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CRIME ORGANIZADO

Bilhetes mostram que PCC quis contratar ‘Lúcifer’ para matar rival preso

Assassino tem a sua própria facção criminosa dentro da prisão e é conhecido por arrancar as vísceras de suas vítimas

Investigações da Operação Echelon, do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), constataram que o Primeiro Comando da Capital (PCC) tentou contratar um assassino conhecido como Lúcifer, sem ligação com a facção, para matar um rival detido no presídio de segurança máxima de Campo Grande (MS). A informação foi obtida em bilhetes interceptados em presídio paulista, no ano passado.

Como apurado pelo UOL, o alvo do PCC era o traficante José Roberto Fernandes Barbosa, conhecido como Zé Roberto da Compensa. O criminoso chefia o grupo Família do Norte (FDN) e foi o mandante do “Massacre de Manaus”, quando 56 presos – sendo 26 membros do PCC – foram assassinados em janeiro de 2017 na penitenciária da capital amazonense.

As facções disputam o fluxo e venda de drogas da chamada “rota dos Solimões”, além do controle da massa carcerária nas prisões da região Norte.

Não se sabe se Lúcifer concordou em participar do plano do PCC. Em caso positivo, também não foi revelada a razão para o plano não ter sido executado. Ao saber do esquema, a direção da penitenciária federal em MS transferiu Zé Roberto de cela.

Marcos Paulo da Silva, o Lúcifer, está preso há quase 20 anos. Ele criou a sua própria facção criminosa, a Cerol Fininho, conhecida por arrancar as vísceras de suas vítimas. Em um incidente, o criminoso já matou, sozinho, cinco presos em poucos minutos. Ele também já participou de assassinatos em parceria com membros do PCC. Durante essas duas décadas em que esteve preso, Lúcifer foi colocado pelo menos quatro vezes no isolamento.

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