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CONFLITO

Rússia acusa EUA de armar ataque químico com rebeldes na Síria

Embora o Kremlin ainda não diga isso com todas as letras, sugerem que Moscou acusa o Ocidente de tentar prejudicar a imagem do presidente Vladimir Putin às vésperas da eleição que deverá reconduzi-lo ao cargo no domingo (18)

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© Imagem ilustrativa (Murad Sezer/Reuters)

As Forças Armadas russas acusam os EUA de apoiar rebeldes sírios a forjar a autoria de um ataque químico em Damasco para desacreditar o regime de seu aliado, o ditador Bashar al-Assad, enquanto o governo em Moscou responde às acusações de que envenenou um ex-espião no Reino Unido.

Ambos os movimentos são alinhados e, embora o Kremlin ainda não diga isso com todas as letras, sugerem que Moscou acusa o Ocidente de tentar prejudicar a imagem do presidente Vladimir Putin às vésperas da eleição que deverá reconduzi-lo ao cargo no domingo (18).

No caso sírio, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Vasili Gerasimov, afirmou nesta terça (13) que haverá “resposta” se forças russas forem atingidas em um ataque de foguetes americanos contra distritos de Damasco sob controle das tropas de Assad. Esse ataque seria coordenado com rebeldes sírios em uma armação. Gerasimov disse que pode haver o uso de armas químicas por parte dos rebeldes, que procuram incriminar o governo de Assad, e os EUA então fariam uma retaliação.

Esse padrão de acusação já foi usado ano passado, quando o governo de Donald Trump fez o primeiro ataque direto com míssil contra alvos supostamente ligados ao uso de armas químicas por Assad.

Os russos estão na Síria desde 2015 e ajudaram a virar a guerra civil no país em favor do ditador, que é seu aliado histórico. Segundo Gerasimov, durante as operações contra rebeldes ligados à Al Qaeda em Ghouta foram encontrados depósitos de armas químicas. “Eles se preparavam para falsificar um ataque químico, trazendo civis em Ghouta e outras regiões para serem apresentados como vítimas do incidente”, afirmou. Não foram apresentadas provas da afirmação.

CASO DO ESPIÃO

Em outra frente, além da insinuação feita em rede estatal de TV por um âncora famoso de que o Reino Unido possa estar por trás do ataque ao ex-espião Serguei Skripal e sua filha no país, um político ligado aos serviços secretos russos disse também nesta terça que o agente neurotóxico usado na ação teve seus estoques destruídos no país.

“A destruição de todos os agentes neurotóxicos, inclusive o Novichok, foi feita de acordo com os acordos internacionais sob o controle de observadores da Organização pela Proibição de Armas Químicas”, disse o senador Igor Morozin à agência Sputnik, que é controlada pelo Kremlin.

O agente químico usado no ataque a Skripal, que com a filha Iulia sobrevive em estado crítico à ação da semana passada, é o Novichok. Ele foi produzido nos anos 1970 e 1980 e é considerado uma das mais letais armas químicas já feitas. É apresentado como um pó ultrafino, que pode ser inalado ou absorvido pela pele. Age rapidamente, em até 30 segundos, e provoca contração involuntária dos músculos, matando a vítima com um ataque do coração ou a sufocando.

A Rússia vem reagindo à acusação formal do Reino Unido de que está por trás do ataque. Skripal havia sido condenado a 13 de cadeia por espionar para os britânicos como agente duplo, já que trabalhava para o GRU (o serviço secreto militar russo). Ele havia sido acusado de entregar nomes de agentes russos trabalhando na Europa. Em 2010, foi perdoado e enviado ao Reino Unido numa troca de espiões.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, acusou formalmente o Kremlin de provavelmente estar por trás do ataque. O Ministério das Relações Exteriores russo classificou sua fala de “show circense”, mas a entrevista de Morozin demonstra que o país está preocupado com o dano à imagem no episódio. Com informações da Folhapress.

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Fonte: NOTICIAS AO MINUTO

IMPASSE

Entenda o que pode acontecer com o ‘brexit’ a partir de agora

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© Henry Nicholls / Reuters

Em dura derrota para a primeira-ministra Theresa May, o Reino Unido adiou a votação, pelo Parlamento britânico, do acordo de separação do país da União Europeia (UE), o “brexit”.

O Legislativo se pronunciaria nesta terça-feira (11) sobre os termos do documento acordado entre May e líderes europeus em novembro. Não há nova data para o voto, mas o dia limite para a chefe de governo apresentar um plano é 21 de janeiro.

Ela avaliou que não conseguiria conter, a tempo da sessão de terça, o motim de parte significativa de seus correligionários do Partido Conservador. Eles acham que o texto faz concessões demais ao bloco europeu e atenta contra a soberania britânica.

Entenda o que pode acontecer a partir de agora.

Qual o próximo passo do governo?

Theresa May vai tentar renegociar o acordo com a União Europeia. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, contudo, já alertou que não aceita mudanças.

Já há uma nova data para votar?

Não, mas o dia limite para May apresentar um plano é 21 de janeiro.

E se o acordo não for aprovado?

As opções são um “brexit” sem acordo, com prejuízos ainda maiores à economia britânica, ou um novo referendo, que pode levar à onda de protestos.

May pode perder o cargo?Cenário parece cada vez mais provável diante do enfraquecimento da primeira-ministra. Pode ocorrer pelos próprios conservadores, via votação de liderança (que exige apoio de 28 dos 315 parlamentares) ou via oposição, com uma moção de censura (que exige a maioria da Casa).

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'COLETES AMARELOS'

França pede a Trump para não se intrometer em assuntos do país

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© Zoubeir Souissi / Reuters

Os serviços de inteligência da França investigam suspeitas de ingerência estrangeira nos protestos do movimento dos “coletes amarelos”, que já parou inúmeras cidades do país para criticar as políticas do presidente Emmanuel Macron.

Segundo informações da imprensa local, o inquérito é conduzido pelo Secretariado-Geral da Defesa e da Segurança Nacional (SGDSN) e apura o papel de perfis ligados a outros países nas redes sociais em tentar amplificar a mobilização popular.

Contas e sites criados para esse fim teriam multiplicado informações e comentários de modo automático, tática já vista em processos eleitorais nos EUA, na Europa e até no Brasil. Os “coletes amarelos” surgiram em protesto contra a alta do preço dos combustíveis, mas logo abarcaram toda a insatisfação social com Macron, que vem batendo recordes negativos de popularidade.

Neste domingo (9), o governo francês também criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pediu para ele não se intrometer em assuntos de outro país. “Eu digo a Donald Trump, mas também Macron diz: Nós não nos metemos nos debates americanos, então nos deixe viver nossa vida de nação”, afirmou o ministro das Relações Exteriores Jean-Yves Le Drian.

“Nós não fazemos considerações sobre a política interna americana e gostaríamos que isso fosse recíproco”, acrescentou. Um dia antes, durante os atos dos “coletes amarelos”, o republicano havia criticado as políticas ambientais da França e dito que os manifestantes gritavam “Queremos Trump!”. (ANSA)

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Funcionário clica em tecla errada e obriga Google a pagar milhões

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Um funcionário da Google cometeu um erro durante um exercício de formação em mercados eletrônicos: clicou na tecla errada. Numa empresa normal, geraria um transtorno fácil de ser revertido. No Google, no entanto, resultará no pagamento de milhões de dólares.

Aquele “pequeno” erro, explica o Financial Times, fez com que, na última terça-feira, um anúncio falso fosse enviado para várias páginas de internet e aplicações.

O anúncio fictício, um retângulo amarelo, ficou disponível durante 45 minutos para internautas dos Estados Unidos e da Austrália.

A empresa, admitindo o erro, anunciou que “qualquer anúncio que tenha sido comprado” e prejudicado pela publicação deste será ressarcido.

Ainda que não tenham falado em valores, analistas financeiros ouvidos pela publicação indicam que um erro deste gênero poderá chegar aos 10 milhões de dólares de prejuízos, dada a dimensão do público alcançado.

O erro aconteceu porque o funcionário em causa deu um passo além do que estava incluído na sua formação. Ainda assim, será responsabilidade da empresa assegurar que este tipo de erro não ocorrerá de novo em exercícios de formação.

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De Três Lagoas

Corpo de brasileira desaparecida é encontrado em praia na Austrália

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corpo da brasileira Criskeila Veloso Gomes, de 21 anos, foi encontrado neste sábado (8), na praia de Queensland, próxima a Brisbane, cidade em que a brasileira morava na Austrália. A jovem estava desaparecida desde o dia 28 de novembro.

A família confirmou ao G1 que recebeu a notícia das autoridades australianas. O consulado brasileiro em Brisbane também confirmou que o corpo de Criskeila foi encontrado.

Segundo informou a família da vítima, que vivem na cidade de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, o corpo foi encontrado embaixo de uma árvore em posição sentada. As autoridades locais ainda não divulgaram a causa da morte.

Ainda segundo a família da vítima, na segunda-feira(10), será realizada uma necrópsia para verificar a causa da morte e confirmar a identidade da jovem pela arcada dentária.

Relembre o casoA brasileira Criskeila Veloso Gomes, de 21 anos, desapareceu na quarta-feira (28). Segundo o jornal “O Globo”. Ela morava na cidade de Brisbane, no estado de Queensland, costa leste da Austrália, era funcionária de um frigorífico e morava com o namorado australiano.

Criskeila mora na Austrália há dez anos, quando emigrou com a família, que voltou para o Brasil há pouco mais de um ano. Ela tem um irmão que mora na mesma cidade, com quem tinha combinado um almoço antes de desaparecer para comemorar o recém conquistado visto permanente no país.

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