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POLÍTICA

Prestes a ser julgado no STF, Aécio se diz ‘ingênuo’ e nega crimes

Senador publicou artigo nesta segunda-feira (16) no jornal Folha de S. Paulo

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© Jefferson Rudy/Agência Senado
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O senador Aécio Neves (PSDB-MG) publicou nesta segunda-feira (16) um artigo no jornal Folha de S. Paulo em que se defende das acusações de que é alvo na Justiça. No texto, Aécio condena a criminalização da classe política e nega ter cometido crimes.

O parlamentar afirma lamentar ter se reunido com o empresário Joesley Batista, do grupo JBS. A denúncia da PGR tem como base um vídeo em que Aécio aparece pedindo R$ 2 milhões ao executivo, com justificativa de que precisaria do dinheiro para custear advogados que o defenderiam na Operação Lava Jato.

“Na gravação de que fui alvo, o delator atesta a origem lícita e particular dos recursos e deixa claro — também em depoimento — que partiu dele a decisão de que o empréstimo teria que ser feito em espécie, o que não é ilegal, uma vez constatada a licitude dos recursos”, diz trecho do texto. “Errei em aceitá-lo. Mas não cometi nenhum crime. Não houve nenhum prejuízo aos cofres públicos. Ninguém foi lesado”, argumenta o senador.

“Fui ingênuo, cometi erros e me penitencio diariamente por eles. Mas não cometi nenhuma ilegalidade”, escreve o parlamentar, no artigo.

Filipe Fornari

Na terça (17), a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar inquérito apresentado contra o parlamentar pela Procuradoria-Geral da República (PGR) a partir da delação da JBS. Caso a denúncia seja aceita, o tucano poderá se tornar réu por corrupção passiva junto à irmã, Andrea Neves, seu primo Frederico Pacheco de Medeiros e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (MDB-MG).

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política

Candidato, Rabello de Castro defende orçamento curto para reduzir corrupção

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Com menos de 1% das intenções de voto nas últimas pesquisas eleitorais, Castro afirmou que apresentará aos eleitores um plano de 20 metas, inspirado em Juscelino Kubitschek, com propostas para tirar o País da atual crise política e econômica. Esta é a primeira vez que ele disputará um cargo eletivo.

“Eu sei onde o dinheiro está. E vou dar uma boa notícia. Em 2019, acaba o déficit primário, em 2020 nós já temos um enxugamento enorme da máquina pública que vai resultar em um maior combate à corrupção. Dinheiro sobrando é convite à corrupção. O dinheiro do governo tem que ser sempre curto, muito bem distribuído e aplicado com eficiência. É o que nós faremos”, disse.

O presidenciável também prometeu realizar uma distribuição de renda para que todos os brasileiros possam usufruir das riquezas do Brasil. Isso seria feito através de um fundo previdenciário que será alimentado com recursos estatais.

“Nossa maior preocupação não está nas contas públicas, mas na melhoria social do brasileiro. Colocar a comida na mesa e no prato do brasileiro. E o emprego que vai pagar essa comida porque o brasileiro não precisa de favor, ele precisa de trabalho”, disse. O candidato, no entanto, não deu mais detalhes sobre como esse mecanismo funcionaria.

Filipe Fornari

Reformas

Castro prometeu realizar mudanças na Previdência, mas evitou classificar a ideia como uma reforma. “Vou abolir a palavra reforma porque o que faremos é uma nova Previdência. A Previdência Social é um produto como outro qualquer. Os brasileiros têm que querer participar dela e hoje ninguém quer porque ela tem regras ruins. Vamos instituir regras boas”, disse.

Dentre as propostas também constam uma repaginação da Constituição para modernizá-la, uma simplificação tributária radical, o enxugamento da máquina pública, um aperfeiçoamento social, a defesa intransigente da família tradicional, a defesa da vida desde o início e a criação de um programa para empregar 1 milhão de jovens. No campo econômico, Castro afirmou que fará uma nova estrutura fiscal que, em dois anos, seria capaz de sanear os problemas da área. Ele também disse que cancelaria a regra que estabeleceu um teto para os gastos públicos.

De acordo com Castro, sua candidatura também terá como objetivo aumentar a bancada do PSC no Congresso, com a expectativa de eleger cerca de 35 parlamentares. Atualmente, o partido tem 9 deputados. “Se sei lidar com o Congresso, digo que ele é lindo. Teremos 35 representantes do PSC, número mais do que suficiente para dar exemplo nas votações que precisamos”, afirmou.

O presidente do PSC, Pastor Everaldo, afirmou durante o evento que a sigla ainda conversa com outros partidos para fechar alianças, principalmente para definir um nome para vice, mas se elas não forem possíveis, a chapa será puro-sangue. Levy Fidélix, presidente do PRTB, participou da convenção mas não chegou a declarar um apoio formal. O PRTB também tem sido sondado pela campanha de Jair Bolsonaro (PSL) que cogita convidar o general reformado Hamilton Mourão (PRTB) também para ser vice.

Já Castro disse que ficaria contente se a escolha para o cargo fosse uma mulher e rechaçou as negociações feitas por outros partidos, as quais classificou como espúrias. “Não quero um vice de acomodação, vice de compra de minuto, vice de combinar o nada com a coisa nenhuma. Isso é tudo bananeira que já deu cacho. O povo brasileiro vai rejeitar isso. Ele quer compromisso. E por isso o vice tem que ter esse perfil”, disse.

Questionado sobre quanto custaria sua campanha, Castro disse não ter uma estimativa. “Vou fazer a campanha no cuspe”, disse, referindo-se à campanha boca-a-boca que pretende fazer pelo Brasil.

Recall presidencial

Durante a convenção, Castro também prometeu fazer um “auto recall” se for eleito. Ao final do segundo ano de mandato, ele realizaria um plebiscito para que a população dissesse se estaria satisfeita ou não com o governo. “Vou perguntar ao povo se eu e meu vice devemos permanecer ou ir para casa. Se o povo não aprovar o meu governo, o que ficarei eu lá esquentando cadeira? Atrapalhando? Mais um incompetente?”, disse.

Segundo Castro, o plebiscito seria realizado junto com as eleições municipais. Ele, no entanto, não explicou como uma eleição presidencial seria realizada fora de época no caso de uma decisão popular pelo fim de seu eventual governo.

O evento foi aberto pelo Pastor Everaldo, que foi candidato à Presidência pelo partido em 2014. “O País precisa sair da crise e a pessoa qualificada para levar as melhores propostas para o Brasil, a partir de hoje, quem vai verbalizar isso para a população brasileira será um dos homens mais qualificados para fazer a virada que o País precisa”, afirmou ao apresentar Castro.

Paulo Rabello de Castro foi presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de junho de 2017 a março de 2018, quando deixou o cargo por causa do calendário eleitoral. Antes, ele presidiu o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), onde atuou entre julho de 2016 e junho de 2017.

No sábado, dia 21, ele vai participar do lançamento das candidaturas do ex-juiz federal Wilson Witzel ao governo do Estado do Rio de Janeiro e do presidente nacional do partido, Pastor Everaldo, ao Senado. No evento, também será apresentada a lista dos candidatos a deputado estadual e federal da legenda.

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goiás

‘Ações do MST serão tipificadas como terrorismo’, diz Bolsonaro

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O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) é recebido por multidão no aeroporto de Goiânia na manhã desta quinta-feira (19) - Cleomar Almeida/Folhapress

Com dificuldades em conseguir um vice e fechar alianças políticas, Jair Bolsonaro passou por Goiânia na manhã da última quinta-feira (19).

Acompanhado dos deputados federais Delegado Waldir (PSC) e Magda Mofatto (PR), o pré-candidato à Presidência da República pelo PSL subiu em um carro de som e discursou assim que chegou ao aeroporto de Goiânia. Em sua primeira fala, debochou dos possíveis adversários em seu discurso. “Eu não quero apoio para 2018, não. Eu quero apoio para 2022, porque 2018 já era”, afirmou.

Durante seu discurso Bolsonaro foi aplaudido e chamado de “mito” pelos simpatizantes que o assistiam.

“Como temos andado por todos os lugares do Brasil, essa região faz parte do nosso roteiro, afinal de contas sem o agronegócio para nos dar divisas, a nossa economia teria ido para o espaço a muito tempo. Então o homem do campo, mulheres também, né?! Do agronegócio, da agricultura familiar, muito obrigado a todos vocês. E podem ter certeza, se a gente chegar lá, ações do MST serão tipificadas como terrorismo!” disse o pré-candidato recebendo muitos aplausos.

Filipe Fornari

Após o discurso, em coletiva de imprensa, Bolsonaro afirmou que o nome do General Heleno como vice ainda não foi descartado.

O discurso de Bolsonaro em Goiânia foi registrado em vídeo, ele fala sobre o MST a partir dos 10min e 30s.

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Perícia médica

INSS convoca 178 mil beneficiários de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez

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(Reprodução)

O “Diário Oficial da União” publicou nesta sexta-feira (20) edital do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que convoca para perícia médica 178,9 mil pessoas que recebem auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez. Os exames integram o pente-fino nos benefícios por incapacidade pagos pelo governo federal.

Conforme o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), pasta a qual o INSS é vinculado, os convocados para a reavaliação médica, obrigatória por lei, devem agendar o exame até 13 de agosto pela Central de Atendimento da Previdência Social, no telefone 135.

Foram convocados pelo edital, de acordo com a pasta:

  • 168.523 beneficiários da aposentadoria por invalidez;
  • 10.412 beneficiários do auxílio-doença.

O governo iniciou em agosto de 2016 o pente-fino nos benefícios por incapacidade pagos pelo INSS ao cidadão incapacitado de trabalhar. O exame atesta se o segurando continua sem condições de retornar ao trabalho.

Filipe Fornari

No pente-fino, o INSS tem publicado ao longo do ano editais como o deste sexta para notificar os segurados da necessidade da perícia, explicou o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame. Segundo ele, quem não agendar a perícia até 13 de agosto terá o pagamento do benefício bloqueado até regularizar a situação.

“Este é o maior edital de convocação do processo de revisão de perícias”, disse o ministro.

“Foram convocados os beneficiários de aposentadoria por invalidez e auxílio-doença que não foram localizados por causa de endereço desatualizado ou errado, e que não realizaram o agendamento da perícia ou apresentaram informações incompletas”, completou.

De acordo com as regras do pente-fino, o INSS envia carta para cada pessoa que precisa passar pela perícia. Depois de receber a carta, o beneficiário tem até cinco dias úteis para agendar a perícia pelo 135.

Caso a consulta não seja agendada, o pagamento fica suspenso até o convocado regularizar sua situação. A partir da suspensão, o beneficiário tem até 60 dias para marcar o exame. Se não procurar o INSS neste prazo, o benefício será cancelado.

Segundo o MDS, de agosto de 2016 até 30 de junho deste ano foram realizadas 791,4 mil perícias no país, com 450,2 mil auxílios-doença ou aposentadorias por invalidez cancelados. Ou seja, pouco mais da metade (56,9%) das perícias realizadas resultaram no cancelamento do benefício.

Auxílio-doença

  • Perícias realizadas: 431.582
  • Benefícios cancelados: 341.746

Aposentadoria por invalidez

  • Perícias realizadas: 359.889
  • Benefícios cancelados: 108.512

Beltrame afirmou que o pente-fino gerou economia de R$ 9,6 bilhões apenas com as revisões de auxílio-doença. A previsão do governo federal é realizar até o fim do ano 1,5 milhão de perícias.

No caso do auxílio-doença, é convocado quem recebe o benefício e há mais de dois anos não passa pela revisão médica obrigatório do INSS.

Devem passar pela perícia da aposentadoria por invalidez beneficiários com menos de 60 anos de idade que estão há dois anos ou mais sem realizar perícia. Ficam de fora as pessoas com mais de 60 anos e quem tiver 55 anos com benefício há pelo menos 15 anos.

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eleições 2018

Ciro Gomes é oficializado candidato do PDT à Presidência

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Ciro Gomes, candidato do PDT à Presidência da República, discursa durante convenção do partido em Brasília. (Foto: Alessandra Modzeleski/G1)

O PDT confirmou em convenção nacional nesta sexta-feira (20) em Brasília a escolha de Ciro Gomes como candidato à Presidência da República. O ex-ministro e ex-governador do Ceará foi escolhido por aclamação pelos filiados que participaram do evento. Ele concorrerá a presidente pela terceira vez.

Na chegada ao evento, Ciro Gomes afirmou que fala “10 horas por dia” e que “evidentemente” pode errar “aqui e ali”. “Nunca tive pretensão de ser um anjo”, afirmou.

Em seu primeiro discurso como candidato, Ciro Gomes disse que o Brasil é um país “grande e com recursos” para “oferecer uma vida feliz ao povo”. “O que está faltando é coesão, debate franco sobre o Brasil que queremos”, declarou.

O candidato afirmou que é necessário acabar com “a cultura de ódio” no país. “Acabar com essa ideia de brasileiro contra brasileiro se ferindo pela internet”, disse.

Filipe Fornari

O político declarou que precisará de todos os segmentos da sociedade, “porque ninguém é dono da verdade”. “Apesar de alguns quererem tratar [isso] com frases de efeito”, afirmou.

Durante o discurso, Ciro afirmou ainda, sem citar exemplos, que vai “perseguir” e “encerrar” cada privilégio.

“Vou olhar com uma lupa cada conta, cada privilégio. Comigo privilégio vai ser perseguido e encerrado, seja de quem for. Poderosos, como se acham que são, cada privilégio será trazido à denúncia pública”, disse o candidato.

O ex-governador do Ceará também defendeu o combate à corrupção, que chamou de “câncer a crença do povo na política”.

O ex-governador do Ceará Ciro Gomes (centro), em evento do partido. (Foto: Gustavo Garcia/G1)

Sobre economia, Ciro disse que, a “pretexto de austeridade fiscal”, “essa gente quebrou o país”, sem especificar a quais governos estava se referindo. “O Brasil nunca esteve tão fragilizado nas contas públicas”, declarou.

Ciro citou números das contas públicas e fez críticas ao que se deve ao “baronato”. Mas, ressaltou: “Não cabe aventura, ruptura, nem desrespeito aos contratos”.

O candidato defendeu um novo “projeto nacional de desenvolvimento” com apoio à indústria e ao comércio nacionais, que, na avaliação dele, estão “sofrendo”.

“Será que dá para pagar celular moderno, química fina, maquinário e equipamentos com minério de ferro bruto, soja em grãos, e petróleo bruto? Não. Essa conta não fecha e, por isso, o Brasil quebra”, afirmou.

“O Brasil é o país que mais destrói as próprias indústrias no capitalismo mundial”, acrescentou.

Ciro Gomes citou os altos índices de desempregados e de brasileiros que trabalham na informalidade e disse que, se eleito, investirá na geração de empregos e renda.

“[Precisamos] acabar com a vergonha da extrema pobreza, avançar na educação e em uma saúde que atenda a mínima dignidade do povo, apostar na diversidade, e investir na ciência e na tecnologia”, disse o pedetista, enumerando as prioridades caso se torne presidente do país.

O pedetista também defendeu maior participação da União na segurança pública, além do direcionamento das polícias federais para o combate a organizações criminosas violentas.

Ciro afirmou ainda que investirá em inteligência para a prevenção de homicídios e controle das fronteiras.

Sobre saúde, o candidato declarou que é preciso reduzir a espera pelos atendimentos ambulatoriais.

O pedetista também disse que pretende investir na educação pública que, possivelmente, será a maior prioridade se for eleito.

“Educação de qualidade é a única saída para uma nação se emancipar”, opinou.

Em relação ao setor, Ciro disse que dará continuidade à política de cotas para fazer “justiça” com os “discriminados” da sociedade brasileira.

A eleição presidencial de 2018 será a terceira tentativa do político de chegar ao Palácio do Planalto. Ciro concorreu nas eleições de 1998 e de 2002, mas jamais chegou ao segundo turno.

Atual vice-presidente do PDT, Ciro Gomes foi ministro da Fazenda entre setembro de 1994 e janeiro de 1995, período final do governo Itamar Franco e início do governo Fernando Henrique Cardoso.

Advogado, Ciro também foi ministro da Integração Nacional, entre janeiro de 2003 e março de 2006, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.

Ex-governador do Ceará e ex-prefeito de Fortaleza, Ciro Gomes já foi deputado federal e está no sétimo partido desde que entrou para a política (também foi filiado a PDS, PMDB, PSDB, PPS, PSB e PROS).

Compareceram ao evento, o presidente da legenda, Carlos Lupi, o irmão de Ciro Gomes, Cid Gomes, o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves e também os deputados que representam o partido na Câmara dos Deputados.

No discurso de abertura do evento, o presidente do PDT comentou críticas ao tom das declarações de Ciro Gomes.

“Como dá pra ser mole com o Brasil com tanta desgraça, com tanta corrupção, com tanto golpista no Palácio do Planalto?”, questionou.

E acrescentou: “Aqueles que te atiram pedras são os mesmos que vão ver você construir o futuro da nação brasileira”.

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