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Eleições 2018

Em primeiro debate, candidatos à Presidência confrontam propostas na Band

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Presidenciáveis em debate na TV Band, em São Paulo, na noite desta quinta-feira (9) - (Foto: Regional Press)

No primeiro debate da disputa pela Presidência da República, promovido na noite desta quinta-feira (9) pela TV Band, os candidatos evitaram, na maior parte do tempo, o confronto direto. O encontro entre os presidenciáveis durou cerca de três horas.

O debate foi mediado pelo jornalista Ricardo Boechat e contou com a presença de Álvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT).

O ex-presidente Lula, preso em Curitiba, foi convidado pela emissora mas não teve liberação da Justiça para participar do evento.

A expectativa de que o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, fosse o principal alvo de questionamentos dos adversários não se confirmou. Dono da maior coalizão partidária, o tucano Geraldo Alckmin enfrentou provocações dos rivais.

O debate foi aberto com uma questão única para todos os candidatos: como combater o desemprego. Alvaro Dias se apresentou aos telespectadores e reforçou a sua intenção de, se eleito, convidar o juiz federal Sérgio Moro para o Ministério da Justiça.

Além de Bolsonaro e Alckmin, participaram do evento Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Alvaro Dias (Podemos), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Cabo Daciolo (Patriota).

Álvaro Dias e Henrique Meireles durante debate realizado pela TV Bandeirantes

Com um discurso mais técnico, o candidato do PSDB procurou, em suas falas, citar dados de suas gestões em São Paulo, enquanto adversários tentaram associá-lo ao governo Michel Temer.

Foi confrontado por medidas econômicas da gestão emedebista e sobre a aliança do Centrão. Marina Silva criticou a aliança do PSDB com o bloco partidário, que integra a base do Palácio do Planalto. A ex-ministra disse que o governo é responsável pelas “mazelas e tem assaltado o povo”. “Isso é fazer mudança?”, questionou ela ao tucano.

Alckmin afirmou que, para sair do “marasmo”, é preciso aprovar reformas e que isso depende de uma “maioria” no Congresso. “Alianças são por tempo de TV, para se manter no poder. É a governabilidade com base no exercício puro e simples do poder”, disse Marina. “Política é um caminho para mudanças e alianças são necessárias para implementar mudanças”, respondeu o tucano.

Ciro e Alckmin divergiram em relação à reforma trabalhista, aprovada em 2017.

O candidato do PDT perguntou ao tucano se ele iria manter a reforma trabalhista, que, na avaliação do ex-ministro, introduziu insegurança jurídica e é uma “aberração”.

Alckmin defendeu a reforma, que ele classificou como “avanço”. “Mantenho a posição, reforma trabalhista vai estimular mais emprego”, afirmou.

O Bolsa Família, marca de gestões petistas, foi elogiado por Meirelles e por Alckmin, que prometeram aprimorar o programa de distribuição de renda. O tucano aproveitou o tema para dizer que vai investir na área social, principalmente no Nordeste, levando “água ao semiárido”.

O ex-ministro da Fazenda questionou o tucano ao dizer que o PSDB chamou o Bolsa Família de “Bolsa Esmola” e que o DEM, partido do Centrão que apoia Alckmin, afirmou que o programa “escraviza as pessoas”. O tucano afirmou que vai ampliar o programa com dinheiro do “Bolsa Banqueiro”.

Jair Bolsonaro e Ciro Gomes em debate na Band

Na rodada de perguntas entre os candidatos, o momento mais quente ocorreu quando Boulos começou perguntando para Bolsonaro, a quem chamou de “machista”, “racista” e “homofóbico”.

O líder o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) questionou o deputado sobre uma suposta funcionária fantasma mantida por Bolsonaro em Angra dos Reis. “Quem é a Wal”, disse Boulos. Bolsonaro afirmou que ela é uma funcionária em situação legal e retrucou: “Pensei que fosse discutir política.”

O tema “mulheres” foi citado por Alvaro Dias, que fez uma pergunta a Bolsonaro. Dias falou sobre a questão da diferença de salário entre homens e mulheres e da violência contra a mulher.

Segundo Bolsonaro, a questão da misoginia foi um “rótulo que botaram” na minha conta”. Disse que valoriza as mulheres e que, em breve, os homens é que vão querer ganhar igual às mulheres.

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Fonte: Fontes: TV Band; IstoÉ; MSN; Regional Press

VIOLÊNCIA

Empresário tem carro fuzilado no Rio, é baleado e consegue fugir; assista

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Houve uma intensa troca de tiros na região - Reprodução / OTT-RJ

Um empresário de 27 anos foi baleado durante uma tentativa de arrastão, na noite desta terça-feira, na Tijuca, na Zona Norte do Rio. Após o ataque dos criminosos, um dos atiradores morreu em confronto com a Polícia Militar. O caso aconteceu por volta das 21h50, no cruzamento da Rua Gonçalves Crespo com a Campos Sales. Uma câmera de segurança da região gravou a ação dos bandidos (assista mais abaixo).

Nas imagens, é possível ver quando pelo menos oito bandidos descem armados de três carros na Gonçalves Crespo, e o veículo da vítima, um Honda Civic branco, fica no meio deles. O empresário tenta deixar o local, quando seu automóvel é alvejado por vários tiros. Durante os disparos, um dos veículos dos criminosos deixa o local rapidamente.

Os outros continuam no local e ficam em volta do Honda, que vai andando lentamente até o cruzamento com a Campos Sales, onde para. Lá, há novos disparos, desta vez também envolvendo policiais militares.

De acordo com a Polícia Militar, homens da UPP Andaraí foram alertados por pedestres sobre a ação dos bandidos. Ao chegarem no local, houve confronto, e um assaltante foi baleado. Daniel Hansmiller Alves da Silva, de 29 anos, chegou a ser socorrido ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, mas acabou morrendo. Os demais criminosos fugiram do local.

Já o motorista do Honda Civic, mesmo ferido, conseguiu sair do local dirigindo por cerca de dois quilômetros até a Rua Pinto de Azevedo, na altura da sede da Prefeitura do Rio, já na Cidade Nova, onde pediu ajuda a policiais. Ele também foi levado ao Souza Aguiar. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o empresário está em observação, tem quadro de saúde estável e não precisou passar por nenhum procedimento cirúrgico.

A Delegacia de Homicídios (DH-Capital) vai assumir as investigações e tenta investigar os autores do crime. O veículo do empresário estava até por volta e 8h30 na Cidade Nova. A cena do carro metralhado em uma das faixas da pista lateral da Avenida Presidente Vargas atraiu a atenção de curiosos, que tiravam fotos do automóvel.

Estefan Radovicz / Agência O Dia

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Investigação

MP de Goiás pede a prisão do médium João de Deus

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O Ministério Público de Goiás (MPGO) pediu à Justiça, na tarde desta quarta-feira (12), a prisão preventiva do médium João de Deus, acusado de abusar sexualmente de centenas de mulheres, segundo relatos de vítimas que têm se multiplicado nos últimos dias. A informação é do jornal O Globo e do site O Antagonista.

A data do pedido, protocolado no Fórum de Abadiânia (GO), coincide com a volta do líder espiritual à Casa Dom Inácio de Loyola, no município goiano situado no Entorno do DF.

Desde a divulgação do escândalo, na madrugada de sábado (8), no programa da TV Globo Conversa com Bial o paradeiro dele era desconhecido.

O médium goiano João Teixeira de Faria, o João de Deus, chegou ao centro pela manhã. Ele atende pacientes no local há 44 anos, às quartas, quintas e sextas-feiras.

Ao descer do Ford Ka branco, por volta das 9h30 desta quarta-feira (12), o líder espiritual que é conhecido mundialmente entrou na sala de orações e falou rapidamente com os seguidores. João de Deus ficou sete minutos na Casa e disse que “não tinha condições de trabalhar”.

“Meus queridos irmãos e minhas queridas irmãs, agradeço a Deus por estar aqui, mas quero cumprir a lei brasileira, pois estou na mão da lei brasileira. O João de Deus ainda está vivo. Que a paz de Deus esteja com todos”, declarou o médium. O encontro foi filmado pelos próprios seguidores.

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Tumulto

João de Deus aparece pela primeira vez em Abadiânia após denúncias de abuso sexual

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Foram dez minutos de tumulto e gritaria. Assim que desembarcou num Ford Ka branco, João de Deus foi cercado por seus funcionários, fez uma visita de menos de 10 minutos na sala de atendimento e retornou.

Jornalistas acompanharam o trajeto, mas foram impedidos de se aproximar do médium, que fez a primeira visita ao centro Dom Inácio de Loyola depois de ser acusado de abuso sexual por mulheres que buscaram a casa em busca de tratamento espiritual.

No trajeto, funcionários gritavam: “Respeitem! Ele vai falar.” A promessa, no entanto, nao se concretizou. Apesar do amplo espaço , não foi providenciado um local para a entrevista. Ele saiu sem dar entrevista, apenas disse, entre um grito e outro de seus funcionários, que cumpria uma missão dada há 60 anos. E disse somente: “Eu sou inocente”.

Na confusão, voluntários chegaram a agredir jornalistas. A chegada no centro ocorreu por volta das 9h20, um horário pouco usual. João de Deus, cujo nome de batismo é João de Faria, horas antes havia desembarcado no aeroporto de Anápolis, de um voo procedente de São Paulo.

Esta foi a primeira aparição pública do médium, depois que mulheres vieram a público acusá-lo de abuso sexual. Passados cinco dias após as primeiras denúncias, mais de duas centenas de mulheres procuraram o Ministério Público para fazer relatos semelhantes. Pelo menos quatro inquéritos já foram abertos.

As denúncias afetaram o movimento da casa, onde atendimentos são realizados. Por volta das 8h30, cerca de 400 pessoas – incluindo crianças e duas pessoas de cadeiras de rodas – aguardam a chegada do lider espiritual. Isso representa um terço do movimento habitual. Chico Lobo, um dos funcionários da casa, afirmou que três ônibus – de São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas – chegaram à cidade. “É menos que o de costume. Mas há também o impacto da proximidade das festas. Nesta época, tradicionalmente o movimento cai.”

Funcionários e voluntários da casa começaram a chegar na casa Dom Inácio de Loyola mais cedo. “Sabíamos que seríamos necessários aqui. Ele sempre esteve presente com seu amor, agora estamos prontos para defendê-lo”, disse Jacilda Oliveira Soares, que desde 1985 frequenta a casa. Há alguns anos, ela se dedica a organizar as filas de atendimento.

Primeiro, ingressam fiéis escolhidos pelo médium para formar a corrente de oração. Eles ocupam uma sala próxima onde o líder costuma atender e ficam concentrados durante todo atendimento. Para enfrentar as longas horas, muitos trazem travesseiros ou uma almofada especial, dobrável, para proteger as costas e o quadril. Essas pessoas já estão posicionadas. São cerca de 200.

Outras 200, a maioria usando roupas brancas, estão sentadas em cadeiras situadas num pátio coberto, aguardando atendimento. As pessoas são chamadas em grupos, de acordo com a frequência que vem à casa. De acordo com funcionários, mesmo sem a presença de João de Deus, os trabalhos podem ser realizados. “Onde ele estiver, a energia dele estará aqui”, dizia Jacilda.

Um dós fies, o professor José Raimundo, de 63 anos, saiu de Manaus em busca de atendimento. Ele disse que ficou sabendo das denúncias por meio da imprensa, mas que isso não abalou sua fé. “João já me curou de problemas na visão e de palpitações. Venho aqui há 40 anos. Se ele errou, tem que ser investigado. Mas isso não tira o poder da sua cura”, afirma.

Outra fiel, a assistente social Mara Ortiz também viajou a Abadiânia já sabendo das acusações. Ela saiu de Pelotas, no Rio Grande do Sul, na terça-feira, 11, em uma caravana. De acordo com ela, estavam confirmadas 28 pessoas no grupo gaúcho, pelo menos 18 desistiram de viajar após verem a repercussão do caso. “Ele não é um Deus. É humano”, diz Mara que ainda revelou ser a primeira vez em que pretende se encontrar com João de Deus.

Negativo

O prefeito de Abadiânia, José Diniz, divulgou uma nota na tarde de terça, em que diz ver as acusações contra o médium João de Deus como um fato negativo para o município. Segundo ele, a cidade “recebe semanalmente milhares de turistas que procuram a cura para as suas enfermidades e anseios, assim colaborando com o desenvolvimento da cidade”, em nota.

Ainda em nota, o prefeito diz que, às denúncias contra o médium João de Deus, devem ser investigadas e apuradas pelos órgãos competentes.

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loteria

Mega-Sena sorteia hoje prêmio de R$ 36 milhões

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A Mega-Sena sorteia hoje (12) o prêmio de R$ 36 milhões. O concurso 2.106 será realizado a partir das 20h (horário de Brasília) no Caminhão da Sorte, estacionado no Parque das Nações na cidade de Criciúma, em Santa Catarina.

De acordo com a Caixa, o valor do prêmio principal seja aplicado na poupança renderia mais de R$ 133 mil por mês. O dinheiro também é suficiente para comprar 15 apartamentos de luxo, com carro na garagem.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) desta quarta-feira, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país. A posta simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50.

Mega da Virada

A 10ª edição do concurso especial da Mega da Virada tem um prêmio estimado em R$ 200 milhões. O sorteio será realizado no dia 31 de dezembro. As apostas começaram a ser feitas no dia 05 de novembro.

Segundo a Caixa, o dinheiro do prêmio principal, investido na poupança, renderia cerca de R$ 743 mil mensais. A Mega da Virada não acumula.

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