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Deputado eleito pelo NOVO denuncia articulações para reajuste de parlamentares em 16% em 2019

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“Os caras esperam a eleição passar e aí metem a mão no dinheiro dos nossos impostos”, disse


Um dos oito deputados federais do NOVO eleito neste pleito de 2018, Vinicius Poit publicou vídeo em suas redes sociais nesta segunda-feira (08) denunciando articulações para reajuste de salários de parlamentares em 16% em 2019. “Na apuração, conforme os números foram sendo divulgados, recebi algumas ligações de gente dos bastidores da política. Eles me parabenizaram duas vezes. Pelo resultado das eleições e pelo aumento de salário que já receberia no primeiro mês de mandato”, contou o deputado eleito.

Poit, portanto, elaborou um abaixo-assinado contra o aumento e disse que irá pessoalmente a Brasília entregar o documento quando completarem 100 mil assinaturas.

“Os caras esperam a eleição passar e aí metem a mão no dinheiro dos nossos impostos”, disse. Poit citou ainda os aumentos salarias após as eleições de 2010 e 2014: 61,7% e 26,2%, respectivamente.

Ele prometeu ainda que, se o aumento passar, não vai aceitar o aumento de seu salário e disse ainda que economizará 50% da cota parlamentar e contratará menos da metade dos assessores a que o gabinete tenha direito.

O NOVO elegeu oito deputados federais e 12 deputados estaduais em 5 estados. Além disso, possui governador no 2º turno.

Confira abaixo o vídeo divulgado pelo deputado eleito:

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Fonte: JOVEM PAN
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Demonstração de fé

Marcha para Jesus 2019 reúne milhares de fiéis em São Paulo

Governador João Doria participa da Marcha; presidente Jair Bolsonaro deve participar à tarde.

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A 27ª edição da Marcha para Jesus, evento gospel liderado pela Igreja Renascer em Cristo, reúne milhares de pessoas nesta quinta-feira (20) em São Paulo. O evento combina caminhada, shows e apresentações de pastores evangélicos. Os organizadores esperam 2 milhões de pessoas.

De acordo com os organizadores, a marcha também contará com a presença do presidente Jair Bolsonaro. O governador João Doria (PSDB) subiu ao palco de um dos trios elétricos ao lado da mulher, Bia Doria, por volta de 12h.

Ao lado do pastor Estevam Hernandes e Sônia Hernandes, da Igreja Renascer, uma das organizadoras da Marcha, Doria discursou para milhares de fiéis que participam do evento religioso.

“Este é o caminho da paz, essa é a marcha da paz, da harmonia, daqueles que amam São Paulo, o Brasil, amam sua família”, disse Doria.

A caminhada começou primeiro com as crianças, a Marcha Kids, às 9h30. Às 10h, os fiéis iniciaram a Marcha saindo da região da Luz, no Centro, com destino à Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira (FEB), perto do Campo de Marte, na Zona Norte.

Durante a longa caminhada os fiéis acompanham trios elétricos com pastores e bandas gospel. Ao longo percurso não faltam vencedores ambulantes: um dos itens mais populares era a bandeira de Israel, usada por alguns fiéis como manto.

Mais de 28 atrações

Estão previstos shows de mais de 28 artistas, entre pastores evangélicos e cantores gospel. As apresentações acontecerão em um palco montado no final do percurso. A presença do presidente Jair Bolsonaro está prevista para às 15h. Será a primeira vez que um presidente da República participa da marcha.

A Marcha Para Jesus é um evento liderado pela Igreja Renascer em Cristo, presidida pelo apóstolo Estevam Hernandes. Além da Renascer, participam pastores e fiéis de outras igrejas populares, como a Assembleia de Deus e a Universal do Reino de

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Discussão

Senado derruba decreto de armas de Bolsonaro

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Plenário do Senado durante discussão do tema (Marcos Oliveira/Agência Senado)

Por 47 votos a 28, o plenário do Senado aprovou nesta terça-feira, 18, o projeto que suspende os efeitos do decreto do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que facilita o porte de armas no país.

O texto segue para análise da Câmara, conforme informa os sites MSN e Veja.com. O tema deverá tramitar em regime de urgência, indo direto para o plenário. Não há, porém, prazo para a votação.

Questionado sobre o que faria se fosse derrotado, Bolsonaro respondeu nesta terça: “Eu não posso fazer nada. Eu não sou ditador, sou democrata, pô”.

O decreto das armas foi editado por Bolsonaro em 7 de maio. Sob pressão do Legislativo e do Judiciário, o presidente recuou 15 dias depois e fez alterações no texto que flexibiliza as regras sobre o direito ao porte de armas e munições no país, editando um novo decreto.

A segunda versão da medida proibiu que cidadãos comuns portem armas de fogo como fuzis, espingardas e carabinas, permissão que havia sido criticada por especialistas em segurança pública.

Bolsonaro e senadores de viés armamentista fizeram pressão nas redes sociais nas últimas horas e o presidente fez reiterados apelos de viva voz.

“Não deixem esses dois decretos morrerem na Câmara ou no Senado. A nossa vida é muito importante. Vocês sabem o quanto é difícil produzir neste país e a segurança tem que estar acima de tudo”, disse o presidente a plateia formada por parlamentares e produtores agrícolas e integrantes da bancada ruralista em evento no Palácio do Planalto.

“Toda boa ditadura é precedida do desarmamento. Você vê: o povo venezuelano não tem como reagir. Se tivesse não estaria acontecendo tudo isso que está acontecendo lá”, afirmou horas depois.

A sessão no Senado teve um intenso debate entre senadores contrários e favoráveis à proposta, refletindo o clima tenso que vem desde a quarta-feira passada (12), quando a CCJ (comissão de Constituição e Justiça) da Casa rejeitou os decretos.

Filho do presidente da República, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) disse que o decreto serve para “salvar vidas”.

“Vamos falar para a mulher que está sendo estuprada que ela pode tacar um livro na cabeça do estuprador e não dar um tiro para defender sua vida e sua integridade física”, disse Flávio.

“Entendo que um pai ou esposo de uma senhora estuprada queira matar com as próprias mãos aquele que fez esse mal, mas nós, como Estado brasileiro, não podemos pretender enfrentar o crime com a mesma arma do criminoso: a violência e, eventualmente, a covardia”, rebateu Jaques Wagner (PT-BA).

Nos últimos dias, houve uma intensa campanha nas redes sociais. O próprio Bolsonaro foi à internet pedir pela manutenção de seu decreto, manifestação que não foi bem recebida por senadores contrários ao decreto que, no dia anterior, revelaram terem recebido ameaças por causa da maneira que votaram na CCJ.

A proposta foi aprovada na última quarta-feira 12, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, em conjunto com outras seis iniciativas legislativas.

Naquela ocasião, os senadores rejeitaram o relatório do senador Marcos do Val (Cidadania-ES), que recomendava a derrubada dos sete projetos.

Segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), foi feito um acordo com as lideranças para que a proposta de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) fosse analisada ainda nesta semana.

O relatório favorável ao decreto presidencial teve 9 votos favoráveis e 15 contrários na CCJ. Votaram contra os parlamentares dos partidos PT, Rede, Podemos, PSDB, PSB e PDT. Já o PSL, o DEM e o PSD votaram a favor.

Conforme revelou o blog Radar, o clima em determinadas bancadas apontavam para uma nova derrota do governo Bolsonaro.

O decreto de Bolsonaro questionado pelos senadores promove várias flexibilizações para o acesso a armas. Entre elas, concede o porte a 20 categorias profissionais e amplia de 50 para 5 mil a quantidade de munições que podem ser compradas por ano.

A medida presidencial também amplia a possibilidade de importação de armas e permite que menores de 18 anos de idade, inclusive crianças, possam praticar tiro desportivo desde que autorizado pelos pais ou responsáveis legais.

A Constituição permite que o Congresso derrube um decreto presidencial que ultrapasse o poder regulamentar ou que trate de algo limitado ao Legislativo. Neste caso o projeto em discussão precisa passar pelo Senado e pela Câmara para ser aprovado.

Supremo

O decreto pró-armas de Bolsonaro também é questionado no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Dias Toffoli, presidente da corte, marcou para o dia 26 de junho o julgamento de cinco ações contra as alterações promovidas pelo governo. As ações foram movidas pelo PSB, PSOL e pela Rede Sustentabilidade.

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Entrevista

Moro diz a Ratinho que ataque hacker quer conter avanços da Lava Jato

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Foto: Reprodução/ SBT

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, avalia que o que classificou como “ataques hackers” que resultaram nos vazamentos de supostas mensagens trocadas entre ele e procuradores da Lava Jato têm como objetivo “obstaculizar os avanços da operação”.

A declaração foi feita em entrevista ao Programa do Ratinho, do SBT, que foi ao ar na noite desta terça-feira (18).

Na mesma noite, uma nova conversa publicada pelo site The Intercept mostra que Sergio Moro questionou uma investigação feita contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). A gravação do programa, no entanto, foi anterior à divulgação da informação.

Moro, chamado de “único herói brasileiro” pelo apresentador, reforçou que a movimentação estaria sendo feita por um grupo criminoso organizado, com “um objetivo grave”.

“A gente não está falando de um adolescente na frente do computador querendo fazer estripulias”, descreveu o ministro.

O ex-juiz descartou que o vazamento de mensagens tenha sido feito de forma lícita e disse que “viu” as tentativas de invasão no seu celular. Ainda assim, Moro não confirma a veracidade do conteúdo.

“Eu vi meu telefone. Eu vi a tentativa de ele ser atacado. Vi o meu número me ligando três vezes”, descreveu.

Perguntado por Ratinho sobre uma passeata de apoiadores programada para o dia 30 de junho, Moro afirmou que as pessoas percebem a existência de um movimento que quer “a volta da impunidade”.

“Se nós olharmos aos últimos cinco anos, houve uma mudança. Pessoas que a gente nunca imaginou que responderam a processos, que seriam condenados. As pessoas percebem, muitas vezes, que isso gera uma reação. As pessoas percebem isso e querem manifestar o seu apoio”, explicou.

Ao fim da entrevista, o ministro se comprometeu com o combate à criminalidade no país e fez referência aos episódios de vazamentos de conversas. “Vamos continuar trabalhando mesmo quando há ações criminosas para atrapalhar”, disse.

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