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ESPETÁCULO

Mais longo eclipse lunar é visto no Brasil e no mundo. Veja fotos

No DF, a estimativa é de que mais de 300 pessoas se reúnam entre os edifícios do STF e do Palácio do Planalto

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MATTHIAS HANGST/GETTY IMAGES

O mais longo eclipse lunar do século 21 já foi visto em boa parte do mundo. Foram quase quatro horas de umbra, quando a Terra, Sol e a Lua se alinham, mas o planeta fica entre eles criando uma sombra. Países da África, como o Egito, e na Grécia, como Poseidon, conseguiram ver o fenômeno quase que completamente. Na Europa, o satélite natural ganhou a coloração vermelha durante a noite.

“Quando estiver totalmente imersa na umbra, a Lua não ficará invisível, mas deverá ganhará uma cor de cobre, avermelhada, “de sangue”. Isso ocorre porque, embora a sombra da Terra não deixe que os raios de Sol cheguem diretamente à Lua, ela é atingida por raios que são refratados pela atmosfera terrestre”, diz Paulo Bretones, do Departamento de Metodologia de Ensino da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

No Brasil, por volta 17h15, a população de João Pessoa e do Recife começava a observar o fenômeno.

Em Brasília
Centenas de pessoas e reúnem, na tarde desta sexta-feira (27/7) para observar o raro fenômeno astronômico do eclipse da”lua de sangue”. Para ver mais de perto a sombra da Terra cobrindo o satélite natural, os brasilienses se organizaram em longas filas pelos telescópios e lunetas espalhados por clubes de astronomia pela Praça dos Três Poderes.

Antes mesmo das 17h, com o sol ainda alto no céu, os curiosos por uma visão privilegiada começaram a chegar à praça. A estimativa é de que mais de 300 pessoas estejam reunidas, entre os edifícios do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Palácio do Planalto para acompanhar o eclipse.
O clima é bastante familiar. Famílias inteiras compareceram ao local, e grande parte do público é formada por crianças, que verão a lua ser apagando no céu pela primeira vez.

Membro do Clube de Astronomia de Brasília, Saulo Nogueira Figueiredo aguardou com ansiedade pelo fenômeno. O grupo montou o maior telescópio do DF, batizado de “Olhão”, para que o público pudesse enxergar a lua pelo menos 300 vezes maior. O equipamento utiliza um conjunto sofisticado de lentes e espelhos e é um dos mais disputados no ponto de observação da Praça dos Três Poderes.

“Hoje reuniu-se as condições perfeitas para o eclipse. O Sol, a Terra e a lua estão alinhados e a lua vai ser coberta pela penumbra da Terra. Ela está assim, vermelha, porque essa é a luz menos filtrada na atmosfera”, explica o astrônomo amador.

Professora de ciências em uma escola particular, Maísa Almeida, 33 anos, trouxe os dois filhos para assistirem a um eclipse pela primeira vez. “Eu acho importante que eles vejam, primeiro porque é bonito; segundo, é uma ótima oportunidade para explicar a eles o que está acontecendo e ver se se interessam um pouco mais pelo assunto”.

  • HECHINGEN, GERMANY - JULY 27: A Blood Moon rises behind The Hohenzollern Castle, the ancestral seat of the Prussian Royal House and of the Hohenzollern Princes, situated at the periphery of the Swabian Alb on July 27, 2018 in Hechingen, Germany. The period of totality during this eclipse, when Earth's shadow is directly across the moon and it is at its reddest, will last 1 hour, 42 minutes and 57 seconds, making it the longest viewable lunar eclipse this century. (Photo by Matthias Hangst/Getty Images)

  • DISTRITO FEDERAL

  • BRISBANE, AUSTRALIA - JULY 28: The Lunar eclipse can be seen July 28, 2018 in Brisbane Australia. During this eclipse, when Earth's shadow is directly across the moon and at its reddest will make it the longest viewable lunar eclipse this century. (Photo by Jono Searle/Getty Images)

  • KONYA, TURKEY - JULY 27: The full moon rises behind the silhouettes of pine trees prior to the totally phase of Century's longest ''Blood Moon'' eclipse in Konya, Turkey on July 27, 2018. (Photo by Abdullah Coskun/Anadolu Agency/Getty Images)

  • VAN, TURKEY - JULY 27: The full moon is seen behind silhouette of a plane during the initial stage of the Century's longest ''Blood Moon'' eclipse in Van, Turkey on July 27, 2018. (Photo by Ali Ihsan Ozturk/Anadolu Agency/Getty Images)

Mundo

Incêndio em hospital na Índia deixa mortos e mais de 140 feridos

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Pelo menos cinco pessoas morreram e 142 ficaram feridas em um incêndio dentro de um hospital público de Bombaim, no oeste da Índia, indicou uma fonte do Departamento de Gestão de Desastres municipal.

O porta-voz do setor, Ramesh Kamble, disse à agência noticiosa espanhola EFE que o fogo no Hospital ESIC, no subúrbio de Andheri da capital financeira indiana, começou por volta das 16h locais (8h30 em Brasília).

O agente da polícia A.P. Lokhand disse à agência noticiosa norte-americana Associated Press que o número de vítimas é de seis mortos e 129 feridos. De acordo com ele, o incêndio teria sido causado por um curto-circuito.

A “Press Trust of India” indicou que a maioria dos feridos está em condição estável.

Os incêndios são frequentes na Índia devido ao desrespeito pelas normas de construção e segurança. Há um ano, um incêndio num restaurante em Bombaim matou 15 pessoas. Com informações da Lusa.

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ANT

Bomba explode em frente a TV grega

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Peritos gregos fazem buscas nesta segunda-feira (17) entre destroços deixados por explosão de bomba em frente ao prédio onde funciona uma TV grega, na região de Atenas — Foto: Petros Giannakouris/AP

Uma bomba explodiu em frente ao prédio que abriga a rede de televisão privada “Skai”, em um bairro da periferia de Atenas, na Grécia, na madrugada desta segunda-feira (17). O prédio ficou danificado, mas ninguém ficou ferido.

A explosão aconteceu às 2h35 (horário local, 22h35 de domingo em Brasília). Um pouco antes, uma pessoa tinha ligado para a rede de TV “ANT” e para o portal informativo “Zougla.gr” avisando que um artefato explodiria.

A Polícia teve tempo de esvaziar o prédio e estabelecer um amplo perímetro de segurança antes de e explosão acontecer, de acordo com a Efe.

A explosão quebrou as janelas e danificou a frente do prédio. Imóveis vizinhos e carros também sofreram danos.

A ministra da Ordem Pública, Olga Gerovasili, considerou a ação “um ataque contra a democracia”. “Felizmente, houve apenas danos materiais – é um alívio que ninguém tenha ficado ferido”, afirmou.

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documentário

Princesa desaparece após escapar de sua ‘jaula de ouro’ em Dubai

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Reprodução/via BBC

“Olá, meu nome é Latifa Maktoum, eu nasci em 5 de dezembro de 1985. Eu preciso me lembrar de falar tudo, porque esse pode ser o último vídeo que eu faço (…) E se vocês estão vendo esse vídeo, não é nada bom. Significa que ou eu estou morta ou em uma situação muito, muito, muito ruim.”

A mensagem acima faz parte de um vídeo gravado por Latifa, princesa de Dubai, poucos dias antes de tentar fugir da cidade, que faz parte dos Emirados Árabes Unidos (EAU), no Oriente Médio. Ela é uma dos 30 filhos do líder de Dubai e primeiro-ministro dos EAU, xeique Mohammed bin Rashid Al Maktoum, uma das figuras políticas mais ricas e poderosas do mundo.

“Muito em breve, eu vou fugir para algum lugar. E eu não tenho certeza se isso dará certo, mas estou 99% otimista de que vai funcionar”, disse Latifa no vídeo, gravado em segredo com o objetivo de somente ser divulgado por seus amigos caso o plano de fuga não desse certo. O depoimento era como um pedido de ajuda para o futuro.

Em fevereiro deste ano, a gravação foi postada no YouTube, sinalizando que algo pode ter ocorrido com a princesa.

A história de Latifa foi contada por um novo documentário da BBC, Escape from Dubai: The Mystery of the Missing Princess (A fuga de Dubai: o mistério da princesa desaparecida), transmitido em 6 de dezembro. Neste texto, a BBC News Brasil reconta a trajetória da princesa.

“(Dubai) não é como tem sido retratada pela mídia. Aqui não há justiça. Eles não se importam. Especialmente se você é mulher, sua vida é tão descartável”, narrou Latifa no vídeo.

A vida da princesa Latifa em uma ‘jaula de ouro’

Como filha do xeique Maktoum, Latifa vivia rodeada de muito luxo. “Ela vivia com sua mãe e duas irmãs em uma casa particular, que, vista de fora, parecia um palácio. Tinha piscinas, salas de massagem, provavelmente 100 funcionários”, conta Tiina Jauhiainen, que foi treinadora de capoeira de Latifa e se tornou sua amiga de confiança.

“Para mim, parecia que Latifa tinha tudo que uma garota poderia sonhar em ter”, contou Tiina à BBC. “Vivia em um palácio, tinha muito dinheiro, não faltava nada. Essa era a primeira impressão. Levou um tempo até que eu percebesse a realidade da sua vida.”

Os Emirados Árabes Unidos se apresentam como uma das sociedades mais liberais para as mulheres no Oriente Médio, na qual podem desfrutar de liberdades e luxos do Ocidente. Mas, assim como a Arábia Saudita, o país também é regido pela sharia, a lei islâmica.

“As mulheres têm que ser obedientes aos seus maridos. Os homens podem bater nas suas mulheres e filhos. Isso está na lei dos EAU. Então, se uma mulher é considerada muito selvagem, não controlada pela família, eles podem decidir confiná-la e puni-la, para que ela não se comporte dessa maneira”, afirmou Rhothna Begum, da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch.

Em 2002, quando tinha 16 anos, Latifa tentou fugir pela primeira vez. Mas foi capturada na fronteira e levada de volta para Dubai. No vídeo, a princesa diz que foi duramente punida pela fuga.

“Eles me colocaram na prisão e me torturaram. Basicamente, um cara me segurava, enquanto outro me batia. Depois das sessões de tortura eu não podia nem andar.”

A seguir, narra Latifa, ela foi confinada sozinha em um quarto-escuro, sem saber o que era dia e o que era noite. No total, teria ficado nesse confinamento por 3 anos e 4 meses, e liberada somente aos 19 anos.

Latifa saiu dessa experiência completamente diferente, segundo conta no vídeo. Deixou de confiar nas pessoas e começou a passar mais tempo com animais – alguns desses momentos estão registrados em seu perfil no Instagram.

Livre, mas impedida de deixar Dubai, a princesa foi autorizada a contratar tutores privados. Aos 26 anos, concluiu seus estudos. Também passou a fazer treinamentos esportivos. Além das aulas de capoeira com Tiina, fez cursos de paraquedismo e se juntou à comunidade de paraquedistas locais.

“Ela me dizia que o paraquedismo dava a ela uma sensação de liberdade, ela precisava de algo para se distrair da sua vida”, diz Tiina.

Pessoas que conviveram com Latifa disseram para a BBC que a princesa era calada, simples, e nunca falava sobre sua família.

Apesar disso, fotos de Latifa pulando de paraquedas acabaram sendo veiculadas na mídia local, passando a imagem que Dubai queria transmitir: a da diversão e da liberdade feminina.

É tudo uma “farsa”, disse Latifa no vídeo. “Não posso dirigir, não posso viajar, não saio (de Dubai) desde 2000, não deixam. Pedi para estudar (fora), e me negaram”, declarou. “Meu pai tem essa imagem de ser (um homem) moderno. É mentira. É só marketing.”

Xeique Maktoum cultiva imagem de homem moderno

O xeique Rashid al Maktoum cuida da sua imagem com esmero. Patrick Nixon, embaixador britânico na região, descreveu o xeique como “carismático, dinâmico, com certo encanto, mas muito determinado”. “É um personagem muito público, que aparece na imprensa todo o tempo. Sabe o que quer, como obter e quem pode ajudar”, destacou Nixon para a BBC.

Sob seu comando, Dubai se transformou radicalmente: de uma cidade seca no deserto a uma das metrópoles mais glamorosas do mundo, repleta de imponentes arranha-céus e luxuosas ilhas artificiais. É uma “Las Vegas do Oriente Médio”, “hedonista”, “com um pouco de tudo”, comentou Rhothna Begum, da Human Rights Watch.

Em sua vida particular, Maktoum é um dos mais importantes criadores de cavalos do mundo. Por conta dessa paixão, o xeique viaja frequentemente à Inglaterra, para assistir às famosas corridas de Ascot, onde tem uma mansão avaliada em US$ 95 milhões – o xeique é, aliás, o maior proprietário privado de terras no Reino Unido. Em algumas dessas visitas, Maktoum chega a confraternizar com a realeza britânica.

“O xeique é uma marca internacional”, assinalou o jornalista inglês Sean O’Driscoll. “Mas, em Dubai, o controle é completo. Não se pode escrever nada de negativo sobre Dubai.”

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Perigo na Fronteira

Imigrante de 7 anos morre desidratada após ser detida pelos EUA

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Protestos foram realizados na fronteira EUA-México depois que uma menina de 7 anos – que viajou para o norte da Guatemala – morreu sob custódia de autoridades americanas.

Jakelin Caal Maquin estava entre um grupo de 163 pessoas que se entregaram aos agentes de patrulhamento no último dia 6. A morte foi constatada dias depois.

Os serviços de emergência constataram que a temperatura corporal da menina chegou a 41ºC, destacou o diário americano. Ela não teria resistido “à desidratação e ao choque”. As informações são da Skynews.

A Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) disse ao “The Washington Post” que a menina não teve nada para comer ou beber em vários dias e foi levada para o hospital de El Paso, no oeste do Texas, depois que ela começou a ter convulsões.

Essa versão dos fatos é contestada pelo pai da criança, Nery Caal, cujo advogado insistiu que ele garantisse que Jakelin fosse bem alimentada durante sua jornada de mais de 3 mil quilômetros de sua casa.

Em uma declaração lida por Ruben Garcia, o diretor do abrigo migratório do Texas, a Casa da Anunciação, o advogado disse que a família estava procurando “uma investigação objetiva e completa” sobre o que poderia ter causado a morte de Jakelin.

“Jakelin e seu pai vieram para os Estados Unidos em busca de algo que milhares de pessoas vêm buscando há anos – uma fuga da situação perigosa em seu país de origem”, disse o comunicado. “Esse era o direito deles sob as leis dos EUA e internacional. Mas é uma jornada que resultou em tragédia.

“A família está buscando uma investigação objetiva e completa e está pedindo que os investigadores avaliem este incidente dentro dos padrões reconhecidos nacionalmente para a prisão e custódia de crianças.

Assim como a disputa sobre a possibilidade de Jakelin ter sido alimentada, outros pontos de contradição incluem o fato de que Caal, o pai dela, teria sido orientado a assinar formulários vitais em inglês – uma língua que ele não fala nem entende. Também não houve nenhuma declaração do médico legista que realizou a autópsia em Jakelin.

Perigo na fronteira

A morte da garota levantou novas questões sobre o tratamento dos detidos na fronteira, com políticos e ativistas democratas tendo levantado preocupações sobre a condição das celas de detenção. Em novembro, os oficiais de fronteira detiveram 25.172 membros de “unidades familiares” – o maior número mensal já registrado.

Em uma declaração em resposta à morte de Jakelin, o Departamento de Segurança Interna dos EUA disse: “Como sempre dissemos, viajar para o norte ilegalmente é extremamente perigoso”.

“Cartéis de drogas, contrabandistas de seres humanos e os elementos representam riscos mortais para quem atravessa a fronteira ilegalmente. Mais uma vez, estamos implorando aos pais que não arrisquem a si mesmos ou aos filhos tentando entrar ilegalmente”.

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