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Síria diz que derrubou mísseis dos EUA e que ataque deixou 3 feridos em Homs

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O Exército sírio garantiu que as forças de defesa antiaérea derrubaram “a maioria” dos 110 mísseis lançados pelos Estados Unidos, França e Reino Unido contra posições em Damasco e na província de Homs. Além disso, três civis ficaram feridos. As informações são da agência de notícias espanhola EFE.

O porta-voz do Comando Geral do Exército sírio, Ali Maihub, afirmou durante discurso a ofensiva conjunta foi feita às 3h55 (hora local) contra “alvos sírios em Damasco e fora de Damasco”.

No entanto, afirmou que outros alvos não puderam ser interceptados e atingiram um centro de pesquisa, onde se encontra um laboratório científico e um centro educativo, e que houve apenas danos materiais.

Porém, “alguns mísseis, que estavam indo para uma posição militar perto de Homs foram desviados de sua trajetória e a explosão de um deles feriu três civis”, disse o porta-voz militar.

Filipe Fornari

Ele também reiterou que a liderança militar “continuará defendendo a Síria e protegendo seus cidadãos, e que estas agressões não impedirão que as Forças Armadas sírias continuem esmagando os grupos terroristas armados”.

Uma fonte do Ministério das Relações Exteriores sírio, citada pela agência oficial de notícias Sana, condenou “nos termos mais fortes” a “agressão bárbara e brutal” dos EUA, França e Reino Unido contra a Síria.

Além disso, indicou que este ataque foi realizado para “impedir” o trabalho da missão de Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), que começava hoje no suposto local do ataque químico, ocorrido há uma semana, na cidade de Duma, deixando, segundo duas organizações não governamentais (ONGs) apoiadas por Washington, 42 mortos e centenas de feridos.

Washington e seus aliados perpetraram três ataques contra a Síria: o primeiro contra um centro de pesquisa científica localizado perto de Damasco; no segundo ficou destruído um deposito de armas químicas ao oeste de Homs e, no terceiro, outro armazém com armas químicas e um importante centro de comando perto do segundo alvo, ao oeste de Homs.

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Agência Brasil
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Finanças

França diz que UE não negocia com os EUA se tarifas não forem retiradas

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O ministro de Finanças da França, Bruno Le Maire, defendeu o livre-comércio e disse que a União Europeia não pode considerar a possibilidade de negociar um acordo de livre-comércio com os Estados Unidos caso Washington não retire as tarifas sobre o aço e o alumínio do bloco europeu. “Nos recusamos a negociar com uma arma na cabeça. O primeiro passo para iniciar o arrefecimento das tensões tem de vir dos EUA. Eles têm de organizar tudo isso”, afirmou.

Le Maire garantiu que não há discordância entre a Alemanha e a França sobre como negociar com os EUA à medida que, de acordo com ele, Paris e Berlim devem dar o primeiro passo na eliminação das tarifas. Na próxima quarta-feira, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, irá a Washington, onde se reunirá com o presidente americano, Donald Trump, a fim de discutir as relações comerciais entre os dois lados.

Em entrevista à agência de notícias AFP em Buenos Aires, no âmbito da reunião do G-20, o ministro francês comentou que as relações entre os países não podem ser baseadas na “lei da selva”, na qual o mais forte se beneficia. “O comércio global não pode ser baseado na lei da selva e o aumento de tarifas de forma unilateral é a lei do mais forte. Isso não pode representar o futuro das relações comerciais no mundo”, afirmou. Para ele, a lei da selva “só resultará em perdedores, enfraquecerá o crescimento, ameaçará os países mais frágeis e terá consequências políticas desastrosas”.

Nos últimos dias, autoridades europeias têm elevado o tom contra os EUA à medida que Washington pode impor tarifas sobre veículos e autopeças importados, o que afetaria, principalmente, a União Europeia. Na última sexta-feira, a chanceler alemã, Angela Merkel, assegurou que o bloco estava “pronto” para responder a um possível aumento de tarifas por parte dos EUA. Já o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, pediu que China e UE façam concessões para alcançar uma relação mais equilibrada no comércio. Com informações do Estadão Conteúdo.

Filipe Fornari

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Após separação, 19 crianças brasileiras já estão com famílias nos EUA

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Após terem sido separadas de suas famílias ao tentar entrar ilegalmente nos Estados Unidos, 19 crianças brasileiras que estavam em abrigos já foram liberadas.

Elas foram reunidas com seus pais ou responsáveis nas últimas duas semanas, informou neste sábado (21), o Ministério das Relações Exteriores.

Outros processos de reunificação familiar estão em fase de finalização. Trinta crianças e adolescentes brasileiros ainda estão em abrigos, localizados nas cidades de Chicago, Houston, Los Angeles, Miami e Nova York.

“Os agentes consulares mantêm suas visitas regulares aos abrigos, com contatos com cada um dos menores, para assegurar que estão recebendo os cuidados devidos”, diz a pasta, em nota.

Filipe Fornari

O monitoramento dos processos é feito diariamente pelos consulados do Brasil nos Estados Unidos. De acordo com o Itamaraty, são processos de natureza administrativa, que dispensam a representação em juízo.

“São todos eles acompanhados de perto pelos consulados brasileiros, que prestam o aconselhamento devido aos familiares. Em casos que venham a requerer representação legal, já foram identificadas organizações com advogados especializados em direito imigratório que oferecem serviços pro bono [gratuito]”, diz a nota.

O governo brasileiro não pode, entretanto, obrigar as crianças e seus familiares a retornarem ao Brasil. Segundo o Itamaraty, a maioria expressiva manifesta o interesse de permanecer nos Estados Unidos, ainda que para isso tenha de aguardar decisão das autoridades locais.

No caso daqueles que optam pelo retorno voluntário, seus processos têm ocorrido segundo as leis americanas, com o acompanhamento dos consulados brasileiros, que colaboram na intermediação entre os envolvidos e na reunião dos documentos necessários.

Em maio, o governo do presidente Donald Trump adotou a política de tolerância zero àqueles que tentam atravessar ilegalmente a fronteira dos Estados Unidos. Enquanto os adultos são presos, as crianças são enviadas a abrigos.

O Itamaraty reforçou ainda que, desde a adoção dessas medidas, o governo brasileiro tem “feito chegar ao governo norte-americano, em diferentes momentos, seu firme desagrado com uma prática que considera cruel e em franca violação de instrumentos internacionais de proteção aos direitos das crianças”, diz a pasta.

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Internacional

Opinião: Racismo ainda ofusca o futebol

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Na hora da vitória, jogadores brancos e negros são festejados da mesma forma. No fracasso, vêm à tona os velhos reflexos do preconceito, opina o jornalista esportivo Joscha Weber.Domingo à noite, 18h54, Campo de Marte, em Paris. A gigantesca tela ao pé da Torre Eiffel exibe a transmissão da Copa do Mundo, o grande momento chegou. O árbitro leva seu apito à boca, soa o apito final e, em Paris um vulcão entra em erupção. É uma erupção de alegria. A França é campeã mundial, as pessoas gritam, pulam, choram e se abraçam. Neste segundo, toda a força emocional do futebol se manifesta.

“Este é um momento de entusiasmo, de otimismo, de entusiasmo de todo um povo”, exulta Laura. Ela é parisiense, vestindo hoje, naturalmente, sua camisa azul da seleção nacional. Seus olhos ainda estão molhados com as lágrimas de alegria que rolaram sobre suas bochechas enquanto ela extravasava seus sentimentos no microfone da DW. “Que loucura! A seleção deu o exemplo, foi uma unidade e mostrou coesão real, é um modelo para todo o país.”

Apenas alguns momentos se passaram desde o apito final, e aí está novamente a analogia entre a seleção nacional e a nação. A equipe francesa, um conjunto multi-étnico bem harmonizado, como símbolo de uma nação igualmente colorida e bem-sucedida? Como em 1998, quando a França se tornou campeã mundial com uma equipe mista de jogadores brancos e negros, é feita essa comparação. Assim como 20 anos atrás, dessa vez também muito rapidamente fica explícito: a comparação é capenga.

Pois já na noite da final, a frustração social explode em Paris e outras cidades da França. Vândalos, muitos da periferia e muitos com origem estrangeira, destroem lojas, incendeiam carros. Em meio à hora de júbilo, o país é lembrado de seus grandes problemas sociais. Exatamente, que os jovens com pele negra ou com o nome de origem árabe têm muito menos chances de progresso fora dos campos. A seleção campeão mundial o mais belo símbolo de uma possível França: unida, igualitária e bem-sucedida.

Filipe Fornari

O exemplo da Alemanha mostra o que acontece quando o sucesso não vem. Após a estrondosa eliminação da equipe nacional alemã na rodada preliminar se seguiu um debate louco sobre Mesut Özil: o turco é o culpado. O meia é declarado bode expiatório tanto na mídia social como também por integrantes da Federação Alemã de Futebol, apesar de alguns colegas da equipe terem apresentado desempenhos significativamente piores.

É claro que Özil não fez favor algum a si mesmo com a detestável reunião com o presidente turco Erdogan e seu teimoso silêncio posterior. Mas os preconceituosos e maciços insultos contra ele, que é filho de pais turcos e nascido em Gelsenkirchen, são um tapa na cara de uma Alemanha supostamente liberal. Eles mostram que o racismo infelizmente ainda não foi banido – nem da sociedade, nem do futebol.

Suásticas na torcida organizada, bananas jogadas sobre jogadores de futebol negros, cantos preconceituosos da arquibancada, jogadores brancos recusando apertos de mão a adversários de cor – o racismo continua ocorrendo no futebol internacional, desafiando todos os esforços e campanhas publicitárias. “O problema ainda está lá, temos que fazer mais”, disse Gerald Asamoah no Global Media Forum 2018. Como integrante da seleção e profissional de clubes, entre eles o Schalke 04, ele teve que ouvir torcedores gritando como macacos e cantos racistas, hoje ele luta contra a discriminação no futebol. “Não há nada pior do que ser marginalizado, a dor de não fazer parte do grupo. Eu tenho três filhos e é por isso que faço tudo para garantir que eles não tenham que passar pela mesma coisa que eu.”

O problema é que só alguns lutam com tanta convicção pelo óbvio direito de igualdade de condições no futebol. E, assim, a Copa do Mundo na Rússia novamente experimentou casos de discriminação: o brasileiro de pele escura Fernandinho recebeu ameaça de morte e ofensas racistas por seu gol contra na partida das quartas-de-final contra a Bélgica. E o sueco Jimmy Durmaz foi ofendido como “terrorista suicida” nas mídias sociais após sua falta sobre o alemão Timo Werner (que resultou numa cobrança em que Toni Kroos marcou o gol da vitória alemã) e também ameaçado de morte.

Isso deixa uma impressão: quando uma equipe etnicamente mesclada é bem-sucedida e consegue ser campeã, jogadores negros, como Kylian Mbappé e Paul Pogba, são também estrelas cujas camisas se tornam sucessos de venda.

Mas se uma equipe fracassa e é eliminada, velhos reflexos racistas vêm à tona entre alguns torcedores: jogadores que vêm de famílias de imigrantes, se tornam mais rapidamente alvo de críticas e até mesmo de ameaças de morte. E isso ocorre em 2018. É um escândalo muito maior do que a eliminação prematura de um campeão mundial.

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Internacional

Trump nega erro no caso de modelo e diz que gravação de advogado é “talvez ilegal”

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O presidente norte-americano, Donald Trump, negou neste sábado ter cometido qualquer erro um dia depois da divulgação de que seu antigo advogado havia gravado ambos discutindo a compra dos direitos da biografia de uma mulher que diz ter tido um caso com Trump.

O presidente disse que um advogado gravar o próprio cliente fosse “talvez ilegal”.

“Inconcebível que o governo invadiria o escritório de um advogado quase sem ser notado”, disse Trump no Twitter, em aparente referência à operação do FBI no escritório de seu antigo advogado Michael Cohen, em abril.

“Ainda mais inconcebível que um advogado grave um cliente: totalmente desconhecido e talvez ilegal. A boa notícia é que seu presidente favorito não fez nada de errado!”, concluiu Trump.

Filipe Fornari

O ex-advogado pessoal de Trump Michael Cohen gravou uma conversa com Trump dois meses antes da eleição de 2016 em que eles discutiam comprar os direitos da biografia de uma ex-modelo da revista Playboy que afirmou ter tido um caso com Trump, afirmou na sexta-feira um dos advogados do presidente.

O advogado Rudy Giuliani afirmou que não houve dinheiro de campanha envolvido na discussão entre Trump e Cohen, que se distanciou do presidente nos últimos meses devido às investigações do FBI sobre os negócios do advogado. Se dinheiro da campanha foi usado, especialistas dizem que pode ser uma violação da lei eleitoral.

Antes da eleição, a campanha de Trump negou ter conhecimento do pagamento à ex-modelo, Karen McDougal, mas a gravação da conversa derrubaria essa versão.

A existência do áudio foi reportada pelo jornal The New York Times, que disse que Trump e Cohen discutiram um potencial pagamento a McDougal.

Giuliani confirmou à Reuters a existência da conversa e disse que ela aconteceu em setembro de 2016, mas afirmou que envolvia o reembolso da empresa dona do tabloide National Enquirer pelos direitos da biografia da modelo. Os pagamentos nunca foram feitos, de acordo com ele.

Giuliani também negou que Trump tenha tido um caso com McDougal. Ele afirmou que a gravação mostra que Trump deixa claro que, se fosse feito um pagamento, deveria ser por cheque, para que pudesse ser facilmente rastreado.

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