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Empresária é agredida após ser confundida com travesti

Caso aconteceu na manhã de sexta-feira (12), na saída de uma festa em Manaus. Vídeo que circula em redes sociais mostra briga.

Sandy Salum, de 36 anos, é uma empresária amazonense que trabalha como chef de cozinha. Na última sexta-feira (12) ela foi agredida por um homem, por volta das 6h, na saída de uma festa. Segundo relato, a discussão entre os dois iniciou após assédio a uma amiga de Sandy. Ao se manifestar contra a atitude do rapaz, a empresária foi chamada de travesti e “escória da humanidade”. Os dois, então, entraram em uma luta corporal. (Veja o vídeo abaixo).

“Esse indivíduo passou e puxou o cabelo dela. Ela disse ‘ai, me deixa’. Eu disse, ‘ei, deixa ela’. Só que, pelo fato de eu ter a voz grossa, ele já falou ‘o que que é, sua travesti? sua escória da humanidade, puta’. Ele veio pra cima e me empurrou. Ele saiu correndo a ladeira e entrou no taxi. Eu fui atrás dele, entrei no taxi e falei ‘agora tu me chama de travesti de novo. Você vai aprender a me respeitar”, conta Sandy.

Em vídeo que circula pelas redes sociais é possível ver o que já é o desfecho da agressão. Sandy se posiciona frente ao carro e o confronta. O homem sai do carro e vai para cima. Demora para que pessoas separem a briga, enquanto uma voz de fundo narra as agressões avisando “É marido e mulher”.

“É inadmissível. Só me ajudaram depois, porque baixou o sangue e eu comecei a chorar. Ele me chamou de escória da humanidade, de puta. Eu sou mulher, eu sou mãe de dois filhos adolescentes. Eu mereço respeito. Ele não tinha direito de tocar em mim. Foi quando os homens realmente ficaram indginados e saíram empurrando ele”, relata.

A empresária Sandy Salum, uma das participantes do “Peladão a Bordo – O Reality” de 2017, da TV A Crítica, foi agredida verbal e fisicamente por volta de 6h30, desta sexta-feira (12), quando saia de um show realizado na Zona Oeste de Manaus. De acordo com ela, o ataque estaria ligado à intolerância, já que o rapaz que praticou a agressão a confundiu com uma travesti. Ela afirmou que vai registrar um Boletim de Ocorrência neste sábado.Segundo a empresária, ela estava saindo da festa, acompanhada pela amiga Patrícia Magno, outra participante do “Peladão a Bordo – O Reality”, quando um rapaz passou por elas e mexeu com as duas. Ambas falaram para ele sair fora e foi quando a agressão começou. “Ele disse pra mim: sai daqui travesti do cara***, escória da humanidade, sua puta e me empurrou”, contou.Depois de tê-la empurrado, conforme Sandy, o rapaz correu e entrou num táxi. Na mesma hora ela correu atrás dele, tirou ele de dentro do táxi e começou a bater nele. A empresária disse que reagiu desta forma porque é a segunda vez que um caso como este acontece com ela. “Ele ficou gritando na frente de todo mundo. Uma coisa dessas não pode ficar impune, mesmo eu sendo uma mulher ou uma travesti. E se eu fosse uma travesti? Ninguém tem o direito de encostar em ninguém só porque este é diferente”, afirmou.Ainda conforme Sandy, vários homens a defenderam depois que a confusão começou. Mas ela acredita que se realmente fosse uma travesti ninguém teria feito isso. “Com certeza não fariam nada, ficariam rindo da situação. Isso me abalou muito. Tenho muitos amigos gays e travestis, se isso acontece comigo, que sou mulher e mãe, imagina com eles? Deve ser pior. O joelho ralado não é nada, mas estou perplexa com o nível que o ser humano chega, de repente e do nada”, disse, ressaltando que não admite desrespeito. “Intolerância nunca, jamais”, concluiu.

Posted by Messias Oliveira on Friday, October 12, 2018

A empresária, que é ex-rainha de bateria de uma renomada escola no Amazonas, abriu um Boletim de Ocorrência e fez exame de corpo e delito. O caso foi registrado no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

“A gente não pode deixar essas atitudes impunes. Nós temos que denunciar e continuar, porque, independente de qualquer coisa, se for parente de político, se for uma pessoa poderosa, se você for gay, trans, mulher, negra, lésbica, não importa. Você é ser humano e você tem os seus direitos como cidadão de bem. E eu vou lutar. Eu sou mãe, eu sou mulher, eu sou negra, eu sofri preconceito desde criança e nem por isso eu vou me fazer de vítima. Eu vou atrás dos meus direitos na Justiça”.

Vocês querem saber o que é intolerância? Pois eu vou mostrar pra vocês!

Posted by Sandy Morais Salum on Friday, October 12, 2018

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