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são paulo

Governo de SP oferece R$ 400 para famílias deixarem a Cracolândia

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A dona de casa Catarina Vieira Machado mostra o comunicado do CDHU que oferece as doações (Foto: Tatiana Santiago/G1)

O governo estadual de São Paulo, através da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), está oferecendo lanches e cinco caixas de papelão aos moradores da Quadra 36 da Cracolândia para que deixem os imóveis que ocupam na manhã deste domingo (15). No local será construída a nova unidade do Hospital Pérola Byignton.

Na sexta-feira (13), a Justiça determinou a reintegração de posse do terreno até as 5 horas de segunda-feira (16) a pedido do governo para a construção do novo Hospital Pérola Byington, que funciona na Avenida Brigadeiro Luís Antônio e ocupa um prédio alugado.

Uma carta distribuída pela CDHU informa que quem aceitar a proposta de deixar o local espontaneamente também receberá auxílio-moradia no valor de R$ 400 mensalmente. No entanto, o comunicado gerou mal-estar entre os ocupantes da área que relatam terem se sentido humilhados com a oferta do lanche e das caixas de papelão.

Em nota, a CDHU informa que está prestando todo auxílio para as famílias cadastradas na Quadra 36 e que, além do lanche e das caixas de papelão, irá disponibilizar caminhões para o transporte dos móveis e demais objetos pessoais, transporte das pessoas aos locais indicados, e que o valor do auxílio-moradia já está disponível para saque. (Leia a nota completa abaixo)

O local alvo da desocupação é a Quadra 36 do bairro Campos Elíseos, onde vivem cerca de 200 famílias. O pedido para a retirada das famílias havia sido feito pelo governo do estado em 2013. No entanto, uma liminar suspendeu o pedido de reintegração de posse. Só sairão do local neste domingo os moradores que aceitaram o acordo feito pelo governo do estado para o recebimento do auxílio-moradia.

Nota CDHU

Em nota a “Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) esclarece que está prestando todo o suporte necessário às 163 famílias cadastradas pela Prefeitura de São Paulo e que receberão atendimento habitacional do Governo do Estado, primeiramente, provisório, por meio do auxílio-moradia e, posteriormente, com unidades habitacionais. Destas famílias, 108 já estão com o auxílio moradia disponível para saque, valor correspondente a três parcelas do auxílio-moradia, totalizando R$ 1.200,00.
No domingo, dia 15, as famílias terão o suporte da equipe social da CDHU para efetuar a mudança voluntária. A logística fornecida pela concessionária da Secretaria de Estado da Saúde inclui caminhões com carregadores para transporte dos pertences, vans para o transporte das pessoas (para os endereços indicados pelas próprias famílias), insumos para facilitar o transporte e a guarda dos pertences como caixas, fitas adesivas, plásticos-bolha, etc. Aqueles que não têm onde guardar os pertences terão à disposição um local para depósito. Além disso, terão à disposição lanches e água”.

Governo estadual de São Paulo oferece lanches e caixas de papelão aos moradores da Quadra 36 da Cracolândia (Foto: Reprodução/Governo do Estado de São Paulo)

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g1

investigação

João de Deus vira réu por mais cinco casos de abuso sexual

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Uma nova denúncia contra o médium João de Deus foi aceita nesta quarta-feira(16), pela juíza Rosângela Rodrigues Santos, da comarca de Abadiânia, em Goiás.

De acordo com o G1, no documento constam relatos de 13 vítimas, dentre eles cinco não prescreveram e devem ir a julgamento.

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) pede no documento nova prisão para o médium e o denuncia pelos crimes de estupro de vulnerável e abuso sexual mediante fraude, pelos atendimentos espirituais que realizava na cidade de Abadiânia.

O médium está preso há um mês, ele nega ter cometido os crimes.

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RIO DE JANEIRO

Ator Caio Junqueira sofre acidente de carro e fica preso às ferragens

De acordo com policiais do Aterro Presente, que inicialmente assumiram a ocorrência, o quadro de saúde do artista é grave

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O ator Caio Junqueira sofreu um grave acidente de carro na tarde desta quarta-feira (16/1), no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. De acordo com o jornalista Leo Dias, Junqueira estava sozinho no veículo e ficou preso às ferragens, mas foi retirado e encaminhado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea.

Ainda segundo informações de Dias, o artista não corre risco de vida

De acordo com policiais do Aterro Presente, que inicialmente assumiram a ocorrência, o quadro de saúde de Caio é grave. Caio Junqueira atuou em dezenas de filmes nacionais, entre eles Tropa de Elite, Central do Brasil e O Que É Isso, Companheiro?.

O último trabalho de Caio foi na série O Mecanismo, da Netflix.

Leo Dias / Reprodução

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Cuiabá (MT)

Homem chama funcionária de banca de negra safada, fedida e diz que ela não merece viver

Patrão da jovem chamou a Polícia Militar para denunciar o caso; essa não teria sido a primeira vez

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Praça Alencastro (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O chefe de uma jovem de 21 anos chamou a Polícia Militar para denunciar que sua funcionária teria sido alvo de injúria racial e ameaça, nesta terça-feira (15), em Cuiabá (MT).

Segundo o patrão da jovem, os dois trabalham em uma banca de revista na Praça Alencastro e ela, constantemente, seria alvo de um indivíduo que costuma frequentar o local.

Nessa terça-feira, por volta das 11 horas, o homem passou novamente pela Praça e fez gestos com as mãos simulando uma arma, a qual teria apontado para a menina. À polícia, ela disse que essa não seria a primeira vez.

Segundo a vítima, o homem já a ameaçou de morte diversas vezes e teria dito “que ela não merece viver, porque é negra”. Ainda segundo a jovem, o homem vive lhe chamando de “negra safada, fedida e vagabunda”.

Depois de ouvi-la, a PM fez rondas pelo Centro e encontrou o suspeito ao lado da Prefeitura de Cuiabá. Trata-se de um homem de 38 anos, aparentemente um andarilho. Ele foi detido e levado para a delegacia.

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DF

Mãe perde guarda de filho mantido trancado em suposto ritual religioso

Pai entrou com recurso e conseguiu recuperar responsabilidade pelo menino; mãe é acusada de maus-tratos. Justiça entendeu que caso é de 'comprovada urgência'.

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ARQUIVO PESSOAL

A Justiça decidiu retirar da mãe a guarda do menino de 12 anos que ficou mais de uma semana trancado, supostamente por ordem dela, à disposição de um ritual religioso. O Conselho Tutelar tinha entregue um termo de responsabilidade para o pai, mas ele perdeu a guarda do filho na Vara da Infância apesar das denúncias de maus-tratos contra a ex-mulher. Com o recurso, ele volta a ser responsável pelo garoto.

A determinação é da 3ª Turma Cível e o processo corre em sigilo. Ainda cabe recurso. Na ação, o pai argumentou que o filho estava “sendo vítima de maus-tratos pela mãe, que o submete a constrangimentos, impede a sua frequência escolar e dificulta o seu convívio social” com ele.

A mãe ainda não foi ouvida no processo. O caso é chamado de “antecipação de tutela”: isso quer dizer que a desembargadora Maria de Lourdes Abreu entendeu que precisava tomar uma decisão urgente (liminar) antes de o julgamento chegar ao fim.

Para ela, esta é uma “medida excepcional que somente se justifica em casos reveladores de comprovada urgência ou em hipóteses que a conduta de uma das partes possa obstar ou prejudicar” o caso.

Relembre

Em um dos ritos, a cabeça do garoto foi raspada. As denúncias ao Conselho Tutelar foram feitas pelo pai. Segundo ele, o local é um um centro espírita do Entorno, e foi a mãe quem levou o rapaz.

“Rasparam minha cabeça com navalha e botaram tipo uma bola de areia quente aqui no meio da cabeça. Doeu. Ardia quando eu pegava e ficou uma marca.”

“A gente tinha que tomar um banho gelado porque já tinha uma ordem assim, e toda pessoa que passa por lá tem que cumprir essa ordem”, descreveu o garoto, que dizia ter ficado mais de dez horas sem comer. Como refeição, só podia comer arroz com frango sem sal nem tempero.

O menino morava com a mãe. O pai dele disse ter percebido que algo estava errado quando não conseguiu mais ver o filho, que ficou 15 dias sem ir para a escola.

“Ele sumiu e eu achei estranho. Eu e minha esposa fomos até a casa da mãe dele. Eu não falo com ela, mas minha esposa fala. Ela relatou que ele estava na roça, um centro espírita, e que ela não ia dar o endereço e que ele estava sofrendo problemas psicológicos”, disse o pai.

Ele acabou descobrindo o local. Ao chegar, veio o susto. “Meu filho estava em um quarto, em um barracão do centro espírita, com as vestimentas molhadas e mofadas, tossindo muito. Eu não reconheci meu filho.”

Ritual

O menino relata que o próximo passo do ritual seria passar por um abuso sexual.

“O cara falou que eu ia ter relações. Eu tinha que ter relações com um homem depois que eu saísse de lá. Minha mãe sabia. Por isso que eu não quero voltar para morar [com ela].”
O menino disse ter sido agredido pela mãe, quando era criança. Em 2016, ele chegou a prestar depoimento à polícia. “A agressora, por estar convicta de que o ofendido estava mentindo, e, visando corrigi-lo, o agrediu com um cinto, o qual, acidentalmente, lesionou sua cabeça, devido à fivela”, dizia a ocorrência.

“Ela falava que eu pegava dinheiro. Aí ela já me queimou com a chapinha na minha mão, botava para eu beber pimenta e ela já mordeu minha língua. Faz tempo, eu era criança.”

Procurada à época, a mãe do adolescente não quis se explicar. A delegacia de Ceilândia Centro investiga o caso. O centro religioso não foi localizado. Já a Federação Espírita do DF disse que a unidade se apresenta como centro espírita “de forma leviana e inadequada”.

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