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SAÚDE

Nos primeiros dias de janeiro, mais de 13 mil pessoas morreram por problemas cardiovasculares

Enquanto você lê essa matéria, pelo menos uma pessoa morre por problemas cardiovasculares no Brasil. E isso é preocupante. De 1º de janeiro até o dia 15, segundo dados do Cardiômetro, uma espécie de “impostômetro” do coração, mais 13 mil pessoas morreram por doenças cardiovasculares no país. Uma média assustadora de quase 900 óbitos por dia.

Criado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o Cardiômetro funciona como um indicador do número de mortes por doenças cardiovasculares no País. A ferramenta é abastecida com dados coletados de óbitos causados por doenças do aparelho circulatório.

Números

De acordo com a SBC, as doenças cardiovasculares representam a principal causa de mortes no Brasil. No período de 2004 a 2014, última atualização feita pela entidade, as doenças cardiovasculares foram responsáveis por 3.493.459 óbitos, 29% do total, o que significa uma morte a cada 40 segundos.

Para simples efeito de comparação, as doenças cardiovasculares causam o dobro de mortes que aquelas devidas a todos os tipos de câncer juntos, duas vezes mais que todas as causas externas (acidentes e violência), três vezes mais que as doenças respiratórias e 6,5 vezes mais que todas as infecções, incluindo a Aids. O alerta, a prevenção e o tratamento adequados podem reverter essa grave situação.

Apesar de os fatores de risco serem conhecidos – hipertensão, sedentarismo, diabetes, tabagismo, colesterol –, o brasileiro insiste em fazer vista grossa. Acredita-se que “isso nunca vai acontecer comigo”. No entanto, não é bem assim. Somente em 2016, quase 350 mil pessoas morreram com problemas cardiovasculares. Por isso a importância da prevenção.

Fica a pergunta: É possível reverter esse quadro assustador? Para o médico cardiologista Flávio Salatino a resposta é sim. “O simples fato de mudar hábitos alimentares – ad otar uma dieta rica em verduras e frutas, por exemplo – e começar a praticar exercícios físicos com certa frequência podem ajudar a reduzir as chances de ocorrer um infarto”. Ainda, segundo Salatino, o sedentarismo é apontado como sendo a causa de doenças como a hipertensão, diabetes e aumento de colesterol. “O ideal nesse caso é praticar atividade física regular de três a cinco vezes na semana. E o mais importante, procure sempre por atendimento médico. A prevenção ainda é o mais recomendado”, completa Flávio Salatino.

Por isso, conforme o cardiologista, a importância da realização de exames periódicos. “Ao sentir uma dor torácica (peito) diferente, procure por um médico. Esse desconforto pode ser um sintoma de infarto”, explica o médico.

Sintomas mais habituais de infarto/angina

– Dor torácica geralmente no lado esquerdo, mas podendo ser à direita, no meio do tórax ou no estômago;

– A dor pode ficar localizada (parada) ou irradiar para braço esquerdo, principalmente, mas pode ser o direito também, assim como mandíbula (queixo) ou até as costas;

– Pode vir isolada ou acompanhada de tontura, suor intenso, náuseas/vomito, escurecimento da visão e até desmaio;

– Geralmente é continua, podendo ser intermitente ou passageira;

– Pode estar ligada a esforço físico, mas em repouso também;

– A grande dica é: dor torácica diferente procure atendimento médico

 

Medidas preventivas

– Abandonar o cigarro;

– Controlar o peso corporal;

– Fazer atividade física regularmente (3-5x/semana)

– Fazer exames médicos periodicamente;

– No diagnóstico de colesterol e triglicerídeos alterados e/ou diabetes, seguir as recomendações médicas corretamente;

– No caso de prescrição de medicamentos pelo médico, usá-los corretamente;

– Evitar trocar informações com conhecidos e/ou parentes ou ainda pesquisar na internet, pois cada caso deve ser individualizado;

– Cuidado com medidas “populares”, como chás, ervas e raízes medicinais – tudo tem efeito colateral;

– Não tomar medicamentos indicados por pessoas leigas ou desconhecedoras do caso. Por vezes um medicamento usado por um paciente, pode fazer mal a outro com os mesmos sintomas e diagnóstico.

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