidadãos agradeceram a ação da polícia. “É nosso capturado”, disse um deles.

Tranquilidade

Battisti foi preso nas ruas de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, por agentes bolivianos em parceria com italianos. Segundo um vídeo feito no momento da prisão, o fugitivo usava barba, óculos de sol, jeans e camiseta azul. Não mostrou resistência, não apresentou documentos e respondeu a algumas perguntas em português.

Condenado à prisão perpétua na Itália, Battisti foi sentenciado pelo assassinato de quatro pessoas na década de 1970, quando integrava o grupo Proletários Armados pelo Comunismo, um braço das Brigadas Vermelhas. Ele se diz inocente. Para as autoridades brasileiras, o italiano é considerado um terrorista.

No Brasil desde 2004, Cesare Battisti foi preso três anos depois. O governo da Itália pediu sua extradição, aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, no último dia de seu mandato, em dezembro de 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que o italiano poderia ficar no Brasil.

O presidente Jair Bolsonaro elogiou a operação que levou o italiano de volta ao seu país e conversou pelo telefone com o primeiro-ministro da Itália, que agradeceu a colaboração do governo brasileiro. Nos últimos dias da gestão Michel Temer, houve a decisão do STF de extraditar o terrorista. Após dias de buscas, a Polícia Federal divulgou 20 simulações sobre a possível aparência do italiano.

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ITÁLIA

Battisti chega a Roma e é conduzido para prisão

Condenado por quatro assassinatos, ele foi preso na Bolívia e levado direto para a Itália, seu país de origem

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Preso na noite de sábado da Bolívia o terrorista Cesare Battisti, condenado por assassinatos na Itália na década de 1970, desembarcou por volta das 8h40 (horário de Brasília) em Roma. O avião do governo italiano pousou no Aeroporto de Ciampino, em seguida policiais italianos entraram na aeronave com o objetivo de conduzi-lo diretamente à prisão.

Tranquilidade

Battisti foi capturado no sábado (12) nas ruas de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, por agentes bolivianos em parceria com italianos. Segundo um vídeo feito no momento da prisão, o fugitivo usava barba, óculos de sol, jeans e camiseta azul. Não mostrou resistência, não apresentou documentos e respondeu a algumas perguntas em português.

Condenado à prisão perpétua na Itália, Battisti foi sentenciado pelo assassinato de quatro pessoas na década de 1970, quando integrava o grupo Proletários Armados pelo Comunismo, um braço das Brigadas Vermelhas. Ele se diz inocente. Para as autoridades brasileiras, o italiano é considerado terrorista.

No Brasil desde 2004, Cesare Battisti foi preso três anos depois. O governo da Itália pediu sua extradição, aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, no último dia de seu mandato, em dezembro de 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que o italiano deveria ficar no Brasil – e o ato foi confirmado pela Suprema Corte.

O presidente Jair Bolsonaro elogiou a operação e conversou por telefone com o primeiro-ministro da Itália, que agradeceu a colaboração do governo brasileiro. Nos últimos dias da gestão Michel Temer, houve a decisão do STF de extraditar o terrorista. Após dias de buscas, a Polícia Federal divulgou 20 simulações sobre a possível aparência do italiano.

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eleições

Democrata Julián Castro anuncia candidatura à presidência dos EUA

Ex-prefeito de San Antonio, no Texas, e ex-secretário de Urbanismo do governo de Obama, Castro competirá nas primárias

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O ex-prefeito de San Antonio, Julián Castro, que integrou a administração do democrata Barack Obama, anunciou neste sábado (12), no Texas, sua candidatura para se tornar o primeiro presidente hispânico dos Estados Unidos.

“Sou candidato à Presidência dos Estados Unidos”, declarou Castro, de 44 anos, perante centenas de simpatizantes concentrados em San Antonio, a sua cidade de origem.

O anúncio da candidatura, com o slogan ‘Uma nação, um destino’, ocorre numa altura em que o atual Presidente dos Estados Unidos faz da imigração um tema quente, com parte da administração federal paralisada (em ‘shutdown’) enquanto Donald Trump exige do Congresso 5,7 mil milhões de dólares para construir um muro na fronteira com o México.

Neto de uma imigrante mexicana, Castro abordou o assunto afirmando: “Dizemos não à construção do muro e sim à construção de comunidades”.

Outras figuras de maior peso podem também lançar-se nesta corrida eleitoral como é o caso dos senadores Elizabeth Warren, Bernie Sanders e Kamala Harris, do antigo vice-presidente Joe Biden ou do milionário Michael Bloomberg.

Na sexta-feira, a democrata Tulsi Gabbard, de 37 anos, eleita pelo Hawai para a Câmara dos Representantes, também anunciou que está na corrida.

Julian Castro tornou-se o terceiro candidato presidencial latino de maior envergadura em quatro anos, depois dos senadores republicanos Ted Cruz e Marco Rubio, que disputaram a nomeação republicana com Trump em 2016.

Castro alcançou maior notoriedade nacional em 2012, quando discursou na convenção nacional democrata e quatro anos mais tarde chegou a ser um dos nomes apontados como prováveis candidatos à vice-presidência ao lado de Hillary Clinton.

Muito crítico de Trump, Castro afirmou que hoje provavelmente não estaria no México se a atual política migratória estivesse em vigor quando a avó atravessou, ainda criança, a fronteira com o México, em 1922. Com informações da Lusa.

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