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MOVIMENTO

Fruta Imperfeita já salvou 500 toneladas de alimentos ‘feios’

De acordo com a ONU, o desperdício de alimentos é responsável por 8% das emissões de gases que causam o efeito estufa
Fabricio Oliveira

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© Reprodução


Um movimento de sustentabilidade e combate ao desperdício de alimento tem ganhado espaço no Brasil. Na prática, os idealizadoras do Fruta Imperfeita compram, de pequenos produtores, alimentos considerados fora do padrão, como maçãs pequenas em relação ao tamanho convencional, cenouras grandes demais, pepinos curvados, e os vendem em caixas retornáveis para consumidores e comerciantes.

De acordo com o fundador do movimento, Roberto Matsuda, essas frutas e legumes que fogem do padrão são rejeitados por donos de supermercados e se tornam a última escolha do consumidor.

“A questão é que o alimento pode ter uma aparência fora do padrão, mas possui o mesmo sabor, a mesma qualidade e os mesmos nutrientes. O que muitas pessoas não sabem é que 10% de toda a produção de frutas e legumes nasce fora dos padrões estéticos exigidos pelo varejo”, comenta.

O Fruta Imperfeita já salvou mais de 500 toneladas de alimentos que seriam descartados e foram para as mesas dos consumidores. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o desperdício de alimentos é responsável por 8% das emissões de gases que causam o efeito estufa e 45% de todas as frutas e hortaliças que nascem são perdidas

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Fonte: NOTÍCIAS AO MINUTO
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POLÊMICA

Eleitores de Bolsonaro pedem demissão de Eliana no SBT

Apresentadora pediu a criminalização da homofobia e acabou sendo atacada nas redes sociais
Fabricio Oliveira

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© Divulgação / SBT
© Divulgação / SBT

Eliana usou as suas redes sociais na semana passada para se manifestar a favor da criminalização da LGBTfobia, que está sendo analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A apresentadora destacou que o Brasil é “o país que mais mata LGBTs no mundo (1 a cada 19 horas)”.

Momentos depois, grupos de apoio a Bolsonaro começaram a atacar a estrela do SBT, inclusive, exigindo que Silvio Santos tire a profissional de seu canal.

“Vamos boicotar o programa da apresentadora Eliana do SBT. Ela escolheu o lado errado e está contra o presidente Bolsonaro e a favor dos artistas da Globo. Boicote total para apresentadora Eliana do SBT até o Silvio Santos tirar ela do SBT”, dizia uma publicação compartilhada em um grupo no Facebook.

Os fãs do político também estão reclamando do fato de Eliana ter recebido Pabllo Vittar em seu programa e por ter saído em defesa de Claudia Leitte em uma recente entrevista, após Silvio Santos ter feito declarações polêmicas sobre a cantora no Teleton do ano passado.

Por outro lado, milhares de internautas estão apoiando a atitude da apresentadora: “Eliana, sabemos que vão te pressionar, mas não desista! Continue pedindo a igualdade social e direitos iguais para todos”, “Muito bom ver seu posicionamento pedindo que o Estado cumpra seu papel de proteger os cidadãos” e “Maravilhosa sua atitude! Obrigado por pensar no próximo e se mostrar contra esses políticos que querem eliminar os LGBTQ+ do sistema”, foram alguns comentários.

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Blumenau

Empresário descobre que funcionário é irmão desaparecido há 31 anos

Fabricio Oliveira

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Antonio (à esquerda) e Maicon Antonio (à esquerda) e Maicon Foto: Arquivo Pessoal

As voltas da vida… Um empresário de Blumenau, no sul do país, contratou um funcionário e depois descobriu que ele era o irmão perdido há mais de 30 anos.

Antonio Nunes tem uma revenda de gás no bairro da Velha chamada Tonho Gás. Durante uma entrega ele conheceu Maicon Luciani, conferente de uma empresa cliente. Após quase uma década se encontrando regularmente, os dois viraram amigos.

No fim de 2018, Tonho abriu o Facebook e viu que Maicon estava procurando emprego. Entrou em contato e ofereceu uma vaga na empresa. O amigo virou funcionário em janeiro deste ano.

Na semana passada, Antonio precisou viajar a Araucária (PR) para buscar um funcionário. Convidou Maicon para ir junto e conhecer toda a operação do engarrafamento e carregamento de gás, como costuma fazer com os empregados novos.

Durante a viagem, Tonho reparou que Maicon tinha um cacoete parecido com o de um tio. Ele pegava no sono sem perceber. Ao ouvir a história do amigo, Maicon chegou a brincar dizendo que eles poderiam ser parentes distantes.

Na viagem de volta, na quinta-feira, 14, os dois amigos e o funcionário que estava no Paraná, Fábio Riffel, conversavam sobre o passado dos três. Tonho não havia mencionado que procurava um irmão, porém, Maicon comentou que o sobrenome de sua família biológica era Nunes.

Tonho olhou para Fábio, que já conhecia a história, e ambos chegaram à mesma conclusão. Sem perceber o que estava acontecendo, Maicon começou a contar detalhes de sua trajetória. Inclusive que a adoção havia sido intermediada por uma cabeleireira que trabalhava na antiga rodoviária.

“Nesse momento eu olhei pra ele e falei: ‘Gordo, tu és meu irmão, cara’. E ele achou que eu estava louco. Eu perguntei: ‘O nome do teu pai não era João? Tu não conheceu a cabeleireira no Cedup no dia das eleições?’ E a história fechou”, conta Tonho.

Segundo Maicon, só quando o irmão deu todos os detalhes ele acreditou na possibilidade. Porém, só compreendeu de verdade o que havia acontecido no dia seguinte.

Mais um irmão

Antonio Nunes, 35, cresceu sabendo que tinha dois irmãos mais novos perdidos em Blumenau. A mãe entregou os filhos para adoção logo após o nascimento, nos anos 1980, porque não tinha condição de criá-los. Por ser o mais velho, Antonio ficou com a avó.

Foi ela que contou a história da família a Tonho, como é conhecido. Porém, a única informação que o empresário tinha era a data de nascimento dos rapazes. Nem os nomes dos irmãos ele sabia. Embora sempre tenha mantido contato com a mãe biológica, a relação nunca foi de proximidade.

Há três anos, Tonho conheceu Jefferson Greueli, o irmão do meio, atualmente com 34. Após o falecimento do pai de Jefferson, a mãe adotiva contou os detalhes sobre a família biológica e ele conseguiu encontrar Tonho facilmente.

Antonio e os dois irmãos foram separados ainda bebês, mas se reuniram por um acaso da vida

“Eu sabia que tinha dois irmãos e uma mãe, mas nunca fui atrás. Descobrir que meu chefe é meu irmão foi um susto muito grande”, relembra.

A primeira pessoa para quem Tonho ligou foi Jefferson. A mãe adotiva de Maicon logo encontrou a certidão de nascimento do filho para confirmar o que os irmãos já sabiam: a família finalmente estava completa.

Entre muitas conversas, eles descobriram ter vários amigos em comum. Tonho sempre viveu na Vila Nova, enquanto Maicon estava bem ao lado, na Escola Agrícola. Jefferson cresceu no Testo Salto. No fim de semana, a família fez o primeiro churrasco.

“Agora é uma vida nova. Estamos nos adaptando, pois ainda é tudo muito recente. A vida é uma caixinha de surpresas”, celebra Tonho.

Tonho e Jefferson, o irmão do meio Foto: Arquivo Pessoal

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Distrito Federal

Ex-faxineiro se forma em Jornalismo e já está empregado

Fabricio Oliveira

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A história de superação de Ronaldo Rocha, de 24 anos, impressiona pelas dificuldades, pela persistência e pelo sucesso. Em 7 anos, a vida do ex-faxineiro, vendedor de verduras e de salgadinhos se transformou completamente.

Nesta sexta, 22, ele se forma e recebe o tão sonhado diploma de bacharel em Jornalismo. Mais que isso: ele começa a carreira empregado na assessoria de imprensa da Candangolândia, Região Administrativa do Distrito Federal.

Emocionado, ele contou em entrevista ao Portal SóNotíciaBoa, que até chegar aqui teve uma vida dura. “Passei fome, fui humilhado, morei de favor, mas nunca perdi o foco no meu sonho”.

História

Ronaldo nasceu em Barreiras, no interior da Bahia. Filho de pai auxiliar de pedreiro e mãe faxineira, aos 8 anos de idade o menino vendia verduras na rua. Com o dinheiro que conseguia, ele ia para uma lanhouse estudar no computador.

O sonho de ser jornalista começou aos 12 anos, assistindo a TV local na cidade de Barreiras. Aos 13 anos, o adolescente comprou o primeiro equipamento digital, usado para fazer gravações na Escola “Marcos Freire”, onde montou um o telejornal.

“Eu fazia um cenário, tirava o sofá do lugar, colocava um pano em frente à tevê. Usava as roupas do meu pai escondido para brincar de apresentar um jornal”, lembra.

Mudança para Brasília

Aos 17 anos ele mentiu para o pai que iria passar férias em Brasília e veio para a Capital Federal tentar a sorte com R$ 80 no bolso.

“Quando meu pai me deixou viajar, eu fui vender salgadinhos. Consegui R$ 80 para pagar a passagem de ônibus e vim para Brasília morar na casa de um primo, numa casa simples na Cidade Estrutural”.

No Distrito Federal a vida de Ronaldo não foi fácil. Pouco tempo depois, o primo dele se casou. “Ele disse que precisava de privacidade e pediu para eu me mudar da casa”.

Ronaldo foi então morar de favor em outro local, no barraco de uma amiga, na mesma cidade. E foi lá que surgiu a primeira oportunidade, para trabalhar como auxiliar de limpeza em uma escola da Cidade Estrutural.

Na escola, além de limpar o chão e os banheiros, o jovem falante e alegre da Bahia se tornou popular entre os alunos.

Aos poucos se tornou professor voluntário. Dava aulas de teatro, dança, mágica e de chef de cozinha, depois do expediente na limpeza.

Ele também fazia filmes amadores na cidade para mostrar realidades como a pobreza, o bullying e ajudar a comunidade.

Voltou a estudar

Ronaldo cursou o EJA, Educação Para Jovens e Adultos, terminou o Ensino Médio e decidiu fazer Jornalismo, mesmo com pouco dinheiro que recebia como faxineiro. E passava apertado.

“Com o meu salário eu pagava a faculdade e o ticket eu vendia para pagar o aluguel. Comia o que eu recebia de ajuda da escola e amigos para sobreviver”, lembra.

A rotina era dura. Ele entrava 6 da manhã na escola, no final do expediente dava as aulas voluntárias, saía 6 da tarde e ia direto para a faculdade.

Ronaldo disse ao Portal SóNotíciaBoa que gosta de contar histórias. Ele quer ser repórter de TV e usar a câmera e o microfone para ajudar as pessoas.

Vida nova

Hoje, com três filmes de produções amadoras, e ele inicia uma nova etapa da vida, cheio de alegria. Além do diploma de Jornalista, que recebe nesta sexta-feira, ele comemora uma outra conquista: este mês Ronaldo conseguiu um emprego na área.

Ele foi contratado para comandar a assessoria de imprensa da Candangolândia, cidade a 12 quilômetros de Brasília. “O salário é bem maior do que aquele que eu ganhava”, comemora.

Com gratidão e a humildade que faz questão de manter, o jovem agora tem a oportunidade de enxergar a vida por um outro prisma, sem esquecer das raízes.

“Quando eu vejo as senhoras da limpeza entrando na assessoria e me cumprimentando, eu lembro que antes era eu que estava ali, limpando o chão e me emociono”, concluiu.

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ENTENDA

Transição torna aposentadoria pelo teto do INSS quase inacessível

Mecanismo será similar ao do fator previdenciário, pois os segurados precisarão contribuir por mais tempo
Fabricio Oliveira

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A reforma da Previdência praticamente acaba, no período de transição para as novas regras, com a aposentadoria pelo teto do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que neste ano é de R$ 5.839,45.

Quem sempre teve salários maiores do que o limite determinado anualmente pelo governo não chega a uma média salarial no teto. O novo cálculo proposto pela gestão Jair Bolsonaro (PSL) deixa esse valor ainda mais distante dos trabalhadores.

Atualmente, o segurado com salários mais altos depende do fator previdenciário maior do que 1 para receber o teto da Previdência.

O fator é um índice usado no cálculo das aposentadorias por tempo de contribuição -ele costuma reduzir as aposentadorias, mas também pode elevar o valor do benefício de quem tem mais tempo de contribuição.

O novo método de cálculo previsto pela reforma apresentada na quarta-feira (20) limita, para quem se aposentar na regra de transição, o percentual da média salarial a 100%. Sem aumento na média, o segurado não chega ao teto da Previdência.

Na nova regra geral, aquela em que homens e mulheres se aposentam somente aos 65 ou 62 anos, respectivamente, os trabalhadores poderão chegar ao valor máximo.

O mecanismo será similar ao do fator previdenciário, pois os segurados precisarão contribuir por mais tempo.

Nesse caso, ele terá de seguir na ativa por mais de 40 anos. Com esse tempo de contribuição, o trabalhador terá 100% da média.

Para esses, porém, a reforma não estabelece limitação e o segurado poderá receber, por exemplo, 108% da média salarial aos 44 anos de contribuição.

O consultor atuarial Newton Conde explica que a nova média salarial também contribuirá para distanciar o segurado ainda mais de receber uma aposentadoria igual ao teto do INSS. A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) prevê usar todos os salários desde julho de 1994 no cálculo da média.

“O impacto vai depender da composição dos salários do trabalhador. Quanto menores os valores no início da carreira, mais a média vai cair. Quem não teve muita oscilação vai sentir menos”, diz.

Conde calcula, por exemplo, que a média salarial de um segurado que sempre recebeu pelo teto é, neste mês, R$ 5.441, considerando o descarte dos valores 20% menores. Ao usar 100% dos salários, o valor cai para R$ 5.214, uma redução de 4%.

Essa defasagem da média salarial existe porque o governo recompôs, em 1998 e em 2003, o valor do teto do INSS, deixando menores as contribuições que vinham sendo pagas pelo teto anteriormente.

Na comparação com o fator previdenciário, o bônus do novo cálculo é menos vantajoso.

As aposentadorias de novos segurados e daqueles que não entrarem em uma das três regras de transição deverão sair com essa conta.

Os segurados que, na data de entrada em vigor da reforma, estiverem a dois anos do tempo mínimo de contribuição atual (35 anos, para homens, e 30, para mulheres) ainda terão o benefício calculado com o fator previdenciário, após cumprir um pedágio, que é um tempo extra de trabalho.

Newton Conde calcula que um segurado que começou a trabalhar aos 16 anos terá 40 anos de contribuição aos 56 anos. Se ele decidir seguir na ativa até os 65 anos, teria um benefício, na regra do fator previdenciário, equivalente a 146% da média salarial. Pela nova regra, esse percentual é de 118%. Com informações da Folhapress.

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