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DF

Mulheres caem em túmulo e se ferem em cemitério durante enterro

Placa da sepultura cedeu. Três pessoas que acompanhavam a cerimônia se machucaram e foram atendidas pelos bombeiros

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Três mulheres sofreram ferimentos ao caírem dentro de um túmulo no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília (DF), na tarde desta quinta-feira (11/1).

Durante um sepultamento, a placa superior de cobertura da estrutura cedeu, e as vítimas se acidentaram. O Corpo de Bombeiros foi acionado para fazer o socorro.

Um das mulheres, de 52 anos, sofreu luxação no pé direito. Outra, de 35, machucou o pé esquerdo. A terceira vítima, de 31 anos, sentia dores no ombro direito. Elas foram levadas ao Hospital de Base. (Com informações do Corpo de Bombeiros do DF)

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Metrópoles
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Rio de janeiro

Motorista atropela pelo menos 20 pedestres na Praia de Copacabana

Acidente aconteceu por volta das 20h15 desta quinta-feira

Pelo menos 20 pessoas foram atropeladas no calçadão da Avenida Atlântica, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, por um motorista que perdeu o controle de seu veículo, por volta das 20h15 desta quinta-feira, 18, na altura da Rua Figueiredo de Magalhães. Até as 21h30, não havia informações sobre o estado de saúde das vítimas – a princípio, segundo o Corpo de Bombeiros, ninguém morreu.

O carro atravessou tanto a ciclovia como a calçada e só parou no início da faixa de areia. O motorista fugiu, mas já foi identificado e detido. No fim da noite, ele estava sendo encaminhado à 12ª Delegacia de Polícia, em Copacabana, onde o caso será registrado.

O trânsito foi interrompido em duas faixas da Avenida Atlântica, no sentido Leme, no trecho próximo à Rua Figueiredo de Magalhães.

Um bebê está entre as vítimas. Os feridos receberam atendimento no próprio local e estão sendo encaminhados para hospitais da região pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Quinze pessoas feridas foram levadas ao Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, zona sul.

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atropelamento

Morre bebê de 8 meses ferido em acidente na orla de Copacabana

Maria Louise, bebê de oito meses morta em acidente (Arquivo Pessoal)

Um bebê de 8 meses, ferido durante um atropelamento na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na noite desta quinta-feira (18), não resistiu e morreu na UPA do bairro.

A menina, de nome Maria Louise, é uma das 17 vítimas do acidente, ocorrido na Avenida Atlântica, segundo reportagem do jornal O Globo.

Por volta das 20h30, um carro desgovernado subiu o calçadão, atravessou a ciclovia e invadiu a areia da praia. O atropelamento aconteceu numa noite de intenso calor, quando a orla ainda estava cheia, e provocou pânico e desespero.

Diante da cena de pessoas caídas, algumas gravemente feridas, moradores do bairro, banhistas e turistas que estavam nas imediações correram para socorrer as vítimas.

Daria Iasmar, de 40 anos, fez um relato dramático sobre sua tentativa de salvar a vida de Maria Louise. Ela disse ter recebido a criança de oito meses, desacordada, dos braços da avó e a levou, junto com guardas municipais, para a UPA de Copacabana. O bebê morreu após tentativas de ressuscitação.

Das 17 vítimas, nove foram levadas para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, e outras sete para o Hospital Souza Aguiar, no Centro.

Os feridos foram levados para os hospitais Miguel Couto, na Gávea, e Souza Aguiar, no Centro. O motorista, Antônio de Almeida Anaquim, de 41 anos, alegou ter sofrido um ataque epilético.

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Saúde

Em possível caso raro de reação adversa, aposentada morre após se vacinar contra febre amarela

A professora aposentada Mônika Oelkerf, de 76 anos, saiu de sua casa, em Ibiúna, no interior de São Paulo, no dia 8 de janeiro para se vacinar contra febre amarela, mas morreu oito dias depois em um caso extremamente raro de reação adversa à imunização.

Mônika começou a sentir-se mal no dia seguinte à visita ao posto de saúde Dr. Darcy Bandeira. Com muito cansaço, febre, fraqueza e falta de apetite, ela foi levada a um pronto-socorro, onde familiares afirmam que ela apenas recebeu soro.

Seu quadro não melhorou, e ela foi para a cidade de São Paulo, a 75 km de Ibiúna, para ser examinada no Hospital do Servidor.

“No hospital, remontaram seu histórico clínico, pediram exames e diagnosticaram uma reação muito forte à vacina, dizendo que o corpo dela estava manifestando sintomas da doença”, diz sua sobrinha-neta, Bianca Wiederin, de 28 anos, que acompanhou Mônika em sua internação em São Paulo.

“Como o funcionamento do fígado e dos rins foi comprometido, ela foi para a UTI, onde uma equipe de infectologistas assumiu e fez o mesmo diagnóstico.” Internada no dia 14, Mônika teve de ser entubada no dia seguinte e morreu no dia 16.

No documento do hospital que acompanhou o corpo, enviado ao Serviço de Verificação de Óbito, está escrito na última linha: causa possível – febre amarela, reação vacinal.

O laudo da morte da aposentada lista, entre os diagnósticos, hemorragia pulmonar, hepatite aguda, icterícia febril e febre hemorrágica, sintomas da doença viscerotrópica aguda (DVA), uma reação à vacina em que o paciente desenvolve um quadro semelhante ao da doença até dez dias após ser imunizado. Além disso, ela sofria de obesidade, arteriosclerose, diabetes e hipertensão.

Estima-se que ocorra um caso de DVA para cada 400 mil doses aplicadas, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Segurança e recomendações

A vacina contra febre amarela é considerada altamente segura e, atualmente, é recomendada para quem tem entre nove meses – ou seis, em áreas consideradas de alto risco – e 59 anos de idade. Acima dessa faixa etária, o paciente deve se consultar com um médico para avaliar o estado do sistema imunológico e se o risco de contágio é alto ou não antes de se vacinar.

Segundo a Fiocruz, o risco de reação adversa é ainda maior para quem tem acima de 70 anos, como era o caso de Mônika. Diabéticos e hipertensos como a aposentada não têm contraindicação para a vacina desde que estejam com os níveis de glicemia e pressão controlados.

“Para mim, por questões de saúde e da idade, está claro que era contraindicado ela se vacinar”, diz Bianca. “Mas uma senhora, longe da família, foi tomar. O posto não deveria ter vacinado sem entender o histórico dela.”

À BBC Brasil , a coordenadora de vigilância epidemiológica de Ibiúna, Elisângela Cardoso Pires, explicou ser “impossível” que a aposentada não tenha passado por uma avaliação ou triagem no posto de saúde.

“Fazemos uma reunião uma vez por semana com enfermeiros e auxiliares de enfermagem, que prestam o atendimento nos locais de vacinação, para reforçar os critérios”, afirmou Pires.

A coordenadora disse ainda que Ibiúna foi considerada uma área de risco pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica de Sorocaba [ligado à Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo]. “A região é cercada por mata e tem muitos cursos d’água. Além disso, tivemos cinco casos confirmados de macacos mortos com febre amarela em locais distantes entre si.”

Segundo Pires, isso significa que a aplicação da vacina em idosos dispensa a apresentação de uma carta de avaliação médica atestando o bom estado de saúde do paciente, informação confirmada pelo governo estadual. Logo, bastaria uma avaliação de saúde no momento da imunização e no próprio local de vacinação por um enfermeiro.

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo disse à BBC Brasildesconhecer o caso e informou que cabe aos municípios investigarem os casos de morte pela doença.

“De 2017 até o momento, houve 40 casos autóctones de febre amarela silvestre confirmados no Estado. Vinte e um deles evoluíram para óbitos. Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942”, disse em um comunicado enviado à BBC Brasil.

Custo-benefício

Em pacientes com um sistema imunológico sadio, a vacina estimula o corpo a produzir anticorpos, para que, se houver um contágio, seu organismo seja capaz de combater a doença.

Mas, por ser feita a partir de vírus vivos atenuados, em determinados grupos de pacientes, como quem está com a imunidade debilitada ou tem alergias a elementos do ovo de galinha, usado em sua produção, a vacina pode causar problemas graves, como a DVA.

“É algo muito raro, mas pode ocorrer. São pouquíssimos casos em que essa reação leva ao óbito”, diz Akira Homma, consultor científico sênior da Bio-Manguinhos/Fiocruz, ressaltando que “o custo-beneficio da vacinação é absurdamente claro”. “É muito melhor se vacinar do que ter a doença.”

De acordo com os índices oficiais de incidência do governo, em um universo de 20,6 milhões de pessoas imunizadas – a meta estabelecida pela campanha do Ministério da Saúde para os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia -, 51 poderão ter esta reação grave, ou 0,00025% dos pacientes.

Por sua vez, o grau de letalidade da febre amarela silvestre foi de 51% entre 1980 e 2004, de acordo com dados do governo. Isso significa que cerca de 10 milhões de pessoas correriam risco de morte em um cenário de epidemia em que todas as 20,6 milhões de pessoas fossem contaminadas.

Desde o início do surto, em 1º de dezembro de 2016, até 1º de agosto de 2017, foram confirmados 777 casos e 261 óbitos por febre amarela. Do meio do ano passado até o último dia 14, foram 35 casos – os números podem crescer, já que vários casos suspeitos estão em investigação.

O governo ainda analisa se classifica o quadro atual como um surto. Oficialmente, trata como um aumento atípico de casos, uma situação que gerou alarme e fez muitas pessoas, como Mônika, procurarem os serviços de saúde para se proteger.

“Minha mensagem é para tomarem cuidado com os idosos”, diz a sobrinha-neta da aposentada.

“Uma senhora deveria ser aconselhada a procurar seu médico para ver se poderia tomar a vacina. Quero mais pessoas informadas, porque as pessoas no próprio posto às vezes não estão preparadas.”

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