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MUDANÇA

Santa Casa de Araçatuba tem nova diretoria

Após 18 anos o advogado Jaime Monçalvarga deixa o cargo de provedor do maior hospital da região

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O policial civil aposentado Carlos Joaquim Rodrigues, 76 anos é o novo provedor da Santa Casa de Araçatuba. O nome dele foi referendado pelo Conselho Deliberativo da instituição em reunião realizada no dia 23 deste mês.  Carlinhos, como é popularmente chamado foi vice-provedor no período 2016-2018.  Agora, ele vai substituir o advogado Jaime Monçalvarga que após 18 anos de gestão decidiu não continuar na provedoria do hospital.

O provedor é um dos cargos da Administração Geral, a chamada Mesa Administrativa da Santa Casa de Araçatuba. Os demais diretores que tomam posse hoje são:   João César Bedran de Castro (vice-provedor), Claudionor Aguiar Teixeira (tesoureiro), Carlos Mullon (secretário) e Clemente Cavasana (procurador jurídico). Suplentes: Alexandre Pereira Piffer e Maria Helena de Paula Morais.

Esta diretoria vai estar à frente da gestão do hospital no biênio 2018-2020.

A diretoria Administrativa é responsável pela supervisão da administração da Santa Casa de Araçatuba. Sua área de atuação engloba o gerenciamento total das atividades realizadas na instituição. O trabalho é centrado na captação e equilíbrio das finanças, e, ao mesmo tempo, comprometimento contínuo em relação ao aprimoramento constante da qualidade dos serviços oferecidos aos pacientes do Sistema Único de Saúde, que representam torno de 86% do movimento do hospital.

Carlos Joaquim Rodrigues

Telegrafista da Policia Civil durante 31 anos, Carlos Joaquim Rodrigues também atuou durante vários anos como propagandista de grandes laboratórios farmacêuticos como Eurofarma, Bayer e Fontoura. Seu relacionamento com assuntos relacionados à saúde   foi ampliado há 39 anos, quando foi convidado para integrar o Conselho Irmãos Definidores da Santa Casa de Araçatuba. Em 2016 teve o nome indicado para ocupar a vice provedoria.

Nascido e criado em Araçatuba, o novo provedor explica que “neste ano, diante da decisão do provedor Jaime Monçalvarga de não permanecer mais no cargo para atender uma vontade de sua família e para se dedicar mais aos seus negócios, decidi colocar meu nome à disposição para atuar na gestão do hospital como forma de retribuir tudo o que esta cidade proporcionou à minha vida e aos meus familiares”.

Carlos Joaquim Rodrigues destaca que ao lado de seus diretores vai trabalhar no modelo de Diretoria Colegiada, através da qual “ todos os meses, reuniremos para discutir o que está sendo feito, o que pode ser feito e quais os resultados obtidos”

Dentre as metas que pretende realizar  destacam-se: a rediscussão do núcleo de gestores e criação de novo organograma; criação do núcleo de segurança dos pacientes; e buscar novos credenciamentos junto a Secretaria Estadual de Saúde e Ministério da Saúde, para novos serviços.

Na discussão das politicas externas, a nova diretoria quer ampliar a conscientização da sociedade regional sobre as dificuldades enfrentadas pelo hospital. O novo provedor quer estabelecer parceria com o prefeito Dilador Borges para que juntos sensibilizem os dirigentes dos 40 municípios da região para os quais a Santa Casa de Araçatuba é referência para atendimentos de média e alta complexidades, em relação aos problemas que o hospital enfrenta e importância da união dessas comunidades para torná-lo mais forte.

“Se sairmos em busca do apoio dessas prefeituras tornaremos a instituição mais forte. Vemos cidades da região captando doações para enviar para hospitais de Presidente Prudente, Barretos e outras cidades. Mas as 800 pessoas que moram nas cidades da jurisdição do Departamento Regional de Saúde de Araçatuba são tratadas aqui na Santa Casa. E não apenas tratamento de câncer. Somos a porta de entrada dessas cidades para tratamento especializado em Urgência e Emergência, Cirurgias especializadas, Ambulatório de Especialidades e tratamento renal. Vamos criar alternativas para que essas cidades também se mobilizem em favor da Santa Casa de Araçatuba”, explica o provedor empossado.

Dentre os projetos físicos, o novo provedor destaca:  a necessidade de reforma do prédio do Serviço de Urgência e Emergência e da ala de internação do primeiro andar da torre principal; a reestruturação do Centro Cirúrgico e a implantação de novas tecnologias no Laboratório de Análises Clínicas.  “ São obras que consideramos fundamentais para humanizar ainda mais o atendimento dos usuários do SUS”, informa Rodrigues, que também incluiu dentre as obras necessárias, a melhoria da estrutura física para atendimento dos usuários do Plano de Saúde Santa Casa de Araçatuba.

O novo provedor anuncia também a ampliação da interação “com os médicos e funcionários e melhorar cada vez mais a os conceitos de humanização com os colaboradores, gestão que até aqui foi muito bem conduzida”.

Jaime Monçalvarga

O relacionamento do advogado Jaime Monçalvarga com a gestão da Santa Casa de Araçatuba também é longevo. Começou em 1992 na condição de procurador jurídico da diretoria do ex-provedor Wilson Bedaque. Permaneceu no mesmo cargo no período de 1997 à 2000 na diretoria do ex-provedor Milton Freire (já falecido). Em 16 de março de 2000 foi eleito para assumir a provedoria.

Monçalvarga costuma dizer que nesses 18 anos de gestão, “nenhum dia foi fácil e alguns foram ainda mais difíceis em se tratando da dinâmica de um hospital público com demandas tão diversificadas e área de abrangência tão extensa, quanto a realidade da Santa Casa de Araçatuba”.

Porém, de acordo com o provedor que está passando o cargo hoje para nova diretoria, afirma que graças ao apoio de seus companheiros de Mesa, comprometimento e dedicação dos médios que integram o Corpo Clínico e os colaboradores dos vários segmentos do hospital, “esses desafios foram vencidos e aproveito esse momento para externar a todos eles a minha gratidão eterna”.

Monçalvarga informa que “estamos deixando em dia os pagamentos da folha de funcionários, os tributos e os serviços médicos contratados com os recursos do programa Santas Casas Sustentáveis. Devemos? Sim devemos! Mas em relação a outros hospitais a Santa Casa de Araçatuba está bem e com vários avanços que a consolidaram como referência regional de atendimento de alta complexidade.

Com 323.403 procedimentos prestados no ano passado aos usuários do Sistema Único de Saúde, a Santa Casa de Araçatuba ocupa a segunda posição em volume de atendimentos dentre os hospitais classificados como Estruturantes no Estado de São Paulo.  “Tudo isso foi possível graças ao parque tecnológico e recursos humanos qualificado, marcas indispensáveis ao bom atendimento”, explica Monçalvarga.

O balanço do ex-provedor destaca que ao assumir há 18 anos, a área construída do hospital era de 13.774,99 metros quadrados. “Durante nossa gestão construímos 10.510,79 metros e hoje a área construída total do complexo hospitalar é de 24.285,78 metros quadrados”, informa Monçalvarga.

Ele destaca como avanços de sua gestão a construção da nova ala que possibilitou a instalação de mais 100 leitos e a reengenharia de serviços de apoio, como por exemplo, a Central de Nutrição; a construção do Hospital do Rim, a instalação de mais 10 leitos de tratamento intensivo neonatal e readequação da Unidade de Radioterapia.

“Esses avanços só foram possíveis pela imensurável ajuda do governador Geraldo Alckmin que em suas duas gestões investiu mais de R$ 35 milhões em obras e instalações na Santa Casa de Araçatuba. E se isso não bastasse incluiu o hospital nos programas Santas Casas Sustentáveis e Pró Santas Casas, cujos recursos ajudaram a atenuar o déficit gerado pela defasagem entre a tabela do SUS e o valor real dos procedimentos, bem como, contratar serviços médicos para completar o rol de especialidades disponibilizadas aos pacientes do SUS. Nossa gratidão será eterna ao governador e ao ex-prefeito. Não posso deixar de citar o apoio do ex-prefeito Jorge Maluly Netto por suas inúmeras gestões junto ao governador para liberação de recursos para avanços que conquistamos no período 2001-2008”.

Ao desejar sucesso aos novos dirigentes, Jaime Monçalvarga explica que está em sua saída pesou muito a vontade de sua família e a necessidade de realizar alguns projetos profissionais. “Sinto-me realizado com a boa experiência que a gestão da Santa Casa acrescentou em minha vida. Lamento sair por que aqui exercitei uma das coisas que mais gosto de fazer: a beneficência às pessoas que necessitam dela”.

 

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Perigo

Explosão de caminhão-tanque deixa feridos no interior de SP

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Duas pessoas ficaram feridas após a explosão de um caminhão-tanque que abastecia cilindros de gás no estacionamento de um mercado, em Itariri, no interior de São Paulo. O caso ocorreu na manhã desta segunda-feira(17).

De acordo com o G1, a explosão gerou um incêndio que destruiu todo o estabelecimento. Duas pessoas tiveram queimaduras pelo corpo causadas pelas chamas, elas foram socorridas e levadas para o Hospital Regional em Pariquera-Açu, segundo informou a Defesa Civil. Ainda não há informações sobre seu estado de saúde.

O caminhão teria chegado no mercado que fica na Avenida do Comércio, no centro da cidade, por volta das 9h da manhã. Ele estacionou nos fundos do estabelecimento e começou a abastecer os cilindros de gás do mercado.

Segundo informou a Defesa Civil de Itariri, durante o procedimento a mangueira se rompeu e começou a vazar gás, o que causou a explosão de um dos cilindros e iniciou o incêndio.

Toda a quadra em que fica o mercado foi interditada. Moradores vizinhos foram orientados a deixares suas casas por razões de segurança. Segundo a Defesa Civil, não há mais risco de explosões no local.

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Justiça

Médico de Araçatuba é processado por acumular cargo em várias prefeituras

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O Ministério Público de Araçatuba entrou com ação civil pública pedindo a condenação por improbidade administrativa do médico ginecologista Márcio Pimenta. A informação é do jornal Folha da Região.

Conforme reportagem do periódico, ele é acusado de acumular cargo em prefeituras da região, com sobreposição de horário. Ou seja, nos registros de ponto obtidos pelo MP, ele estaria trabalhando em mais de um lugar ao mesmo tempo. A Justiça já determinou o bloqueio dos bens do médico.

Conforme a ação citada pelo jornal, Pimenta assumiu como médico em Araçatuba em 2005 e foi exonerado em 2015. Em Clementina, ele foi contratado em 1998 e ficou até 2014.

“Assim, o desempenho da função de médico na cidade de Clementina (já levando em consideração seus afastamentos) impedia que o requerido se fizesse presente nesta cidade de Araçatuba, havendo incompatibilidade de um total de 1.380 horas no período analisado (4 de fevereiro de 2005 até 31 de agosto de 2012), que deveriam ter sido prestadas e não foram, em patente prejuízo da população local e dos cofres públicos”, cita trecho da ação.

De acordo com o MP, o médico deixou de comparecer nos horários que se encontrava obrigado em Araçatuba, porque estava atendendo em Clementina, “o que redundou em um enriquecimento ilícito no valor de R$ 48.962,40”.

“Esta acumulação ocorreu na maioria das vezes em razão de o requerido realizar plantões de 24 horas com horário de entrada as 7h da manhã das sextas-feiras e saída as 7h da manhã dos sábados”, diz o MP.

Além disso, em 2010 o médico foi contratado para trabalhar no AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de Araçatuba e, a partir de 2014, passou a ter plantões de 24 horas na Santa Casa de Araçatuba, às quintas-feiras. Em 1998, ele foi contratado pela Prefeitura de Braúna e em 2015, pela de Bilac.

“De fácil constatação que os horários de trabalho do requerido remontam uns sobre os outros, havendo indevida acumulação de carga de trabalho, com evidente prejuízo ao erário e à inúmeras pessoas que deixaram de ser devidamente atendidas. O requerido chegou a manter cinco vínculos de trabalho ao mesmo tempo”, cita o MP, ainda conforme a reportagem da Folha.

Somando todos os trabalhos, o MP aponta que o médico recebeu R$ 120.015,51 indevidamente. “Ao tomar posse nos cargos para trabalhar em horários incompatíveis, o requerido agiu com evidente dolo de obter ilícita vantagem patrimonial”, sustenta o MP.

A Promotoria pede o bloqueio dos bens do médico, a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa e a devolução do valor recebido. O processo ainda está sendo analisado pela Justiça. O médico não foi encontrado para comentar a ação.

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Improbidade

Promotoria pede em ação a condenação da ex-prefeita de Avanhandava

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Foto: Blog do Faria

A Promotoria de Justiça de Penápolis pede em ação civil pública ajuizada dia 9 de outubro a condenação da ex-prefeita de Avanhandava Sueli Navarro Jorge pela prática de atos de improbidade administrativa.

O promotor de Justiça João Paulo Serra Dantas solicita ainda que seja imposto a ela a obrigação de ressarcir integralmente o dano; perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio; perda da função pública; suspensão dos direitos políticos por oito anos; pagamento de multa civil de duas vezes o valor do dano; proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos.

Segundo apurado em inquérito civil que instruiu a ação, Sueli foi prefeita de Avanhandava por dois mandatos subsequentes (2009-2012 e 2013-2016).

Chegou ao conhecimento da Promotoria por meio de comunicação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que a prefeitura, no exercício de 2012, durante os dois últimos quadrimestres do 1º mandato de Sueli, contraiu obrigações de despesas que não podiam ser cumpridas integralmente dentro da sua gestão e com parcelas a serem pagas no exercício seguinte, sem que houvesse suficiente disponibilidade de caixa para tanto, infringindo a Lei de Responsabilidade Fiscal.

No decorrer do exercício, o Tribunal de Contas expediu oito alertas à prefeitura e à chefe do Executivo informando a possível emissão de parecer desfavorável à aprovação das contas anuais relativas a 2012. Contudo, Sueli encerrou o mandato deixando a administração municipal com iliquidez de R$ 1.411.847,03.

A disponibilidade de caixa na prefeitura era insuficiente para cobrir as despesas contraídas por ela mesma nos dois últimos quadrimestres do exercício de 2012, último ano do 1º mandato da ex-prefeita, ato que infringe os princípios constitucionais da legalidade, da moralidade e da eficiência.

“Era dever da requerida redobrar sua cautela, restringindo os gastos a despesas de caráter absolutamente necessárias, a fim de evitar dívidas para o exercente do novo mandato no exercício seguinte, ou ainda em dar carta branca ao gestor público a aumentar os pagamentos no final do mandato político para auferir ‘dividendos políticos’, tratando-se de promoção pessoal,” observou o promotor na ação.

De acordo com a ação, a ex-prefeita desatendeu a vários comandos estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, notadamente pela contratação de obrigações nos derradeiros quatro meses de gestão para saldo no exercício seguinte sem numerário suficiente em caixa.

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Araçatuba

Após repercussão, Executivo vai pedir retirada do projeto que aumenta salário de Edna

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Edna Flor é vice-prefeita de Araçatuba (Foto: Jornal Folha da Região)

A repercussão negativa do aumento do salário da vice-prefeita Edna Flor forçou o Executivo a pedir a retirada do projeto da pauta da sessão extraordinária da Câmara, que ocorre na noite desta segunda-feira (17), em Araçatuba.

Pela proposta, encaminhada pela administração à Câmara, o salário de Edna passaria de R$ 7,3 mil para R$ 11,3 mil por mês, a partir de janeiro, caso os vereadores aprovassem.

Após a divulgação em primeira mão da pauta bomba pelo Regional Press, na sexta-feira (14), o assunto repercutiu nas redes sociais e motivou a mobilização de grupos políticos e representantes de bairros que organizaram uma manifestação durante a sessão desta segunda (17).

A repercussão do assunto trouxe grande dor de cabeça para administração municipal no fim de semana. O vereador Almir Fernandes Lima, que é do PSDB, o mesmo partido do prefeito Dilador Borges, foi procurado hoje (17) pelo assessor de Edna Flor, Lázaro Eduardo Pereira, o Lazim, que afirmou que o aumento não teria sido reivindicado por ela.

A informação diverge da apurada pelo Regional Press de que um padre, amigo de Edna, teria procurado o mesmo vereador Almir para que ele ajudasse no encaminhamento da pauta de reajuste.

Almir, que diante da repercussão do caso vinha fazendo pressão desde sexta-feira pela retirada do projeto, articulou junto ao Executivo o afastamento da propositura.

O pedido de retirada do projeto deverá ser o primeiro item a ser discutido na sessão de hoje. Isso porque os vereadores querem evitar o avanço da manifestação marcada para às 18h na frente do prédio da Câmara.

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