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PLEITO

Em nova pesquisa, Bolsonaro aparece com 26%, seguido de Ciro e Marina

Geraldo Alckmin foi o escolhido de 8,7% dos eleitores; Fernando Haddad tem 8,3% das intenções de voto

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A revista Crusoé divulgou nesta quarta-feira (12) o resultado da pesquisa de intenção de votos para a Presidência do Brasil, realizada pelo Instituto ParanáPesquisas. Foram entrevistados 2010 eleitores de 26 Estados, mais o Distrito Federal, entre os dias 7 e 11 de setembro. Os resultados correspondem apenas ao primeiro turno das eleições.

O candidato Jair Bolsonaro aparece em primeiro lugar, com 26,6% das intenções de voto. Em seguida, Ciro Gomes tem 11,9% e Marina Silva, 10,6%.

Geraldo Alckmin foi o escolhido de 8,7% dos eleitores; Fernando Haddad tem 8,3% das intenções de voto; Alvaro Dias tem 3,7%; João Amoedo aparece com 3,3% e Henrique Meirelles com 2,4%.

O líder em rejeição é Henrique Meirelles, com 63,9%. Depois aparecem: Fernando Haddad com 62,6%; Geraldo Alckmin com 60,3%; João Amoedo com 59,9%; Marina Silva com 54,8%; Jair Bolsonaro com 53,2%; Ciro Gomes com 52% e Alvaro Dias com 45,2%.

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Fonte: NOTÍCIAS AO MINUTO
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"não perturbe"

Anatel: clientes podem bloquear telemarketing a partir desta terça; saiba como

Lista Não Perturbe impedirá empresas de ligarem para vender serviços, como pacotes de telefonia, acesso à internet e TV paga

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Empresa de telemarketing — Foto: Algar Tech/ Divulgação

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou nesta segunda-feira (15) que a partir desta terça (16) quem não quiser mais receber ligações de telemarketing das empresas de telecomunicação poderá se cadastrar na chamada lista do “não perturbe”.

A lista nacional e única vale para clientes das empresas Algar, Claro/Net, Nextel, Oi, Sercomtel, Sky, Tim e Vivo. Ainda segundo a Anatel, o prazo para o bloqueio é de 30 dias após a solicitação do cliente.

As prestadoras que descumprirem a regra podem ser advertidas ou penalizadas com multa no valor de R$ 50 milhões.

A implementação da lista nacional de “não perturbe” regula apenas as chamadas feitas pelas empresas de telecomunicação, e não se estende a chamadas realizadas por companhias de outros setores.

O cadastro poderá ser feito no site criado pela agência (www.naomeperturbe.com.br), que entrará no ar nesta terça. Na página, o usuário terá de inserir o CPF da linha telefônica que deseja cadastrar para não receber mais ligações de telemarketing e selecionar quais das companhias quer bloquear.

De acordo com a Anatel, também será possível bloquear especificamente um serviço oferecido pelas empresas de telecomunicação: telefonia fixa, celular, internet e TV por assinatura.

Lista

A criação da lista foi uma determinação da Anatel. Segundo a agência, as empresas não poderão mais fazer ligações telefônicas com o objetivo de oferecer seus pacotes ou serviços de telecomunicações para os consumidores que registrarem seus números na lista nacional.

De acordo com a Anatel, estudos de mercado estimam que pelo menos um terço das ligações indesejadas no Brasil sejam realizadas com o objetivo de vender serviços de telecomunicações, que só podem ser prestados por empresas reguladas pela agência.

A lista de “não perturbe” deve ser única e o meio de acesso a ela, ou seja, onde o consumidor poderá registrar seu número, também deverá ser único, fácil e amplamente divulgado pelas prestadoras.

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Falta de Educação

Em crise, universidades cortam bolsas, transporte e até bandejão

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De falta de bandejão até viagens técnicas barradas. Os efeitos do bloqueio de verbas nas universidades federais, anunciado pelo Ministério da Educação (MEC), vêm sendo sentidos por aqueles que estão na ponta: os alunos.

Em meio aos cortes, as instituições têm anunciado medidas de economia, enquanto que os estudantes, para contornar os problemas, apelam para marmitas, caronas, vaquinhas e até empréstimos, destaca o jornal O Estado de S. Paulo.

Em abril, o MEC anunciou o bloqueio de verbas discricionárias das universidades. Esses recursos são usados, por exemplo, para o pagamento de terceirizados, contas de água e luz e obras. Universidades ouvidas pela reportagem relatam dificuldades para honrar os contratos de funcionários nas áreas de limpeza e segurança – e algumas preveem até a suspensão das atividades. Bolsas de intercâmbio, iniciação científica e estágio também estão ameaçadas.

Segundo especialistas, a falta de apoio a estudantes – principalmente em um contexto de inclusão de alunos mais pobres nas universidades – tem impacto no engajamento dos universitários nos estudos, reduz possibilidades de dedicação a atividades complementares e contribui para a evasão.

Na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o corte de um programa de intercâmbio surpreendeu o estudante de Economia Vicente Heinen, de 21 anos. Selecionado em primeiro lugar, ele pretendia cursar um semestre em Buenos Aires, na Argentina. “Dois dias após o resultado, recebi a notícia do cancelamento”, reclama. Em junho, a universidade anunciou a suspensão dos programas de mobilidade internacional por causa do contingenciamento.

Por decepção parecida passou a aluna de Pedagogia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Fernanda Vanzeli, de 22 anos, aprovada para viajar a Portugal, com uma bolsa de mérito de R$ 10 mil, suspensa pelo bloqueio de verbas.

Para cobrir o gasto, ela recorreu a uma vaquinha. Estudante de Engenharia Florestal da UFPR, Winicius Schaeffer, de 22 anos, também pretendia viajar: um professor havia organizado uma visita técnica a Urubici (SC) para estudos sobre infraestrutura, mas foi barrado.

“Não esperávamos que isso fosse atingir a gente dessa maneira”, diz Schaeffer. “É difícil aprender sobre florestas dentro da cidade.” No fim de maio, a UFPR anunciou restrições a viagens para cidades a mais de 300 quilômetros de distância por motivo de economia. Também resolveu suspender, neste mês, os serviços do restaurante universitário. Schaeffer apelou para as marmitas. Com R$ 400 por mês que recebe do estágio em um laboratório, almoçar na rua estava fora de cogitação.

Agravamento

As dificuldades da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) se acirraram com o contingenciamento. Três ônibus que faziam o trajeto entre as unidades de Diadema – há prédios no centro e em um bairro mais afastado – quebraram e a frota não foi recomposta. Segundo a reitoria, a licitação depende da liberação de recursos. “O fretado da universidade tem horário para ser cumprido, que vem sendo reduzido a cada dia”, diz a aluna de Licenciatura em Ciências Andressa da Paz, de 20 anos, que também vê problemas de limpeza e manutenção de laboratórios.

Para o colega de curso Miguel de Lima, de 18 anos, as dificuldades são um banho de água fria. Primeiro da família a ingressar no ensino superior, neste ano, ele se surpreendeu quando conheceu a estrutura física da universidade. “Pensei em um câmpus bonito. Foi uma quebra”, lembra. “Somos obrigados a andar a pé pela cidade e várias pessoas já foram assaltadas.”

Enquanto não tinha resposta se conseguiria uma bolsa de permanência estudantil (não há aumento nesses benefícios, enquanto que o número de alunos de baixa renda só cresce), ele chegou a “escolher os dias para faltar” e a mãe fez até empréstimo para arcar com os gastos do aluno. Segundo a reitoria, não há previsão de redução na assistência estudantil, mas os valores “são insuficientes para atendimento da demanda”.

Uma série de “nãos” também está no planejamento da Universidade Federal do ABC (UFABC), que prevê a impossibilidade de manutenção e reformas de prédios e equipamentos. A construção de novos blocos em Santo André, na Grande São Paulo, continua comprometida com o bloqueio de recursos.

Em maio, mudança na contratação de uma empresa de ônibus levou à redução no transporte do câmpus a terminais de transporte público. Também tornou mais difícil atender a todos que precisavam se deslocar entre as unidades. ” (O bloqueio) faz com que a UFABC não consiga ampliar a capacidade de transporte, em um cenário de expansão do número de alunos”, informou a universidade.

O resultado é que alunos precisam enfrentar um caminho perigoso e já organizam esquemas de caronas. “Quem chega pelo terminal (Santo André Leste) tem de passar por baixo do viaduto a pé”, diz Andressa Silva, de 22 anos, aluna de Ciência e Tecnologia na UFABC. “Decidi trancar minha matrícula para tirar carta de motorista. Me vi ameaçada de estar sujeita a assaltos”, diz ela, que escuta relatos de violência ao menos duas vezes por semana no trajeto.

Sem poda, o mato alto cria insegurança e a redução de vigias aumenta o risco de furtos na Universidade Federal de Goiás (UFG). A UFG admite atrasos no pagamento de prestadores de serviço e, para economizar, recomendou até desligar o ar-condicionado de manhã e à noite.

“É um desconforto. A sala foi adaptada, é de tapumes. Temos de ligar ventiladores, que são lentos, e deixar a janela aberta. Mas o prédio é de frente para um bosque com macacos, que querem entrar na sala”, diz Letícia Scalabrini, de 20 anos, aluna de Ciências Sociais.

Critério

Em nota, o MEC informou que o critério para o bloqueio “foi operacional, técnico e isonômico”. Segundo a pasta, o bloqueio no orçamento foi de 3,9%, de um total de R$ 149,7 bilhões para 2019. Para as universidades, foi 3,4% dos R$ 49,6 bilhões para o ano, “sem comprometer as despesas obrigatórias”.

O MEC informou que está “aberto ao diálogo com reitores”, buscando liberar recursos para questões urgentes. Disse, ainda, que o bloqueio não compromete o Programa de Assistência Estudantil.

Oportunidade perdida

“Sempre estudei em escola pública em um bairro periférico de Curitiba e nem pensava que estaria na Universidade Federal do Paraná. No terceiro ano, resolvi me inscrever no intercâmbio. Só tentei porque tinha a possibilidade de uma bolsa de R$ 10 mil”, contou Fernanda Vanzeli, aluna de Pedagogia da UFPR.

“Fiz entrevista, análise de currículo. Foram meses de espera. Recebi a resposta da bolsa em fevereiro e a carta de aceite da Universidade do Porto (em Portugal) no início do mês de julho. Minha intenção com o intercâmbio é ter a experiência de morar fora. Faço Pedagogia e quero entender como funciona o sistema educacional de lá”, disse a estudante de 22 anos.

“Quando pedi um comprovante de que havia ganhado a bolsa para dar entrada no pedido de visto, recebi um e-mail (da universidade) falando que a bolsa não seria paga (por causa do bloqueio de verbas). Senti a minha oportunidade, todo meu esforço, escorrendo pelos dedos igual água”, lamentou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Justiça do Trabalho

Caixa anuncia admissão de 174 pessoas com deficiência, mas precisa chegar a 2.500

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Dois meses depois de a Justiça do Trabalho exigir que a Caixa Econômica Federal cumprisse a Lei de Cotas e contratasse 2.500 pessoas com deficiência, o banco estatal realizou nesta segunda-feira (15) uma primeira etapa de contratação.

Foram admitidos 174 pessoas com deficiência em cinco cidades -o que seria uma primeira fase de um processo para preencher até duas mil vagas nas principais cidades do país.

Apesar de a Caixa divulgar o programa como uma iniciativa inédita, um mês antes do anúncio das contratações, o banco estatal havia recorrido da decisão judicial que a obrigava a cumprir a Lei de Cotas, segundo a Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal).

Como publicado pela Folha de S.Paulo em maio, a Justiça do Trabalho havia mandado a Caixa Econômica Federal cumprir a lei, caso contrário teria de pagar multa máxima de R$ 1 milhão por dia.

Segundo os desembargadores, o banco não estava respeitando a Lei de Cotas, criada em 1991. Empresas com mais de mil empregados devem ter 5% de pessoas com deficiência em seu quadro regular de funcionários.

Dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) mostram que a Caixa tinha 78,5 mil funcionários em fevereiro de 2019, mais recente atualização disponível. Desses, 1.371 têm alguma deficiência -equivalente a 1,75% do total.

No evento de contratação, realizado em Brasília, nesta segunda-feira, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, realizou a entrega de crachás aos funcionários portadores de deficiência que foram contratados pela Caixa.

Os funcionários contratados foram aprovados no concurso realizado em 2014, mas até o momento não tinham sido chamados.

Em seu pronunciamento, a primeira-dama disse que, apesar de uma lei de 1991 determinar que as empresas com mais de cem funcionários tenham até 5% de seu quadro de pessoal preenchido com deficientes, ainda falta uma cultura de integração.

“As empresas ainda precisam encará-los de uma forma natural. É preciso uma mudança na cultura [das empresas] para trazer naturalidade na convivência entre os trabalhadores”, disse Michelle, que foi convidada pelo presidente do banco, Pedro Guimarães, para participar do evento.

“Espero que exista esse espírito aqui, que vocês da Caixa saibam olhar além da deficiência.” Guimarães disse que pediu autorização do ministro da Economia, Paulo Guedes, para reforçar o quadro de funcionários da Caixa que teve 15 mil funcionários desligados, afetando a rede de agências.

A ideia, segundo ele, é ter até 3.500 novos funcionários nos próximos anos. Guimarães disse que, quando assumiu o posto, a Caixa possuía somente 1,6% de portadores de deficiência em seus quadros.

“Uma vergonha. Houve um concurso em 2014, veio 2015, 2016, 2017, 2018, e ninguém foi chamado.” Segundo ele, haverá um esforço não só para se chegar ao 5% exigidos pela legislação.

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